sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

COLUNA PRIMEIRO PLANO


DEUS NOS DEU PELÉ 

PARA GRANDES LIÇÕES

Ganhei de presente do Betanista Pedro Alcântara, no lançamento do AD LABOREM,  o livro ESCRAVIDÃO, do consagrado autor Laurentino Gomes que o colega supunha ser meu parente. Não é.

O livro é interessantíssimo, como o são os demais livros do autor. O volume I vai do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares.

 O que faz um ser humano tratar como escravo o seu semelhante? O que o faz pensar que é superior ao outro? A cor?

 Perdemos agora o Pelé, Rei do Futebol. Qual era a sua cor? Outros gênios, da mesma cor, estão na música, nas letras, na literatura, nas diversas modalidades de esporte.

 Deus nos deu Pelé e tantos outros para dar uma lição aos preconceituosos que julgam pela cor, pela origem, pelo gênero, pelo grau de instrução, esquecendo a pessoa.

 Quanto mais a pessoa manifesta o seu preconceito, mais exibe a sua ignorância. A homofobia está sendo outra forma de exibição da ignorância.

Nesta semana, quatro homens agrediram, violentamente, uma mulher trans. Que prazer mórbido é este? Não seria uma espécie de inveja? Que vantagem leva com os gesto agressivo?

 Até hoje, não entendo por que as gestões educacionais passaram a valorizar apenas o ensino de Português e Matemática. As demais disciplinas não são mais importantes.

 Já ocupei o cargo de Secretário de Educação em quatro oportunidades e sempre tivemos atualizações de professores no ensino de todas as disciplinas. Com bons resultados.

 Inovação para prejudicar não tem sentido. Os resultados já se começam a surgir. Os alunos não sabem mais Geografia, História, Ciências, Artes. Pior é que também estão com limitações em Português e Matemática.

 Não escrevem mais os nomes próprios com letra maiúscula, a pontuação e colocada após um espaço em relação à palavra, pouco ligam para as concordâncias.

 No nosso livro PROFESSOR COM PRAZER-Vivência e Convivência na Sala de Aula o primeiro capitulo é sobre a Comunicação em Sala de Aula. São 25 tópicos muito práticos.

 No ultimo tópico recomendamos que todos os dias os alunos devem exercitar a prática de Ler, Escrever, Ouvir e Falar. A aprendizagem depende do exercício prático.

 Tenho usado como exemplo para fortalecer esta ideia que ninguém aprende a nadar, dirigir, tocar um instrumento sem exercitar, constantemente.

 A atualização dos Professores  quanto ao conteúdo das disciplinas e a metodologia a ser adotada na sala de aula deve uma constante. Jamais uma repetição constante de conteúdo e forma.

 Sempre adotei começar capacitações como avaliações dos procedimentos que estavam sendo adotados. Identificando as vantagens e desvantagens e, buscando alternativas.

 Há muitas inovações criadas pelos próprios professores que, pelos seus resultados, podem e devem ser multiplicadas.  A metodologia  das capacitações devem ser atualizadas.

 As repetidas Semanas Pedagógicas, do início do ano letivo, a quase nada levam. Em muitos casos são verdadeiros discursos que se repetem a cada ano. Cansam os Professores.

 Vejam essas informações abaixo: TV do Habilidoso, um canal, em Fortaleza, a serviço da política e da cultura. Vale a pena ver os bons assuntos abordados.

No próximo ano, certamente, vamos ter algumas mudanças em nosso blog. Vamos estabelecer parcerias, inclusive com este canal da TV do Habilidoso que está concluindo sua ampliação.

 Fazemos nossas, as esperanças do Mons. Assis Rocha, para o próximo ano, expressas no Comentário da Semana, desta edição. “As esperanças vão conosco à frente” como disse o poeta Padre Antônio Tomaz.

                                         Um novo Brasil vem por aí!








 

IDEIAS & NOTÍCIAS


UM GRANDE EXEMPLO

No Natal de 1978, há 44 anos, Deus o chamou. Tinha 67 anos. Sua missão, entre nós, estava cumprida. Foi músico da Banda. Tocava nos eventos da Paróquia. Casou-se com sua prima, cantora da Igreja.

Criou a primeira e única sapataria que empregava vários operários que fabricavam todos calçados dos conterrâneos. Tornou-se Presidente da Congregação Mariana que reunia os homens de comportamento exemplar. 


Foi eleito Vereador, pelo PSD-Partido Social Democrático, à época em que a tarefa era voluntária.

Por falta de alguém no município capaz de interpretar uma planta para construção do primeiro prédio escolar e para que não fosse devolvido o dinheiro ao Estado, prontificou-se a assumir a obra. Já havia concebido e construído a sua própria casa que virou destaque na praça principal da cidade. Nasceu o prédio das Escolas Reunidas, hoje Escola "Marina Soares".

 Tornou-se funcionário dos Correios. Já tinha 12 filhos de dois casamentos: Leunam, Nazi, Neiva, Neila, Leildo, Laerte, Luciene, Eneida, Eny, José Raimundo Gomes Filho, Lilly e Jocélio. A primeira esposa e sua prima morreu de parto. Casou-se com a irmã dela. Foram seis filhos com cada uma.  

 Foi transferido para Fortaleza em 1964. Era a grande oportunidade para que os filhos continuassem os estudos, já que nossa terra só oferecia até o quarto ano primário.

O sacrifício aumentou.

 Era só ele para manter tudo, naquele início. Mas ele tinha consciência de que o estudo era nosso único caminho. E assim aconteceu. Todos tivemos chance de estudar para viver independentes. Foi a principal herança, afora o seu grande exemplo de vida, de trabalho, de criatividade, de ajuda aos que mais precisavam. Seguir os seus passos, é nossa missão.

 Este era o meu pai, o nosso pai José Raimundo Gomes Sobrinho, nascido em Guaraciaba do Norte em13 de fevereiro de 1911 e falecido em Fortaleza em 25 de dezembro de 1978.

No Natal deste ano, 44 anos de seu retorno ao encontro de Deus para outras missões. Guardamos dele as melhores lembranças e exemplos.




 

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 


       2023 - AS ESPERANÇAS              DO MONS. ASSIS ROCHA   Pelo meu Curriculum - teórico e prático - tantas vezes apresentado, e pelas inúmeras atividades em sala de aula, no uso dos Meios de Comunicação – falados e escritos – e por me ter arriscado em pronunciamentos catequéticos, políticos e, socialmente, comprometedores, quero - nesta encruzilhada histórica de um final de governo de tipo conservador e fascista e no limiar de um novo ano que também se abre à democracia - opinar sobre minhas esperanças.

            Nestes últimos 6 anos, sobretudo no findante mandato, vimos e ouvimos mentiras, calúnias, desrespeitos à Constituição e a outras leis, em especial, com o aparecimento de uma linguagem estranha ‘fake news’, comum na Mídia.

            O governo que se vai instalar, a partir de amanhã, tem experiência de sobra, para acertar o passo. Pela 3ª vez assume o comando da Nação, com vitórias alcançadas, em meio a derrotas, dificuldades e incompreensões, até prisões, que lhe favoreceram, muito mais de amadurecimento no serviço que presta ao povo, em sua ascendência social e em políticas públicas que atinjam a maioria, do que ficar do lado de uma elite, reduzida em número, mas que só visa o seu bem-estar pessoal, o lucro e o acúmulo de riquezas.

            Sua prisão de quase 600 dias, antes desta vitória, o fizeram rever seus conceitos: muito mais para “cuidar do povo”, do que para “governar o povo”. As leituras que fez na prisão, as visitas que recebeu de líderes internacionais, até de “alguns prêmios Nobel”, a reflexão sobre a realidade ou a crise brasileira, o fizeram aprofundar melhor o que seria “bem comum” ou o “cuidado maior com os seres vivos”, especialmente, com os “seres humanos”.

            O novo presidente, escolhido pela 3ª vez para dirigir os destinos do Brasil, está, suficientemente preparado contra as mentiras, as calunias, as fake news, as desobediências às leis Constitucionais tão bem entendidas, pensadas e repensadas durante o exílio que lhe foi, injustamente, imposto, de onde saiu mais sábio, mais humano e, espiritualmente, mais bem preparado e fortificado.

            Os que acompanhamos os debates políticos, os programas eleitorais ou ouvimos as propostas, sobretudo as polarizadas entre os dois principais candidatos, percebemos a diferença entre a igualdade proposta pelo candidato vitorioso da esquerda, e a liberdade proposta pela direita fascista perdedora. Em vez de proporem uma “liberdade respeitosa”, propunham uma libertinagem.

            Ambos os valores fazem parte da Democracia, embora suas visões sejam diferentes: pela igualdade se respeita todas as diferenças e se lhes reconhece o direito de existir e pela liberdade se pode expressar tudo o que lhes passa pela cabeça, como: mentir, ofender pessoas e utilizar fake news.

            Para se viver, mais harmonicamente, eu acrescentaria o que sugere o Papa Francisco, em seu grande sonho proposto na Fratelli Tutti: a Fraternidade com todos os seres da criação por virem todos do mesmo barro, do mesmo ato amoroso de Deus e por, cientificamente, todos possuírem o mesmo código genético de base. Ela nos coloca, todos juntos, no mesmo chão e com relações ternas e respeitosas.

            Não misturamos Estado com religião alguma, nem fé com ideologia política, porque fazem parte de esferas diferentes. Quem é democrata, respeita as opções religiosas do povo. Não lhe impõe uma religiosidade e não o encurrala como se animais fossem. Talvez tenha sido o maior erro do nazifascismo que imperou até hoje no Brasil, em detrimento da ideologia republicana, popular e democrática que nos deveria tratar a todos com equilíbrio e com respeito.

            Sou Padre há 54 anos. Tenho 82 de idade. Nunca obriguei ninguém a aceitar a fé que eu tenho ou a pensar à minha maneira de pensar.

            Como afirmei antes, faz parte da democracia, a igualdade no respeito às diferenças, reconhecendo-lhes o direito de existir, e a liberdade de expressar tudo o que me passa pela cabeça sem mentir ou impor nada a ninguém.

            Nem sempre me tenho dado bem por agir assim. Muitos me criticam até, ao quererem que eu diga o que eles querem ouvir, que eu defenda as ideias reacionárias que seus “gurus” defendem e a pregar um evangelho de conveniência ou diferente daquele que Jesus pregou. Tenho dito que não prego para agradar alguém. Prego para agradar a Deus. Isto tem feito com que, muitos que antes me consultavam, ouviam minhas opiniões, de repente se foram afastando. É claro. Eu não me colocava numa atitude que os agradava.

            A maneira mais cômoda que alguns acharam para não me ouvirem ou darem valor ao que prego, foi espalhando que minhas reflexões são comunistas ou estão em desacordo com o que Jesus pregou. Às vezes tenho interpelado: o que é o comunismo? Você conhece alguém que é comunista? Diga-me quem é para eu ir falar com ela. Vou desmascará-la. É claro que os políticos fascistas tiram um grande proveito desses inocentes desconhecedores da verdade. E o Padre é quem paga, coitado!

            Antes, ao falar de Democracia, eu falava de igualdade e liberdade, como seus componentes. Acrescentei mais um, sugerido pelo Papa Francisco: a Fraternidade. Para se viver este conceito de Fraternidade, cabe ao Estado criar as condições sociais, políticas, culturais e espirituais para que a Fraternidade seja vivida na prática e não seja mera retórica. E eu pergunto: como aceitar este papel do Estado se muitos estão sentindo-se enlutados pelo resultado das eleições? Os sequazes do governo que finda amanhã, ainda estão sem aceitar a derrota e promovem escaramuças, arruaças e todo tipo de movimento antidemocrático para revelarem sua insatisfação. Por acaso, a sua democracia não inclui alternância no poder?

            Será que o governo que estava se conduzindo, ultimamente, estava tudo certinho, com as vistas voltadas para os mais necessitados, merecendo ser reeleito para dar continuidade às políticas públicas, às reformas iniciadas e ao bem comum que se processava a contento de todos? Se era assim, por que não conseguiu a reeleição?

            O que foi eleito pela 3ª vez, já era nosso conhecido, já experimentara um trabalho, tendo em vista os mais necessitados, gerando empregos, políticas públicas, encaminhando alunos para as escolas e universidades, visando sempre o bem comum, por que não retornar ao que já dera certo? Não terá sido a causa de sua escolha, mais uma vez? Será que não se renovaram as esperanças

E o que mais desejamos ao Presidente Lula? Que ele realize o que sonhou na prisão em quase 600 dias: não apenas “governar o povo”, mas “cuidar do povo”, isto é, ter sempre um gesto generoso para com o povo e seu bem comum. O cuidado é da essência de todos os seres vivos, máxime dos seres humanos. Com estes, não se faz experiência. Eles não são números. 

O próprio Jesus nos deu o exemplo. Sempre cultivou e cuidou dos pobres, dos famintos, dos doentes, dos injustiçados e de todos os que se sentiam marginalizados. Que o nosso novo governante contribua, positivamente com a humanização, as boas relações e a civilização entre as pessoas e as instituições.  Vamos torcer e colaborar para que isso aconteça.     








sábado, 24 de dezembro de 2022

COLUNA PRIMEIRO PLANO


ANISTIADOS POLÍTICOS EM CONFRATERNIZAÇÃO

Com frequência, tenho recebido algumas mensagens de estímulo da Professora Terezinha Sampaio Oliveira, esposa do amigo Dedé Luciano de Guaraciaba do Norte.

 Nasceu em Massapê, jovem saiu para estudar em Sobral e Fortaleza e foi parar em nossa terra para onde seu pai, Coletor Estadual, João Evangelista de Paula Sampaio, foi transferido.

 Em nossa terra prestou grandes serviços como Professora, em momentos em que era raro encontrar pessoas habilitadas. Por seu prestigio, foi Vereadora em vários mandatos.

 Seu marido, de grande credibilidade, foi eleito vice-Prefeito à época da liderança ímpar de José Maria Melo que foi Prefeito por três mandatos e, finalmente, Deputado Estadual.

 Terezinha é uma leitora permanente deste blog. É encantada com os Comentários do Mons. Assis Rocha, de onde extrai muita aprendizagem.

Outro leitor permanente é o Lourenço Araújo Lima, Betanista, Veterinário, Ipueirense, do distrito de Gásea, residente no Rio de Janeiro. Sempre envia seus comentários.

 Quem vai às ruas pedir, intervenção militar, volta do AI5, liberdade, fazer ritual com celular para os ET´s, marchar sem motivo,  rezar em pé de muro de quartel, está normal?

Um grupo cearense de anistiados políticos reuniu-se ontem numa confraternização num  restaurante de Fortaleza. Momento para muitas recordações boas e amargas.

 Anistiados políticos são pessoas que, na época da ditadura de 64 foram perseguidas por causa das suas atividades de combate às desigualdades sociais e em defesa dos direitos dos trabalhadores.

 Lá estiveram Honório Silva, Célio Albuquerque, da Comissão Wanda Sidou (Anistia), Monica Barroso, Maria Luiza Fontenele, Ruth Cavalcante, Osvald Barroso, Rodger Rogério e outros.

Curiosidade: Na época em que estavam sendo cavados os alicerces do primeiro prédio escolar de Guaraciaba do Norte, Escolas Reunidas, foram encontrados  grandes panelas de barro.

 Todo mundo queria ver aquelas raridades, encontradas debaixo da terra. Só podia ser obra dos índios, primeiros moradores de nossa região. Não sei que destino lhes foi dado.

 Domingo passado vivi mais uma experiência pedagógica importante. Era uma turma de Pedagogia, da parceria IETOS/UNIFATEC, no distrito de Juá, em Irauçuba.

 Como em todas as minhas turmas, no início, curiosidade. Depois de alguns minutos, muito envolvimento de todos e muitas manifestações de entusiasmo.

 Cada vez mais me convenço de que a participação dos alunos e alunas é condição fundamental para aprendizagem. Ao Professor cabe ser o facilitador do processo.

Dr. Francisco José Bezerra de Menezes foi um dos primeiros a tomar a iniciativa de presentear os amigos e conterrâneos, neste Natal, com nosso livro GUARACIABA DO NORTE- Nossas Ruas, Nossa História.

 Seu pai, Gerardo Mendes Bezerra  era um grande conhecedor da História, além de ser Professor. Nos meus períodos de férias, era uma das pessoas com que gostava de conversar.

 A escolha de Camilo Santana e Izolda Cela para o comando do Ministério da Educação fará uma grande diferença. O que se viu neste governo que sai foi a desvalorização.

 Aliás o perfil dos futuros ministros, já apresentados, demonstra outro nível de compromisso com o país. Basta comparar, vendo a gravação daquela triste reunião ministerial.

 Hoje é aniversário da cunhada Ana Maria Cavalcante e Silva. A comemoração foi ontem com a celebração de uma novena de Natal e homenagem especial das irmãs.


Para este Natal, escolhi este soneto de autoria do Betanista  Médico e Cientista José Henrique Leal Cardoso




O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Feliz natal e próspero Ano Novo!” Só isto?

Sempre me impressionei com a minimização que se faz da Festa do Aniversário de Jesus. Quando muito, se reduz a um tradicional desejo de “feliz natal”, ou a uma brincadeira de “amigo secreto”, ou ainda à “ceia de um peru” ou à encenação de um “papai Noel” que nós nem sabemos sua origem, já que aparece em neve falsa e em carruagem puxada a rena, deixando presentinhos debaixo de camas ou redes de “inocentes crianças”.

A exploração feita pelo comércio é enorme. Natal é pra dar lucro. Aí os Meios de Comunicação entram em cena, também para vender comerciais e lucrarem, de tal modo que a Festa do Natal é tão maravilhosa, a cada ano, se supera em percentuais, o lucro do ano anterior.

Sempre vi assim o Natal, vivido pelo mundo e estendo a minha visão à Páscoa, ao Dia das Mães, dos Pais, da Criança e a outras datas que se prestam mais à exploração comercial do que a uma celebração afetiva, amorosa e respeitosa como a data merece.

O nascimento de Jesus, para mim, é o único aniversário de alguém que é Deus. Isto já faz a diferença. Não é um natal qualquer. O natal de Jesus foi anunciado desde o início do Velho Testamento. Todos os seres vivos, humanos ou não, estamos na mente de Deus, desde toda a eternidade. Todos reconhecemos isto como verdade. Mas a vinda de Jesus ao mundo, não foi a vinda de um ser vivo qualquer. Cada Palavra dita por Deus na criação seria transformada em gente, em carne, em pessoa humana. Seria consagrada, ungida, materializada num ser crismado, marcado, carimbado com um selo que nunca se apagaria: o selo do Espírito de Deus. Era Cristo, o Senhor: o ungido, o crismado, aquele que tinha um caráter: um selo de qualidade.

Se o 1º Homem e a 1ª Mulher não tivessem pecado, isto é, desobedecido a Deus, toda a humanidade viria de Deus ao mundo, ficava aqui uma temporada e voltava, diretamente, do mundo pra Deus. O seu pecado fez Deus mudar de Plano. O homem e a mulher não perderiam o retorno pra Deus, mas teriam que morrer primeiro. A morte foi uma consequência do pecado. Para que se desse o resgate, Deus enviaria o seu Filho, a 2ª pessoa da SS Trindade, para tornar-se Homem, vir ao mundo e dar sua vida pela salvação de todos. Isso aconteceu faz pouco tempo: há apenas 2.022 anos. É uma partícula de tempo, se comparado à Criação do Universo: cerca de 15 bilhões de anos. E esta é uma longa história. Cerca de mil anos antes de Jesus nascer, o profeta Isaías (61, 1ss) já predissera: “o espírito repousa sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos, para proclamar o tempo da graça do Senhor”. Como Isaías, outros profetas também falaram, até que “apareceu um homem enviado por Deus, chamado João para falar da LUZ”.

Era João Batista. Último profeta do Antigo Testamento e o 1º do Novo. Ele anunciou que a Palavra – o Verbum Dei – já estava no mundo. Havia-se tornado um ser humano. ‘Já está entre nós – não para batizar só com a água, como eu faço – mas para batizar com o Espírito Santo. Eu quero que ele cresça e que eu diminua’. João fez a sua parte. Foi o precursor. Veio primeiro. Só então Jesus vem dizer a que veio. Começou sua vida pública.

Maria e José já estavam prevenidos sobre o Filho que estavam cuidando desde a infância. Segundo os profetas Simeão e Ana “ele fora escolhido por Deus para a destruição/, como para a salvação de muita gente em Israel”. E para completar, acrescentaram: “apesar de ser ele, um sinal de Deus, muitas pessoas falarão contra ele e uma espada afiada cortará o seu coração, Maria”. Daí em diante: matança das criancinhas pela ordem do Rei Herodes, fuga para o Egito, perda do menino, por 03 dias, em Jerusalém e o crescimento do adolescente com muita sabedoria e com a plenitude da graça de Deus, como narram os Evangelistas. Estas e outras “dores” dilaceraram o Coração de Maria até o fim.

Ele começara sua Vida Pública, em Nazaré, onde havia crescido. Todos os sábados – como bom judeu - participava da reunião na Sinagoga, até que um dia pediram-lhe para ler as “Escrituras Sagradas”. Ele abriu o livro, exatamente, no texto do Profeta Isaías, que lemos anteriormente. Quando terminou a leitura “Jesus fechou o livro, entregou-o para o ajudante da Sinagoga e sentou-se. Todas as pessoas ali presentes olhavam para Jesus sem desviar os olhos. Então ele disse: hoje se cumpriu o trecho das Escrituras Sagradas que vocês acabam de ouvir”. Imediatamente surgiram os “contra” e os “a favor”, levaram-no para fora e para o alto de um monte para jogá-lo dali abaixo. Era só o início das “dores”, da “espada afiada” que transpassaria o coração de Maria como afirmaram Simeão e Ana no Templo.

Será que já dá pra perceber que este Natal ou este aniversário que vamos celebrar de hoje para amanhã, não pode ser, simplesmente, reduzido a um chavão tradicional e vazio de “feliz natal” e “próspero ano novo” como, normalmente, se faz? Estamos festejando um momento tão importante de nossa vida, que não podemos reduzi-lo a um ‘jargão’ tão vazio. Dá até pra pensar que o Natal é só isso. Como na minha cabeça, o nascimento de Jesus representa muito mais, tem uma continuidade, vou aprofundar esta reflexão, tendo em vista a data natalícia de Jesus que já é amanhã. Vou falar sobre a Vida Pública de Jesus, isto é, mostrar sua prática. É muito mais do que tudo o que dissemos até agora. Foi isto que incomodou tanto no tempo dele e continua a incomodar hoje a quem quiser repassar seus ensinamentos como ele mesmo o fez. Há certos espertalhões, ensinando mentiras como se fossem verdades, usando o nome de Deus em vão. Geram filhos em várias mulheres e enganam a muitos. Que família cristã é esta?               Conforme prometi no sábado passado, eu voltaria hoje a continuar a Reflexão iniciada sobre o Natal de Jesus, em que eu dizia não ser um aniversário qualquer, mas é o único nascimento do Verbo de Deus que se fez Homem. Toda a Palavra dita por Deus no A.T. era eficaz. Ele dizia e acontecia: “faça-se a luz”; “apareça a água”; “que esta se separe e apareça a terra seca”; “que a terra produza vegetais”; “que o dia e a noite se separem no céu”; “que surjam o homem e a mulher como minha imagem e semelhança para dominar o universo”. E assim se fez. É nisto que está a eficácia da Palavra de Deus: até se tornar gente e habitar entre nós: Jesus Cristo.

         João Batista O anunciou e Ele, que já era conhecido e frequentava a Sinagoga de Nazaré, leu o texto de Isaías, 61, 1ss, dizendo que naquele dia, aquela profecia estava se realizando. A partir dali, ele iniciava sua Missão. Houve incompreensão, quiseram colocá-lo em um precipício de ladeira abaixo e ele mostrou firme a que veio.

         Seu tempo era limitado. Tinha que aproveitá-lo bem. Começou logo, formando sua equipe de trabalho: os 12 apóstolos, os 72 discípulos, as santas mulheres (algumas convertidas) e a todos ia dando funções e os enviava em missão. Muitos milagres iam acontecendo, muitas parábolas eram contadas e os que eram curados – cegos, aleijados, surdos, endemoniados, leprosos, ressuscitados – mesmo proibidos de divulgarem, espalhavam a notícia por toda parte, pelo prazer de se sentirem livres de seus males.

         Enquanto Jesus fazia os milagres, beneficiava o povo, multiplicava-lhe o pão, fazia pescas milagrosas/, tudo parecia ir muito bem. Mas quando ele começou a denunciar injustiças, a falar na defesa dos mais pobres, a pedir aos ricos a partilha dos seus bens com os mais necessitados, a dizer-lhes ser mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que eles se salvarem, a pagarem o justo salário a quem trabalhasse e a desafiar as autoridades pelo seu mau comportamento, aí a coisa piorou e o levante contra Ele se espalhou por toda parte, até proporem a sua troca por Barrabás - um conhecido bandido que estava preso - e a crucificá-lo.

         Em apenas 03 anos ele deu o seu recado, formou uma Assembleia de fiéis, deixou um chefe para comandá-la, mandou que os seus seguidores – apóstolos ou discípulos – organizassem Comunidades, dessem a elas as graças e os Sacramentos instituídos por Ele e disse, pelo menos, em 18 ocasiões: não tenhais medo: “procurem as ovelhas perdidas da casa de Israel. Vão e anunciem isto; ‘o Reino do Céu está perto’. Cuidem dos leprosos e de outros doentes, expulsem os demônios, dêem assistência aos mortos, não levem nem ouro, nem prata. Vocês receberam sem pagar, portanto dêem sem cobrar”. Crucificado, morto, sepultado e ressuscitado, subiu ao céu, enviou o Espírito Santo para fixar bem a Igreja e deixou-nos com a Missão.

         Mateus encerra seu livro, dizendo a última recomendação de Jesus; “Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que ordenei a vocês. Eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”.

         A Igreja começou sua missão. Tinha que seguir a ordem do fundador. O livro dos Atos dos Apóstolos dá continuidade à história iniciada por Jesus em Jerusalém, na Judéia e na Samaria, chegando aos lugares mais distantes, como Roma, a Capital do Império Romano. Dois apóstolos chegam primeiro: o Papa, Pedro e um cidadão romano, judeu convertido ao cristianismo: Paulo. Duas pilastras da Igreja iniciante. Pedro começou visitando Jerusalém, Samaria, Lida, Jope e Cesaréia. Paulo, com suas muitas viagens pelo Império Romano. Ambos, enfrentando distancias, mares e travessias, sofrendo até naufrágios. A eles se foram associando outros líderes, como: Estêvão, Filipe, Barnabé, Timóteo e Silas. Foi um trabalho muito difícil, sobretudo por causa do paganismo reinante, oficial, do Império e as perseguições desferidas contra os simpatizantes dos que iam aceitando o cristianismo.

         O papel mais importante, acreditado por todos, era do Espírito Santo que guiava, sugeria, sustentava, encorajava e fortalecia os seguidores de Jesus nos trabalhos das Igrejas e no serviço de anunciar o Evangelho pelo mundo inteiro. Esta base sólida, inicial tem que comandar a Igreja até o fim.

         Para chegar até nossos dias, muitas dificuldades foram enfrentadas, mas muitas vitórias foram conquistadas. Nunca se deveria perder o foco, a iluminação inicial de Jesus e o calor ou o fogo dado pelo Espírito de Deus. É que nós, às vezes, esquecemos disto. Os Concílios, os Sínodos, as Encíclicas e Cartas Apostólicas nos incentivam à Ação Missionária. Qualquer oposição ao nosso trabalho, desistimos, temos medo, recordamos nomes de Bispos e Padres do passado, mas não nos espelhamos neles. Se uma autoridade política nos critica, a gente esquece aqueles sacerdotes e bispos que lutaram e venceram com a verdade. E a Palavra de Deus nos diz que “a verdade nos libertará”. Nós temos medo e nossos inimigos ficam respaldando suas mentiras, usando a Palavra de Deus ou usando o nome de Deus em vão. Será que dá pra esquecer a coragem e influencia de D. Francisco, D. Helder, D. Fragoso, D. José Maria Pires, D. Paulo Evaristo, D. Pedro Casaldáliga, D. Aloísio Lorsheider, D. Angélico Sândalo, D. Adriano Hipólito, D. Tomás Balduíno, D. Valdir Calheiros, D. Luciano Mendes, D. Ivo Lorsheiter, D. Marcelo Carvalheira, D. Paulo Ponte, D. Leonardo Steiner, D. Erwin Krautler, D. Edmilson da Cruz e o Padre Julio Lancelotti pelo muito que fizeram e alguns ainda fazem para que os bons desejos de Jesus e as bases lançadas por ele de sustentação de sua Igreja permaneçam até o fim?

Quem tem um ‘aniversariante assim’, não pode ter sentimentos superficiais. 











quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

IDEIAS & NOTÍCIAS

UM OLHAR SOBRE AS PRIMEIRAS  ACADEMIAS DE LETRAS

                                                                         Eudes de Sousa 

Saber  História é uma forma de fazer uma reflexão sobre nosso presente. O modo como vemos o passado depende muito do que vivemos hoje. Muitas das contradições que permearam o que foi ainda estão no agora. Uma geração de cidadãos que se deseja consciente de seu papel na sociedade não pode ignorar o que aconteceu nem deixar de pensar no que acontece. A exemplo  a história das Academias de Letras no mundo.

Pois bem, as primeiras manifestações históricas dos intelectuais de outros continentes.  Sem a presença das mulheres escritoras, discutiam os preceitos poéticos, fazendo sua primeira escala na Itália, já na nossa era, por volta de 1540. Ainda sob o impacto das falácias, o italianos podem glorificar-se disso, porque souberam também que as letras poderiam se organizar, com a ajudar de uma boa quantidade de falácias. Se há uma desculpa, no entanto, é que  falácia por falácia lá floresceram os Unidos, os Ociosos. Mas, não podemos esquecer da a Academia de Crusca, a quem devemos o primeiro vocabulário italiano.

Nas bases evolutivas dessas manifestações, os interesses pelas academias continuaram a seduzir os europeus, e em especial os franceses, a Marquesa de Romoulielet inicia abertura de seus salões aos homens de letras. Com isso, as manifestações floresceram, nas ruas de Paris, a cidade parecia viver um festival literário que não parava nunca! Em pouco tempo esse itinerário parisiense, desempatava com as ironias feitas ao Cardeal Richelieu, 1635, fundou Academia de Letras Francesa e, na Espanha foi criada a Academia dos Noturnos, dos Desconfiados e do Bom Gosto, enquanto Duque de Estalona, 1714, instalou a Real de Madri, com a divisa limpa, fixa do esplendor, objetivando escoimar da língua Espanhola do estrangeirismo.

Desde modo, também foi criada  a Academia na Alemanha, com a mesma manifestação, Frederico I proporcionou a fundação da Academia Real de Ciências e Belas Artes, bem como em Portugal, com o mesmo amor as letras, à devoções à arte proliferem essas manifestações mesmo com o protesto de Almeida Garret, que diz: “Tudo corrompido pelo mau gosto dos cultos que, arregimentados em uma infinidade de academias dos nomes mais extravagantes e inclusive conseguem tirar toda a cor da literatura portuguesa”.

 

Muito mais forte do que esse protesto, no entanto, foram as adesões para as entidades literárias portuguesas, lembramos as dos Gêneros e as das Singulares, deixaram dois volumes de conferências. Mas Portugal teve outras Academias com a dos Aplicados, Insignes e Solitários; dos Humildes e outras. Depois vieram Academia Real de História Portuguesa, Arcádia Ulissiponense. E Academia Real da Ciência, e a Nova Arcádia.

Como se sabe, tais manifestações chegaram, no Brasil, fazendo seu próprio transporte no período colonial. As entidades literárias invadiram as letras baianas, criando um clima de fundação cruzada entre as mentes dos escritores e poetas baianos.  Com isso, a Bahia foi o berço de nossa primeira Academia de Letras, pois em 1724 foi fundada a Academia dos Esquecidos, sem andar com as graças oficiais, cerrou por definitivo tempo a porta da Academia.

Ao contrário do que ocorreu na Bahia, em um período áureo para as letras cearenses, a inquietação de intelectuais motivou a criação da Padaria Espiritual, sem chefe de grupo nem líder evidente. No aprimoramento de algumas vontades firmes que orientavam as deliberações do instituto, o Ceará ocupa,  a Academia mais antiga do Brasil, ainda em funcionamento, é Academia Cearense de Letras, seguida pela Academia Brasileira de Letras.

Daí se originou, no continente africano, a Academia Angolana  de Letras, teve como ponto de partida para redação de seu estatuto o estatuto da Academia Brasileira de Letras, além de Angola, Cabo Verde também criou   sua academia pela União dos Escritores Angolanos, considerada a mais nova Academia de Letras no espaço global de língua portuguesa.

No Brasil, com a proliferação de entidades literárias, muitas cidades não reuniam “literatos” em número suficiente para que viessem, a justificar a fundação de um “Silogeu”. Vieram, assim, as Academias “misto” de letras e artes (em tese, todo “artista” pode ser membro), de letras e música” etc.

De outro lado, certas categorias profissionais ou associativas, reunindo em seu bojo muitos escritores, passaram a criar Academias específicas: médicos, militares, maçons, passaram a ter “suas” próprias Academias de Letras, como nominadas como no caso dos formados em Direito, das chamadas academias  “de Letras Jurídicas”

Afinal, todos estes históricos levam a conclusão de que as academias de letras ou as academias de letras e artes, seja em qualquer Continente, têm precedente na história.

         EUDES SOUSA - Jornalista, historiador, membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão,            Crítico Literário e presidente da Academia Massapeense de Letras e Artes














quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

IDEIAS & NOTICIAS

 

SOLSTÍCIOS

Aos admiradores do Universo e aos amantes da ciência que estudam vivenciando a “Astronomia”, não podem deixar de ler esse pequeno texto, em que um taboquense, lá da serra da Ibiapaba - Tianguá - Ceará, aborda o Solstício de Verão:

 A iniciar-se hoje 21/12/2022, quarta-feira às 18 h 48 min.

E a terminar em 20/03/2023 às 18 h 25 min.

Com duração de 88 dias, 23 horas e 37 min.

 A estação de verão está posicionada na constelação, que sempre representa “Orion” (o gigante caçador)

Solstício vem das palavra de origem latina (Sol + sistere), que significa “Sol imóvel”, e que ocorre entre os dias 21 e 22 de dezembro de cada ano, cá no hemisfério Sul.

 Solstício é um fenômeno astronômico, que ocorre nos hemisférios Sul ou Norte, a cada 6 messes, em razão do Sol estar mais voltado para um desses hemisférios, deixando o dia atingir o pico de duração mais iluminado e por mais tempo, no que torna o dia mais longo e a noite mais curta.

Ocorre que o Sol assume a sua declinação máxima sobre o Trópico de Capricórnio com relação a linha do Equador no hemisfério Sul e o mesmo acontece no “Trópico de Câncer” no hemisfério Norte.

 O Trópico de Capricórnio percorre uma linha imaginária que passa pelo hemisfério Sul, sendo este o mais desprovido de terras em comparação com o hemisfério Norte, onde se concentra a maior população de toda a Terra.

 O Trópico de Capricórnio passa pelo continente da América do Sul a partir do Chile, Paraguai, norte da Argentina e no Brasil pelo Mato Grosso do Sul, Paraná - Londrina, São Paulo - Sorocaba, Norte da capital, Guarulhos e Ubatuba, a única cidade litorâneo do Brasil e vai por todo o Oceano Atlântico e ao atingir o continente Africano passa por Namíbia, Bostswana, Moçambique, Madagascar e segue no Oceano Índico até o continente da Austrália para depois percorrer o Oceano Pacifico e atingir o novamente a costa chilena. 

 É importante frisar, que desde os tempos mais remotos da humanidade, quando se impôs a interpretar os fenômenos vistos aos seus olhos, se fizeram possuir da capacidade de observação em tudo que podia influir no seu cotidiano, porém com a paciência suficiente para poder filtrar e montar os apuros da vida com relação a natureza.

 Civilizações antigas como as Egípcias, tinham seus conceitos apurados da época, visto que a pirâmide de Gizé tem alinhamentos solares.

O povo Asteca, cá na América Central com suas pirâmides, também reverenciavam o Sol dentro do seus conceitos existenciais.

 As pedras de Stonehenge há 130 km de Londres, mantem segredos de quem as erigiu, se povos Anglo, Celtas ou até Romanos, mas sabe-se que era um local de observação astronômica do alinhamento dos solstícios. 

 Particularmente, todos os dias 20 ou 21 de cada mês do ano, faço pelo celular um “Print do ISS Live Now”, para acompanhar o momento em que a noite toca o continente americano na Ponta do Seixas, litoral leste do nordeste brasileiro, que fica no estado da Paraíba.      

São Paulo, 21/12/2022

Chico Ocosta







sábado, 17 de dezembro de 2022

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

O RECONHECIMENTO PELA BOAS AÇÕES SEMPRE FAZEM BEM E ESTIMULA                                    Edição de 17 de dezembro


Ontem, Desembargador Emmanuel Furtado, do TRT da 7ª Região, prestou homenagem ao Dr. Inocêncio Uchoa, nos 80 anos de criação da Justiça do Trabalho.

 Segundo ele, a sua atuação profissional como Advogado e como Juiz do Trabalho teria sido importante para o engrandecimento do judiciário trabalhista do nosso Estado.

O Ato aconteceu às 12 hs de ontem, na sala da Vice-Presidência do Tribunal, no prédio histórico da Av. Santos Dumont, 3384, Aldeota.

E na quinta feira, foi  seu filho Dr. Marcelo Uchoa homenageado pela Assembleia Legislativa pela sua atuação em defesa dos Direitos Humanos. Na foto, com os pais e Neidja Albuquerque

 O amigo Petrônio Emanoel Timbó Braga, Pró-Reitor da UVA e membro do Conselho de Educação do Ceará, recebeu o título de Cidadão Sobralense.

 Fomos colegas de trabalho na UVA quando ali fui Professor e ocupei as funções de Pró-Reitor e de Diretor da Imprensa Universitária. Timbó merece o reconhecimento.

 Neste domingo, estaremos no município de Irauçuba para uma aula sobre Filosofia da Educação, na nova turma de Pedagogia do distrito de Juá.

 Por causa da credibilidade de IETOS/UNIFATEC, a comunidade procurou os Professora Muldiane, Edson e Lídia para que nova turma fosse aberta.

 Os principais divulgadores da seriedade da instituição foram os alunos e alunas que concluíram a primeira turma, com muito êxito.

 A fama da instituição chegou a Massapê e com uma parceria com a Secretaria de Educação, ali instalará cursos de graduação e pós-graduação.

 No dia 12, só vi duas pessoas sendo diplomadas pelo TSE. Apenas Lula e Alkmin. Agora aparecem  o Mercado, e ex poderosos meios de comunicação, não votados, mas querem.

 Nos tempos da ditadura, quando poderosos, meios de comunicação nomeavam ministros, emprestavam veículos para conduzir presos. Viviam nos banquetes do Planalto.

A convite da Professora Ivna de Holanda Pereira, (foto) do Curso de Pedagogia da UVA, onde leciona a disciplina História da Educação e Ideias Pedagógicas, tive um encontro com seus alunos e alunas.

 A proposta era que eu falasse, especificamente da História da Educação que tive a oportunidade de participar e construir várias experiências diferenciadas.

 Foram mais de 50 anos dedicados à Educação. Graças a Deus, sempre construindo algo diferente, onde estive. Fui demitido do primeiro emprego pela ditadura, em 71 e não desanimei.

 Na conversa com a turma de Pedagogia fui seguindo a linha do tempo e falando de todas as experiências inovadoras. Tenho a convicção de que a rotina da educação é não ter rotina.

 O próprio significado de Educação é MUDANÇA, no latim. E-ducere significa conduzir-se de para. As minhas aulas, desde que descobri o verdadeiro sentido de Educação, são prova disto.

 Tive a oportunidade de mostrar que o meu livro PROFESSOR COM PRAZER é uma aplicação prática das ideias de Paulo Freire que tenho exercitado há muitos anos.

 Tive a oportunidade de autografar vários exemplares, a pedido da turma. Até meu conterrâneo Vitor Mesquita trouxe um exemplar de Guaraciaba do Norte – Nossas Ruas, Nossa História.

Com a publicação das fotos no Facebook, recebi muitas manifestações de apoio e reconhecimento de pessoas amigas de vários locais. Fico muito grato a todos.

Na próxima quarta-feira, será lançado o livro HISTÓRIA POLÍTICA DE CAMOCIM, de autoria do Professor Historiador Carlos Augusto Pereira dos Santos.

 Pela  grande experiência do autor, certamente, vai ser um livro para ser muito disputado não só em Camocim, mas em todo o Ceará.

 Em Guaraciaba do Norte, foi lançado um livro com a história do município para ser adotado nas escolas. Iniciativa muito oportuna.

 Quando não se conhece a história e os valores da própria terra, a tendência é sempre achar que lugares bons são os outros. Quem conhece  ama, valoriza, divulga, atrai visitantes.







COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...