sábado, 9 de setembro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO


 

GRANDES LIDERANÇAS ESTUDANTIS, NO CEARÁ E NO  BRASIL, NASCERAM  DA AÇÃO CATÓLICA

EDIÇÃO DE 09 DE SETEMBRO

EXTRA: no jornal O POVO, de hoje, o artigo do dep. Renato Roseno; O PODER DA MEMÓRIA E O REGATE HISTÓRICO: UM MOVIMENTO GLOBAL

Na época da ditadura, o dia 7 era só para os militares. Aos estudantes era reservado o dia 5 para os desfiles escolares.

 Como se passaram muitos anos, ficou a ideia de que o dia 7 de setembro é propriedade dos militares. Nada disto. O dia da Independência é de todos os brasileiros.

 Como diz o Presidente Lula, pelo mundo afora, O Brasil voltou. Aquele Brasil que era de todos está de volta.

 Ao dia 7 foi incluído o Grito dos Excluídos. Neste ano aconteceu 29ª Edição. Da Av. Tomaz Coelho, no Barroso, até a Praça da Matriz em Messejana, pela manhã.

 São muitas as manifestações de apoio ao Governador Elmano em sua ideia de  substituir o Mausoléu Castelo Branco pelos bravos lutadores pelo fim da escravidão no Ceará.

 Há também quem sugira que aquele local sirva para mostrar o que foi a ditadura e quem foram seus chefes, seus métodos de tortura e as inúmeras vítimas.

 Talvez esta estratégia servisse aos que, nos nossos dias, ainda pedem a volta da ditadura, agem como os terroristas fizeram em Brasília, por pura ignorância.

 Não sei se já há algum estudo sobre o assunto, mas observo que quase todos os presos políticos da ditadura tiveram ligações com a Igreja Católica.

 A Ação Católica que se desdobrava em JAC, (Juventude Agrária Católica) JEC, JIC, JOC e JUC foi a grande formadora de lideranças.

 Estava presente em todos os segmentos: agrário, estudantil, independente, operário e universitário. Daí o sentido das siglas. Daquela época, todos guardam boas lembranças.

 O objetivo da Ação Católica era inserir os leigos na ação pastoral da Igreja. Até então só os padres, religiosos e religiosas, participavam das ações da Igreja.

 A Ação Católica, por sua metodologia de identificar e trabalhar com as lideranças dos diversos segmentos, conseguiu formar extraordinárias lideranças.

Como  Seminarista, à época, tive contatos com todos os grupos, especialmente com a JEC,  por ter atividade junto a estudantes de Recife e Olinda.

 Outro núcleo importante da Igreja Católica foi o Movimento de Educação de Base- MEB que atuava pelo Rádio e no acompanhamento direto junto às comunidade.

 Tive o privilégio de  atuar como Coordenador das Equipe de Sobral e Fortaleza. Tínhamos grande audiência pelas Rádios Educadora e Assunção.

 Ainda tive o privilégio de representar o MEB num Seminário Internacional de Rádio, TV e Cinema Educativos, em Bogotá, com mais de 30 países.

 Para lá, levei a experiência que realizávamos em Fortaleza em que éramos ouvidos por  mais de 4 mil pessoas, ao mesmo tempo. Eram grupos organizados espontaneamente.

 O grande segredo de nossa audiência era o conteúdo e a linguagem dos programas. Assemelhavam-se muito ao linguajar e às ideias que circulavam no campo.

 Daí a nossa conclusão de que “quem se identifica, comunica”.  Era meia hora de conversar, todos os dias, mas que despertavam  uma atenção incrível.

 As cartas, que recebíamos todos os dias, comprovavam o alcance de nossos programas. Chegávamos a receber cem cartas por dia.

 O Programa A ESCOLA EM SUA CASA, às 18 horas, recebia o maior índice de cartas, da Rádio Assunção, à época, de comunidades que tinham dificuldade de escrever e de enviar.

 A escola, com uma metodologia de integração e participação dos alunos, é o melhor lugar para aprender a conviver com os mais variados tipos de colegas, sem racismo.

 Nesta semana, no Programa Setorial de Saúde, da TV HBR, dirigida por Luís Regadas e apresentado por Antônio Ibiapino, estou abordando, novamente, Os Elementos do Processo de Comunicação. Falaremos sobre cada um.

Eles são: COMUNICADOR, MENSAGEM, OBJETIVO, VEÍCULO E RECEPTOR. A comunicação só se dará se todos os elementos cumprirem bem a sua parte. Cada um com suas característica. 


Para o seu comentário no Programa radiofônico de Edval Filho, em Sobral, o Professor e Radialista  Tupinambá Frota solicitou-me um comentário sobre Dom José, o primeiro Bispo de Sobral, cujo aniversário acontece neste mês.

ESCREVI: "Onde houver alguém que tenha estudado no Seminário de Sobral, no Colégio Sobralense ou  no Colégio Santana está a presença espiritual de Dom José Tupinambá da Frota.
Aos 13 anos, saindo da, então pequenina Guaraciaba do Norte, tive o privilégio de conhecer Dom José, ao lado do meu pai, que me foi encaminhar para o Seminário de Sobral. 

No Seminário, estudei durante 7 anos. Depois, fui para o Seminário Regional do Nordeste, em Olinda.
Lá, estudavam colegas oriundos de várias dioceses do Brasil. De todos, os que mais elogiavam seus Seminários éramos nós de Sobral. Tudo pelos cuidados de Dom José. Era rigoroso com a nossa formação intelectual, humana e cristã. Ao mesmo tempo era cuidadoso até com o nosso lazer.  Dom José construiu um prédio em Meruoca, com toda estrutura de um Seminário, para, ali, passarmos a Semana da Pátria. Uma semana inteira para o lazer. Havia um Engenho moendo para nós. Havia um sítio à nossa disposição. Escalávamos, de forma organizada, os morros que circundam a Meruoca.
Momentos de extrema alegria e felicidade, mesclados com tempo para orações. 

Tudo deixou marcas indeléveis em cada um de nós.  Os testemunhos estão em dois livros que idealizamos e organizamos com a adesão de vários colegas. 
O primeiro SEMINARIO DA BETANIA - AD VITAM- 65 DECLARAÇÕES DE AMOR.
O segundo: AD LABOREM - A NOSSA FORMAÇÃO PROFISSIONAL.
Nestes dois livros, com muito amor, estão relatos de nossa caminhada.
Em cada página e em cada frase estão o resultado da ação de Dom José sobre cada um de nós. 
Onde estamos, está a presença de Dom José."

A VENDA DESTES DOIS LIVROS DESTINA-SE A AJUDAR A OBRA DAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS DA DIOCESE DE SOBRAL. PARA ADQUIRI-LOS, ENTRAR EM CONTATO COM O PADRE BRUNO - (88) 99814-0877



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