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GRANDES
LIDERANÇAS ESTUDANTIS, NO CEARÁ E NO BRASIL,
NASCERAM DA AÇÃO CATÓLICA |
EDIÇÃO DE 09 DE SETEMBRO
EXTRA: no jornal O POVO, de hoje, o artigo do dep. Renato Roseno; O PODER DA MEMÓRIA E O REGATE HISTÓRICO: UM MOVIMENTO GLOBAL
Na
época da ditadura, o dia 7 era só para os militares. Aos estudantes era
reservado o dia 5 para os desfiles escolares.
Como se passaram muitos anos, ficou a ideia de que o dia 7 de setembro é propriedade dos militares. Nada disto. O dia da Independência é de todos os brasileiros.
Como diz o Presidente Lula, pelo mundo afora, O Brasil voltou. Aquele Brasil que era de todos está de volta.
Ao dia 7 foi incluído o Grito dos Excluídos. Neste ano aconteceu 29ª Edição. Da Av. Tomaz Coelho, no Barroso, até a Praça da Matriz em Messejana, pela manhã.
São muitas as manifestações de apoio ao Governador Elmano em sua ideia de substituir o Mausoléu Castelo Branco pelos bravos lutadores pelo fim da escravidão no Ceará.
Há também quem sugira que aquele local sirva para mostrar o que foi a ditadura e quem foram seus chefes, seus métodos de tortura e as inúmeras vítimas.
Talvez esta estratégia servisse aos que, nos nossos dias, ainda pedem a volta da ditadura, agem como os terroristas fizeram em Brasília, por pura ignorância.
Não sei se já há algum estudo sobre o assunto, mas observo que quase todos os presos políticos da ditadura tiveram ligações com a Igreja Católica.
A Ação Católica que se desdobrava em JAC, (Juventude Agrária Católica) JEC, JIC, JOC e JUC foi a grande formadora de lideranças.
Estava presente em todos os segmentos: agrário, estudantil, independente, operário e universitário. Daí o sentido das siglas. Daquela época, todos guardam boas lembranças.
O objetivo da Ação Católica era inserir os leigos na ação pastoral da Igreja. Até então só os padres, religiosos e religiosas, participavam das ações da Igreja.
A Ação Católica, por sua metodologia de identificar e trabalhar com as lideranças dos diversos segmentos, conseguiu formar extraordinárias lideranças.
Como Seminarista, à época, tive contatos com todos os grupos, especialmente com a JEC, por ter atividade junto a estudantes de Recife e Olinda.
Outro núcleo importante da Igreja Católica foi o Movimento de Educação de Base- MEB que atuava pelo Rádio e no acompanhamento direto junto às comunidade.
Tive o privilégio de atuar como Coordenador das Equipe de Sobral e Fortaleza. Tínhamos grande audiência pelas Rádios Educadora e Assunção.
Ainda tive o privilégio de representar o MEB num Seminário Internacional de Rádio, TV e Cinema Educativos, em Bogotá, com mais de 30 países.
Para lá, levei a experiência que realizávamos em Fortaleza em que éramos ouvidos por mais de 4 mil pessoas, ao mesmo tempo. Eram grupos organizados espontaneamente.
O grande segredo de nossa audiência era o conteúdo e a linguagem dos programas. Assemelhavam-se muito ao linguajar e às ideias que circulavam no campo.
Daí a nossa conclusão de que “quem se identifica, comunica”. Era meia hora de conversar, todos os dias, mas que despertavam uma atenção incrível.
As cartas, que recebíamos todos os dias, comprovavam o alcance de nossos programas. Chegávamos a receber cem cartas por dia.
O Programa A ESCOLA EM SUA CASA, às 18 horas, recebia o maior índice de cartas, da Rádio Assunção, à época, de comunidades que tinham dificuldade de escrever e de enviar.
A escola, com uma metodologia de integração e participação dos alunos, é o melhor lugar para aprender a conviver com os mais variados tipos de colegas, sem racismo.
Nesta semana, no Programa Setorial de Saúde, da TV HBR, dirigida por Luís Regadas e apresentado por Antônio Ibiapino, estou abordando, novamente, Os Elementos do Processo de Comunicação. Falaremos sobre cada um.
Eles são: COMUNICADOR, MENSAGEM, OBJETIVO, VEÍCULO E RECEPTOR. A comunicação só se dará se todos os elementos cumprirem bem a sua parte. Cada um com suas característica.
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