sábado, 25 de março de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

QUEM NÃO É CAPAZ DE ENTENDER A IMPORTÂNCIA DO CÍRCULO, NA SALA DE AULA, NÃO VAI ENTENDER       OUTRAS IDEIAS  

EDIÇÃO DE  25 DE MARÇO

       

Acabei de rever o seriado “Maria Madalena”, no Netflix. Excelente. Uma visão muito humana de Jesus e seus apóstolos. As posições de Jesus são impecáveis.

 Observei uma situação muito semelhante ao momento político que estamos vivendo. A elites da época não aceitavam a liderança de Jesus.

 Na escolha em Jesus e Barrabás, os membros do Sinédrio compraram o povo para votar em Barrabás. Confessaram isto.

Os poderosos matavam por brincadeira. A perseguição a Jesus e seus seguidores era na base da mentira, as atuais fakenews. 

 Foi canonizada em 1619. O Papa Francisco, em 2016, equiparou-a aos apóstolos. Para São Tomaz de Aquino era a Apóstola entre os Apóstolos.

 Pela sua história de lutas e pelas injustiças que sofreu e soube superar, bem que podia ser a padroeira das mulheres. Infelizmente, o seriado está saindo de cartaz.

 A TV H BR completou três anos e, apesar de jovem, já tem muitos serviços prestados à comunidade com a criação de oportunidades para muitos debates.

                                                      

Na contramão dos canais convencionais, a TV H BR tem aberto porta para muitos debates sobre cultura e política. Não um canal comercial, por isto precisa de parceiros.

A iniciativa do comunicador Luiz Regadas está crescendo, mas poderá ser um grande canal para a Educação, Saúde, Política, Cultura e Informações.

 Nesta quarta-feira, tive a oportunidade de conceder uma entrevista para o Canal Abya Yala Comunicação Popular Nômade e Pluriversal. Programa Visibilidade Indígena.

 Foi mais de uma hora de uma conversa descontraída em que me foi solicitado falar de minha trajetória na Educação. Especialmente das influências de Paulo Freire.

 Também falei sobre o meu livro Professor com Prazer – Vivência e Convivência na Sala de aula. No outro dia recebi convite para ir Tribo Tikuna, em Coari, no Amazonas.

 Sem dúvida, muita gente anda procurando caminhos diferentes para a Educação. Não dá mais para ficar repetindo aulas com o mesmo modelo de 60 anos ou mais.

 Percebo que, cada vez mais, a minha Dissertação de Mestrado está mais atualizada, com o seu título:  EM EDUCAÇÃO, SEM PARTICIPAÇÃO NÃO HÁ MUDANÇA.

 A maioria dos gestores sequer é capaz de implantar uma nova organização nas salas de aula. Há professores que tem vontade de mudar, mas não são estimulados.

 Nada é mais produtivo e estimulador para a participação que o círculo. Todos se vêm com facilidade. Os Professores podem chegar mais perto de cada aluno.

 Quem não é capaz de entender algo tão simples, jamais compreenderá aspectos mais profundos sobre a participação.

 “Não há saber mais nem saber menos. Há saberes diferentes”. Como colocar em prática esta frase que está em muitas paredes de escolas? Chega às salas de aula?

 Há 43 anos, chegando em Teresina, o Papa João Paulo II viu esta frase “Santo Padre, o Povo passa fome”. Ele não se conteve e exclamou:

  “Fome de Deus, sim; fome de pão, não. Como é possível que ainda haja, no nosso tempo, quem morra de fome? ” É O Comentário da Semana, do Mons. Assis Rocha. 

O Sociólogo Arlindo Soares, cearense de Massapê, ex-colega no Seminário de Sobral e ex-Secretário                                 de Planejamento de Pernambuco estará em Fortaleza no dia 31.

 No mesmo dia, às 19,30,  seu filho Camilo Soares com Adriana Gerônimo e Claudio Silva apresentarão o Documentário MURIBECA, no Dragão do Mar.

 O sentimento de desalento de uma comunidade que, de repente, viu seu conjunto habitacional ser demolido . O documentário reconstitui a história dessas famílias .

 Tupinambá Frota, Professor e Radialista em Sobral, sobrinho de Dom José Tupinambá da Frota, me liga para dizer que está morando em Guaraciaba do Norte, atraído por seu clima e belezas naturais.

 Por falar na minha cidade, fico triste em ler em publicações oficiais uma referência ao casarão do Tamboatá como Casa dos Escravos.  Não é verdade.

 Confirmei esta informação com o Seu Nando Marques que era afilhado do dono da casa, Coronel Pedro Simplício e, quando criança, morou uns tempos com o padrinho.

 Na casa, havia um quarto para escravos e eu o conheci. Mas não o casarão não era dos escravos. Esta falsa informação vem sendo reproduzida há algum tempo. É incorreta.

 Mais detalhes estão no nosso livro GUARACIABA DO NORTE – Nossas ruas, Nossa história, na página 138.

 Hoje é mais um dia de festa na família com a comemoração dos 15 anos da FERNANDA, filha de Cynthia e Alejandro e neta de Neiva e Wilson Diógenes.











 

Campanha da Fraternidade:

QUAIS AS SOLUÇÕES PARA O PROBLEMA DA FOME ENTRE NÓS?

      

Chegamos ao sábado da 4ª Semana da Quaresma que, por ser o dia 25 de março, celebramos o Anúncio do Nascimento de Jesus, exatamente, 09 meses, antes do seu natalício, aos 25 de Dezembro. Amanhã, atingiremos o 5º Domingo da Quaresma, início da última semana quaresmal, que vai até o próximo sábado, 1º de Abril. No Domingo, dia 02, já se celebra o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor e daremos início à Semana Santa.

             Tivemos nestes últimos 40 dias, a realização da Quaresma, um tempo de penitência, de arrependimento dos pecados, para festejar, alegremente, a Páscoa. Nestes últimos 60 anos, realizamos durante a Quaresma, a Campanha da Fraternidade, refletindo, pela 3ª vez, o problema da fome, no Brasil.

            Muitos quiseram negar essa realidade, opuseram-se ao trabalho de conscientização, encabeçado pela Igreja e - negacionistas como são - não facilitaram a compreensão da realidade da fome. Até a negaram.

            De nossa parte, encontramos todo o apoio possível, no Prof. Leunam e nos mantivemos solidários e unidos em toda a Campanha Quaresmal. Grato!

             No entanto, ainda temos tempo para um arremate final nesta C.F./2023, que tratou da FOME e que só terá sentido, se tivermos aberto caminhos para uma ação concreta de direcionamentos para soluções.

            Aliás, o esquema seguido, foi o mesmo das Campanhas anteriores: vimos a realidade (como em todos os temas, tratados em 60 anos). Julgamos o seu conteúdo (sob os lemas, à luz da Palavra de Deus) e tomamos um propósito de agir ou de realizar uma ação concreta ao longo do ano em que se deu a Campanha da Fraternidade.  É o que queremos agora: um agir concreto para ir em frente, na busca de soluções para o problema da Fome entre nós.

            Ao realizarmos a 60ª Campanha da Fraternidade, sobre a Fome, nesta Quaresma, entendemos como a Fome nos desafia e desinstala. Não é possível ficar parados diante do grito da realidade brasileira e do mandamento de Jesus.

            É a dimensão social da fé que exige de nós engajamento na busca de soluções eficazes para o drama da fome. Foi esta realidade que chegou ao sentimento de Jesus para que tomasse uma atitude pontual, que resolvesse aquele problema, não na lógica do dinheiro ou da indiferença, mas na lógica do próprio Jesus: “dai-lhes, vós mesmos, de comer” (Mt 14,16).

            Em seguida, “mandou que as multidões se sentassem na relva, partiu os pães e deu aos discípulos, e os discípulos os distribuíram às multidões”. Foi rápida a solução de Jesus, que Betinho entendeu tão bem, ao afirmar: “quem tem fome, tem pressa” e que o Pontifício Conselho “Cor Unum”, sobre a Fome no Mundo completa: “a caridade não é um luxo, é uma condição de sobrevivência para um elevadíssimo número de seres humanos”.

            Achamos claro demais ser preciso alimentar o faminto hoje, no momento da fome, sem deixar de indagar a respeito das causas da fome, trabalhando pelas garantias de alimentação para o faminto e para sua família. O faminto precisa, sobretudo, recuperar a dignidade, o que só lhe acontece quando lhe é devolvida a capacidade de ganhar o pão com o suor de seu rosto.

            Faz muito tempo que a fome nos persegue. A Igreja não deverá ser a única no enfrentamento da fome. São necessárias políticas públicas, sobretudo de Estado, e investimentos a partir da responsabilidade social das empresas. Mais ainda, é preciso que as ações mudem a realidade social, trazendo para o centro, a pessoa humana e a sua dignidade, buscando a superação de uma sociedade de famintos.

                                  
                                               João Paulo II, em Teresina - Piauí

            Quando S. João Paulo II visitou o Brasil em 1980, chegando a Teresina viu, em meio à multidão, um cartaz que dizia: “Santo Padre, o Povo passa fome”. Ele não se conteve e exclamou: “Fome de Deus, sim; fome de pão, não. Como é possível que ainda haja, no nosso tempo, quem morra de fome?” E já se vão 43 anos e continuamos a falar de fome, cada vez pior.

            A Liturgia deste 5º Domingo da Quaresma, cujo tempo ainda celebramos até sábado, nos narra uma mensagem de esperança. Fala da Ressurreição de Lázaro. Mostra que a vida é dom que nos vem de Deus. Não morre jamais. O chamado de Lázaro para a vida e a Ressurreição de Cristo são a prova máxima da vida como dom divino. No Cristo Jesus a vida irrompe sempre. É vida plena, eterna, mesmo que vivamos ainda numa condição mortal. O mal não pode jamais ter o poder sobre o ser humano, pois é a vida que vence a morte. Infelizmente, nós somos muito imediatistas. Não temos a paciência de Deus. Queremos vencer logo no primeiro embate.

            Veja o texto do Evangelho de amanhã, no capítulo 11 de São João. As irmãs de Lázaro – Maria e Marta – mandaram dizer a Jesus: “senhor, aquele que amas está doente”. Como nós, elas achavam que Jesus fosse de imediato. Mas ele disse: “esta doença não leva à morte. Ela serve para a glória de Deus; para que o Filho de Deus seja glorificado por ela”.

  Apesar da amizade que Jesus tinha aos 03 irmãos, ele ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. Foi a Betânia e encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. Marta foi-lhe logo dizendo: “senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas, mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele te concederá”. Ao que Jesus respondeu: “teu irmão ressuscitará... Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais...  Crês isto”?

Marta respondeu: “Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias”. Ao que Jesus exclamou com voz forte: “Lázaro, vem para fora... Desatai-o e deixai-o caminhar”. Muitos dos que lá se encontravam, creram n’Ele.

 É claro, a fé transporta montanhas. Todas as dificuldades serão zeradas para quem tem fé, esperança, pertinácia. Isto sim, destrói “qualquer montanha”, daí a indagação de São João Paulo Segundo em Teresina: “como é possível que ainda haja, no nosso tempo, quem morra de fome”?

Continua sendo nossa realidade, São João Paulo II. A Igreja persiste insistindo. Seu sucessor, o Papa Francisco, teve sua Mensagem de lançamento da C.F. 2023, mantendo a tradição dos antecessores, chamando a atenção para o lema desta Campanha: “dai-lhes vós mesmos de comer”, lembrando que nós, seus discípulos devemos partilhar – do muito ou do pouco que temos – com os nossos irmãos que nem sequer tem com que saciar sua própria fome. No entanto, sabemos que ao saciar a própria fome ou à fome dos irmãos, estaremos saciando o próprio Senhor Jesus que se identifica com os mais pobres e famintos: “eu estava com fome e me destes de comer... todas as vezes que fizeste isso a um destes mais pequeninos, que são meus irmãos, foi a mim que fizeste” (Mt.25,35).

Para completar as nossas reflexões sobre Tema e Lema desta C.F. 2023, lembramos o que D. Helder dizia: “se eu tenho fome, o problema é meu. Se meu irmão tem fome, o problema é nosso”.

Até a Celebração Sexagenária da C.F./2024 sob o Tema: “Fraternidade e Amizade Social” e o Lema: 



segunda-feira, 20 de março de 2023

 EDUCAÇÃO BIOCÊNTRICA NO CURSO DE DIREITO DA F5, EM SOBRAL


CONTEXTUALIZAÇÃO

 No dia 06 de maio de 2022, promovemos, dentro da disciplina de Introdução ao Estudo do Direito, na turma do 1° período (manhã), a realização de atividade resultante das formações pedagógicas do Programa Ensino Jurídico e Formação do Curso de Direito da Faculdade 05 de Julho -F5, bem como de sugestões de práticas metodológicas do Projeto Imersão em Direito – práticas exitosas que fazem parte do referido Programa. A ideia do método da aprendizagem jurídica em círculo envolve a promoção de conhecimento, por meio de experiências ativas, em que a atividade é vivenciada de forma cíclica, com a formação de círculos, em que cada etapa da atividade exige que os alunos formem novos grupos com colegas que ainda não tenham trabalhado em grupos anteriores. Algo como uma engrenagem sempre em movimento na sala de aula.

Nesta perspectiva, o presente trabalho apresenta um relato de experiência de Círculos de Aprendizagem Jurídica Vivencial em Sala de Aula com o intuito de construir uma nova educação jurídica. A proposta considera que a construção do conhecimento em círculos vivenciais gera uma interação dinâmica do saber, respeitando, para isso, as diferentes respostas para uma mesma pergunta sobre o conteúdo ou tema em debate. A atividade didático-pedagógica veio promover a reflexão, interação, inclusão e conexões de todo o sistema vivente de uma sala de aula a partir de uma perspectiva sociocultural. Os métodos utilizados envolveram a prática dos Círculos de Aprendizagem Jurídica em Sala de Aula, como uma das estratégicas pedagógica do campo da Educação Biocêntrica, que é norteada por valores universais de natureza antropocêntrica como participação, diálogo, socialização, igualdade, respeito ao modo de cada um pensar, sentir e agir necessários no mundo da vida. A atividade em sala de aula resultou em um momento de partilhar significativa de experiências e na reflexão sobre as possibilidades de cada aluno participar de diversos grupos, discutindo questões diferentes, bem como socializando as discussões de forma descontraídas e em movimento (CAVALCANTE, 1999).

OBJETIVOS

O principal objetivo da experiência é levar os alunos a aprenderem, uns com os outros, nos círculos, passando de um círculo para outro, construindo novas discussões e saberes. Assim, os Círculos de Aprendizagem Jurídica Vivencial em Sala de Aula têm o objetivo de integrar o aprendizado jurídico à experiência dialógica, para uma convivência em sala de aula a serviço da vida, corroborando com a inovação pedagógica, utilizando o diálogo entre grupos como instrumento de interação, inclusão social, aprendizagem significativa, promovendo a comunicação entre os alunos, de maneira a fortalecer a aprendizagem teórica e prática.

METODOLOGIA

A metodologia da atividade se define e ganha contornos durante a aula de vivência e convivência, com diferentes etapas, que visam tornar o egresso do Curso de Direito da F5 em um futuro profissional bem sucedido, por meio do desenvolvimento dialógico e respeito pelos outros colegas como pessoas e flexibilidade na compreensão das respostas, dentro de cada grupo, em relação aos posicionamentos diferentes de outros grupos de que já fizeram parte; capacidade de demonstrar compreensão do conhecimento jurídico, caminhando por diferentes grupos e a simpatia gerada a partir da troca de experiência; e, acima de tudo, disposição para ficar de pé nos grupos, ora fazendo escuta qualificada das respostas dos colegas, ora como agente das discussões. A atividade teve a capacidade metodológica de criar um ambiente cheio atitudes dialógicas, com produção de vida, de construção e reconstrução de respostas sobre sete questões (4 objetivas e 3 subjetivas).

A experiência envolveu os seguintes procedimentos:

 >Estudo do conteúdo da Avaliação Parcial 1 (AP1) trabalhado em sala;

>Recebimentos das provas da AP1 com a nota, mas sem feedback do professor porque o intuito foi levar os próprios alunos a construírem feedbacks entre si;

·        > Os alunos receberam orientações da professora, que aplicou princípios da Educação Biocêntrica e pediu que eles formassem grupos com três membros para discussão de uma questão temática da prova;

·        > Cada grupo ficou responsável por uma pergunta e discutir entre os seus membros as possíveis respostas.

·     >Em seguida, os alunos foram mudando de grupos e aumentando a quantidade de membros, sempre tentando entrar em um grupo diferente do anterior de modo que todos pudessem debater entre si todo o conteúdo aplicado na AP1 e sucessivamente os alunos foram mudando de grupo;

·     >Ao final a turma foi dívida em dois grandes grupos, um grupo assumiu o papel de entrevistadores e outro entrevistados, de modo que todos tivessem a oportunidade de falar em sala;

·     >A correção da AP1 rompeu com a sistemática do ensino tradicional, em que os próprios alunos assumiram o protagonismo de construírem feedbacks inéditos sobre a avaliação parcial. Uma atividade em que os alunos ficaram sempre em ação e movimento dentro da sala de aula, sob a mediação docente. 

MARCO TEÓRICO

Com base na obra “Introdução à ciência pós-moderna” de Boaventura Sousa Santos (1983), acreditamos que “todo conhecimento científico-natural é científico-social ... a física das partículas nos fale do jogo entre partículas, ou a biologia nos fale do teatro molecular ou a astrofísica do texto celestial, ou ainda a química da biologia das relações químicas” (p. 64).

Nesta perspectiva, a proposta pedagógica de aplicar os Círculos de Aprendizagem Jurídica Vivencial em Sala de Aula, possibilitou gerar novos posicionamentos discursivos dos discentes sobre os instrumentos de avaliação como um caminho alternativo para a superação de possíveis limitações na compreensão do conteúdo. O feedback da avaliação parcial não veio pela voz do professor, o que possibilitou gerar de novos espaços e inéditas veredas na sala de aula.

Esta atividade surgiu a partir da formação docente do “II Encontro de Educação Biocêntrica: vivência e convivência em sala de aula”, promovido pelo Programa Ensino Jurídico e Formação Continuada do Curso de Direito da F5, com o professor Leunam Gomes. Durante a formação, os professores tiveram acesso, pela manhã, à base teórica de uma educação dialógica e no turno da tarde a parte prática da Educação Biocêntrica. Assim, a professora Vânia Pontes adaptou os métodos didáticos com os alunos da turma do 1° período do turno da manhã. 

                                      Acervo do Curso de Direito da F5 – Formação docente

A Educação Biocêntrica nesta perspectiva, apresentada pelo professor Leunam, é um portal de acesso   à inteligência afetiva, quando trabalhada de forma planejada com grupos em sala de aula. A experiência com os alunos do Curso de Direito da turma do 1° período teve resultados significativos.

Educação Biocêntrica nos remete à ideia de Bio =Vida; Cêntrica =Centro. Os Círculos de Aprendizagem Jurídica Vivencial em Sala de Aula  segue a orientação de uma educação pautada na preservação da vida no centro de toda atividade educacional a partir da interação e do diálogo, cuja vida do outro e de todo ser vivente numa vinculação com a totalidade de modo que os conteúdos gere sentido no mundo da vida. Desta forma, prioriza a capacidade de compartilhar conhecimento entre os grupos, de dar e receber, de se entregar, de ter participação comunitária, com compromisso e solidariedade em sala de aula (CAVALCANTE, 2015a).

Os Círculos de Aprendizagem Jurídica Vivencial em Sala de Aula que aplicamos é fruto do Programa Ensino Jurídico e Formação Continuada, que vem qualificando o processo de ensino e aprendizagem, bem como observando as necessidades do cenário atual e o perfil do egresso na área jurídica. Para tanto, todas as etapas das atividades foram orientadas sob a perspectiva da Formação Biocêntrica, como uma corrente pedagógica centrada na valorização da vida, que fomenta o fortalecimento de vínculos saudáveis e prioriza a vivência nos processos de aprendizagem por meio do diálogo reflexivo.

A atividade com círculos foi compreendida, dialeticamente, pelos alunos, em que o lugar de fala de cada um em sala de aula foi manifesto, sendo um potente instrumento de conscientização, construindo grupos, com habilidades que os aproximam uns dos outros durante o processo de aprendizagem, o que impacta na produção de novos saberes, representando de forma concreta o acesso ao conhecimento jurídico e as condições ambientais da sala de aula, para que seja um lugar de encontro de sujeitos, em que se busca o conhecimento. Para tanto, a capacidade de estabelecer diálogos na sala de aula é o que pode elevar o processo educacional a uma esfera libertadora para os sujeitos que dela fazem parte (FREIRE, 1967).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os Círculos de Aprendizagem Jurídica Vivencial em Sala de Aula trouxeram para os alunos a possiblidade de aprender a conhecer uns aos outros e discutir a própria avaliação, realizada por eles, na condição de alunos, sujeitos do processo de aprendizagem. Desta forma, o alargamento dos saberes trabalhados em diferentes grupos, veio ajudá-los a compreender melhor os assuntos temáticos sob os seus diversos aspectos, favorecendo o despertar da curiosidade intelectual, que estimula a consciência crítica e permite compreender o real, mediante a aquisição de autonomia a capacidade de discernir.

Na etapa que os grupos começaram a aprender a construir respostas e argumentos, as tarefas de produção mais intelectuais ou mentais começaram a acontecer de forma natural, na medida que foram percebendo o quanto são capazes de aprender juntos em sala, o que implica em aprender a viver com os outros. Na última etapa da constituição dos grupos de entrevistadores e entrevistados aprendem a ser: a preocupação em desenvolver a imaginação e a criatividade em se posicionar na entrevista revaloriza a cultura oral e os conhecimentos retirados da experiência dentro da disciplina de Introdução ao Estudo do Direito (DELORS, 1996).

Acervo do Curso de Direito da F5 – alunos do 1° período manhã

Nestas fotos percebemos, empiricamente, como os alunos foram construindo os grupos e formando novos grupos sempre em movimento na sala de aula. Toda a condução levou em consideração os princípios da Educação Biocêntrica. A atividade em sala se tornou algo dinâmico e prazeroso para os alunos como destacam os registros fotográficos e depoimento docente e de representante do corpo discente envolvido na atividade. 

Acervo do Curso de Direito da F5 – alunos do 1° período manhã  

Na nossa visão, novos espaços-tempos educacionais requerem novas práticas metodológicas. O direito de aprender do aluno exige um processo de ensino-aprendizagem em que seja possível ultrapassar a forma de ensino tradicional. Além do mais, o exercício da advocacia na contemporaneidade demanda novas habilidades que podem ser adquiridas pela experimentação prática de temática de um estudo, em que o aluno passa por alguns grupos, aprendendo no diálogo uns com os outros, sentindo, pensando e realizando de forma participativa o que acabou de entender. 

Acervo do Curso de Direito da F5 – alunos do 1° período manhã

Vale ressaltar que a aprendizagem jurídica em círculos é um processo no qual o conhecimento é construído a partir da experiência de aprendizagem plural. O método de contínua formação de novos grupos dentro da sala de aula gera um movimento significativo de aprendizagem e de produção de conhecimento.

"Eu adorei a metodologia. Diferente do que é comum, que é aquela correção de questão por questão em que há discussão e opinião sobre a questão, a senhora trouxe de uma maneira mais dinâmica e interativa, que deixou os alunos mais focados no objetivo. Através da discussão, além de conhecermos a opinião e visão do colega. Pude entender mais sobre questões que ainda tinha dúvida, e achei isso extremamente importante. Em suma, foi ótimo!” (Depoimento da Ana Carolina de Paiva Sousa, 1° período/ manhã).

 A partir do depoimento da aluna, podemos perceber que os Círculos de Aprendizagem Jurídica Vivencial em Sala de Aula apresentam instrumentos da educação do viver para o mundo da vida, o que eleva o nível de formação dos participante. A metodologia vivencial aqui relatada levou os alunos a perceberem o próprio ritmo de aprendizagem dentro da disciplina em sincronização com o que outro também aprendeu durante as aulas. Assim, a prática pedagógica apresentada demonstrou como o ensino-aprendizagem com vivência de círculos geram conexões integradoras entre os alunos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir da prática didático-pedagógica com os Círculos de Aprendizagem Jurídica Vivencial em Sala de Aula, trabalhados dentro da disciplina de Introdução ao Estudo do Direito, foi possível perceber  que a atividade foi favorável para o desenvolvimento da aprendizagem significativa, da socialização de conhecimento, da inclusão, comunicação ativa e interação entre os participantes. Durante a atividade, os alunos passaram por um processo de descoberta, ao perceberem o quanto sabiam sobre os conteúdos temáticos, sendo eles mesmos capazes construir um feedback da avaliação parcial, realizada na semana anterior e trabalhada em sala por meio dos Círculos de Aprendizagem Jurídica Vivencial. O relato desta experiência é um convite, para que o ensino jurídico mergulhe no universo metodológico da Educação Biocêntrica, em que se aprende com ação e movimento na sala de aula. É uma possibilidade de despertar os diversos sentidos dos alunos para um processo de aprendizagem, entregue às vivência dos círculos.


REFERÊNCIAS

SANTOS, B. S. Introdução à ciência pós-moderna. Porto: Afrontamento, 1989.

DELORS, Jacques (Coord.). Os quatro pilares da educação. In: Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez, 1996.

CAVALCANTE, Ruth (org.). Educação Biocêntrica – Ciência, Arte, Mística, Amor e Transformações. Sobral: Edições: UVA, 2015a.

FREIRE, Paulo. Educação como prática de liberdade. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1967.

 

                (*) MARIA VÂNIA ABREU PONTES -  Doutoranda em Psicologia (UFC). Professora do Curso de Direito (Faculdade 05 de Julho – F5).   CV: http://lattes.cnpq.br/5764996071976534


O trabalho  CIRCULOS DE APRENDIZAGEM JURÍDICA VIVENCIAL EM SALA DE AULA, de autoria da Professora Mestra e Doutoranda MARIA VANIA ABREU PONTES, está publicado neste livro organizado por Cleber Bianchessi.  





       









sábado, 18 de março de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

Tem preconceito contra idosos? Então não queira viver muito                                       Edição de 18 de março

       

A justiça chegou para o ex-deputado Delegado Cavalcante que ameaçou que se não ganhassem as eleições na urna, ganhariam na bala. Ficou inelegível 8 anos.

 O deputado herdeiro da monarquia quer extinguir os órgãos que combatem o trabalho escravo. O que isto significa? A volta da escravidão? Merece uma cassação.

 Uma pessoa que mobiliza outros deputados com este objetivo deve ser de uma convivência terrível. Deve-se achar “apenas” o máximo.  Isto e desumanidade.

 É com muito pesar que registro o falecimento do amigo Coriolano Pereira NETO, Contador de altíssima credibilidade. Trabalhamos juntos em Croatá. Siga em paz.

 É preciso, urgentemente, introduzir metodologias que possibilitem a participação dos alunos na aprendizagem. O relacionamento com os colegas, desde cedo, é urgente.

 É o exercício da participação que nos faz superar a timidez que a metodologia tradicional fortalece. A escola deve estimular e participação diariamente.

Com a participação aprende-se a conviver com os diferentes. Com isto podemos superar os preconceitos. Os Professores precisam ousar e sair da rotina.

 Uma aula participativa jamais fica monótona. Nela os alunos se sentem valorizados, podem opinar, sugerir, discordar, concordar e construir o conhecimento.

 O ensino em tempo integral não fará milagre. As melhorias devem ocorrer no interior da sala de aula onde os alunos se reúnem para aprender. Para aprender, precisam participar.

 Para que o aluno participe é necessário adoção de metodologias que o envolva, atraia, motive. É ele quem está ali para aprender. Ao Professor, cabe ajudá-lo a aprender.

 Para que o Professor possa ajudar o aluno a aprender é necessário decisão, jeito, método, estudo e planejamento.  Dá trabalho, mas o resultado aparece rápido.

Digo isto com conhecimento de causa. Mas os professores precisam ser preparados com exercícios, práticas, demonstrações e não com palestras, discursos.

                                         

Hoje, em Guaraciaba do Norte, o valioso grupo da Companhia Independente de Atores vai apresentar, com muitas inovações, a peça Chapeuzinho Vermelho.

Espera-se que a comunidade saiba valorizar o grande esforço que o grupo desenvolve  em favor da cultura local. As presenças serão muito importantes.

 Estudantes universitárias debocharam de uma colega por estava estudando, depois dos 40 anos.  Ao contrário, deveria ser elogiada. Era um sonho que realizava.

 Quando a UVA se expandiu para outros municípios, as turmas eram cheias de Professores dos 40 prá lá. Uma maravilha. Todos entusiasmados e com experiências.

 Quando percebo alguém debochar de idosos, sugiro: Peçam a Deus para morrer cedo, se acham que os velhos incomodam.  As universitárias abandonaram a Faculdade.

 Quarta feira tive o privilégio de ser entrevistado na, TV HBR, pela segunda vez, pelo comunicador Luiz Regadas.

 O tema da conversa foi o meu livro PROFESSOR COM PRAZER- Vivência e Convivência na sala de aula.  Toda mudança importante tem que ser na sala de aula.

 Tive o privilégio de contar com os depoimentos dessa equipe de Professores de muita credibilidade e que conhecem bem o livro.  Deram um show de informações.

      

          Cada um destes Profissionais tem muita credibilidade nos seus municípios:                                    Tem competência, responsabilidade, criatividade  e bom relacionamento.                                Sou muito grato a todos estes amigos!













 Campanha da Fraternidade:  Consciência da realidade que nos    cerca.       EDIÇÃO DE 18.03.23

A estas alturas do Tempo Quaresmal, já superamos mais da sua metade e ainda não tomamos consciência da sua importância, não só como época penitencial, própria de todas as Quaresmas, mas também como oportunidade criada pela CNBB, através de um Movimento Sexagenário de Evangelização, chamado de Campanha da Fraternidade.

               Nestes últimos 60 anos, já era para nos termos acostumado com os temas tratados, com as realidades estudadas e com as mudanças esperadas, já que, a cada ano, abordamos temas, os mais atualizados, de acordo com a nossa realidade humana, política e social.

            Certamente, pelo enfoque dado todos os anos, muitos católicos conservadores, participantes de partidos políticos reacionários e seguidores de chefetes descomprometidos com mudanças fazem finca-pé e atrapalham todo e qualquer trabalho de catequese transformadora.

            Quando começamos a fazer as Campanhas da Fraternidade (eu as faço desde o início) estávamos todos, envolvidos pelo clima do Concílio Ecumênico renovador e abordávamos os Temas e Lemas com todo o ardor missionário.

            Em 1964/1965 fomos convidados e refletir sobre a Renovação da Igreja e da Paróquia.

De 1966/1972 tratamos da Renovação do Cristão: fraternidade, corresponsabilidade, doação, descoberta, participação, reconciliação, serviço e Vocação.

De 1973/1984 ligamos a Fraternidade à Libertação, à Casa, Família, Comunidade, ao Mundo do trabalho, a um mundo mais humano, à Educação, à Saúde, á Violência e à Vida.

De 1985 até hoje nós nos temos preocupado com situações existenciais do povo brasileiro: a Fraternidade e a Terra, o Menor, o Negro, a Comunicação, a Mulher, o mundo do trabalho, a Juventude, Moradia, Família, os excluídos, a Política, os Encarcerados, a Educação, a dignidade humana e a Paz, as Drogas, a água, solidariedade, pessoas com deficiência, a Amazônia, a defesa da vida, segurança pública, economia, vida no planeta, a saúde pública, a Juventude, o tráfico humano, Igreja e Sociedade, biomas brasileiros e defesa da vida, superação da violência, políticas públicas, a vida é dom e compromisso, diálogo-compromisso de amor e por 03 vezes, a Fome.

Há outros temas estudados mais de uma vez. Mas, a fome, continua gritante, e é o Tema da Campanha da Fraternidade atual.

            Por certo, uma Catequese sistemática, sem interrupção, abordando Temas tão cheios de problemas sociais, todos embasados em Lemas, tirados da Palavra de Deus, só poderia mesmo criar um mal-estar, como aconteceu no tempo de Jesus. Lembram-se, lá em Cafarnaum? Ele disse: “o Pai, que tem a vida, foi quem me enviou e, por causa d’Ele, eu tenho a vida. Assim também, quem se alimenta de mim terá vida por minha causa. Quem come deste pão viverá para sempre”. Então, o povo disse: ”essas palavras são muito duras. Isto é muito difícil. Quem pode aceitar este ensinamento”?  

            A dificuldade continua na Missão da Igreja. Como pessoas descompro-metidas com a Catequese Eclesial podem aceitar um trabalho como este, sem reclamar, já por mais de 60 anos, sobretudo nas circunstâncias atuais?

            Como dissemos acima, ‘quando começamos a fazer as Campanhas da Fraternidade estávamos todos envolvidos pelo clima do Concílio Ecumênico renovador e abordávamos os Temas e Lemas com todo o ardor missionário’.

            Muitos Padres Conciliares não existem mais. Sessenta anos depois, o episcopado, em todo o mundo, está renovado. Infelizmente há bispos e padres que não se atualizaram com os “documentos conciliares” e até se colocam em posições contrárias. É uma pena! Às vezes, atrapalham. Ouvimo-los na mídia.

Nem sequer acompanham os periódicos “Sínodos” que vão atualizando as Constituições Dogmáticas, ou as normas conciliares e demais Documentos emanados do Vaticano II.

Ainda bem que o Papa Francisco, acima dos 85 anos, é atualizado e nos vai dando conteúdo, orientação, estímulo e mensagens que nos garantam realizar um trabalho catequético e pastoral, de acordo com nossa realidade. Aliás, nos últimos 60 anos, todos os Papas que o antecederam, pronunciaram-se na abertura das Campanhas da Fraternidade, especialmente para todos os povos.

                  Queridos irmãos e irmãs do Brasil: (Assim se expressou Francisco):

“Todos os anos, no Tempo da Quaresma, somos chamados por Deus a trilhar um caminho de verdadeira e sincera conversão, redirecionando toda a nossa vida para Ele, que ‘amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna’ (Jo. 3,16).

Ao preparar-nos para a celebração dessa entrega amorosa na Páscoa, encontramos na oração, na esmola e no jejum, vividos de modo mais intenso durante este tempo, práticas penitenciais que nos ajudam a colaborar com a ação do Espírito Santo, autor da nossa santificação.

Com o intuito de animar o povo fiel nesse itinerário ao encontro do Senhor, a Campanha da Fraternidade deste ano propõe que voltemos o nosso olhar para os nossos irmãos mais necessitados, afetados pelo flagelo da fome. Ainda hoje, milhões de pessoas sofrem e morrem de fome. Por outro lado, descartam-se toneladas de alimentos. Isto constitui um verdadeiro escândalo. A fome é criminosa, a alimentação é um direito inalienável.

A indicação dada por Jesus aos seus apóstolos: ‘dai-lhes vós mesmos de comer’ (Mt.14,16) é dirigida hoje a todos nós, seus discípulos, para que partilhemos – do muito ou do pouco que temos – com os nossos irmãos que nem sequer tem com que saciar a própria fome. Sabemos que indo ao encontro das necessidades daqueles que passam fome, saciaremos o próprio Senhor Jesus que se identifica com os mais pobres e famintos: ‘eu estava com fome e me destes de comer... todas as vezes que fizeste isso a um destes mais pequeno, que são meus irmãos, foi a mim que fizestes’ (Mt 25,35)”.

 

 Na cerimonia de lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2023 no Auditório Dom Helder Câmara, foi apresentada essa Mensagem do Papa Francisco, mantendo a tradição dos Papas. É um símbolo da unidade da Igreja, a despeito de qualquer outra informação em contrário, como alguns insinuam.

O Secretário Geral da CNBB, Dom Joel Portella, que também é bispo auxiliar do Rio de Janeiro, em comunhão com a Igreja, ressaltou na homilia, que “somente o ser humano ganhou do Criador a liberdade e a direção da conversão, a ser vivida de modo mais intenso na Quaresma pelo amor a Deus que nos conduz ao amor ao próximo e a nós mesmos”.

Dom Joel concluiu sua reflexão, dizendo que ‘a quaresma é um tempo litúrgico pedagógico de 40 dias para que os cristãos e católicos sejam pessoas de conversão’.

Queremos reafirmar que a Campanha da Fraternidade não substitui a Quaresma, tanto que, esta já existia, secularmente, antes que a outra aparecesse. No entanto, ela nos vem acrescentar a consciência para a realidade que nos cerca, a fim de que nossos problemas sejam encarados de maneira mais concreta, pois como diz S. Tiago 2,26 “a fé sem ações é morta”.



                        






COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...