A RESSURREIÇÃO DE JESUS.
Neste
final de semana, estamos terminando o Tempo da Quaresma, e no Domingo, amanhã,
dia 24 de Março, já iniciaremos a SEMANA SANTA, ocasião em que o Mundo Cristão
recorda, mais intensamente, os ensinamentos, o sofrimento, a morte e a
Ressurreição de Jesus Cristo.
Todos os anos, a
Igreja Católica nos prepara para a celebração desses acontecimentos, durante os
40 dias que os antecedem, no Tempo Litúrgico, que chamamos de QUARESMA. Estamos
vivenciando, exatamente, o seu final.
Neste Domingo, dia
24, iniciaremos a SEMANA SANTA, recordando a entrada triunfal de Jesus, em
Jerusalém, aclamado pelo Povo, como Rei, com ovações, hosanas ao Filho de Davi
e outras aclamações àquele que vem em nome do Senhor. É o festivo dia chamado
Domingo de Ramos.
Jesus não estava
enganado quando recebeu aquelas homenagens. Ele sabia que aquele povo, com as
mesmas mãos que Lhe davam flores, também Lhe haveriam de apedrejar.
As mesmas bocas
que cantavam: “bendito o que vem em nome do Senhor”, haveriam de gritar:
“crucifica-O”, troca-O por Barrabás. A partir deste Domingo, vamos recordar,
concretamente, a Vida, os Ensinamentos, a Paixão, a morte e, sobretudo, a
Ressurreição de Jesus.
É a Ressurreição
de Jesus que O faz alguém diferente dos outros.
É a Ressurreição
de Jesus que justifica toda a nossa vida: as celebrações que fazemos, as
pastorais da Igreja, o Ecumenismo que buscamos, os trabalhos comunitários e a
certeza de que tem outra vida além dessa. Caso contrário, São Paulo não teria
afirmado: “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”.É por causa da
Ressurreição de Jesus, que celebramos a SEMANA SANTA, a partir deste Domingo,
dia 24, até o Domingo seguinte: 31 de Março.
Sobretudo, de
Quinta feira, 28/03, em diante, as celebrações serão mais intensas, e haverá
uma ligação maior com a presença física de Jesus no Mundo, e sua permanência
conosco, mesmo depois que Ele voltou para o Pai.
Ele voltou para
junto do Pai e do Espírito Santo, mas ficou conosco, para sempre, através de
sua presença real, no Sacramento da Eucaristia.
Conforme a
tradição da Igreja, celebraremos na Quinta feira Santa, dia 28, pela manhã, o
Aniversário do Sacerdócio de Jesus Cristo, em todas as Igrejas Catedrais do
Mundo: os Senhores Bispos Diocesanos, todos os Padres da Diocese, religiosos e
representantes das várias Paróquias, concelebrando e festejando essa data,
benzendo os Santos Óleos.
Na tarde da mesma
Quinta feira Santa, 28 de Março, todos os Padres estarão em suas Paróquias,
celebrando com suas Comunidades, o Aniversário de fundação da Eucaristia. São
dois Sacramentos que aniversariam ao mesmo tempo: o da Ordem, e o da
Eucaristia, porque um depende do outro.
Depois da
celebração do final da tarde da quinta-feira santa, 28, a Igreja entra num
clima de preparação para os acontecimentos da Sexta-feira Santa, 29, com
adorações, promovidas por Grupos que se revezam até a madrugada, em todas as
Paróquias, para se unirem, mais intimamente á morte de Jesus.
Essa atitude de
oração e respeito perdura por toda a sexta-feira, 28, até a véspera do Sábado,
em união com a morte de Jesus. Não se faz farra, nem festas profanas, mas se
aproveita o dia inteiro, da Sexta e do Sábado Santo – como já se deve ter feito
durante a Quaresma - para fazer uma boa confissão, para uma consequente
comunhão pascal, e assim satisfazer, no mínimo, o preceito da confissão anual e
da comunhão pela Páscoa da Ressurreição.
A celebração no
fim da tarde da Sexta Feira Santa não será uma Missa. É a rememoração da Morte
do Senhor, com Leituras Bíblicas, apropriadas, com várias Orações nas intenções
da Igreja, com a Veneração da Santa Cruz e com a Comunhão dos Fiéis, com hóstias
consagradas na Quinta feira Santa.
Em muitos lugares
se faz ainda, uma grande Procissão, com uma estátua do Senhor morto, e se
encerra o dia mais triste da Semana Santa, embora na esperança de celebrar, com
alegria, a Ressurreição, na madrugada do Sábado para o Domingo: de 30 para 31
de Março.
Durante todo o dia
de Sábado, nada se faz na Igreja, a não ser continuar com as confissões para, à
noitinha, começar a celebração da Vigília Pascal. Inicia-se com a bênção do
fogo, entrada do Círio Pascal na Igreja, Canto de Louvor à LUZ DE CRISTO, e
continuada pelas Leituras do Antigo Testamento, referentes à Páscoa dos Judeus,
Orações e Leituras do Novo Testamento, já falando sobre a nossa Páscoa Cristã.
Irrompe-se o Canto do Glória, soam sinos e campainhas e a Festa está feita.
Antes da Leitura
do Evangelho, entoa-se a tão esperada ALELUIA, que já significa a Celebração da
Ressurreição de Jesus. Depois do Sermão, faz-se a Bênção da água que será usada
na Pia Batismal durante todo o ano, batizam-se alguns pagãos, preparados para a
celebração, faz-se a Renovação das Promessas do Batismo e se abençoa todo o
povo presente à celebração, aspergindo-o com a nova água benta.
O povo, assim
renovado, alegre e transformado pela graça de Deus, é convidado a se unir a
toda a Igreja, para celebrar a FESTA DA PÁSCOA.É o maior acontecimento da
humanidade que se celebra. É a certeza de que ninguém morre mais. É a garantia
de que há outra vida, após esta.
Muitos não pensam
assim, nem estão preocupados com salvação, nem com a alma, nem com a vida
eterna. Sempre aproveitei as Missas de Exéquias para refletir sobre o texto do
Livro do Apocalipse, 21,4 que diz: “Deus enxugará toda lágrima de seus olhos. A
morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, porque
passou o que havia antes. Aquele que está sentado no trono diz: eis que faço
novas todas as coisas”. Eu acredito. E você?
Outros não
acreditam na Ressurreição. Dizem que a alma é imortal, mas não para viver no
Céu, eternamente. Ela é imortal porque sai de um corpo que morre, para um outro
que nasce, e assim se vai, reencarnando, sucessivamente. E nisso, está sua
imortalidade.
É para
aprofundarmos nossa fé, que nos estamos preparando desde a Quarta-feira de
Cinzas, isto é, desde o início da Quaresma, para celebrarmos o maior acontecimento da humanidade: a RESSURREIÇÃO DE
JESUS.
Infelizmente, os
cerca de 08 bilhões de habitantes do mundo não têm essa certeza. Somente um
terço desta população é de cristãos, somando-se todos os católicos, ortodoxos e
protestantes. Temos que espalhar essa Verdade da Morte e da Ressurreição por
todos os recantos do Mundo.
Agora que estamos
no começo. Mais de dois terços da Humanidade têm que ser Evangelizados, a fim
de que se cumpra aquele desejo de Jesus: “para que haja um só rebanho e um só
pastor” com uma Páscoa definitiva para todos. Que todos acreditemos nisto e
tenhamos uma feliz e santa Páscoa.
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