sábado, 30 de novembro de 2024

coluna primeiro plano

 

QUEM NÃO LÊ, NÃO ESCREVE E NEM TEM ASSUNTO PARA CONVERSAR!

EDIÇÃO DE  30.11.24

O Governador Elmano de Freitas acena com a possibilidade do trem turístico no Nordeste. Acho que nós nos daríamos por muito satisfeitos se voltassem a funcionar a linhas Fortaleza/Crateús e Fortaleza/Crato, como no passado.

Tenho certeza de que todos os cearenses ficariam muito satisfeitos. Até porque se sabe que todos os países desenvolvidos usam trens, cada vez mais modernos. O Brasil cancelou os trens.

Tive a oportunidade de viajar num trem bala na Itália. Uma maravilha contemplar a região da Toscana. Não dá nem para perceber a alta velocidade. Ótimo para ler, dormir, conversar, fazer um lanche. Sem problemas.

Nossos ônibus estão melhorando muito. Mas a volta do trem seria uma maravilha. Conforto e preços mais baratos seria uma forma de democratizar as oportunidades de viagens.

Os conterrâneos Júlio Austregésilo e Levi Dias são leitores dos Mons. Assis Rocha em seu Comentário da Semana, aqui em nosso Blog.

É motivo de satisfação ter um colunista do nível do Monsenhor Doutor Assis Rocha. Os seus textos poderiam ser fonte de orientação para muitos pregadores que se apoiam no Evangelho ou nas celebrações litúrgicas da Igreja.

Fico triste quando vejo e ouço pregadores  tomando o tempo de centenas de fiéis, com mensagens sem pé nem cabeça. O que as pessoas levam para casa como conclusões das pregações? Nada.

Os pregadores podiam apoiar-se em textos interessantes e atualizados que conduzem os fieis a reflexões. Não adianta tentar impressionar com palavras e expressões desconhecidas. Comunicar é tornar comum.

Quando seminarista, no Recife, tive como tarefa da disciplina Teologia da Palavra, do Padre José Comblin, ouvir diversos sermões para observar a linguagem dos pregadores e o comportamento dos fiéis. Ainda hoje, observo.

É fundamental que cada ouvinte possa extrair da pregação algo importante que possa servir para conversar com os amigos, vizinhos, companheiros de trabalho. O pregador deve deixar uma síntese que possa gerar conversas.

Na edição de hoje, o Mons. Assis Rocha fala de sua experiência paternal que pode também servir de exemplo para milhares. Trata-se da convivência com o seu sobrinho/neto de quem ele cuida com o carinho que se lê.

Há 15 anos a Suécia investiu milhões para encher as escolas de computadores, deixando de lado os livros. Agora faz o caminho inverso. Está investindo  104 milhões de euros para voltar aos livros.

O Ceará e o Brasil também encheram as salas de computadores. Esqueceram de estimular os alunos à leitura de livros. As escolas melhor dirigidas continuaram valorizando os livros e sentem os resultados.

O modernismo nem sempre é o melhor caminho. Os alunos devem estar sempre sendo estimulados e até premiados com boas notas pelo exercício comprovado da leitura permanente. QUEM NÃO LÊ não escreve e nem tem assunto.

Como é que se justifica um pastor ser processado por divulgar mentiras? Foi o que aconteceu com o Malafaia que acusou o Partido dos Trabalhadores de invadir a Praça dos Três Poderes para retirar o Presidente Temer, em 2017.

O pastor foi condenado a pedir desculpas públicas ou pagar uma multa diária de mil reais enquanto não o fizer. Incrível é um “pregador da verdade” ser multado por mentiras.

E os “fiéis” que o acompanham, continuam acreditando, frequentando e pagando para pertencer à igreja dele? Nada justifica tal postura. A não ser a ignorância.

Aliás, a boa-fé, misturada com alto grau de desconhecimento tem enriquecido muitos pregadores que usam o nome de Deus. Se a maioria visse o seriado The Chosen – Os Escolhidos – possivelmente, mudaria de atitude.

Ao enviá-los em missão, dois a dois, Jesus recomenda que nada levem e que nada cobrem pelo que vão fazer. Receberam tudo de graça e, de graça, devem agir. Jesus deu-lhes até o poder fazer alguns milagres.

Júlio Austregésilo vivenciou com a esposa Vanda Adélia, filha da saudosa Antônia Horácio, o 3º Encontro de Casais com Cristo, ECC, aqui na Paróquia. O encontro os inspirou ao Serviço Pastoral.

Como a instituição Família para o casal sempre foi muito importante, resolveram, com outros irmãos, reimplantar a Pastoral Familiar na Paróquia, pois estava inativa.

O casal, por 12 anos, ficou à frente como Coordenadores e a pouco mais de um ano a tarefa foi entregue a outro casal. Júlio foi chamado a fazer a Formação para Ministro Extraordinário da Palavra e há 6 anos recebeu a provisão.

Há poucos meses assumiu a Catequese de Adultos (Crisma) na Capela da Sagrada Família, da qual é vice coordenador. O casal também atua como somos Vice coordenadores da Pastoral Familiar na Diocese. 

No âmbito empresarial, Júlio Austregésilo é vice-presidente da CDL de Guaraciaba do Norte. Merece parabéns pelo engajamento na vida religiosa e empresariam do município.

                                                                                    
O relatório da investigação sobre tentativa de Golpe de Estado e de Abolição violenta do Estado Democrático de Direito a Policia Federal descobriu  muitas coisas que jamais imaginávamos.

O Plano para matar três autoridades importantes do país foi uma grande surpresa. O promotores do golpe queriam permanecer no poder  e impedindo a posse dos recém-eleitos ou tomando-lhes o poder como tentaram em 8 de janeiro.

Fica subentendido no relatório que os líderes não repassariam mais o poder para o ex-presidente Bolsonaro e implantariam um sistema à base da ditadura de 64, da qual se consideram herdeiros.

A conclusão que se extrai é que precisamos promover um grande trabalho de informação à juventude estudantil, onde estão os futuros gestores do país, para que jamais venha acontecer outras tentativas de golpes.

Tenho impressão de que os fatos recentes vão promover uma profunda revisão no papel das forças armadas. Os tempos são outros. As exigências são outras. Justificam os investimentos? Qual o retorno?

Li que as Universidades Federais, com muitos menos recursos dão retorno muito mais importantes ao país. São milhares de Professores, Médicos, Engenheiros,  Advogados, Enfermeiros, Dentistas, Psicólogos e muitos outros graduados, por ano, que ajudam a melhorar o país. 

Na TV ATITUDE POPULAR, PARTICIPAMOS DO PROGRAMA CAFÉ COM DEMOCRACIA para um debate, com Luiz Regadas, sobre o ATO INSTITUCIONAL Nº5



                                                                

 




O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

     O KARATÊ ENSINA:                       humildade, disciplina, sinceridade, autocontrole e integridade moral.

Desde ontem, deveria estar na bela Capital Paraibana, João Pessoa, com meu “neto”, João Murilo, 16 anos: 20 medalhas de ouro; 17 de Prata e 23 de bronze, conquistadas em competições internacionais, nacionais, estaduais e regionais. Mas, tive que mudar o meu roteiro.

         Acompanham-nos sua madrinha e mãe do coração, Maria Goretti, seu primo Pedro Filho e esposa, Jackeline Nobre. Compomos a sua “trupe de apoio”, além dos vários atletas cearenses que engrossam a nossa torcida.

         Sempre que me dirijo à redação deste blog e comento para meus leitores, algum assunto muito pessoal, peço desculpas por fazê-lo, porque penso que todos têm mais interesse naqueles temas mais generalizados, do que tratarem de coisas mais íntimas. É o que a minha fraqueza humana fará hoje. Desculpem-me!

         Dizer que o João Murilo é “meu neto” e que eu “sou seu avô” faz tempo que nós nos tratamos assim. Até aquela questão, colocada por ‘coleguinhas de escola’: “como é que ele é teu avô, se Padre não tem filho” a essas alturas, já está esclarecida. É bom que todos saibam: a minha qualidade de vida, a minha lucidez, a capacidade que eu tenho de sempre me atualizar, de acompanhar “meu neto” e fazê-lo crescer, intelectualmente, de se atualizar com a internet e aproveitá-la em seus estudos e pesquisas, enfim, tudo o que fazemos para que ele sempre aprenda mais e se atualize como bom atleta que é no karatê e como excelente aluno na Escola faz-nos crescer, reciprocamente, como deve acontecer com todo professor e todo aluno que interajam, mutuamente. Afinal de contas, de acordo com a psicopedagoga, minha irmã, Dona Tetê (in memoriam), “o melhor professor é a criança”. Tenho provas disso.

         Para esta nossa convivência tão participativa, contamos com a mediação de Goretti, mãe dele, do coração, do acompanhamento em viagens, a médicos e nas atividades escolares, nas reuniões de pais e mestres, na cobrança das tarefas, tudo muito cheio de amor e de correspondência dele no desempenho. Atribuo a minha longevidade na família Magalhães Rocha, sem dúvida, à presença de João Murilo em minha casa. Meus pais, meus 12 irmãos que já morreram, todos se foram com menos da idade que eu tenho hoje.

         Nossa parceria e ajuda mútua, o fazem imitar-me no que eu tenho de organizado, metódico, seguidor de horário, pontualidade nos compromissos ou de alguma outra virtude que eu tenha. Só não o quero, imitando meus erros.

         Em seus 11 anos na prática do Karatê, já subiu ao pódio mais de 60 vezes, recebeu “troféus melhor atleta” nos Rankings de 2014, 2017, 2019, e 2022. Em 2023 foi melhor atleta em níveis nacional e estadual, conquistando ouro nos dois. Com tão pouca idade, já é faixa preta – 1º Dan e treina na Academia do Sensey Robson Régis, na cidade de Acaraú – CE, três vezes por semana, 50 km de distância: ida e volta.

         Como não se sentir feliz e até vaidoso, tendo essa bênção de Deus em casa? No alto dos meus 84 anos, sem ter gerado um filho, sou agraciado com um “neto”. Segundo meu amigo pernambucano, Dr. Ubirajara Jucá, “o neto é um filho com açúcar”. Ou como se afirma por aí: “os pais geram, alimentam, educam e os avós estragam tudo. São condescendentes demais”. É verdade?

         Ora, num mundo cheio de dificuldades, de diversões perigosas, de uma marginalização sem limites, de droga espalhada por toda parte e até dentro das melhores e tradicionais famílias, encontrar um adolescente ou jovem que siga o melhor caminho é, como eu disse acima, uma bênção de Deus. Por isso mesmo, nestes 15 anos de convivência, só nos temos feito, mutuamente, o bem.

         Mas por que o João Murilo faz Karatê? Primeiro, por uma vocação inata: é filho de carateca, faixa preta: José Gerardo Júnior, o famoso Júnior Testa.

         Desde os 05 anos de idade ingressou na mini academia Júnior Karatê Team sob a direção e o treinamento de seu pai. Mudou para academias maiores, embora com a referência ao pai, que sempre era lembrado e respeitado. Seu vovô Padre e sua Madrinha Goretti, a quem ele chama de Mamá se debruçaram sobre o conhecimento do Karatê e entenderam bem sua importância para a educação integral da criança. Queríamos formar nele, um homem de verdade. Dar-lhe um perfil diferenciado das outras crianças comuns.

         Juntamos à técnica do pai, a formação integral que o bom esporte faria. Entendemos que o Karatê é uma arte marcial de origem japonesa e uma das mais populares do mundo. É uma luta que utiliza todas as partes do corpo com finalidades, prioritariamente, defensivas. O maior objetivo do Karatê é o aperfeiçoamento comportamental dos seus praticantes, contribuindo para uma formação integral do homem.

         Além de ser também um excelente meio de defesa pessoal, o Karatê constitui uma forma ideal de exercício físico. Desenvolve a força, a velocidade, a coordenação motora e os reflexos, sendo, por vezes, indicado como terapia de algumas patologias físicas.

         Assim, o karatê, na escola, numa prática correta, auxilia na formação e desenvolvimento físico e psicológico de quem o pratica, pois, ao disciplinar o corpo e a mente através dos treinos, seus praticantes aprendem valores universais, tais como: humildade, disciplina, sinceridade, autocontrole e integridade moral.  O João Murilo assimilou tanto essa mística do Karatê, que, desde o começo deste ano tem ajudado os seus próprios colegas do Instituto Imaculada Conceição da Paróquia de Bela Cruz, a viverem essa disciplina no seu Curriculum Escolar.

         O Karatê, diferentemente de outros esportes, é considerado um treinamento físico aeróbico, plástico, artístico, sem precisar o uso da força. Ao contrário do que muitos imaginam, por ser praticado à distância, o contato físico é mínimo. Os exercícios utilizados durante as aulas enfatizam também o desenvolvimento da flexibilidade, prevenindo e reduzindo dores na coluna.

                        

João Murilo faz parte de um elenco de atletas, faixa preta, orientado pelo Sensey Robson Regis, que treina a todos, como a seus próprios filhos, deixando-os prontos, sem falta, para competirem no mesmo pé de igualdade. Dá-lhes a mesma atenção, o mesmo espírito de concentração, disciplina, responsabilidade, alerta, práticas esportivas, convívio com tanta gente, cheios de bondade, atenção, concentração e tudo o que significa competência, acúmulo de experiências e sabedoria para serem colocados a serviço de todos.

         Desejo a toda a esquipe do Sensey Robson Régis, aos seus filhos, colegas de Academia e integrantes da equipe de “meu neto”, João Murilo, que todos sejam melhores a cada dia. Que armazenem muito amor, bondade e fé para encherem o mundo de esperança, para que tudo melhore para todos.

         Sua energia, “meu neto”, sua vontade de acertar me dá a certeza de que não lutamos em vão para que o mundo melhore. Nossa vinda a João Pessoa, nosso apoio presencial, nossa companhia e torcida, tudo faz parte da nossa crença na luta, na nossa busca de transformação e que não lutamos em vão. O Poeta dos Escravos, Castro Alves, já bradava que “viver é lutar”. A vitória é o troféu dos lutadores. Jamais repetiremos a frase de Breno, ao derrotar Farnaces, Rei do Ponto: “VAE, VICTIS”. “Ai dos vencidos”!

BORDADOS PEDAGÓGICOS 
                       DA PROFESSORA NAZARÉ ANTERO                                  











sábado, 23 de novembro de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

NA TV ATITUDE POPULAR, DIA 28, DEBATE SOBRE O AI5

Dia 28, na TV Atitude Popular,  Luiz Regadas e eu conversaremos sobre o ATO INSTITUCIONAL Nº 5 que tantos males trouxe ao país.

 Será às sete e meia da manhã. Muita gente, foi às ruas pedir a volta do AI5, numa demonstração total de desconhecimento da História.

 O AI5 foi promulgado em 13 de dezembro de 1968 para dar mais força aos militares que tomaram o poder e queriam ir além da conta. E foram.

 A TV Atitude popular é um instrumento alternativo de comunicação, em defesa dos trabalhadores.

 A Comissão Especial Wanda Sidou – Anistia, está associando-se a instituições que aproveitam  a data para realizar ações pedagógicas de esclarecimentos.

 Com certeza, muitos professores de História aproveitam a oportunidade para fazer abordagens sobre a ditadura de 64. Podem exibir e debater o filme BATIMSO DE SANGUE sobre o martírio de Frei Tito Alencar.

Somos 12 irmãos. Cinco homens e sete mulheres. No mês de novembro, celebramos os aniversários de três queridas irmãs: Luciene, Eneida e Lilly.                 

O aniversário da Luciene, fomos comemorar em Flecheiras, num ambiente de muita alegria. O da Eneida  foi comemorado em Guaraciaba do Norte.

 E o da Lilly, a mais nova, nesta sexta feira foi comemorado no buffet particular, onde nos reunimos quase todas as semanas, para almoçar juntos, aos domingos.

 Sobre ela, o Jocélio, nosso irmão mais novo, escreveu um texto que que reflete o pensamento de todos nós:

                     “Hoje é um dia especial, o dia em que celebramos a vida de uma mulher incrível: minha                       irmã mais nova. Uma irmã que vai além do papel de irmã, sendo uma verdadeira                                 mãezona   para todos nós. Sempre preocupada com cada um dos irmãos, sempre atenta                       às necessidades dos sobrinhos, você é o elo que mantém nossa família unida com tanto                         amor e dedicação.

Mulher de talentos incontáveis, tudo o que você toca se transforma, e sua dedicação em cada tarefa é inspiradora. Esposa exemplar, você constrói um lar cheio de harmonia e amor, um reflexo da pessoa incrível que você é.

 Hoje, mais do que nunca, quero celebrar a sua vida, desejar que Deus a abençoe com muitos anos de saúde, alegria e realizações. Que possamos ter você ao nosso lado por muito tempo, enchendo nossos dias com seu cuidado, seu sorriso e seu coração tão generoso.

 Feliz aniversário, minha querida irmã! Você é uma dádiva para nossa família, e todos nós somos imensamente gratos por sua vida. Que o seu novo ciclo seja repleto de bênçãos, conquistas e momentos felizes ao lado de quem você ama.”

 

 O Mestre Griô MARCIO PENA, há quase 30 anos, veio de Corumbá, Mato Grosso e aportou em Guaraciaba do Norte. Marinheiro reformado, é pintor, artista plástico e defensor da cultura popular.

 Criou o Projeto Arte na Praça para inserir as crianças e adolescentes nos caminhos das artes. Tem conquistado muito sucesso e credibilidade.  O Projeto KOMBIOTECA é um bom exemplo.

 Nas minhas quatro oportunidades como Secretário de Educação, sempre criei oportunidades para valorização das manifestações culturais locais.

Tenho a impressão de que os planejadores do golpe de Estado tinham certeza de que tudo daria certo e eles permaneceriam no poder. Tudo programado, inclusive com mortes.

 O então presidente saiu do país para não entregar a faixa ao novo Presidente, democraticamente, eleito. Tinha certeza de que tudo daria certo e ele voltaria ao poder nos braços do povo.

 Para o bem do país, deu tudo errado e agora depois de muita pesquisa e com muitas provas, 39 nove  lideranças estão indiciadas. Centenas estão presas por causa do 8 de janeiro.

A seguir, o nosso comentário de UM MINUTO PELA EDUCAÇÃO. (clicar na setinha)

O nosso livro PROFESSOR COM PRAZER-Vivencia e Convivência na Sala de Aula está à venda pela AMAZON.      ESTE É O LINK:

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                              QUEM SE LEMBRA?
               Respostas para: leunamgomes@hotmail.com


O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

“Eu sou Rei. Mas o meu reino não é deste mundo.”   

Amanhã é o último Domingo do ano litúrgico, em que se celebra a Festa de Cristo Rei. Temos só mais a semana que vem, como a última do tempo comum e, no Domingo próximo,  1º  de dezembro, já é o 1º dia do novo ano litúrgico: o 1º Dom. do Advento, início de um novo ciclo ou calendário eclesial.

            Todos os anos isso se repete e é muito bom que todos os católicos saibamos disso para o nosso próprio conhecimento e para informar a outras pessoas que não saibam da sequência vivida pela Igreja a cada ano.

            E o que vem a ser uma Festa a Cristo Rei? O que significa Jesus é Rei?

            Normalmente se pensa num rei terreno, poderoso e o próprio povo judeu O quis aclamar Rei, nesse sentido, em algumas ocasiões, tanto que Pilatos O interroga: tu és Rei? Jesus responde: tu o dizes. Eu sou Rei. Mas o meu reino não é deste mundo.  

            Essa é que é a grande diferença entre os reinos terrenos e o Reino de Jesus. Reino terreno era o de Pilatos, o de Herodes, o de César e os “reinos” que conhecemos: todos passageiros; na sua maioria, injustos; quase todos, à custa de mentiras, de “fake news”, de falcatruas, de compra de votos, de falsa democracia, de farsa, enganação e vãs promessas por toda parte. Esse tipo de reino, nós conhecemos muito bem. Como ser Jesus, de um reino assim? Fez muito bem ao dizer: o meu Reino não é daqui.

            Daqui são os reinos fundamentados na força e na violência, na mentira e na prepotência e nada têm a ver com o Reino de Cristo. Como tática, o que muitos fazem, é usar o nome de Deus em vão.

             A insuspeitíssima Maria, mãe de Jesus, havia dito, com Ele no ventre, ao visitar Isabel: os poderosos vão cair de seus tronos; os ricos vão ficar de mãos vazias. São palavras, realmente, proféticas, ditas sob inspiração divina.

            Foram-se os Herodes, os Césares, os Francos, os Salasares, os nazistas alemães, os fascistas italianos, os imperadores romanos, os invasores e piratas portugueses, espanhóis, holandeses, franceses, ingleses, as ditaduras e seus filhotes - tanto a de Getúlio, como a militar ou a disfarçada de Bolsonaro -- enfim, como disse Maria, “os poderosos vão cair de seus tronos”. Todos caíram e vão continuar caindo. Há um certo número de apaixonados que nem está vendo, nem quer entender quando nós falamos a respeito disso. Preferem ficar do lado de seus “mitos” do que abrir os olhos para alcançar toda a verdade, mesmo que a realidade seja tão visível.

            Quantos - no poder - enriqueceram à custa da seca, da SUDENE, da SUDAM, da miséria dos pobres, do seu analfabetismo, de suas doenças e de sua fome? São as tais riquezas injustas de que fala Chico Buarque em um de seus livros e em muitas de suas músicas.

            E Maria disse mais: “os ricos vão ficar sem nada”. Quem de nós não conhece tantos políticos exploradores, falidos, quebrados, lisos, que, unidos a outros que tinham muitos bens, terras, gado, grandes pontos comerciais e industriais, no entanto, ficaram sem nada?  Quem não sabe que eles promoveram guerras e violência, sobretudo no campo, nas famílias, piores do que os mais ferozes animais, pois estes, pelo próprio instinto, sabem respeitar seus filhotes, dar-lhes um carinho e até serem solidários em muitos momentos?

            O Rei que nós estamos homenageando amanhã não temia a nenhum desses poderosos. Chamou a Herodes de raposa. Disse ao prepotente Pilatos, não ter nenhum poder sobre Ele, que não lhe adviesse do Pai. Chamou de hipócritas, de sepulcros caiados aos fariseus, aos saduceus, aos herodianos e a seus partidos, bem como aos doutores da lei e aos sumos sacerdotes judeus.

         O Reino de Jesus, que estaremos celebrando amanhã, está construído sobre o amor e a verdade, sobre a justiça e a partilha, sobre a solidariedade e a paz. Como diz o Livro de Daniel: “foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam. Seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá”. E o evangelho que já se pode ler hoje à tardinha e durante todo o dia de amanhã, acrescenta: “quando o filho do homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, se assentará em seu trono glorioso... Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita... e aos que estiverem à sua esquerda, que se dirijam ao destino de cada grupo: ao castigo eterno... ou à vida eterna”. Temos que entender antes de irmos para essa eternidade que o que nos faz sentar ao lado do Rei não é a religiosidade proclamada, o dizer que “ele está acima de tudo”, mas a caridade praticada, a solidariedade em favor do necessitado, como nos mostram as obras de misericórdia, tantas vezes proclamadas, sobretudo no evangelho da festa de nosso Rei.

         Na Cruz, Jesus crucificado é apresentado como o “Rei dos Judeus”. Na verdade, ele ultrapassou o mundo dos judeus e se tornou sobre a humanidade, o “Rei do Universo”. Na Cruz, aparentemente, era um homem comum, tanto quanto os outros dois que foram crucificados com ele. De fato, por trás e acima das aparências, o condenado comum é “a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”. Tudo o que existe “foi criado por meio d’Ele e para Ele”. São Paulo ainda acrescenta: “em tudo Ele tem a primazia”. O letreiro da cruz, expressando zombaria, acabou sendo verdadeiro, não apenas em relação aos judeus, mas em relação ao mundo inteiro. Ele, Jesus, é o Senhor do Universo, o Senhor da Historia. Ele é Cristo Rei.

         No evangelho de hoje, os chefes judeus, os soldados, o povo e os dois ladrões, crucificados com Ele, zombavam-nO, dizendo: “se és o Rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo e a nós”. Ao que o outro ladrão retrucou: “nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? Para nós é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”. E acrescentou: “Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado”.  Ao que Jesus respondeu: “em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”. É este o nosso Rei Jesus: no tempo exato em que nos convertamos, Ele está de braços abertos para nos acolher. Nós acreditamos nisto?

         Antes de iniciar Novembro, o Mês das Almas, eu me referia à Festa de Cristo Rei, no último domingo do ano litúrgico, próprio para uma avaliação geral de nossas vidas, cuidando bem de nossa salvação, já que, no próximo domingo, 1º/12, já é o 1º dia do novo ano, reinício de uma vida nova na graça de Deus, primeiro domingo do Advento. É o tempo da expectativa da “chegada de Jesus”. É o Tempo da sua vinda. Em quatro domingos, já é Natal. É a Festa da Luz. É a certeza da vida eterna que Jesus nos trouxe para três grupos de cristãos, tão separados: católicos, protestantes e ortodoxos. Ainda estamos muito longe do Ecumenismo, tão sonhado pelo Concílio e tão querido pela Igreja Católica. Muitos até confundem “Ecumenismo” com “Comunismo”, destoando, por completo, todo o esforço de unidade que deve existir entre nós.

                Chegou o tempo de nos aperfeiçoarmos em nossa fé e começarmos a nos conhecer melhor para conquistarmos a vida eterna que só o nosso Rei nos dá. Há pouco, eu perguntava: nós acreditamos nisto?
BORDADOS PEDAGÓGICOS  da Professora Nazaré Antero









sábado, 16 de novembro de 2024

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

A PALAVRA DE DEUS É A MESMA. E POR  QUE TANTOS PRECONCEITOS EM RELAÇÃO A OUTROS CRISTÃOS?

De vez em quando o Papa Francisco surpreende o Mundo com seus pronunciamentos, quase sempre, assustando a alas mais conservadoras da Igreja, não muito acostumadas a refletir sobre a Palavra Libertadora de Deus.

            No último Comentário que eu fiz sobre a sua Carta Encíclica, Dilexit nos eu encerrava dizendo: “voltaremos”. Aqui já estamos “de volta”, para comentar mais uma de suas mensagens que já está dando o que falar. É na mesma linha de reflexão, feita entre o Natal do ano passado e o início deste ano, na sua Declaração Doutrinária de Bênçãos em que S.S. pedia aos sacerdotes que abençoassem pares ou duplas do mesmo sexo que pedissem a bênção da Igreja. Não era pedir-lhe o sacramento do Matrimônio e sim, uma bênção.

 

            Naquela ocasião, eu acrescentava: ‘eles não têm direito de receber o sacramento do Matrimônio, mas Deus não os deixa de abençoar. Um pai sério não abandona seu filho. No entender de Francisco e dos bons sacerdotes da Igreja, as bênçãos fazem parte de nossa História Cristã, que nunca foram postas em dúvida. Sempre se usou água, vela, óleo, cinza, saliva, sal, fumaça que ninguém nunca pôs em dúvida. Sempre chamamos a isso de “sacramentais”: aquilo que faz parte da celebração do sacramento e que não é ‘o sacramento’. (Já me referi a isto no meu comentário do Natal passado).

            Nessa segunda feira, dia 11 de novembro, Francisco nos vem com uma nova mensagem, dessas que deixam os conservadores, “atordoados”: ‘pede aos confessores da Basílica de São Pedro que abençoem todos os que lhes pedirem, inclusive aos muçulmanos, islamitas, budistas ou de outras religiões’.

            (Como informação, a Basílica de São Pedro tem uns 40 padres, que falam várias línguas, só para confessarem peregrinos. Em cada confessionário está indicando a língua ou as línguas que o confessor fala, para a escolha do povo. A eles o Papa recomendou nessa semana, dia 11/11).

            “Todos, realmente todos deveriam sentir-se bem-vindos ‘na grande casa’ que é a Basílica de São Pedro. Tanto quem tem fé como quem procura a fé, como quem vem contemplar as muitas belezas artísticas de Roma. A Basílica é uma casa de oração para todos os povos e foi-nos confiada por aqueles que nos têm precedido na fé e no ministério apostólico”.

            O Papa se sente o “administrador” da arte, da técnica, da criatividade, da responsabilidade e do aproveitamento correto e construtivo de um potencial, certamente útil, mas ambivalente: depende de nós. Às vezes acontece, porém, que “o instrumento prevalece sobre a finalidade a que deve servir: é como se a moldura se tornasse mais importante que a pintura. É necessário, portanto, governar a técnica, lembrando que os seus produtos são bons não só quando funcionam bem, mas, sobretudo quando nos ajudam a crescer”.

            Entendemos que a Basílica de São Pedro é a morada hospitaleira para quem vem de todo o mundo. Ela deve ser para todos os visitantes, um lugar vivo de fé e de história, uma habitação hospitaleira, um templo de encontro com Deus e com os irmãos e irmãs.

            O nome de católico, católica já significa “universalidade”, fraternidade humana. Nada deve afastar-nos dessa unidade. O “Ecumenismo” tão estudado e aprofundado no Concílio Vaticano II é a grande herança que ficou entre nós. Porque temos tanto preconceito com outros cristãos, pelo fato de serem ortodoxos, evangélicos se temos a mesma Palavra de Deus? Porque somos tão divididos, se originalmente, somos monoteístas, como os muçulmanos e fomos iniciados do mesmo Pai, Abraão, tão numerosos quanto a areia do mar?

            Francisco recorda que o núcleo original da Basílica é o túmulo de Pedro como atestam as enormes inscrições em grego e latim que acompanham os fiéis desde o alto até ao altar da Cátedra. As obras que se projetam devem ter a mesma finalidade: acompanhar os homens e mulheres de hoje; apoiar o seu caminho, como discípulos, seguindo o exemplo de Simão Pedro: os 03 critérios que todo Papa deve ter na orientação de seu trabalho: ‘A escuta da Oração, o olhar da fé e o toque do peregrino’. O verdadeiro estilo missionário.

            Longe de nós adotar um estilo turístico, visando lucro ou qualquer vantagem material. Temos que agir com um estilo missionário, investindo em novos meios de comunicação para contar a história da fé da Igreja e da cultura que ela foi moldando ao longo da história. Nossos antecessores trabalharam maravilhosamente! Que cada novo projeto esteja em continuidade com a mesma intenção pastoral.

            Com este olhar firme na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco se detém em “outra obra de arte” nela escondida: os Confessores. Por favor, ‘que os Confessores estejam sempre por perto’. “As pessoas vão, ouvem alguma coisa, até os não cristãos vêm pedir uma bênção... Neste mundo artístico e belo, existe também a arte da comunicação pessoal. Por favor, insiste o Papa, “diga aos confessores que perdoem tudo, tudo!”.

            “Tudo deve ser perdoado”. O Senhor quer isso e não fazer discursos. Você tem que dizer algumas palavras, mas perdoe; não deixe alguém sair sem uma bênção. Mesmo aqueles que não são cristãos..


. Os confessores me dizem que, muitas vezes, são muçulmanos ou de outras religiões, sempre vêm pedir uma bênção. Pra todos e para aqueles que querem confessar, perdoe a todos.

Certamente, aqueles que ainda me seguem ou lêem este “Comentário a cada Semana”, gentilmente cedido a mim por meu colega de infância, Leunam, têm observado o tanto que eu admiro o Papa Francisco e como o tenho na fundamentação daquilo que escrevo e da atualização que faço, lendo-o.

            Na semana passada, falei dos seus “87 anos de idade e, parecendo frágil, fisicamente, ainda nos dava lições de ousadia, coragem e otimismo” e que nos estava dando a Encíclica Dilexit nos, dirigindo-a “a um mundo que parecia ter perdido o coração”. Hoje retorno com o apelo aos confessores da Basílica de São Pedro a perdoarem sempre, até dando uma palavra de esperança aos muitos que lá aparecem, fazendo turismo, mas, agradecidos por uma mensagem ou por uma bênção.

            Faz dez dias – a 06 de Novembro – S.S. foi à Universidade Gregoriana, dirigida pelos Padres Jesuítas, para celebrar o Dies Academicus com uma longa Lectio Magistralis sobre o tema: Devolver a esperança a um mundo em chamas, apesar de ser a educação, um privilégio. Mesmo assim está viva e não aprisionada em um museu. Precisamos ter consciência da Teologia da Esperança enquanto o mundo está em chamas, ciente também dos riscos da Inteligência Artificial. A loucura da guerra cobre toda esperança com a sombra da morte. Temos que dar um não absoluto às ideologias, ao intelectualismo árido ou ao narcisismo perverso. Também não à cocacolização da pesquisa e do ensino. São muitos, infelizmente, os discípulos da Coca-Cola espiritual. E  por aí foi o Papa em suas elocubrações filosóficas e literárias.  

            Louvo e agradeço a Deus pelos meus 84 anos de vida, 56 de sacerdócio sempre me renovando com o que há de mais atual na Igreja de Deus e lúcido para repassar a tanta gente que me estimula a viver e ainda sentir-me útil.

            Obrigado a todos. 


segunda-feira, 11 de novembro de 2024

coluna primeiro plano

 

DIOCESE DE TIANGUÁ REALIZA ENCONTRO DE HISTORIADORES E PESQUISADORES DA REGIÃO

EDIÇÃO DE 09.11.24


Começamos com um pedido de desculpas pelo atraso desta publicação. Tive uma final de semana muito intenso, mas muito importante.

 Na quarta feira fomos, Myrtes, Neila e eu à Meruoca para rever a cidade e amigos. Uma passagem rápida, mas com tempo suficiente para  reencontrar amigos.

 Queria rever o casal Lúcia e Tarcísio Sampaio e a filha  Alane, professora de muito êxito no município. Tarcísio era irmão do colega betanista Francisco Sampaio Sales.

 Lúcia, eu, Tarcísio e Alane        

Na Loja do Mel, com Myrtes, Neila e Roberto
                                                  
A Lúcia foi minha colega no primeiro emprego, no Movimento de Educação de Base – MEB da Diocese de Sobral. Era o tempo das Escolas Radiofônicas.

 Em nossos encontros de capacitação de Monitores, no Centro de Treinamento da Meruoca, ela conheceu o Tarcísio e, com ele, se casou. Foi um ótimo reencontro.

Revimos a Meruoca cheia de atrações. Ficamos na Pousada ENCANTU´S DA SERRA, no centro da cidade, no inicio da Rua Dom José.

 Na manhã seguinte, saímos da Serra da Meruoca para a Serra da Ibiapaba, onde tínhamos um encontro de comemoração dos 35 anos da Rádio Guaraciaba.

 No final da tarde, recebemos a visita do Mestre Griô MARCIO PENA, um grande apóstolo da cultura em Guaraciaba do Norte. Levou-me uma miniatura de uma viola.

E, num papel à parte, a história de que o Frei Vidal da Penha mandara recolher todas as violas da redondeza e lhes ateou fogo. As cordas emitiram um som de choro. Não morreram.

 Na sexta feira, estive na festa da Rádio Guaraciaba. Fui o seu primeiro Diretor e  responsável pela instalação da emissora, organizando e formando a primeira equipe de locutores.

Um fato importante: optei por selecionar guaraciabenses sem a mínima experiência em Rádio, mas acreditei que poderia formar com eles, uma boa equipe. De fato aconteceu.

 Hoje a rádio está no grupo Alerta Geral sob a direção do  Jornalista Luzenor de Oliveira que lá esteve presente.

 Foi uma festa muito bem-organizada sob a direção de Gleice Farias. Fiquei feliz por ter conterrâneas muito competentes na direção da Rádio.

Na manhã de sábado, fui a Tianguá participar do I ENCONTRO DE HISTORIADORES E PESQUISADORES da Diocese de Tianguá, uma iniciativa do Bispo Dom Francisco Edmilson Neves Ferreira.

 Representantes de todas as paróquias estavam lá no antigo Convento dos Franciscanos, hoje sede da Diocese. Lamentei não poder ter ficado até o final. O próximo encontro já está marcado para 08/02/25.

Mas ali tive a oportunidade de entregar ao Senhor Bispo os meus livros que o vigário de Guaraciaba do Norte não quis receber, justificando não ter tempo.

 E os meus livros têm muito do que Dom Edmilson quer com sua ideia do encontro. Os livros: Ad Vitam, Ad Laborem e Guaraciaba do Norte – Nossas Ruas, Nossa História falam por si

Naqueles três livros, estão histórias de meninos e suas paróquias que os encaminharam ao Seminário Menor de Sobral. 

Muitos daqueles meninos, como eu, não se tornaram padres> "Muitos são chamados e poucos são os escolhidos", no entanto, todos em suas profissões fazem a diferença.  É o que está em AD LABOREM.

 Na auto apresentação
                                                        
                                                                        Entregando os livros a Dom Edmilson

            PARA OS TERRORISTAS                     DE 8 DE JANEIRO










O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

 

“A um mundo que parece ter perdido o coração”

Nos meus 04 Comentários, feitos no Mês Vocacional, em Agosto; com mais 05 em Setembro, durante o Mês da Bíblia; outros 04, em Outubro, com o acréscimo de mais 01, aos 02 de Novembro, para fechar o Mês Missionário, quero ainda me utilizar deste 2º final de semana de Novembro para aprofundar a Missão no Mundo, partindo da Encíclica do Papa Francisco “Dilexit nos”, lançada no dia 24 de Outubro deste ano. Com este comentário de hoje são 15 abordagens do mesmo tema – Pontifícias Obras Missionárias - a completarem cem anos a 14 de Abril de 2026. Teremos um Jubileu em 2025 ou mais um Ano Santo para solenizar melhor os 350 anos da 1ª Manifestação do Sagrado Coração de Jesus, unicamente por amor. Daí, o nome da 4ª Encíclica do Papa Francisco: “Dilexit nos”, tirado de Paulo aos Romanos 8,37: ”ele amou-nos”.

                       Francisco publica a 4ª Encíclica do seu pontificado em um dos momentos mais dramáticos para a humanidade: guerras corrosivas, consumismo desenfreado, desequilíbrios sociais e econômicos e novas tecnologias que ameaçam desfigurar a essência do ser humano marcam a época moderna. Por esse documento, intitulado, Dilexit nos” ou Ele nos amou’ pede que mudemos nosso olhar, nossa perspectiva e nossos objetivos, recuperando aquilo que é mais importante e necessário: o coração.

            O novo texto é inteiramente dedicado ao culto do Sagrado Coração de Jesus. Foi sugerido, exatamente, no Mês de Junho, deste ano, por ocasião da Festa Litúrgica ao Sagrado Coração de Jesus, celebrada todos os anos desde 1673, quando apareceu a Santa Margarida Maria de Alacoque, pedindo-lhe que, todos os anos, na 6ª feira, logo após a Festa do Corpo de Deus houvesse tal celebração. E assim se deu. Faz parte da tradição cristã.

            Faz parte também da devoção pessoal de Francisco. Tanto que, em 2016, o encerramento do Jubileu dos Sacerdotes ocorreu, justamente, na Solenidade do Coração de Jesus em que o Papa pediu aos padres do mundo inteiro que orientassem o seu coração, como o Bom Pastor, em direção à ovelha perdida, àquele ou àquela que está mais distante, deslocando o epicentro do coração para fora de si mesmos. Agora, a preocupação do Papa se estende mais. A Encíclica é para a humanidade em guerra, com problemas sociais e econômicos, com o desejo insaciável de consumo e de escravidão na engrenagem de um mercado que não se interessa pelo sentido de nossa vida.

            Essa nova Encíclica está na sequencia de Documentos que marcaram o pontificado de Francisco: Lumen Fidei, escrita a quatro mãos, com Bento XVI, em 29/06/2013. Laudato Si, em 24/05/2015. Fratelli Tutti, 03/10/2020 que sintetizaram os apelos e mensagens do Papa sobre a urgência da fraternidade e da amizade social em um mundo fragmentado, pela Pandemia, por guerras fratricidas e por conflitos conduzidos, até em nome de Deus.

            A nova Encíclica, Dilexit nos, apresentada na Sala de Imprensa, do Vaticano, aos 24/10, é enviada a “um mundo que parece ter perdido o coraçãoe isto não é pra nos desanimar. É pra gente despertar, ligar-se à nossa história cristã. Como dizia Dom Helder: “quanto mais negra parece a noite, mais alegre e iluminado é o seu amanhecer”. Nada de desânimo. A nova Encíclica fala de AMOR. A Igreja não nos pode desanimar. Francisco, com os seus 87 anos de idade e, parecendo frágil, fisicamente, ainda nos dá lições de ousadia, coragem e muito otimismo. Nesse 3º Domingo de Outubro, dia 20, 98º Dia Mundial das Missões, a Agencia Fides, responsável pelas divulgações estatísticas do Vaticano ofereceu-nos um panorama dos últimos 25 anos da Igreja no Mundo.

            São dados, muito consoladores. Mesmo dentro da balbúrdia que se nos apresenta, o último Anuário Estatístico da Igreja refere-se aos seus membros, às suas estruturas pastorais, às atividades nos setores de saúde, assistência social e educacional. Enfim, apresenta uma visão geral das circunscrições eclesiásticas, confiadas ao Dicastério para a Evangelização.

            (Dicastério não é uma palavra usual, comum à linguagem coloquial, mas tem origem grega, significa “juiz”, “aquele que julga”... e se refere aos vários departamentos do Governo da Igreja Católica que compõem a Cúria Romana: secretarias de estado, congregações, tribunais eclesiásticos, conselhos, ofícios e comissões ou comitês. É, de fato, incomum ou sem uso entre leigos).   

            A título de “Informação” (espero que seja útil, no mínimo “curioso”) a população mundial gira em torno de oito bilhões de habitantes. Desses, Um bi e 400 milhões são católicos, espalhados nos cinco continentes.

            O número de Bispos para todo o mundo é de 5.353: divididos em 2.682 bispos originados do clero diocesano e 2.671 dentre os religiosos.

            O número de sacerdotes é cerca de 407.730, também divididos em: padres diocesanos 279.171 e de ordem religiosa: 128.559.

            Depois do Concílio Ecumênico Vaticano II, após o pleito de D. Francisco Austregésilo, na Sessão Conciliar, de ser restaurado o antigo costume dos Diáconos Permanentes, dos Atos dos Apóstolos, surgiram em todo o mundo, os “servidores” Diáconos. Já são 50.159 e prestam um grande serviço às Paróquias, onde quer que estejam, pois colaboram muitíssimo com funções sacerdotais, sobretudo na pregação da Palavra, na administração dos Sacramentos do Batismo e do Matrimônio. Sem dúvida, aliviam muito os serviços sacerdotais. Aliás, o Diaconato é o 1º degrau do sacerdócio ministerial acrescentado do presbiterado e do episcopado.   

            Em todas as ordens religiosas há um bom número de “Irmãos” não ordenados que exercem os mais diversos ministérios ou trabalhos de acordo com as necessidades dos Conventos, desde a manutenção dos serviços da casa, como de estrutura, disciplina e catequese, pela mais variada prestação de serviços que não sobraria tempo para os clérigos realizarem. Eles ainda somam 49.414 e se espalham pelos cinco continentes

            Apesar de ter diminuído o número de seminaristas, tanto diocesanos, como religiosos, eles ainda formam um bom grupo de rapazes selecionados em 108.481 candidatos que recebem orientação para a vida comunitária e de estudos, deixando à Igreja uma esperança de vocação sacerdotal, missionária.

            Tais dados parecem altos e promissores, mas dentro de um universo de oito bilhões de pessoas, ainda é pouco para quem tem ordem de Jesus de ir até os ‘confins do Mundo’. Temos muito ainda o que fazer.

            Essas poucas pinceladas, dadas sobre a Encíclica de Francisco e os números levantados, a título de informação nestas duas páginas, não nos impedem de ler as 68 páginas da Dilexit nos, na língua original e oficial da Igreja ou em qualquer das línguas vivas e faladas pelo mundo, para descobrir não só a fundamentação paulina, abordada pelo Papa, como aquilo que o próprio Jesus já havia dito em Jo 15,9.12 e 1ª Jo 4,10.16, respectivamente:

        “assim como o Pai me ama, eu amo vocês”... “o meu mandamento é este: amem uns             aos     outros”... “o amor é isto: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos         amou e     mandou seu filho”... “nós mesmos conhecemos o amor que Deus tem por nós         e cremos     nesse amor. Deus é amor”.

Voltaremos!








COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...