sábado, 27 de julho de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

ARIANO SUASSUNA:         DEZ ANOS

                            Edição de 27.07.24

O Brasil, de formas diversas, está reverenciando o Professor Ariano Suassuna, nos 10 anos de seu falecimento.

 Tive o privilégio de ser seu alunos de Estética, no Curso de Filosofia, no Seminário Regional do Nordeste, em Olinda, Pernambuco.

 Anos depois, já na UVA, gestão do Professor Teodoro  Soares, também seu ex-aluno, foi concedido o titulo de Doutor Honoris Causa ao nosso Professor Ariano.

 Coube a mim e ao Mons. Assis Rocha, também ex-aluno em Olinda, recepcionar o Professora Ariano e Dona Zélia no aeroporto de Sobral e ciceroneá-lo em sua estada na cidade.


Neste final de semana, estou retornando à minha Guaraciaba do Norte, depois de mais de um ano. Fiquei impedido por causa do tal Herps Zóster, conhecido como Cobreiro.

 O objetivo principal: o aniversário da nossa irmã Nazi e rever familiares e amigos. Depois das mortes do Laerte e do Leildo, sinceramente, fiquei  um tanto desmotivado.

 Os dois eram meus guias. Como estou afastado da cidade há muito tempo, eram eles que me informavam o que acontecia. Apresentavam-me os mais novos e as pessoas recém-chegadas.

 Quando estava em ação na UVA, como Pró-Reitor, e havia parceria com o Colégio Oriento, sempre andava na cidade para acompanhar os vários cursos de graduação.

 Graças a Deus ajudamos a mudar a história de muita gente, levando cursos de graduação para nossa terra que foi a primeira, com São Benedito, a ter curso superior para Formação de Professores.

 Posso dizer, sem medo de errar, foram os melhores cursos de graduação que a UVA ofereceu. Tive o privilégio de presidir a primeira Colação de grau em nossa terra.

 Nada é tão importante para reduzir ou eliminar as desigualdades sociais quanto a Educação. São inúmeros os exemplos. Imagino que toda família de nossa terra tem alguém com curso superior.

Em 1993/94/95 quando estive na Secretaria de Educação de Guaraciaba do Norte, não tínhamos nenhum Professor graduado. E de cada cem crianças que entravam na Alfabetização, só 16 chegavam à quarta série.

 O nosso livro AD VITAM – 65 Declarações de Amor, em que cada ex-aluno do Seminário de Sobral conta a sua história, é uma prova.

 Éramos meninos oriundos de pequenos municípios da região norte onde, na maioria, só se podia estudar até a quarta série do primário. Muitos eram acólitos em suas paróquias.

 A maioria não se tornou padre. No entanto, todos deram continuidade aos estudos e conseguiram graduar-se em vários cursos superiores. Viraram bons profissionais.

 A história da vida profissional está em outro livro que organizamos: AD LABOREM – Nossa Caminhada Profissional.

 São Professores, Médicos, Engenheiros, Dentistas, Administradores, Contadores, Farmacêuticos,  Jornalistas, Publicitários, Sociólogos, Geólogos, Agrônomos, Advogados e Padres, naturalmente.

 Se não tivéssemos tido a oportunidade de estudar, com certeza, a nossa situação era outra. As oportunidades seriam bem menores.

 O estudo fez a diferença para cada um de nós. Muitos ainda de se transformaram em Mestres, Doutores e Pós Doutores, ocupando cargos de destaque nas Universidades.

 É este exemplo concreto que nos faz defender a valorização da Educação e que haja oportunidade para todos.

 Daí não compreender como ainda existem tantos analfabetos jovens e adultos em nossos municípios. Em cada eleição renovo as minhas esperanças, mas não vejo empenho.

 Nesta semana a família Magalhães Rocha está reunida na Fazenda Santa Maria, em Bela Cruz num encontro tradicional em que celebram o aniversário do seu Doca Rocha, in memoriam.

 Foi casado com Dona Benedita e tiveram 18 filhos. Muitos dos descendentes já partiram, mas a família continua reunida celebrando suas memórias.

 O Mons. Assis Rocha que nos brinda, semanalmente, com o Comentário da Semana, aqui neste Blog, com seus 83 anos, em plena lucidez, é o grande comandante do evento.

Na quinta feira à noite, em Guaraciaba do Norte foi lançado o candidato a vice prefeito na chapa liderada por CEFAS MELO, o médico  Wellington Melo, seu primo e respeitado médico no município.

Segundo as pesquisas circulantes, no boca a boca, a dupla está com 80% da preferência popular.  Percebe-se um entusiasmo muito grande nos defensores da chapa CEFAS-WELLINGTON.

Até o ex-candidato a vice na primeira chapa definida pelo Prefeito já passou, com toda a família para apoiar Cefas Melo. O nome de seu pai, ex-prefeito e ex-deputado tem sido muito citado.

Ontem à noite, aconteceu a celebração do aniversário da Nazi na casa de Kleber/Edna, com a presença dos filhos, netos, irmãos e amigas. 

No Programa Setorial de Saúde, em nosso MINUTO PELA EDUCAÇÃO, abordamos o tema da politica e suas influencias na saúde publica. (clique na setinha e ouça)

              CONTATOS: leunamgomes@hotmail.com






sexta-feira, 26 de julho de 2024

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Na fazenda Santa Maria, em Bela Cruz, uma celebração familiar especial

Do alto dos meus 83 anos – “dentro dos 84” – único sobrevivente das famílias Magalhães/Rocha a chegar a esta idade; graças à bondade de Deus, ainda estou pelejando com a vida. Do meu conhecimento, nem minhas gerações passadas, nem as atuais, superaram a barreira dos 80 anos.

            Atribuo ‘à bondade de Deus’, como disse e à vida de internato no Seminário, desde muito cedo, à dedicação a estudos, tendo em vista a missão futura, a uma vida disciplinada e à orientação para bem praticar o que aprendi.

             Desde o início desta semana, estou com meus familiares – na tradicional fazenda Santa Maria, Município de Bela Cruz - em número mais reduzido, porque, dos 21 irmãos que éramos - de dois casamentos do meu pai - hoje somos nove. Os descendentes deles não constituíram, nem estão constituindo grandes famílias, e aquela Casa Grande, cheia de gente, durante as melhores férias do mundo, tem agora alguns idosos, poucos jovens e netinhos em número reduzido, para agradar e dar vida a todos.

            Eu mesmo, com 56 anos de Padre, crio um sobrinho bisneto meu, como a melhor coisa que fiz na vida. João Murilo, já com 16 anos, me chama de “Vovô” e eu o trato, como meu “Neto” e descobri neste relacionamento, uma graça de Deus e uma motivação especial para minha longevidade.

            A motivação sempre presente em todos nós para passarmos o mês de julho na Fazenda Santa Maria era porque, no dia 26, Seu Doca Rocha, nosso pai, aniversariava e Dona Benedita, mãe de 18 dos irmãos, se esmerava em promover Missa com o Pároco, alegria, diversão e encontro familiar e de amigos, para comemorar a data. Dona Benedita morreu, Seu Doca casou de novo e teve mais 03 filhos com D. Tereza Araújo. Continuamos uma família de verdade e assim estamos. Surgiram dificuldades, continuam surgindo, mas perseveramos andando em frente.

            Em 1966, eu estava pronto para ser Padre. Minha mãe morreu antes de celebrar a felicidade dela, em ter um filho sacerdote: aos 19 de março de 1965. Como estava previsto, concluí meus estudos, mas não me ordenei logo. Passei dois anos de estágio em Afogados da Ingazeira - PE, para preparar-me melhor e amadurecer mais para dar o passo seguro. Afinal, a morte da minha mãe me abalou bastante. Graças a Deus, o Bispo que me acolheu e que eu o conhecia desde a minha infância, em Sobral, era o Pe. Austregésilo, à época, eleito Bispo de Afogados da Ingazeira, onde se apresentou como D. Francisco, dada a dificuldade que o povo teria de tratá-lo como D. Austregésilo.

            Fiquei, da metade de 1966 à metade de 1968, estagiando: participando das liturgias, dando aulas num ex colégio de freiras e num colégio do Estado, dirigindo uma Emissora de Rádio, participando das reuniões do clero, dirigindo o carro do Bispo, enfim, tudo o que eu fazia ou realizava era tendo em vista a observação do Bispo, do clero e do povo, em geral, da Diocese, me avaliando e enfocando na missão que eu deveria assumir e realizar quando Padre.

            Em julho de 1965 – nos 04 meses após a morte de minha mãe – vim de férias, como sempre, para ficar com minha família na Fazenda. Na passagem por Bela Cruz, visitei meu Pároco – Padre Odécio – já convidado, como nos anos anteriores, para a Missa do dia 26, que me disse: “meu caro, a cumeeira da sua casa caiu. Ajude a sua família a se reconstituir”. Era a advertência do experiente Pároco, àquele que se aproximava do sacerdócio, para que já se fosse preocupando com a missão que estava por vir, que começasse de casa. Valeu muito a advertência. Minha Ordenação se deu a 04.08.68 em Bela Cruz.

            Muita festa, muita alegria, Missas na Matriz, na Capela do Cajueirinho - perto da Fazenda - até Batizados, Casamento de uma prima legítima, felicidade era o que não faltava. Até o conselho do Pároco veio logo à mente: é pra já.

            Do fim do Ano de 1968 para início do novo Ano de 1969, vim a Bela Cruz, ajudei ao Pároco em 03 Missas de Natal: São Gonçalo, Carrasco (Matriz) e Cajueirinho, respectivamente: 21 horas, Meia Noite e Cinco da Manhã e, no tempo que passava em casa, planejava a vinda em Julho para a Missa das Férias e demais programações familiares. Enfocamos, a partir do 1º Encontro, juntar à Missa do dia 26/07/1969, a Festa Litúrgica de São Joaquim e Santana, Pais de Maria e Avós de Jesus para dar ao nosso tão esperado Encontro, uma justificativa com uma mensagem dentro de nossa fé cristã, que o Padre Odécio dava, sem dúvida, mas não era da família de sangue da gente. Este fato vai além da missão sacerdotal. O Padre da Família tem que ser uma referencia, um confidente, um exemplo. Não é uma “preocupação qualquer”; é uma “preocupação direcionada, personalizada, confiante, sem esconder nada”. Às vezes, a gente desconfia de outro Padre. Do Padre de Casa é diferente.

            Lembro-me tanto de Heloísa, irmã de D. Francisco que, falando com ele, ou sobre ele, sempre o tratava como o “Padre lá de casa”.

            Lembram-se de nossa reflexão no ano passado? Dissemos no Blog do Leunam e na Missa do Aniversário de Seu Doca que

 

“São Joaquim e Santana foram pais de família numa situação de quase impossibilidade: ambos tinham idade avançada e eram estéreis. Isso causava um grande sofrimento para os dois, já que, para os judeus, ‘não ter filhos’ era um sinal de maldição de Deus. Eles nunca desistiram de sua fé e após muitas orações, Ana engravidou. Foi um grande milagre para o casal, pois tinha uma vida de santidade.

     Maria, ao nascer, não só tirou dos ombros dos pais, o peso de uma vida de medo de uma maldição, mas ainda os compensou pela fé, ao ser escolhida, mais tarde, para ser a Mae do Filho de Deus”. 

Não acrescentamos nada de novo ao associar o aniversário de nosso pai ao Dia Litúrgico de São Joaquim e Santana, pois já funcionava desde o século VI, separadamente. Só no século XIV o Papa Urbano IV uniu, oficialmente, o culto aos dois, em uma só celebração. 

Coube ao Papa Paulo VI a fixação da data: 26 de Julho, Dia dos Avós, por causa dos Avós de Jesus e ao Papa Francisco, de 04 anos pra cá, torná-la Dia Mundial dos Avós a ser celebrada no 17º Domingo do Tempo Comum, como é o Dia Litúrgico amanhã. Somente quando o dia 26 de Julho cai em Dia de Domingo coincidem as datas.

            Por ocasião deste Quarto Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, instituído pelo Papa Francisco, a ser celebrado no 4º Domingo de Julho, e que terá como Tema na velhice não me abandones a Santa Sé Apostólica está concedendo “uma indulgência plenária nas costumeiras condições – confissão sacramental, comunhão eucarística e orações nas intenções do Sumo Pontífice

 aos avós, aos idosos e a todos os fiéis que, motivados por um autêntico espírito de penitência e caridade, participarem no dia 28 de julho de 2024 (amanhã, portanto) nos vários serviços que se realizam em todo o mundo”.

Para quem acredita, é uma grande oportunidade de dedicar tempo adequado para visitar irmãos idosos, necessitados ou em dificuldade: doentes, pessoas solitárias, com deficiência, abandonadas, morando na rua ou que se sintam limitadas no corpo ou na alma. Será a melhor maneira de expressar a nossa solidariedade, o nosso apoio, o nosso amor, nem sempre vividos por nós para alcançar as graças divinas. Que nossos idosos se sintam amados.                  






sábado, 20 de julho de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

Os textos dos Evangelhos são simples. Por que complicá-los?

Edição de 20/07/24

Em Guaraciaba do Norte, a situação política já apresentou três candidatos à sucessão. A primeira foi uma empresária. Diante da quantidade de pedidos, o bom senso a fez desistir.

 O segundo foi anunciado e, com poucos dias começaram a circular boatos de que seria um terceiro, um comerciante de um distrito, considerado generoso. Não deu.

 O terceiro virou vice. O segundo continuou sendo o candidato. E não foi anunciado pelo Prefeito, como antes. O problema não está nos candidatos, mas na forma autoritária de impô-los.

 E o primeiro vice? Sumiu? Não. Tomou, ao lado da família, a decisão de apoiar o Pré candidato  de oposição Cefas Melo

 Portanto, Egberto Filho, seu pai ex-prefeito Egberto Martins e família optaram pelo que consideram  melhor.

 Com tamanhas manifestações de insegurança e incertezas na situação, o candidato da oposição vai crescendo cada vez mais. Adesões acontecem todos os dias.

 O povo percebe que há duas posições antagônicas: A imposição de um lado e o diálogo, do outro.  O diálogo está vencendo. É isto que o povo deseja.

 Nos últimos anos, tenho percebido que muitos Professores estão aproveitando suas férias para viajar. É uma iniciativa muito saudável.

 Enquanto os Professores estão viajando, também vão aprendendo. Conhecem novos lugares, novas pessoas e novos jeitos de relacionar-se.

 Com certeza, ao retornarem às salas de aula, os Professores ilustrarão suas aulas com as aprendizagens adquiridas.

 As Secretarias de Educação deveriam até estimular e apoiar os Professores que, durante as férias pretendem conhecer algum lugar do país. O efeito chagará à sala de aula.

 Vi fotos de Professores e Professoras em várias partes do Brasil, no Chile e até na Europa. Que outros  viagem mais nas próximas férias. O investimento vale a pena.

 Muitas vezes já comentei aqui sobre os cuidados com a comunicação. Às vezes há equipamentos de som caros e sofisticados, mas a qualidade do som que chega aos ouvintes não compensa.

 Fomos ver uma peça importantíssima VIVA O POVO BRASILEIRO, no Cine São Luís a convite da amiga jornalista Leda Maria. A peça baseada no livro de João Ubaldo Ribeiro.

 Pena que não captei 90% do que era falado pelos atores. O som era suficiente quanto ao volume, mas péssimo quanto à nitidez das vozes. Outras pessoas também se queixaram.

 O principal cuidado de quem fala é com quem ali está para ouvir. Se não consegue ouvir, há perda de tempo de quem fala e de quem queria ouvir.

 Esta observação parece detalhe, mas é fundamental. Vamos entrar, em breve, na fase dos comícios  É fundamental o cuidado que as mensagens cheguem aos eleitores.

 Caixas de som não devem ficar perto de quem fala, mas de quem ouve. Esta é a finalidade da amplificação do som.

 Enquanto a pequenina Cuba inicia a comercialização da vacina contra o câncer no pulmão, o poderoso Estados Unidos apoia guerras e mortes: Ucrânia, Israel e outras.

 Estas são as grandes diferenças sobre as visões do mundo. Enquanto uns compartilham a paz, outros semeiam a guerra, a discórdia, o ódio.  Até em pequenos grupos.

 Aos que tiverem acesso, é recomendável ver na TV o seriado THE CHOSEN – Os Escolhidos. A escolha dos apóstolos por Jesus.

 Tenho assistido com frequência, mesmo revendo episódio. Vale a pena. As paróquias deviam estimular a audiência. A linguagem é simples como a do Evangelho.

 Observa-se muito bem o comportamento de Jesus e sua forma de relacionar-se com os apóstolos e com pessoas das comunidades. Interessantíssimo. Não me canso de ver.

 Muitas festas de padroeiros vão acontecer neste segundo semestre. Seria muito bom que os pregadores fossem escolhidos entre os que se fazem entender.

A questão não é falar muito e nem falar bonito, mas falar que os ouvintes entendem. Os textos do Evangelho são simples. Por que complicá-los? Exibicionismo?

 

POLÍTICA 1 - https://www.youtube.com/watch?v=Y8WM8UYwP40

 








O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

A Igreja tem a missão de proteger e promover a vida humana

Faz 15 dias, exatamente, 06/07, 90 dias, antes das eleições municipais, refleti em meu Comentário Semanal, sobre Cartilhas de Orientação da CNBB ou de seus Regionais, que são lançadas em todo o País, a cada Eleição, desde 2006. Na ocasião, eu falei sobre o Documento emitido pelo Regional Nordeste III (Bahia e Sergipe) com suas 26 dioceses, naturalmente, válido para o Brasil.

            Abordei um novo tema no Comentário seguinte, do dia 13 - atendendo a uma preocupação do Papa – que pedia para todo o mês de julho, uma intenção pela Pastoral dos Enfermos e uma oração pelos pobres e dos pobres pela paz.

Prometi voltar ao assunto anterior – se aparecesse nova Orientação da CNBB - e apareceu. Aqui estou.

             O Regional Sul II, da CNBB, que compreende a Arquidiocese de Curitiba e suas sufragâneas: São José dos Pinhais, Paranaguá e União da Vitória, lançou também sua “Cartilha de Orientação Política 2024” com um Tema muito sugestivo, tirado de Rm. 5,5: “a esperança não decepciona” que é o mesmo tema que inspirará todo o Ano do Jubileu de 2025: o próximo Ano Santo.

            Na 3ª feira desta semana, dia 09, no Salão Nobre da Arquidiocese de Curitiba e com a presença de participantes da Arquidiocese e demais Dioceses que compõem o Regional Sul II, da CNBB, com transmissão da TV Evangelizar e de Redes Sociais, ligadas à PASCOM das Dioceses e Paróquias, foram estudados tema, estratégias de divulgação, propagação e outros tipos de trabalho que pudessem ser difundidos para atingir a todos os eleitores na escolha de seus candidatos. Apesar da Igreja nem apresentar partidos, nem candidatos, a gente percebe que muitas escolhas não recaem sobre os que poderiam fazer o melhor para o povo e para suas comunidades. Pelo menos, a Igreja não se omite de oferecer uma reflexão e apresentar uma melhor alternativa.

          As reflexões e debates contaram com as presenças dos senhores bispos das Dioceses, sob a presidência do Sr. Arcebispo Dom Jeremias e de seu Bispo Auxiliar Dom Reginei, assessorados pelo Prof. Rogério Carlos, Doutor e Mestre em Direitos Fundamentais e Democracia, além de fazer parte da Comissão de reflexão da Cartilha.

            A CNBB é a primeira Conferência de Bispos, criada no mundo, ainda dentro do Concílio Ecumênico, no início da década de 1960, que serviu depois como incentivo e modelo para que surgissem outras Conferências Episcopais.

            Os Senhores Bispos entenderam, durante o Concílio, que nada do que eles realizam em suas Dioceses, por toda parte do mundo, é feito, sem Pedro, isto é, sem o Papa. Daí, essa recorrência mais profunda ao Papa, quando se trata de partir dele, os encaminhamentos pastorais e doutrinais.

            Quando falei das diretrizes e orientações de Francisco, vindas da Fratelli Tutti, na Cartilha do Regional Nordeste III, quero reafirmar agora, com a “Cartilha de Orientação Política 2024” do Regional Sul II, com base na mesma Encíclica Fratelli Tutti em que o Papa reafirma que “a política melhor é vital para que todos possam viver com dignidade”.

            Estas duas Cartilhas, como outras que virão, são projetadas para abordar a política de forma simples e didática, ajudando os cidadãos a compreenderem a relevância da política na sociedade. O conteúdo é apartidário, ficando na essência da política sem qualquer viés partidário ou ideológico, refletindo a postura da Igreja Católica e da CNBB.

            Fiel ao Evangelho, a Igreja tem a missão de proteger e promover a vida humana desde a sua concepção até o seu fim natural. Porque não na política?

            É aqui que nos bifurcamos em ideologias antagônicas, embora tenhamos que conviver no mesmo espaço, e enfrentando a mesma realidade. Políticos adotam uma ideologia; grupos se alinham em pensamentos não muito cristãos. Muitos, mesmo batizados se encaminham para o ateísmo, até por ignorância ou para parecer diferente ou sem ideologia, enfim, é com este povo que devemos: conviver, educar, conscientizar sobre fé e política e ainda falar de salvação ou de vida eterna.

Agora, no meio desta mistura, além de Cartilhas, Orientações e preparo para eleições, a Igreja Católica, através do mesmo Francisco nos dá a fundamentação para o aprofundamento sobre a Pastoral dos Enfermos por todo este mês de julho, e para o VIII Dia Mundial dos Pobres a ser celebrado no dia 17 de Novembro, deste ano. Na Encíclica Fratelli Tutti está a base para nossas escolhas municipais, em Outubro. Ele ainda nos está convocando para participar do Ano Santo de 2025, que traz como tema, a oração, a ser refletido em todo o mundo, o que já aventamos ao falar ali acima sobre as orientações para nossas eleições: “a esperança não decepciona (Rm.5,5).

Enquanto os homens que têm poder pensam em armas, em guerras, em “balas” para tirarem a vida de outrem, a Igreja fala de “oração”, de “esperança” e nos convida à preparação para votar bem, com consciência, e a participar de mais um Ano Santo, agora em 2025, unindo oração e esperança. São temas, ideias e bons desejos concatenados, tendo em vista viver melhor o Ano Santo.

Você sabe o que é um Ano Santo? Vou lembrar-lhe agora.

A celebração de Anos Jubilares tem origem no Judaísmo, desde o Velho Testamento. Era um tipo de Ano Sabático com um significado muito particular. Era uma Festa realizada a cada 50 anos. No decorrer desse período, os escravos eram libertados, restituíam-se as propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as terras não eram cultivadas e as pessoas descansavam. Era o tempo do descanso. Da alegria. Do júbilo. Daí o nome: Yobel em hebraico. Iubilum em latim. Deu “Jubileu” em português.

Com a vinda de Jesus ao mundo, cessou a História Antiga do Judaísmo. Começou a História do Novo Testamento. Tudo o que se referia à História passada, a gente conhecia pela literatura hebraica, aramaica, grega ou latina que os estudiosos e pesquisadores iam desvendando, traduzindo e procurando entender, decifrando papiros e se dedicando a pesquisas tão difíceis, que, um estudante paulista que encontrei em Londres, depois de estudar 06 meses, de uma língua das antigas, a língua COPTA, que ele havia traduzido uma única e pequena frase, me disse, ainda com uma piada: “isto é uma pesquisa de alto nível que nem todo mundo entende”. Que tal? É mole?

Em todo caso, só para completar a minha informação - que eu ainda posso retornar a ela - adianto-lhe que o Catolicismo adotou a ideia do Jubileu, dando-lhe uma nova roupagem: continua sendo pelo espaço de um ano, em que se concedem “indulgências” a fiéis que cumpram certas disposições eclesiásticas estabelecidas pelo Vaticano. Ele pode ser ordinário ou extraordinário. A celebração do Ano Santo Ordinário acontece em um intervalo de anos já estabelecido (a cada 25 anos, atualmente, sempre que algo extraordinário não impeça). Já o Ano Santo Extraordinário se proclama como celebração de um fato destacado, como se deu, faz pouco, em 2016, com o Ano Santo da Misericórdia. Muitos devem estar lembrados.

Dependendo do interesse, e se vivo eu for, por certo, voltarei ao tema, quando estiver mais perto do ano de 2025. Até breve!

             BORDADOS PEDAGÓGICOS                    da Professora NAZARÉ ANTERO







sábado, 13 de julho de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

COMISSÃO WANDA SIDOU – (ANISTIA) DÁ POSSE A NOVOS CONSELHEIROS

Edição de 13.07.24

Ontem o  primo e amigo José Abner completaria 82 anos. Faleceu em Brasília onde morou durante 54 anos. No início, muitas dificuldades. Depois, um vitorioso.

 O principal assunto entre nós era a nossa Guaraciaba do Norte, de onde saímos aos 13 anos para estudar no Seminário. Ele em Parnaíba e eu em Sobral. Valeu a pena.

 Zé Abner casou-se com a conterrânea Orineide Ferro. Do casal nasceram Raquel, Débora, Raimundo Carvalho Neto e Carlos Eugênio. E muitos netos e netas.                                                                                                                     

Não sei o motivo, mas já vi que a Festa de Agosto que celebra a padroeira de Guaraciaba do Norte, este ano vai começar no dia 3. Sempre foi de 5 a 15 de agosto.

 Em São Luís, onde fui rever amigos e os festejos juninos, na última semana de junho, encontrei  Dona Beta Teixeira, ex primeira-dama de Guaraciaba do Norte, em São Luís

 Quarta feira, tivemos a oportunidade de nos encontrar num almoço o casal Edna, Kleber e a Letícia, filha do casal. Ele é meu sobrinho e afilhado. Edna é prima.

Foi um momento muito bom. Boa oportunidade para conversas sobre a política guaraciabense e outros assuntos. Edna é professora. Kleber é o Diretor do Forum.

Letícia, Edna Kleber, eu e Myrtes
Nesta sexta feira nos reencontramos no Buffet da Neila que é o ponto de encontro da família, em Fortaleza. Toda sexta feira tem um churrasquinho. No domingo é o almoço coletivo.

 A Comissão de Anistia Wanda Sidou recebeu novos membros recém nomeados pelo Governador Elmano de Freitas. A Posse foi presidida pela Secretária Socorro França, dos Direitos Humanos.

 Logo a seguir houve uma reunião extraordinária para apresentação de dois requerimentos de indenização por danos causados pela ditadura.

 O Ceará é o único estado que mantem uma Comissão que indeniza pessoas vítimas da ditadura de 64. O Conselho da Comissão é composto por 13 membros, representantes entidades do setor público e da sociedade.

 Ali estão representados: Associação de Presos e Perseguidos Políticos, Procuradoria Geral do Ceará, Secretaria de Cultura, Sec. de Planejamento e Gestão, Sec. De Segurança e Defesa Social

 Assembleia Legislativa, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil, Universidade Estadual do Ceará, Secretaria de Direitos Humanos  e Conselho de Psicologia.  A atual gestão do CREMEC, (Medicina) desistiu de participar.

 Um sujeito fez uma denúncia sobre mim e todos os demais Secretários do município de Croatá, na gestão iniciada em 2013.

 Aquilo nos gerou muitos transtornos, inclusive bloqueio de bens, despesas com Advogados, afora o desgaste psicológico. Pois sabíamos tratar-se de uma injustiça.

Somente  em março de 2024, foi expedida a sentença que afirma a ausência de prova de dolos específico no que tange às irregularidades.

Portanto “não se pode dizer que houve fraude, má fé ou conduta ímproba no ato praticado pelos requeridos. Consequentemente, impossível a aplicação das sanções pretendidas.”

Quem fez a acusação não conseguiu provar o que denunciou e, por isto, a ação foi julgada improcedente. Todos sabíamos disto, mas o desgaste foi muito grande.

Em outro momento, falarei de outra denúncia sobre o FUNDEB. A questão foi julgada improcedente por falta de provas. O acusador devia pagar pelo desgaste causado.

A vida é surpreendente. Num dia vi um anúncio da candidatura do Dr. Luiz Meneses à Prefeitura de Tianguá. No outro, um cartão comunicando o seu falecimento.

É mais um sinal de que devemos sempre estar preparados para a última viagem. Não temos aviso prévio.

O mundo todo está encantado com a série THE CHOSEN – Os escolhidos , no Netflix. Trata-se do processo de escolha dos apóstolos sobre o que nunca pensamos.

O ator que interpreta Jesus na série, o faz com um excelente desempenho. The  Chosen  mostra Jesus muito humano: rindo, conversando, dançando nas Bodas de Caná, orando.

Os apóstolos são escolhidos entre as pessoas da comunidade, com atividades variadas. Deixam tudo para segui-lo. Como pessoas normais, tem problemas de relacionamento. Jesus administra e mostra o caminho.

Em Guaraciaba do Norte, de 25 a 27 de julho  se realizará a IBIAPABA AGRO TECH. "evento que promete valorizar todos os agricultores e evidencias as cadeias produtivas do Agro do nosso território ibiapabano" 



                                                                                     





O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

A felicidade não se adquire espezinhando os direitos e a dignidade dos outros

Sábado passado, comentei sobre Documento do Regional III, da CNBB, orientando, antes mesmo dos 90 dias para as eleições municipais, sobre o voto consciente dos eleitores, em seus 02 Estados e em todo o país. Disse que a preocupação daquele segmento da nossa Conferência Episcopal se pronunciou com base na Encíclica Fratelli Tutti do Papa Francisco, §180, que diz: “a política é uma sublime vocação; é uma das formas mais preciosas de caridade, porque busca o bem comum”. (Prometi voltar ao assunto).

             Mas hoje, estou voltando ao Papa Francisco, por outros motivos, que me parecem, muito conexos: uma intenção dele para a Pastoral dos Enfermos – durante todo o mês de Julho, e uma Oração pelos Pobres e dos Pobres pela paz – no 1º sábado, 06/07 e em todos os 1ºs sábados até o Jubileu de 2025.

            Nestas duas primeiras semanas e durante as duas semanas que se seguem, Francisco pede uma atenção especial pelos nossos enfermos e pela distribuição do Óleo dos Enfermos ou Sacramento dos Enfermos, conhecida, antes do Concílio, como Extrema-Unção.

            Até então, “a celebração que se deveria fazer como um sinal visível de esperança, tornou-se sinal de tristeza, pois, bastava sair o sacerdote, entrava o coveiro” relembra o Papa, confirmando aquilo que se pensava e até se dizia: “fulano está tão doente que já chamaram até o Padre!” Era como se dissesse: “chamaram o Padre é morte na certa”. Foi a maneira como Francisco traduziu.

            É bom que a gente saiba que o tradicional ensinamento da Igreja é o mesmo de outrora. A interpretação é que era traduzida, erradamente.

            A Unção dos Enfermos, desde tempos mais remotos, mesmo quando se chamava “extrema unção”, “não é um sacramento apenas para aqueles que se encontram às portas da morte”. Isto significa dizer, como o Can. 1004, § 1-6: “se alguém começar a viver em perigo de morte, como uma doença grave, advinda de desastre ou velhice, ou havendo declarado seu desejo, quando estava consciente, ou até, aparentemente morto”... é-lhe permitida a Unção.

Não esqueçamos que qualquer Sacramento da Igreja é um dom. É a forma como Jesus se faz presente para abençoar, consolar, ajudar e, no caso do enfermo, receber uma força especial que lhe diminua o sofrimento.

O Sacramento dos Enfermos une o doente à família, à vizinhança, à comunidade cristã e o sacerdote é o instrumento dessa união para alimentar-lhes a fé e a esperança, apoiando-os com verdadeiro amor fraterno.

O Padre não pode deixar de atender a um chamado desses. Ele é a única pessoa da comunidade cristã que não pode dizer não, ou deixar pra depois ou se eximir de uma responsabilidade que é somente dele. Afinal, o único habitante da Paróquia, responsável pela distribuição de qualquer sacramento, é o Pároco, especialmente, dos Sacramentos do Perdão e Unção, sem nenhuma espórtula. Estes Sacramentos asseguram a proximidade de Jesus à dor de quem jaz enfermo ou idoso, através do Seu Sacerdócio, vivido pelo Padre, que não está fazendo favor ao enfermo ou ao idoso. Está muito mais para aliviar-lhe o sofrimento físico e dar-lhe o perdão de seus pecados, isto é, alimenta-lhe o corpo e a alma, como os sacramentos da Reconciliação, da Eucaristia e da Unção dos Enfermos o fazem, como ensina a nossa fé.

Concluindo esta 1ª parte de meu Comentário desta Semana, reforço o desejo do Papa Francisco, por todo este mês, que possamos redescobrir toda a profundidade e sentido da Unção dos Enfermos, preparando-os para a morte, mas dando força e entusiasmo aos Párocos e cuidadores dos necessitados.

Como eu disse acima, o 2º tema de Francisco, me parece conexo ao 1º: a celebração no 1º sábado de Julho, repetido em todos os 1ºs Sábados de cada mês, até o XXXIII Domingo do Tempo Comum, 17 de Novembro de 2024, quando celebraremos o VIII Dia Mundial dos Pobres. Estamo-nos preparando desde o VII Dia Mundial dos Pobres, do ano passado, todos os meses, “dando voz aos pobres e excluídos e pela própria Paróquia da Basílica de São Pedro”.

É claro que esse tema tem incomodado muito a governantes da direita reacionária, negacionista, conservadora, até mesmo a autoridades hierárquicas católicas, que, desde o Concílio Ecumênico, nunca o aceitaram e têm causado tristeza e sofrimento ao coração daqueles Papas mais comprometidos com a Missão de Jesus, que deu a vida pela libertação do povo.

Os que entendemos o trabalho de evangelização assim e fazemos uma catequese mais conscientizadora, sofremos os horrores da incompreensão e da crítica que tanto nos escanteia e discrimina na ação missionária. Temos que ‘ir em frente com a corrida, sendo fiel à vocação, combatendo com coragem e guardando a fé. É com ela que venceremos e cantamos a vitória. É esse entusiasmo de São Paulo que nos dá força, embora muitos confiem mais em armas, em fake News, em outros artefatos e mentiras.

Não podemos descrer na força da oração. Ela é a única maneira de nos rebelarmos contra a resignação que se está difundindo, como se a guerra fosse um destino inevitável. Cada vez menos se fala em diálogo, negociação e paz.

Muitos descrentes, céticos, ou os “maiorais do mundo” a quem pouco interessa a voz do Papa, propõem destinar dinheiro para as guerras, a compra de mais armas, mísseis, tanques de guerra, aviões e outros gastos militares.

Por que se preocupar com Paz? Isso é coisa lá do Papa. Isso é coisa de quem se preocupa com pobre. Quem já viu pobre resolvendo nada?

E Francisco continua a mostrar a sua preocupação:

“eles são os mais frágeis e os mais indefesos; as primeiras e principais vítimas de todo conflito. São eles que são enviados para o matadouro ou forçados a abandonar tudo na busca – muitas vezes decepcionante – de encontrar abrigo em outro lugar. E são eles que são roubados pelos enormes recursos investidos na compra de armas, que poderiam ser usados para promover e garantir o direito à moradia, ao trabalho, à saúde gratuita, universal e eficiente, à educação e acolhimento”.

Francisco, em sua Mensagem, já pronta, para o VIII Dia Mundial dos Pobres, a ser celebrado aos 17 de Novembro de 2024, refere-se ao Livro do Eclesiástico (= Sirac) 21,5, onde se lê: ‘a oração do pobre eleva-se até Deus’.

Neste ano do Jubileu Ordinário de 2025, o Tema é o mesmo do VIII Dia Mundial dos Pobres: Oração. A esperança cristã inclui também a certeza de que a nossa Oração chega à presença de Deus. Não uma oração qualquer, mas a oração do pobre. Vamos refletir sobre esta palavra. Leiamo-la no rosto e nas histórias dos pobres que encontramos no nosso dia a dia, para que a oração se torne um modo de comunhão com eles e de partilha com seu sofrer.

Como esse tema se vai estender por algum tempo, nós vamos voltar a ele, sempre na visão ou na perspectiva do autor do Livro de Sirac, como enfocamos anteriormente. Segundo a sua visão, em 51,13ss, ele diz  que, “desde a sua juventude, procurou a sabedoria: quando eu era ainda jovem, antes de ter viajado, busquei, abertamente, a sabedoria na oração... pois, sem Deus não seríamos nada. Nem sequer teríamos vida se Deus no-la tivesse dado... A felicidade não se adquire espezinhando os direitos e a dignidade dos outros”.


sábado, 6 de julho de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

É MUITO JUSTO QUE CONHEÇAMOS A HISTÓRIA DOS CANDIDATOS

EDIÇÃO DE 06.06.24

É sempre bom voltar a São Luís. Reencontrar amigos. Amizades dos anos 70 e 80. Rever uma cidade que cresce muito.

 Centenas de edifícios na parte mais nova, que ainda não existiam até 1992, quando retornamos ao Ceará.

 O centro histórico, boa parte, bem cuidada. Tenho a impressão de que, no futuro, será apenas para visitação, com acesso pago.

 Os festejos juninos são muito próprios. São grupos locais que se tornam nas maiores atrações nos arraiais existentes em vários bairros.

 Os grupos de Bumba-Meu-Boi são as maiores atrações, em seus diversos sotaques que os maranhenses distinguem muito bem e cantam suas músicas.

 O povo percebe, no momento, uma disputa entre a Prefeitura e o Governo do Estado. Cada um que promover mais animação em seus espaços.

 A frequência é altíssima. São ambientes grandes, bem instalados com muitas barracas e muita segurança. Ótimo sistema de som e imagens que permitem que todos vejam e ouçam tudo.

 Um aspecto importante é na Segurança e na limpeza. Muitos policiais circulando e muitas pessoas cuidando da limpeza. Foi o que observamos bem no Arraial do IPEM.

 O reencontro com os amigos e compadres foi algo extraordinário. Uma programação cheia de eventos. Uma semana foi pouco, mas muito gratificante.

 Dois momentos importantes aconteceram, simultaneamente, nesta quarta-feira, em Fortaleza: Um foi a entrega de título de cidadão Cearense ao Ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida.

 O auditório da Assembleia estavam cheio de representações  de instituições que defendem os direitos humanos. Momentos emocionantes.

 O discurso do homenageado Ministro Silvio Almeida foi cheio de histórias sobre o Ceará extraídas de autores conterrâneos, a começar pela Asa Branca, de Humberto Teixeira.


O outro foi o lançamento do livro DEMOCRACIA INTRAPARTIDÁRIA, de alta relevância, especialmente, neste momento, de autoria do conterrâneo e amigo Fernandes Neto.

 Na condição de Presidente da Comissão Especial Wanda Sidou – ANISTIA, vinculada ao Gabinete da Secretária de Direitos Humanos, tive que optar pela homenagem ao Ministro.

 A ideia da homenagem ao Ministro Silvio Almeida foi proposta pelo deputado Renato Roseno, com o apoio da deputada Larissa Gaspar.

 O discurso do deputado Renato Roseno foi muito aplaudido. Aliás, o deputado foi muito aplaudido desde sua chamada para presidir aquela sessão solene.

 Há tempos venho imaginando que Renato Roseno poderá ser um futuro governador do Ceará. Competência e sensibilidade para os problemas do povo não lhe faltam.

 Outro aspecto que se percebe facilmente, em qualquer ambiente em que esteja presente são os aplausos espontâneos dos presentes. Isto foi visto na homenagem ao Ministro.

 Embora as Convenções partidárias ainda não tenham acontecido, os eleitores já começam a manifestar suas aprovações ou rejeições aos candidatos.

 É preciso ter muito equilíbrio emocional para aguentar os ataques. Os adversários vão buscar coisas lá do fundo do poço e as colocam à tona para relembrar o passado dos candidatos.

 Para escolher bem, é muito justo que conheçamos a história dos candidatos. Seus pontos positivos. O que fizeram pela população? Quais as ideias que defendem.

 Há candidatos que não se caracterizam por nada. Nada fizeram pela comunidade em que moram. Como justificar suas pretensões políticas.

 No passado, eu fiz um slogan para a candidatura de José Maria Melo a Deputado Estadual. Era: QUEM TEM PASSADO, TEM FUTURO.  Deu certo porque era uma realidade. [

 José  Maria tinha sido eleito Prefeito três vezes e elegeu todos os seus sucessores. Tinha uma história de credibilidade. Conhecia e tratava bem seus eleitores e os adversários.

 Sem uma história convincente, é difícil defender uma candidatura. O que dizer aos eleitores? Que, se for eleito, vai mudar? Não convence.

 Hoje, na nossa família, acontece a maior festa do ano. É o aniversário da Neila. Na realidade, foi 28 de junho, mas a celebração será hoje. Quase todos os irmão estarão em torno dela. Falta apenas o Dedé que está no Acre.

Embora, fisicamente, ausentes, o Laerte e o Leildo que já partiram para a eternidade, estão sempre presentes em todos os nossos momentos.


COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...