sábado, 23 de março de 2024

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

A RESSURREIÇÃO            DE JESUS

Neste final de semana, estamos terminando o Tempo da Quaresma, e no Domingo, amanhã, dia 24 de Março, já iniciaremos a SEMANA SANTA, ocasião em que o Mundo Cristão recorda, mais intensamente, os ensinamentos, o sofrimento, a morte e a Ressurreição de Jesus Cristo.

Todos os anos, a Igreja Católica nos prepara para a celebração desses acontecimentos, durante os 40 dias que os antecedem, no Tempo Litúrgico, que chamamos de QUARESMA. Estamos vivenciando, exatamente, o seu final.

Neste Domingo, dia 24, iniciaremos a SEMANA SANTA, recordando a entrada triunfal de Jesus, em Jerusalém, aclamado pelo Povo, como Rei, com ovações, hosanas ao Filho de Davi e outras aclamações àquele que vem em nome do Senhor. É o festivo dia chamado Domingo de Ramos.

Jesus não estava enganado quando recebeu aquelas homenagens. Ele sabia que aquele povo, com as mesmas mãos que Lhe davam flores, também Lhe haveriam de apedrejar.

As mesmas bocas que cantavam: “bendito o que vem em nome do Senhor”, haveriam de gritar: “crucifica-O”, troca-O por Barrabás. A partir deste Domingo, vamos recordar, concretamente, a Vida, os Ensinamentos, a Paixão, a morte e, sobretudo, a Ressurreição de Jesus.

É a Ressurreição de Jesus que O faz alguém diferente dos outros.

É a Ressurreição de Jesus que justifica toda a nossa vida: as celebrações que fazemos, as pastorais da Igreja, o Ecumenismo que buscamos, os trabalhos comunitários e a certeza de que tem outra vida além dessa. Caso contrário, São Paulo não teria afirmado: “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”.É por causa da Ressurreição de Jesus, que celebramos a SEMANA SANTA, a partir deste Domingo, dia 24, até o Domingo seguinte: 31 de Março.

Sobretudo, de Quinta feira, 28/03, em diante, as celebrações serão mais intensas, e haverá uma ligação maior com a presença física de Jesus no Mundo, e sua permanência conosco, mesmo depois que Ele voltou para o Pai.

Ele voltou para junto do Pai e do Espírito Santo, mas ficou conosco, para sempre, através de sua presença real, no Sacramento da Eucaristia.

Conforme a tradição da Igreja, celebraremos na Quinta feira Santa, dia 28, pela manhã, o Aniversário do Sacerdócio de Jesus Cristo, em todas as Igrejas Catedrais do Mundo: os Senhores Bispos Diocesanos, todos os Padres da Diocese, religiosos e representantes das várias Paróquias, concelebrando e festejando essa data, benzendo os Santos Óleos.

Na tarde da mesma Quinta feira Santa, 28 de Março, todos os Padres estarão em suas Paróquias, celebrando com suas Comunidades, o Aniversário de fundação da Eucaristia. São dois Sacramentos que aniversariam ao mesmo tempo: o da Ordem, e o da Eucaristia, porque um depende do outro.

Depois da celebração do final da tarde da quinta-feira santa, 28, a Igreja entra num clima de preparação para os acontecimentos da Sexta-feira Santa, 29, com adorações, promovidas por Grupos que se revezam até a madrugada, em todas as Paróquias, para se unirem, mais intimamente á morte de Jesus.

Essa atitude de oração e respeito perdura por toda a sexta-feira, 28, até a véspera do Sábado, em união com a morte de Jesus. Não se faz farra, nem festas profanas, mas se aproveita o dia inteiro, da Sexta e do Sábado Santo – como já se deve ter feito durante a Quaresma - para fazer uma boa confissão, para uma consequente comunhão pascal, e assim satisfazer, no mínimo, o preceito da confissão anual e da comunhão pela Páscoa da Ressurreição.

A celebração no fim da tarde da Sexta Feira Santa não será uma Missa. É a rememoração da Morte do Senhor, com Leituras Bíblicas, apropriadas, com várias Orações nas intenções da Igreja, com a Veneração da Santa Cruz e com a Comunhão dos Fiéis, com hóstias consagradas na Quinta feira Santa.

Em muitos lugares se faz ainda, uma grande Procissão, com uma estátua do Senhor morto, e se encerra o dia mais triste da Semana Santa, embora na esperança de celebrar, com alegria, a Ressurreição, na madrugada do Sábado para o Domingo: de 30 para 31 de Março.

Durante todo o dia de Sábado, nada se faz na Igreja, a não ser continuar com as confissões para, à noitinha, começar a celebração da Vigília Pascal. Inicia-se com a bênção do fogo, entrada do Círio Pascal na Igreja, Canto de Louvor à LUZ DE CRISTO, e continuada pelas Leituras do Antigo Testamento, referentes à Páscoa dos Judeus, Orações e Leituras do Novo Testamento, já falando sobre a nossa Páscoa Cristã. Irrompe-se o Canto do Glória, soam sinos e campainhas e a Festa está feita.

Antes da Leitura do Evangelho, entoa-se a tão esperada ALELUIA, que já significa a Celebração da Ressurreição de Jesus. Depois do Sermão, faz-se a Bênção da água que será usada na Pia Batismal durante todo o ano, batizam-se alguns pagãos, preparados para a celebração, faz-se a Renovação das Promessas do Batismo e se abençoa todo o povo presente à celebração, aspergindo-o com a nova água benta.

O povo, assim renovado, alegre e transformado pela graça de Deus, é convidado a se unir a toda a Igreja, para celebrar a FESTA DA PÁSCOA.É o maior acontecimento da humanidade que se celebra. É a certeza de que ninguém morre mais. É a garantia de que há outra vida, após esta.

Muitos não pensam assim, nem estão preocupados com salvação, nem com a alma, nem com a vida eterna. Sempre aproveitei as Missas de Exéquias para refletir sobre o texto do Livro do Apocalipse, 21,4 que diz: “Deus enxugará toda lágrima de seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque passou o que havia antes. Aquele que está sentado no trono diz: eis que faço novas todas as coisas”. Eu acredito. E você?

Outros não acreditam na Ressurreição. Dizem que a alma é imortal, mas não para viver no Céu, eternamente. Ela é imortal porque sai de um corpo que morre, para um outro que nasce, e assim se vai, reencarnando, sucessivamente. E nisso, está sua imortalidade.

É para aprofundarmos nossa fé, que nos estamos preparando desde a Quarta-feira de Cinzas, isto é, desde o início da Quaresma, para celebrarmos o maior acontecimento da humanidade: a RESSURREIÇÃO DE JESUS.

Infelizmente, os cerca de 08 bilhões de habitantes do mundo não têm essa certeza. Somente um terço desta população é de cristãos, somando-se todos os católicos, ortodoxos e protestantes. Temos que espalhar essa Verdade da Morte e da Ressurreição por todos os recantos do Mundo.

Agora que estamos no começo. Mais de dois terços da Humanidade têm que ser Evangelizados, a fim de que se cumpra aquele desejo de Jesus: “para que haja um só rebanho e um só pastor” com uma Páscoa definitiva para todos. Que todos acreditemos nisto e tenhamos uma feliz e santa Páscoa.











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