sábado, 27 de abril de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO


    BIODANÇA RECEBE HOMENAGEM                       NA ASSEMBLEIA                 

EDIÇÃO DE 27 DE ABRIL

Tal com Frei Beto, em seu artigo CABELOS BRANCO, observo que, em reuniões de caráter político, só os mais velhos manifestam interesse.

 Os mais jovens não estão sendo preparados para entender que o futuro estará nas mãos deles. E como farão, se não se preparam? Vão improvisar?

 Já é isto que se observa entre deputados e senadores, eleitos recentemente.  Demonstram não saber para que foram eleitos.

 Não tem um Projeto a apresentar. Nada defendem que seja de interesse coletivo. Só manifestam ódio. E “a boca fala do que o coração está cheio”.

 Brigam por bobagens. Querem apenas chamar atenção para serem filmados e exibidos para o povo e, assim, chamarem atenção. Foram eleitos por isto e para isto.

 Mas, aí estão vindo novas eleições. Seria bom que os candidatos apresentassem seus planos, seus compromissos. Quem insinuar compra de votos deve ser denunciado.

 E os que querem reeleger-se devem prestar contas do que fizeram em seu mandato. Publiquem o que fizeram para que os eleitores leiam e confirmem, ou não, com o voto.

 Em substituição à Associação 64/68, surgiu o Instituto 64/68 tendo o Sindicalista Sapateiro José Maria Lobato na função de Presidente.


Em 1989, vendo os livros didáticos das séries iniciais, achei o conteúdo muito distante da realidade dos alunos de Croatá, onde estava como Secretário de Educação.

 Transformei aquelas lições em tarefas a serem desenvolvidas por equipes, nas próprias localidades  onde moravam. As tarefas eram distribuídas numa semana e os resultados apresentados uma semana depois.

 Chamei aquela iniciativa: SEMANAS DE ESTUDOS DE OLHOS NA REALIDADE. Foi um sucesso em Croatá, Guaraciaba do Norte, Poranga, Pedra Branca e Irauçuba.

 Falei sobre a iniciativa, num grupo de Professores e um amigo, ex-presidente do Conselho de Educação do rio Grande do Norte, pediu que lhe enviasse. O seu comentário:

 “Prezado Leunam, estou impressionado com a qualidade do material. É pedagogicamente revolucionário, pela simplicidade das tarefas e pelo potencial de aprendizado.

 A grande indagação é: por que esta proposta não é multiplicada/replicada em cada município? Hoje, com o regime de colaboração, pacto celebrado entre o estado e os municípios, um projeto comum dessa natureza não seria difícil de ser implantado.

 O que ele demandará, como qualquer ação coletiva, é articulação, muita articulação entre os atores envolvidos.

 Você produziu a partitura de uma rica sinfonia, capaz de receber muitas notas novas e arranjos variados. Estou maravilhado. Vou fazer toda a divulgação que puder do material.

 Estou participando de um fórum de licenciaturas, preocupado com a formação de professores. Num momento propício, vou falar do material.”

                                                                                                                                                                         Professor Aposentado da UERN onde foi Vice-reitor. É ex-presidente                                                                                do Conselho de Educação do Estado do Rio Grande do Norte, Escritor.

 É claro que fiquei muito feliz com as observações do Prof. AÉCIO CÂNDIDO (foto) por ser alguém que entende bastante do assunto.  A experiência está à disposição de quem se interessar.

 Posso assegurar que as turmas das séries  iniciais que desenvolveram as Semanas de Estudos se saíram  muito bem nas avaliações. Aprenderam na prática.


Por proposta da Deputada Larissa Gaspar, a Assembleia Legislativa prestou ontem à tarde, homenagem ao criador da Biodança Rolando Toro Araneda.

 O Reitor da UFC, Custódio Almeida, deu uma verdadeira aula sobre Biodança, sendo ele um Professor no assunto. E fez uma confissão de que seria outra pessoa, sem a Biodança.

 A Professora Ruth Cavalcante e o Professores Cézar Wagner que implantaram a Biodança no Ceará foram homenageados.

Profª Ruth Cavalcante       e            Reitor Custódio Almeida

“Patriotas” que apoiam e pedem anistia para os terroristas de 8 de janeiro na Praça dos Três Poderes, viajam ao exterior para atacar o STF de fora para dentro.

 É bom saber quem são eles que apoiavam os defensores da volta da intervenção militar e do AI5 (que não sabem o que foi) e os acampamentos em frente a quarteis.

 Já observaram, os que se dizem de direita não têm nenhum Projeto a apresentar pelo bem coletivo  e não tem nada a mostrar do que foi feito no governo passado? 

Quinta feira, na Praia de Iracema, estivemos reunidos, colegas de trabalho e  Faculdade, para a despedida da amiga Conceição Benevides que retorna a Belo Horizonte, onde mora.

                                 Leda Maria, Myrtes, eu, Conceição e Roberto Pontes

O Betanista Davi Helder Vasconcelos, de Sobral, lança mais um livro de contos:  Trágico fim de Inocêncio Brasileiro. Obrigado por estar entre seus amigos do coração.

 Noticia muito esperada: O Ministro Ricardo Lewandowski concedeu parecer favorável à reinstalação da Comissão Especial  sobre Mortos e Desaparecidos Políticos. 

                    Alan Paiva é Advogado Criminalista, em São Luís, Maranhão.








sexta-feira, 26 de abril de 2024

 


O APOIO DA IGREJA A EXILADOS POLÍTICOS, NA DITADURA!


Por causa do 1º de Abril: 60 anos do Golpe Militar de1964 e do dia 03, cem anos do nascimento de D. Francisco, 2º Bispo de Afogados da Ingazeira-PE, comecei uma série de artigos, mostrando os golpistas ”pretendendo com a força, vencer os que tinham a fé”. Exemplifiquei com casos concretos: em Afogados, em Pernambuco, no Brasil e no Mundo como vocês acompanharam.

             Dentro do mesmo tema e esquema seguidos, gostaria de aprofundar a reflexão iniciada porque lendo para amigos que não me haviam lido nesse blog, encontrei pessoas, até esclarecidas e algumas, com cursos superiores, que ignoravam ter existido a conhecida “época de chumbo”, tão recente entre nós.  

Nas proximidades do ano 2024, os que havíamos resistido à ditadura, começamos a nos preparar para divulgar, mais intensamente, os terríveis fatos, acontecidos na inesquecível e terrível “época de chumbo”, internamente no Brasil e externamente, pelo mundo afora, ajudando nossos irmãos no exílio.

 Num desses encontros de finais de semana, anterior ao ano 2024, reunimo-nos no aprazível e acolhedor Centro de Vivencias Raio de Sol na praia de Quixaba, Município de Aracati, entre Canoa Quebrada e Majorlândia.

                                                                 No encontro na Quixaba: Mons. Assis Rocha, Fred, Ruth, Barbara e João de Paula

O Professor Leunam Gomes, responsável pela Coluna Primeiro Plano, deste blog, o intitulou como “um reencontro histórico que, cerca de 50 anos depois, reuniu amigos que se conheceram no exílio, na Europa, foragidos pela ditadura militar, embora acolhidos pela Anistia Internacional ou por voluntários que se dispuseram em atendê-los”.

À época, eu estava lá, com eles, sempre acompanhado de um colega e irmão no sacerdócio, Padre José Maria, que já está com Deus. Naquele Encontro de Quixaba, eu estive presente, fisicamente, embora o Padre Zé-maria tivesse sido lembrado, o tempo todo, pela saudade, pelo seu testemunho e pelas inúmeras cartas que dirigia aos exilados, de qualquer país onde ele estivesse.  Todas essas correspondências foram entregues ao Professor Leunam para que ele pudesse sistematizá-las, organizar seus conteúdos e dar-lhes uma forma literária para uma possível divulgação que historiasse o exílio de cada um e o alento que tinham através de pessoas ou de instituições solidárias.

Entre estas, estava o casal alemão, Fred e Bárbara que, dentre outros voluntários alemães, moraram no Nordeste Brasileiro ao tempo em que a ditadura acontecia, fazendo-os não só conhecer os horrores do regime militar, como também, ao voltarem, se solidarizarem com os brasileiros que, lá fora, sofriam a solidão e os horrores do exílio e muito fizeram por eles.

Além de lhes prestarem assistência oficial, pela Anistia Internacional, ainda lhes ajudavam, pessoalmente, providenciando soluções práticas para problemas de adaptação, interpretação da língua, diálogo entre órgãos oficiais, enfim, Fred e Bárbara, Juarez e Gabriela e outros alemães que sabiam bem as duas línguas, ajudaram, fraternalmente, a brasileiros que tinham dificuldades de comunicação ou de adaptação em terras estrangeiras.

Outro assunto que muito nos tocou no Reencontro de Quixaba” foi a recordação do Frei Tito de Alencar e sua morte. Já havíamos feito sua memória, em abril do ano passado, numa “live”, que reuniu o Dr. João de Paula, o Prof. Leunam e Eu, em Diálogos pela Democracia, numa promoção da Comissão Especial pela Anistia: Wanda Sidou.

Lembro bem que Tito de Alencar Lima nascera em Fortaleza – CE, aos 14/09/1945. Pelos seus 18 anos, já fazia parte do Regional NE II da Juventude Estudantil Católica e ia muito ao Seminário de Olinda onde estudávamos.

Com o golpe militar de 1964, ele ia fazer 20 anos no ano seguinte, mas por causa de seu posicionamento político de conscientização, alimentado pela Ação Católica da Igreja, e pelo suporte ideológico do governo de Pernambuco, foi perseguido e vigiado. Em 1966 ingressou no noviciado dos Dominicanos em Belo Horizonte e depois da profissão dos votos, entrou na USP para estudar filosofia. Em 1968 ficou mais vigiado ainda e, ao participar do 30º congresso da UNE, em Ibiúna tornou-se alvo de perseguição da ditadura. Foi preso e exilado.

Àquela época, desde 1973, estávamos em Roma: Padre José Maria e Eu. Já começávamos a tomar contato com ‘minorias abraâmicas’ de D.Helder e com os ‘refugiados políticos brasileiros’. Já havíamos tentado visitar Frei Tito na França (em Lyon e Éveux). Tudo em vão. Um colega dele -  Pe. Zamagna – ainda nos levou lá, mas ele já estava ‘desequilibrado’. Nem conheceu o colega.

De volta a Roma, aos 10 de Agosto de 1974, chega a fatídica notícia: os nomes que lhe vinham à mente (FLEURI, DOPS, OBAN, CHOQUE ELÉTRICO, PALMATÓRIA, TELEFONE) que tanto o atordoavam, levaram-no à morte.

A notícia que se espalhou era que ele se suicidara. Não o tínhamos visto, quando o fomos visitar. Mas entendemos logo que não foi um suicídio. Será que as torturas, os choques elétricos: na língua (dizendo ser a Hóstia), no ânus ou no pênis, ou os ‘telefonemas’ i.é, as palmadas com as duas mãos nos dois ouvidos, até estourarem, ou os tratamentos grosseiros dos “Fleuris”, da Oban, do DOPS ou dos demais torturadores ou formas de torturas não o levaram ao desespero e a sentir que era melhor morrer? Foi consciente o seu “suicídio” ou ele “foi suicidado” ou “levado ao suicídio”?

Comentei isto no Centro de Vivencias Raio de Sol e na “live – Diálogos pela Democracia” com o Dr. João de Paula, Leunam e Eu, como falei antes. No entanto, acrescentei alguma coisa que a imprensa jamais registrou que, por certo, muito colaborou para a atitude de Frei Tito, sem ele ter gritado um ai.

Quando o Frei Tito foi banido do Brasil, em dezembro de 1970, incluído na lista de presos políticos, trocados pelo embaixador suíço Giovanni Bucher, pelo ditador Médici, seguiu para o Chile e depois pra Itália. Em Roma, procurou o Colégio Pio Brasileiro, onde só habitavam brasileiros. Todos falavam português e italiano, onde ele não teria muita dificuldade de comunicação. Mas os padres jesuítas se recusaram em recebê-lo, alegando ser ele, comunista. Dá pra entender? Foi então para um Convento dos Padres Dominicanos, em Lyon, na França. Não sabia francês, não ouvia bem, por causa dos ouvidos estourados. Como aprender outra língua? Haja sofrimento! Escondia-se de tudo e de todos. Subia nas árvores mais altas e por lá se refugiava.

Submeteu-se a um tratamento psiquiátrico e foi piorando, até o gesto fatal, aos 10 de agosto de 1974. Foi isto um “suicídio” ou desespero? Foi ele o causador de sua morte ou há muitos atores em seu lugar?

E mais ainda: quando chegou a notícia de sua morte em Roma, os mesmos Padres Jesuítas - que dirigiam o Colégio Brasileiro - discordaram da concelebração que os colegas fizemos, alegando ser ele um suicida. Coitado! Outrora, comunista. Agora, suicida. Os ‘ditadores’ ficaram isentos e anistiados.

Depois de 60 anos da ditadura, 50 anos da morte de Frei Tito, da “anistia” de tantos criminosos; depois da abertura democrática que levou à eleição, filhotes da ditadura, que até ameaçam novo golpe, estamo-nos deparando com intromissão indébita de bilionário estrangeiro, querendo se meter no supremo para dar-lhe ordens, não estará na hora de batermos a mão na consciência e conduzir melhor nossos destinos? Não se pode mais retardar.








sábado, 20 de abril de 2024

 

QUALQUER MUNICÍPIO PODE ACABAR COM O  ANALFABETISMO DE  ADULTOS

Edição de 20.04.24

 Homenagens aos que lutaram e lutam pela Democracia foi uma iniciativa do Deputado Renato Roseno com apoio dos Deputados Messias Dias e De Assis  Diniz.

 Espetáculo da Cia Bravia que aborda a luta de mulheres contra a Ditadura Militar dos anos 60 e 70 no Brasil.

 Rosa da Fonseca, Nadja Oliveira, Ruth Cavalcante, Helena Serra Azul, Rita Sipahi, Beliza Guedes, Jana Barroso

 Estas são algumas das mulheres que tiveram suas histórias de vida marcadas por um regime opressor e cruelmente repressor.

 No espetáculo as atrizes se deixam atravessar pelas memórias dessas mulheres,  trazendo para a cena experiências de vida que contribuem na construção de um mundo mais justo e mais humano.

 Quarta feira houve a inauguração do Aparelho da Valdevino, um lugar de memória, em que, no tempo da ditadura servia de ponto de apoio para os que lutavam pela redemocratização.

Agora, será mais um local que servirá para mostrar os estragos feitos pela ditadura. Lá estão fotos, textos e documentos que mostram o que jamais queremos de volta. Só os idiotas querem.

 O evento contou com a presença de grande número de pessoas e a liderança do Deputado Renato  Roseno. Vários ex-presos políticos, conhecedores daquele espaço, se manifestaram.

Pude perceber, em conversas e observações que o Deputado Renato Roseno desperta muita credibilidade, especialmente, junto aos que foram vítimas da ditadura.

 Mesmo jovem, demonstra alto conhecimento sobre os males causados pela  ditadura de 64. O seu empenho junto ao Aparelho Valdevino reflete suas convicções. É um dos Membros da Comissão Wanda Sidou.

 Foi o ditador General Médici quem impediu que as empresas escandinavas, no Brasil, interviessem em defesa do nome de Dom Helder para receber o  prêmio Nobel, confirma afirma o Mons. Assis Rocha em seu artigo abaixo.

 Em seu pronunciamento na inauguração da Casa de memória  Aparelho da Valdevino, o Dr. Inocêncio Uchoa demonstrou o seu grande conhecimento sobre as lutas populares mundo afora.

 Nas últimas eleições, em Guaraciaba do Norte, votaram 3.638 homens analfabetos. Mulheres foram 2.962. Total de 6.600 que não leem e nem escrevem. 4.961 Leem e escrevem.

 A situação já foi bem pior, mas com as condições atuais o analfabetismo poderia ser zerado, em um ano, de trabalho dedicado, especialmente com o Método de Paulo Freire.

 Ali mesmo a Universidade Estadual Vale do Acaraú realizou excelente trabalho com o Projeto Alfabetização, Desenvolvimento de Habilidades e Geração de Renda.

 A Metodologia de Paulo Freire desperta entusiasmo nos Alfabetizadores e nos Alfabetizandos. No município do Graça, em 2017, os alunos de EJA desfilaram felizes.

Esta é uma pequena amostra do que é possível fazer. Os resultados foram excelentes. A frequência às aulas era a melhor prova. Ninguém faltava.

 Imagino que a maior vaidade de um Prefeito seria dizer para o povo que seu município não tem mais analfabetos. Para o momento, com os recursos disponíveis fica até difícil acreditar na existências de analfabetos.

No entanto, percebe-se que é mínimo o valor dado a EJA. Não é surpresa que muitas turmas estejam optando por fechar. A crise no Distrito Federal está terrível, neste aspecto.

A EJA não tem sido prioridade. Ao contrário. Para EJA vai o que sobre e o que ninguém quer. A valorização fica só no discurso. No Graça, no ano de 2017, foi diferente. E deu resultado ótimo.

 Então é possível fazer bem. E o resultado político é extraordinário. Os alunos adultos sabem, perfeitamente, a diferença em suas próprias vidas. Se os políticos percebessem...

URGENTE: Para marcar os 6- anos da extinção do PROGRAMA NACIONAL DE ALFABETIZAÇÃO, vai acontecer a JORNADA PAULO FREIRE, nos dias 30 de abril e 2 de maio, às 19,30h

Serão dois Círculos de Cultura, à distância, com excelentes Professores como podem confirmar no cartaz abaixo. Gratuitos

Círculo de Cultura 1: dia 30 de abril de 2024, às 19h30 – Inscreva-se em: https://doity.com.br/jornada-paulo-freire-circulo-1
    Círculo de Cultura 2: dia 2 de maio de 2024, às 19h30 Inscreva-se em: https://doity.com.br/jornada-paulo-freire-circulo-2







DITADOR MÉDICI IMPEDIU QUE DOM HELDER RECEBESSE PRÊMIO NOBEL!

Na sequência de meus ‘Comentários Semanais’, uni no último sábado, dois motivos antagônicos, embora faces de uma mesma moeda, referentes ao sexagésimo ano do Golpe Militar de 1º de Abril de 1964, e o centenário do nascimento de Dom Francisco Austregésilo, ocorrido em 03 de Abril de 1924.

Tentei mostrar as duas faces da mesma moeda, por se tratar de um embate muito desigual: “dos que tinham a força, contra os que tinham a fé”. Do lado destes, coloquei o destemor, a coragem e o compromisso com a verdade e a justiça, tão bem assumidos por D. Francisco na defesa dos mais pobres.

Enumerei vários nomes de outros Bispos, detendo-me em um famoso, dentro e fora do Brasil, D. Helder Câmara, sobre quem falarei um pouco mais, já que eu prometi no final, ainda “voltar” ao assunto. Aqui estou.

D. Helder foi um cearense famoso, conhecido, internacionalmente, que nos deu mensagens de vida e coragem, de luta pela justiça, desafiando os poderosos da ditadura militar e das riquezas injustas, com seus proféticos pronunciamentos dentro e fora do país: sua espiritualidade era sua maior força.

Como D. Francisco, era Cearense, aos 07 de fevereiro de 1909, em Fortaleza e morreu em Recife aos 27 de agosto de 1999, com mais de 90 anos, bem vividos, de consagração e dedicação ao bem, à verdade e ao combate por uma sociedade justa, solidaria e de amor, também pelos pobres.

Teve uma vida normal de criança católica comum: batizado, crismado, primeira comunhão e entrada no Seminário em Fortaleza. Nessa ocasião, seu pai, Sr. João Câmara, guarda-livros de firmas comerciais e meio sem religião, disse-lhe uma frase que ele guardou para sempre: “meu filho, você sabe o que é ser padre? Padre e egoísmo nunca podem andar juntos. O padre tem que se gastar, se deixar devorar”...

Sem esquecer esta máxima, o seminarista (1923), o padre (1936), o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (1952) e o arcebispo de Olinda e Recife (1964) pautou a sua missão dentro do Movimento Operário, dos Departamentos de Educação, da Teologia da Libertação, das Comunidades Eclesiais de Base, da Renovação Conciliar, dos Encontros de Irmãos, da conscientização política, das Conferencias Episcopais, dos Conselhos e Comissões, em todos os níveis, dentro e fora do Brasil, de tal maneira que não havia uma pastoral da Igreja, um serviço eclesial, junto á Santa Sé, ou um convite internacional para palestra ou debate em qualquer Universidade ou país do mundo, que ele não estivesse presente. Eu mesmo presenciei, em Milão, no norte da Itália, uma caminhada, com cerca de 500 mil jovens, em cujo encerramento ele desenvolveu o tema: “todo homem é o meu irmão.” E em Atenas, a Capital da Grécia - Mãe da Democracia - em um debate com vários estadistas e em diferentes línguas, eles responderam à indagação: "há possibilidade de democracia hoje”? Lá estava o nosso Dom Helder dando a sua mensagem de esperança num mundo “sem fronteiras”, mais unido e mais saudável, onde todos pudéssemos viver como irmãos.

Quantas vezes o vi e ouvi, em redes de televisão europeia – algumas entrevistas, marcadas por mim – ou se pronunciando em auditório lotado de gente, como em Castelamare di Stabia, perto de Napoli, com voz forte e corajosa opondo-se a “ditaduras de  esquerda ou de direita, como nos hediondos tempos de Stalin ou de Hitler” com aplausos ou críticas de muitos. Durante seu pastoreio em Olinda e Recife deu vida nova à Igreja local, se aproximando muito do povo. Viajava demais ao exterior para fazer Palestras.

Recebeu 32 títulos de Doutor Honoris Causa, além de mais outros 54 prêmios e honrarias. Fez parte de mais 32 organizações nacionais e internacionais. Deixou muitos livros, originalmente, escritos em português ou em outras línguas e traduzidos pelo mundo afora. De 1970 a 1973 foi candidatíssimo ao Prêmio Nobel da Paz. A ditadura o boicotou.

É bom que a gente saiba. Àquela época foram convocados os diretores e presidentes de todas as empresas escandinavas no Brasil - Volvo, Scania Vabis, Ericson, Facit, Nokia e outras de menor porte - e lhes foi solicitado que interviessem na Fundação Nobel para evitar a concessão do “seu Prêmio” a Dom Helder Câmara Todos lamentaram não poder intervir no caso, ao que o oficial general que presidia a reunião ameaçou: se os senhores não intervierem com firmeza e Dom Helder chegar a receber o Prêmio Nobel da Paz, então as suas empresas no Brasil não poderão remeter um centavo de lucros para as respectivas matrizes”. Tinha falado “a mão de ferro” do General Médici. O governo tinha meios para adotar tão grave atitude.

Certa vez, um repórter perguntou a Dom Helder porque, em meio a tantos limites e perseguições ele ainda tinha tanta vivacidade, fazia tantas viagens, recebia tantos títulos de doutor, tantas condecorações, tantos prêmios internos e externos, ao que ele respondeu com naturalidade e simplicidade: “para mim é muito simples compreender e viver estes acontecimentos. Em tudo isso, procuramos sentir nossa universalidade de católicos. Deus é criador e pai de todos”. 

Não era sem razão que este homem era aplaudido, calorosamente, em toda parte do mundo ao desenvolver os temas da fraternidade, da justiça, da não violência, do desarmamento nuclear, da democracia, ao mesmo tempo em que desafiava a ditadura militar, mostrando seus horrores, denunciando suas injustiças e ficando do lado daqueles que eram torturados, expulsos do país, exilados no exterior e, muitas vezes, mortos. Ele se indignava, batalhando na defesa deles, visitando-os no exílio, levando e trazendo notícias para suas famílias sem nenhum medo de estar traindo o evangelho ou de ser criticado por “estar fazendo política”. Ele estava, sim, unindo fé e política, como seu Mestre Jesus fazia e a sua Igreja, através da Constituição Gaudium et Spes aconselha que o façam: “com empenho se deve cuidar da educação civil e política... a fim de que todos os cidadãos possam desempenhar o seu papel na vida da comunidade política”.

Foi essa sua confiança profunda no Pai, sua fé constante no Filho, sua “espiritualidade” firme no amor e no serviço indubitável à Igreja, que o levaram, como “Servo de Deus” a um Processo de Canonização - estudado, trabalhado e apresentado em Concelebração na Catedral da Sé, da Arquidiocese de Olinda e Recife, aos 27 de agosto de 2021, quando se completaram 22 anos de sua morte - para ser encaminhado ao Vaticano – agora como “Venerável”. Estes títulos de “Servo de Deus” e “Venerável” são de âmbito arquidiocesano.

Os títulos seguintes de “Beato” e de “Santo” são da alçada do Estado do Vaticano. Tem que haver “provas” mediante “milagres”, respectivamente, comprovados, pela Ciência ou pela Fé. Aí, o “Processo” muda de configuração.

Para completar a informação e aguçar a curiosidade de meus possíveis leitores, acrescento que – enquanto “Servo de Deus” e “Venerável” – até 2021, o tempo em Recife foi consumido em digitalizar e imprimir 60.520 páginas, organizadas em 07 coleções: correspondências (41 volumes); programas de rádio (33); discursos (31 volumes); cartas circulares (24); hemeroteca = publicações de jornais (25 volumes); meditações (19) e livros (07 volumes).  

Demandou um longo tempo nesse levantamento material. Agora é com Roma. O que se vai fazer por lá, depende de algo sobrenatural. É provar que o Deus em quem D. Helder sempre confiou, o quer mais perto d’Ele. 

                  BORDADOS PEDAGÓGICOS                                     da Professora Nazaré Antero

sábado, 13 de abril de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

DIA 15 HOMENAGEM , NA ASSEMBLEIA, AOS QUE LUTARAM PELA VOLTA DA DEMOCRACIA

Edição de 13.04.24

A Secretaria de Direitos Humanos comemorou ontem ao 10 anos do Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte.

 No dia 15, a Assembleia Legislativa, por iniciativa do Deputado Renato Roseno, Conselheiro da Comissão Wanda Sidou,  realizará UMA NOITE DE MEMÓRIA E RESISTENCIA DEMOCRÁTICA.

 “Juntos, vamos marcar os 60 anos do golpe militar, homenageando os que lutaram  pela liberdade e reafirmando nossos compromissos com a democracia.

 Ontem os Betanistas destacaram o aniversário do colega João Ribeiro Paiva, Professor, Bancário, Poeta, natural da cidade de Groaíras.

 Na Universidade Estadual Vale do Acaraú, João Ribeiro trabalhou comigo na função de Pró-Reitor adjunto de Extensão. Fizemos importante trabalho de Alfabetização de Adultos.

João Ribeiro foi um dos colegas da equipe na UVA que participou da Formação de Professores de Jovens e Adultos, em Cabo Verde/África, a convite do Programa Alfabetização Solidária.

 No passado, João integrou a equipe do Movimento de Educação de Base – MEB, em Sobral que atuava em Alfabetização  por meio da Rádio Educadora do Nordeste.

 Como eu, era sempre intimado pelo Delegado da Policia Federal, Laudelino Coelho, para prestar esclarecimentos sobre a atuação do MEB. Mas sempre se saiu bem.

 Aliás, sobre o período da Ditadura, é muito importante a leitura do livro Explosões Conservadoras, do Professor Airton de Farias, lançado nesta semana, na Assembleia Legislativa.

 A iniciativa foi da Comissão de Direitos Humanos, sob a liderança do deputado Renato Roseno. Na Mesa, além o deputado, a Professora Fátima Leitão, da UECE e da Comissão Wanda Sidou e Secretário Artur Bruno.

Um grupo de educadores cearenses junto a outro grupo do Rio Grande do Norte está lutando para transformar a cidade de Angicos, RN, num grande polo de Educação Popular.

 Foi naquela cidade que Paulo Freire fez a primeira experiência com o seu método de Alfabetização de Adultos, com apoio de universitários de Recife.

 Os dois grupos de educadores dos dois estados são formado de pessoas que construíram histórias de sucesso na Educação Popular, sob a inspiração de Paulo Freire.

 O artigo do Monsenhor Assis Rocha, desta semana, aqui neste blog, começa a contar o apoio dado por alguns membros da Igreja Católica aos exilados brasileiros na Europa.

 Na época do Natal, os padres José Maria Cavalcante e Assis Rocha sob a liderança de Dom Helder Cãmara, reuniam os exilados para uma confraternização na Europa.

 Os padres eram portadores de mensagens dos familiares que, aqui no Brasil, tinham muita saudade, mas não podiam comunicar-se. Os padres davam o jeito de levar e trazer cartas, gravações, fotografias etc.

 Momento de subserviência foi gravado, recentemente, quando pastores lavavam os pés do ex-presidente da república. Simultaneamente, rezavam em voz alta.

 Outro momento de vergonhosa subserviência foi o discurso, em inglês, no plenário, do senador cearense, apoiando o empresário  do X, contra os interesses do Brasil. 

 A Professora Doutora Carol Braga está fazendo um trabalho acadêmico sobre as mulheres cearenses que lutaram e sofreram pela redemocratização do país.

 Enquanto isto, muitos terroristas, a propósito de pedir a volta da ditadura, quebraram os prédios simbólicos da Praça dos Três poderes, em Brasília, em 8 de janeiro.

Na família, hoje estaremos comemorando o aniversário da NEIVA. Teremos a presença especial do amigo Luan Lima que pertenceu à Orquestra Filarmônica Estrelas da Serra e agora integra a Banda de Música Marinha Brasileira.

 O companheiro Artemísio da Costa, da Rádio Educadora, pediu-me uma sugestão sobre o trabalho do jornalista. Recorri às minhas experiências no assunto. E está aí neste vídeo que compartilho com os leitores.





O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

NA DITADURA:

O APOIO DE PADRES CEARENSES AOS EXILADOS POLÍTICOS, NA EUROPA!

(PARTE I)


Faz um bom tempo, o blogueiro, responsável por este site – Leunam Gomes - gentilmente, me cede este espaço para um Comentário Semanal, na maioria das vezes, endossado e corroborado por ele. É uma parceria mútua e histórica que nos acompanha desde a mais tenra idade. Agora, adultos e, até, anciãos, não perdemos nossos bons costumes.

             Como sempre nos aconteceu, agora na primeira semana de Abril, em momentos tão diferentes – um sexagenário e um centenário – nos unimos em uma mesma linha de reflexão: os 60 anos da ditadura militar no Brasil e os cem anos do nascimento de Dom Francisco Austregésilo, respectivamente, no dia 1º e no dia 03. A ditadura chegou para destruir a Democracia e assim o fez. Em nossa mente, tudo ainda se faz muito presente. Lembramos, por ex., a morte do cartunista Ziraldo, 91 anos, criador do tabloide Pasquim, oposto à ditadura.

            Entre tantos que ainda se lhe opuseram, destacamos mais artistas, compositores musicais, intelectuais e uma boa parte de Bispos, sacerdotes e estudiosos da Teologia da Libertação, fundamentando bem os acontecimentos.

             Espalharam-se pelo Brasil e, até, no Exterior, os testemunhos concretos, dados por Cardeais, Bispos, Padres e leigos brasileiros, comprometidos com a verdade e sem medo de desagradarem aos ditadores militares, arriscando-se a darem opiniões e a serem solidários com o sofrimento do povo de nossa terra.

             Os que morávamos fora, por motivação acadêmica ou especialização em estudos, nos encontrávamos com representantes da CNBB, conscientes da sua Missão Evangelizadora, responsáveis pela orientação da fé de nosso povo e comprometidos com a sua participação na vida religiosa, política e social. Era um embate muito desigual: dos que tinham a força, contra os que tinham a fé.

             No Pontifício Colégio Pio Brasileiro, à Via Aurélia, 527, em Roma, participávamos de celebrações, encontros em auditório ou para refeições, com os Senhores Cardeais, Arcebispos e Bispos, Professores Universitários e de Seminários, espalhados pelo Brasil para nos informarmos das últimas notícias do País e, é claro, da situação política: era sempre a parte mais desagradável.

Mas os bispos, oficialmente, circulavam por Roma, por seu dever de ofício. Visitavam o Papa, em grupos, na visita ad limina. Para um contato pessoal. Pra prestar conta de alguma ‘comissão pontifícia’ ou de qualquer ‘missão especial’.

             Passagem constante e muito esperada era a de D. Helder Câmara, pelo Aeroporto Fiumicino, de Roma, tanto para apanhá-lo na chegada, como para deixá-lo, na saída. Ia em “missões internacionais” em qualquer Diocese da Europa, ou apenas em trânsito para qualquer ponto da Ásia. Sempre encontrava um tempinho para visitar suas “equipes de minorias abraâmicas” ou

para encontrar “brasileiros refugiados políticos’, agendados pela Anistia Internacional.  Padre José Maria Cavalcante, filho de Santana do Acaraú e eu, de Bela Cruz, também no Vale do Acaraú, estudávamos em Roma e, por isso, tomávamos contatos com as equipes de “minorias abraâmicas de D. Helder”  e com “os refugiados políticos” onde estivessem, para agendar um encontro com eles, via Anistia Internacional, com quem nos mantínhamos ligados.

 Naquele tempo, final da década de 1960-início da de 1970, não havia internet, telefone celular, tradução de textos em computador, mas Dom Helder encontrou um meio mais rápido e fácil de traduzir suas mensagens: mantinha aqui no Brasil e em lugares estratégicos por onde ele passava (Itália, França, Holanda, EEUU e em alguns pontos da Ásia) equipes de 4 – 5 pessoas: uma brasileira e três – quatro estrangeiras, que haviam morado no Brasil.

Todas, portanto, sabiam português. Quando ele ia às suas viagens inter-nacionais, levava seu texto escrito em Português. Sua equipe de ‘minorias abaâmicas’ traduzia do português para as línguas estrangeiras. Era repassado à imprensa internacional e tanto na véspera, como no dia de sua apresentação, já estava espalhado, entre todos, o conteúdo da sua palestra.

A presença de brasileiros, exilados e saudosos, ou de estrangeiros, curiosos e querendo ouvir informações sobre a situação política do Brasil davam plateia a D. Helder que, em tais ocasiões, entregava mensagens de familiares do Brasil, a exilados políticos e, de volta ao Brasil trazia respostas aos seus familiares.

Dom Helder – como vários Bispos Brasileiros (Dom Arns, Dom Aloísio, Dom Pedro Casaldáliga, D. Adriano Hipólito, Dom Fragoso, Dom José Maria Pires, D. Tomás Balduíno, Dom Ivo, D. Francisco Austregésilo, Dom Luciano, D. Angélico Sândalo... e tantos outros Padres Conciliares participantes do Vaticano II) – que circulavam por Roma e pela Europa nos mantinham em dia e informados. Não dava para a ditadura os controlar, pois o S.C.V. o fazia.

Todos estes agentes pastorais, passando por Roma ou lá estudando, tínhamos encontros muito fraternos e esperançosos no retorno à Democracia.

Padre José Maria e eu não éramos refugiados. Passados os estudos em Roma, tínhamos nosso retorno garantido ao Brasil. Pela nossa ação pastoral, pelos nossos compromissos com a Igreja do Vaticano II e pelo apoio que tínhamos de nossos bispos, o nosso contato com as “minorias abraâmicas” e com os “exilados” era desempenhado com o maior prazer. Basta lembrar que tínhamos no recesso natalino, uns 15 dias livres. Aproveitávamos para marcar nossos encontros com refugiados brasileiros e íamos para um país mais central onde alguém estava só ou isolado e, para lá nos dirigíamos para contatar com quem estivesse mais solitário. Assim aconteceu em Paris, em Grenoble, em Munique, nos Castelli Romani, Tivoli, enfim, onde houvesse brasileiro, troncho de saudade, a gente procurava aliviar, visitando-o para que o Natal tivesse mais significado naquele momento tão forte para os cristãos.

O espírito natalino pousava sobre todos nós: nos que tínhamos fé e nos que, a tendo recebido pelo batismo, não a praticavam. Embora dividissem seu tempo, seus poucos recursos, sua partilha ao ajudar um colega na viagem ou em outro tipo de amor, respeito, solidariedade, vividos pelos primeiros cristãos. Assim, praticavam as comunidades cristãs, segundo o Livro dos Atos: “entre eles, não havia necessitados”. Aprendemos isto em nossas famílias. Faltava, a alguns, o cultivo ou o aperfeiçoamento. “As minorias abraâmicas Helderianas” cultivavam nosso engajamento e alimentavam a nossa fé.

E ele nos dava a justificativa bíblica: “assim como Deus pediu a Abraão para lhe oferecer em holocausto, seu filho Isaque e ele, sem resmungar, ia fazê-lo, assim também deve ser a nossa fé em Deus, sem questioná-Lo, na realização da Sua vontade”. Nós acreditamos assim?

Pena é que, depois de 21 anos do regime ditatorial – 1964 a 1985 – os filhotes da ditadura têm dado muito trabalho para retornarmos à Democracia. As eleições têm sido muito extremistas, polarizadas, incapazes de se darem debates de ideias e respeitosos. São cheios de acusações mútuas, de fake News, de mau uso das redes sociais, da Inteligência Artificial, de modo que, ao aproximar-se cada eleição, candidatos e eleitores ficam nervosos.  Apelam para a fé, mesmo sem vivenciá-la, sem seguir normas corretas, como um santo matrimônio, usam o nome de Deus em vão, montam-se em slogans enganosos

‘terrivelmente evangélicos’ e mentem descaradamente. Isso é política? Voltarei! 










COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...