sábado, 22 de fevereiro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO


ANISTIA PARA QUEM TENTOU DESTRUIR OS PRÉDIOS SIMBOLOS DA PÁTRIA?

EDIÇÃO DE 22 DE FEVEREIRO

É preciso muito cuidado ao fazer compras pela internet. Já fiz umas quatro compras, paguei e não recebi os produtos. Normalmente, as empresas não informam seus telefones.

Algumas que apresentam seus números, quando chamados, não atendem. É como os telemarketing. Quando se retorna à ligação, dizem que o número não recebe ligação a cobrar.

 Estão surgindo inúmeras armadilhas pela internet. Aquela história de que o Governo estava indenizando por causa de uso de informações pessoais, gerou uma série de outras.

 O usuário faz tudo para ter a devolução. Eles informam o valor que a pessoa receberá.  Aí vem a Taxa Transacional. Pequena em relação ao que pensa que vai receber. Quando recebem o pagamento, desaparecem.

 Lula na prisão dizia “que não trocava a sua dignidade por sua liberdade”.  O inelegível e indiciado usa uma linguagem chula para se referir à sua própria situação.

 Parece que os palavrões são comuns para ele e sua gente. As reuniões que fazia com seus ministros faziam vergonha de tantos palavrões.  Baixíssimo nível. Limitadíssimo vocabulário.

 anistia ou amnistia, do gregoἀμνηστίαamnestía, esquecimento; significa perdão, cancelamento ou renegociação de dívidas

 Ou ainda: "Um perdão estendido pelo governo a um grupo ou classe de pessoas, geralmente por uma ofensa política;

 O ato de um poder soberano de perdoar oficialmente certas classes de pessoas que estão sujeitas a julgamento, mas ainda não foram condenadas".

 É lamentável ver um grupo de deputados federais gritando, com cartazes na mão, pedindo anistia para os terroristas que tentaram destruir os três palácios símbolos do poder, em Brasília.

Mesmo quem não mora ou conhece Brasília sente na alma o efeito das agressões ao Palácio do Planalto, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal.

 Aqueles prédios, como tantos outros, foram construídos com o suor de milhares de brasileiros, especialmente nordestinos que se deslocaram para Brasília para trabalhar.

 Foi um vandalismo irracional. Destruíram obras de arte e tudo que estava pela frente. Um prejuízo de milhões de reais.

 E os deputados querem que fique por isto mesmo? Aquela ação terrorista nada significa. Queriam impedir um governo legitimamente eleito?

 Quem causou os prejuízos tem que pagar. Passaram meses planejando o que fizeram. Até matar autoridades os golpistas queriam. Para ficar por isto mesmo?

 Os deputados que defendem os destruidores de Brasília não merecem voltar à câmara dos Deputados.  Não terão discurso para defender terroristas. E quem vota neles?

 Como é que alguém é capaz de votar em quem defende os que tentaram destruir os grandes símbolos de Brasília? São tais políticos que desmoralizam a política.

 Há muitos anos, acredito na força e no pode da comunicação. Meu primeiro emprego foi em Alfabetização de Adultos, pelo Rádio.

 Para mim, aquela experiência valeu por uma Universidade, sem menosprezar os anos de Seminário em Sobral e Olinda e mais a Faculdade de Filosofia do Ceará.

 Mas o MEB – Movimento de Educação de Base foi algo extraordinário. Era o contato pelo Rádio e as visitas diretas às comunidades. Aprendizado sem igual.

 Os tempos passaram. As tecnologias avançaram. Agora o Youtube nos proporciona oportunidades excelentes.

 Quem já sintonizou o ICL- Instituto Conhecimento Liberta, o 247, Atitude Popular, TV HBR, TV Forum, Conversa Afiada e tantos outros, pode comprovar.

 O ICL, por exemplo oferece uma quantidade incrível de cursos à distância com os melhores Professores do Brasil. Agora tem até pós graduação.

Na próxima segunda feira, às 07,30h. vamos conversar com Luiz Regadas, na TV Atitude Popular sobre o tema É POSSIVEL ACABAR COM O ANALFABETISMO DE ADULTOS?

Em março, o Engenheiro, Músico e Compositor Joaquim Ernesto celebrará os seus 70 anos, ao lado de familiares e amigos, em Pedra Branca. 

Ele  foi o criador do famoso Cais Bar que mudou as noites de Fortaleza. Era o ponto dos artistas e da intelectualidade da nossa capital. Visitantes ilustres sempre passavam por lá.

   
                    








 

O COMENTÁRIO DA SEMANA



SEMINÁRIO DE SOBRAL, Betânia, CEM ANOS (IV)

No sábado, 1º de fevereiro, prometi fazer em todos os sábados deste mês, um Comentário sobre as Celebrações Centenárias alusivas ao Seminário da Betânia. Somos chamados de Betanistas, desde o 1º momento, e de ex-seminaristas, tendo sido padres ou não. Nunca, ex-betanistas. É esta a honra e o sentimento que nos mantêm unidos para a VIDA e para nosso TRABALHO.

             Não ousaria dizer que foi assim que dei um rumo aos meus Comentários durante este mês. Tais “comentários” foram e ainda serão “uma somatória” de tudo o que aprendemos, convivemos e, de vez em quando, recordamos, tanto em nossos encontros casuais, como naqueles inúmeros programados para nos reencontramos, com mais tempo, para alimentar nossa saudade e aumentá-la cada vez mais. Como disse antes, não fiz essa “memória” sozinho. Não expus a minha visão particular ou pessoal. Tive o cuidado de recorrer aos “meus irmãos Betanistas”, contemporâneos ou não, padres ou não, contanto que tenham armazenado orientação e conduta para a Vida e para o Trabalho. É o que pretendo ainda fazer hoje, nesta última reflexão deste Mês do Centenário.

            Já pedi ‘socorro!’ a Betanista – Bispo, Padre, Leigo, Poeta, Jornalista, Escritor, Professor e outros – todos dentro daquele esquema: formados para a Vida e para o Trabalho, como nos orientava o Seminário São José de Sobral.

            Como o tempo que eu tive para tão grande aprofundamento, já se foi, eu gostaria de convidar para me ajudar neste meu último comentário, um Betanista nota dez: o Professor Francisco Leunam Gomes, organizador deste Blog, que, há anos me cede, gentilmente, esta página para meus Comentários Semanais, pelo que, sempre agradeço.

            Quando lançou seu Livro Didático-Pedagógico: PROFESSOR COM PRAZER- vivência e Convivência na sala de Aula, ao comentá-lo, eu dizia: “Quando um professor dá aula porque é o jeito”; “porque precisa do salário”, “ou não se atualiza”, “pensa que já sabe tudo” ... é claro que o prazer passa longe. Não é o caso do Professor Leunam. Ele quer dividir com a gente, a sua experiência e quer ver a todos os profissionais da Educação, exercendo não uma obrigação, mas um sacerdócio, um Ministério como o é, a Missão Sacerdotal. Deve ser por essa visão que tivemos desde a nossa formação, que prestamos nossos serviços, por prazer. Este, sim, é o verdadeiro significado de Sacerdócio, que Leunam, sem ser Padre, o exerce, plenamente, e com prazer.

            Como em meus “comentários anteriores”, citando colegas Betanistas, apresento versos de Leunam, com música do não menos Betanista, Pe. Bastos Silveira, na composição do Hino à Betânia, nos 90 anos do Seminário S. José, para que todos aumentemos e alimentemos mais nossa saudade:

 

      Vem do alto a sublime inspiração:

Edificar o berço do saber

Reunindo as mais puras das sementes

                Num jardim de amor, paz e prazer.    (Refrão)

 

Que Ele reine é preciso em todo o mundo!

Operários mais aptos pra missão

Que todos sejam sábios, competentes,

Pregando a boa nova, fé e perdão.

 

Era assim nossa querida Betânia.

É assim nosso velho casarão!

Ele guarda o mais vero da história,

É um pedaço do nosso coração!

 

Seguindo vai com tão grande tarefa:

Bem formar cidadão para a vida.

Diz o seu lema: o agir segue o Ser.

Segue em frente esta casa tão querida!

 

            Mas os Professores Leunam e Padre Bastos não nos deixaram somente estes versos musicados. O Professor Leunam foi mais além. Deixou-nos uma página em prosa, ou uma descrição real de nossas vidas, que só um Artigo, intitulado de “Velhos Meninos” nos poderia remexer tanto as saudades. Ei-lo.

 

     “Um encontro de ex-alunos do Seminário de Sobral é sempre algo muito agradável. Eles vão chegando com aquele ar de gente muito séria. Senhores de cabelos brancos. Sisudos uns. Outros, nem tanto. De longe, alguns logo são reconhecidos. São aqueles que mais frequentam os encontros. Os de 1ª vez, nunca são reconhecidos pelos outros. Mas também são 50 anos de distancia. Hoje, são respeitados senhores: Professores, Empresários, Escritores, Poetas, Jornalistas, Políticos, Padres casados, Padres em pleno exercício do sacerdócio, Juristas, Médicos, Engenheiros, Cientistas. Exercem as mais variadas profissões. Nenhum se perdeu na caminhada. Todos, invariavelmente, saindo-se bem nas atividades que desenvolvem.

      Os primeiros momentos dos reencontros são de dúvidas. Quem é este? Não se lembra? Uma dica aqui, outra ali. E então vem aquele abraço. Grandes abraços. Às vezes, algumas lágrimas.

 

     Após a descoberta é como se fosse retirado um véu. Ou como se desembaciasse um espelho. E logo ressurgem os meninos. Passam a ver-se vestindo a velha batina preta, circulando pelo Seminário da Betânia, rezando em latim, caminhando de braços cruzados nas extensas filas para a capela ou para o refeitório. Relembram-se os apelidos. Tudo acompanhado de muitos sorrisos e gargalhadas. Histórias encobertas por 50 anos vêm à tona. Parecem ‘meninos velhos’ insultando-se. Somente coisas boas são relembradas. Muitas saudades. Nenhuma mágoa. O Seminário de Sobral só fez bem a todos que por lá passaram. Todos os professores, grandes professores são lembrados. Como era possível que homens tão jovens fossem capazes de tanta sabedoria? Cada um tem uma história a contar de seus bons professores”

 (Desculpem-me. Parei um pouco para chorar, limpar as lágrimas, refazer-me pra retornar. Quero ir até o fim. Esse texto mexe comigo. O suficiente para pedir aos meus leitores que o releiam na íntegra, pág.336/337 do nosso livro, AD VITAM e eu concluo com o Leunam):

 

“Todos nos alegramos com o êxito alcançado pelos companheiros. É como se o sucesso de um pertencesse a todos. Afinal de contas eram 09 meses de convivência por ano. Muito mais tempo do que com as próprias famílias. E muitos laços se criaram. Uma irmandade. Nossos reencontros são cheios de alegria.

     E aqueles que se parecem meninos velhos, não passam de velhos meninos que se amam”.

           De março em diante, voltaremos aos habituais ‘Comentários Semanais’

                               







 

sábado, 15 de fevereiro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

SEMINÁRIO DE SOBRAL, HOJE, SEDE DA UVA, COMPLETA CEM ANOS!

EDIÇÃO DE 15/02/25

Dr. Inocêncio Uchoa e seu filho Marcelo Uchoa foram homenageados na Câmara de Vereadores. O primeiro agora é Cidadão de Fortaleza. Requerimento da Vereadora Adriana Almeida.

Já seu filho, Advogado e Professor Universitário Marcelo Uchoa recebeu a Medalha do Mérito Jurídico Municipal José de Albuquerque Rocha. Dr. Marcelo também é membro da Comissão Federal de Anistia.

Na plateia, amigos e amigas de várias épocas, numa prova de muito prestígio tanto do pai quanto do  filho. 


Tem-se a impressão de que os “patriotas”, aqueles que se enrolavam em bandeiras e se ajoelhavam para pneus desistiram da luta. Silenciaram diante dos absurdos do ídolo americano. Uns preferem defender os EEUU.

Fazem qualquer coisa para se manifestarem contra o atual governo, eleito, democraticamente, pela população. Eles não aceitam, então vão ter que esperar outra eleição.

O ex-presidente, agora quer anistia. Após sua eleição, em seu primeiro pronunciamento, pelo celular, ameaçava que Lula ia apodrecer na cadeia. Lula ficou livre e ainda venceu a eleição. E o outro? Inelegível e com sérias ameaças.

Simultaneamente, três representantes maranhenses do PL estão sendo flagrados cobrando propina do prefeito de São José de Ribamar por emendas que foram encaminhadas ao município.

Parece que o Santo padroeiro está torcendo pela comunidade e entregando os espertalhões que estavam cobrando um alto percentual por terem destinado emendas para o município. Talvez o Santo lhes retire os votos.

Aquele tal “mercado” que não foi votado, mas quer dar opiniões sobre tudo do Governo, errou 95% de suas previsões. Achava impossível que o Governo cumprisse a meta. E o Hadad cumpriu a meta. E agora, Mercado?

Vejamos este comentário publicado nas redes sociais

                                                                           clique na setinha

Para inaugurar o meu Kindle, escolhi ler o livro OS SERTÕES, de Euclides da Cunha. Pensei até que tivesse com o livro errado. É preciso ter paciência de ter um dicionário ao lado. Dificilmente há uma frase para ser entendida logo.

Recorri ao Google para ver comentários sobre o livro, O comentarista dizia, exatamente, o que eu estava achando do livro. Falou, textualmente, tratar-se de um livro de linguagem rebuscada. Cansativo e monótono.

Mas não vou desistir, por enquanto. Até gostaria de saber quem o leu até o fim e gostou. É um pedido aos amigos literatos. Estou continuando o desafio de ler.

Eu penso que quem escreve tem o desejo de ser lido e entendido. É assim que eu escrevo. Nos meus livros não há nenhuma palavra ou frase que o leitor não compreenda, imediatamente.  A não ser que não conheça nosso idioma.

A experiente Professora Yeda Freire escreveu: “A leitura do livro PROFESSOR COM PRAZER é um curso de aperfeiçoamento tanto para Professores iniciantes como para Professores experientes. Para os iniciantes- Ponto de Partida. Para os experientes – ponto de reflexão.

E conclui: “Obrigada Professor Leunam Gomes por ter tido a oportunidade n de ampliar meus conhecimentos através de uma leitura lúdica e prazerosa.”.

Fazer capacitação de Professores apenas com palestras, não funciona. Daí porque as salas de aula, anos e anos, se repetem com a mesma monotonia. É preciso o exercício prático das ideias, com os alunos.

PROFESSOR COM PRAZER é a aplicação prática das ideias de Paulo Freire. O Professor que o lê, tem condições de aplicar tudo na sua sala de aula.

O Professor Aécio Cândido, Presidente do Conselho de Educação do Rio Grande do Norte, afirma que este livro ao lado de ESCOLA NOTA 10, valem por uma biblioteca.

No comentário da Semana, desta edição, o Mons. Assis Rocha, ao final de seu texto, publica dois sonetos de autoria de ex-Seminaristas, de Crateús: Sebastião Vale e José Henrique Leal Cardoso.

E João Ribeiro escreve: "Hoje, 15 de fevereiro, comemoramos o primeiro centenário do Seminário São José  de Sobral. 

O Padre Francisco Sadoc, no seu livro Origem da Cultura Sobralense, diz que o Seminário da Betânia  "acolheu várias centenas de jovens do Ceará e dos Estados vizinhos, 

tendo formado alguns bispos e mais de 150 sacerdotes, além de ter dado formação humanística básica a centenas de cidadãos que hoje, espalhados  por todo o Brasil, exercem as mais variadas profissões".

O que estava previsto, concretizou-se. A Professora Doutora Vânia Pontes, depois de uma excelente e criativa experiência como coordenadora Pedagógica, foi escolhida e nomeada Diretora do Curso de Direito da F5, do UNINTA, de Sobral.

Por coincidência, na semana passada publicamos aqui a sua experiência com a adoção da música como recurso didático em sua sala de aula. A ideia encantou os acadêmicos de Direito.

Não entendo porque muitos professores e professoras ficam repetindo a velha metodologia de aulas expositivas sem a menor atração. Parece quem tem medo das aulas em que os alunos são envolvidos no processo de aprendizagem.

Felizmente, aqueles e aquelas que foram meus alunos aprenderam a conduzir suas aulas de uma forma diferente. É com a participação dos alunos que se garante a aprendizagem. 







 








sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

SEMINÁRIO DE SOBRAL:     CEM ANOS (III)

Hoje, a Instituição do Seminário São José de Sobral está completando 100 anos de instalação entre nós, graças à coragem, ao espírito arrojado e à fé de Dom José Tupinambá, 1º Bispo desta Diocese.

Desde o meu 1º Comentário deste mês (este já é o terceiro) reporto-me a Dom José como “o maior benfeitor, construtor e administrador de Sobral”. E o estou mostrando através de um exemplo concreto da ‘instituição do Seminário’.

Ele tinha pressa. Chegara de Roma, em 1906, Padre Novo, ordenado e logo se tornou Pároco de Nossa Senhora da Conceição. Em 1915 foi criada a Diocese de Sobral e ele foi nomeado seu 1º Bispo. Se já estava ocupando a principal Igreja Matriz da Cidade, aumentou-lhe a responsabilidade e o trabalho a ser executado, ao se tornar Bispo Diocesano. Como disse: ‘ele tinha pressa’.

Paralelamente à Missão Catequética ia montando a estrutura material para dar suporte ao trabalho. Começou logo, usando o seu patrimônio pessoal, herdado da família, construindo Escolas e Colégios: Sant’Ana, Sobralense e Imaculada Conceição, bem como o Seminário São José para a Formação do seu clero diocesano, cujo centenário estamos celebrando hoje. Voltou-se para a Saúde, construindo a Santa Casa de Misericórdia, o Abrigo e Orfanato Sagrado Coração de Jesus. Para a Cultura, deixando o Museu D. José e o Cine Teatro Glória. Para a Comunicação, criando o já centenário Jornal Correio da Semana e a quase septuagenária Rádio Educadora.

Para Administrar Recursos ou Doações e até rendas e taxas da Diocese para construir tantas obras, erguendo o Banco de Crédito Popular, mais tarde, BANCESA, que movimentou por um bom tempo, a economia regional.

Segundo o nosso Comentário da Semana passada, citando o Betanista, Aguiar Moura, “o seminário era a menina dos olhos de D. José Tupinambá”. Como entender um Bispo ou um Padre que não demonstre interesse em zelar por uma vocação sacerdotal? Certamente, tal bispo ou sacerdote não está satisfeito com a sua própria vocação. Nem divulga para animar a outros?

Eu sou do tempo de Dom José. Fui leitor assíduo para ele ouvir, acompanhar, corrigir, mandar ler mais alto, tanto suas orações pessoais, em latim, Português ou francês assim ele estivesse com um texto em mãos. Lia-se.

Seu Seminário da Betânia era uma referência. Por que será que todos os ex-alunos, padres ou não, somos tão apaixonados e gratos ao Seminário? Por que a gente se reúne tanto e tantas vezes para aumentar as saudades?

Por que nós, padres ou não, até aceitamos ser chamados de ex-Seminaristas, mas não aceitamos ser chamados de Ex betanistas? Dá pra entender? Por que a palavra Betânia mexe tanto conosco? Você sabe seu verdadeiro significado? Betânia era um lugarejo – nas cercanias de Jerusalém - onde Jesus passava, de vez em quando, para visitar seus amigos: Lázaro, Maria, Marta e descansar um pouco da fadiga e até se alimentar. Foi por este sentido bíblico, de acolhida, que Dom José deu ao bairro do seu Seminário, o nome de Betânia, para que todos os Padres, ex-alunos que por lá passassem, tivessem um lugar de acolhida, repouso e se encontrassem com os seus seminaristas e com outros que nem visitas recebiam, para se alimentarem e se encontrarem num ambiente fraternal. Há, portanto, uma fundamentação bíblica, para se ser tão Betanista quanto Jesus. Uma dessas “aparições” ou dessas presenças de Jesus foi para ressuscitar Lázaro que havia morrido e Jesus disse: ‘o nosso amigo Lázaro está dormindo, mas eu vou lá acordá-lo’. Todos sabemos o resto:

Jesus o ressuscitou e ainda nos ensinou: ‘quem vive e crê, nunca morrerá’.

Os Seminários atuais e os iniciais sempre tiveram da Igreja uma mesma motivação. Variaram os métodos, houve algumas adaptações às realidades, permanecendo o mandato de Jesus: “ide por todo este mundo; pregai o Evangelho a toda criatura; quem crer e for batizado será salvo” (Mc.16,15-18). Nestes meus comentários atuais, por causa do Centenário que estamos celebrando, tenho citado alguns versos ou falado sobre alguns Betanistas mais fiéis ao fato de termos sido habitantes e estudantes na Betânia, recoloquei ou relembrei o que alguns colegas disseram e corroboraram com suas opiniões, até mesmo minhas, em escritos anteriores.

Na segunda seleção de artigos – Ad Laborem – eu disse que “sou um dos poucos que levou à frente, o objetivo primeiro, proposto pelo Seminário. Talvez por falta de criatividade, ou medo de me arriscar pelo mundo e mudar de rumo. Tomei minha cruz, teimei contra os afagos e carícias tão convidativos e até correspondidos, mas fui até o fim. Não me arrependi. Estou saindo fora”.

Encontrei também um Betanista que esteve no Seminário de Sobral, de 1953 a 1956, à mesma época em que eu estava no Seminário. Trata-se de Sebastião César Aguiar Vale. O outro soneto, escrito recentemente, é de autoria do Betanista José Henrique Leal Cardoso. Ambos de Crateús. 

          Sebastião Aguiar Vale é um dos que aprendeu a viver sem ser Padre, mas trabalha entre as escolhas profissionais dos que não se ordenaram. É um Betanista da gema: Jornalista, formado pela UFC, sertanejo dos Inhamuns e cuida, de corpo e alma, do Jornal Gazeta do Centro-Oeste. Ele chega a afirmar que nós, Betanistas, não acreditamos que ele faça, sozinho, esse Jornal. “Que é isso, companheiro”!? Nós, Betanistas, aprendemos a confiar, sempre, um no outro: Padres ou Não. Parabéns!

      José Henrique Leal Cardoso – de Crateús, Médico, Professor PHD da Universidade                                        Federal do Ceará e da UECE, Pesquisador do CNPQ, Membro das Academias                                                           Cearenses de Medicina e Ciências e da Sociedade Brasileira de                                                                           Médicos Escritores. Betanista.






sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO


 Inovação pedagógica empolga acadêmicos de Direito, da F5, em Sobral!      EDIÇÃO DE 08/02/1925

A inclusão só se completa com Alfabetização. Está na hora de uma grande campanha pela Alfabetização de Adultos. É um direito dele e um dever do Estado.

Muitas iniciativas já foram tomadas. Mas as formas de executá-las têm sido diferentes. É fundamental optar pelo Método criado por Paulo Freire que valoriza o que o adulto já sabe.

A aplicação do Método feita com competência e seriedade, sempre dá excelentes resultados. Já fiz várias vezes, e deu certo. A parceria da UVA com Alfabetização Solidária comprovou isto.

Pena que o trabalho era de apenas durante seis meses, em cada município e, nem sempre, havia continuidade. Mesmo assim os alunos mudavam o rumo da própria vida. E se manifestavam felizes.

Foi por causa dos bons resultados desenvolvidos pela UVA que a nossa Universidade, dentre as 200 demais parceiras, foi a escolhida pelo Programa Alfabetização Solidária para formação de Alfabetizadores em Cabo Verde.

E nós fomos e demos conta do recado. Foram dois anos de muita dedicação e os resultados foram positivos. Isto precisa acontecer nos municípios brasileiros. Ainda temos 7% de analfabetos. Sem zerar, não haverá inclusão.

Experiência inovadora realizada pela professora Vânia Pontes em parceria com o aluno Alisson Gomes, monitor da disciplina de Teoria Geral do Direito, no Curso de Bacharelado em Direito, da Faculdade 05 de Julho – F5.

O objetivo central foi introduzir novas abordagens pedagógicas no processo de ensino e aprendizagem para alunos no 1° período do referido curso e promover a iniciação à docência com práticas ativas.

O aluno-monitor acompanhou as aulas da referida disciplina, estudou e planejou atividades pedagógicas inovadoras, juntamente com a professora-orientadora, envolvendo ações criativas e significativas.

A turma fez a leitura prévia da doutrina jurídica, para que em sala de aula o conteúdo fosse explorado de forma dinâmica e participativa.

O aluno-monitor, sob orientação da professora estudou os conteúdos doutrinários, em seguida compôs uma música e seguiu com ensaios para apresentação em sala, com instrumentos musicais.

Foi ótima a receptividade. A participação dos alunos no processo de aprendizagem é fundamental. A coragem de inovar da Professora Vânia Pontes, certamente, servirá de modelo. Ela tem muita fundamentação no que faz.  

                                                  Alunos debatendo o conteúdo da aula com o recurso da música e da poesia

DEPOIMENTO DOS ALUNOS

“A música como uma forma didática, ajuda a construir uma melhor compreensão no conteúdo. Como foi usada como uma ferramenta de revisão ajudou muito os discentes”. (José Gilvan Sousa da Silva, 1° período/Direito F5).

Bom, a aula foi muito produtiva, as explicações incluindo citações, muito boa também a dinâmica. Consegui aprender e compreender bastante, e a música de fato teve uma ação muito positiva no meu aprendizado”. (Antônia Aline Oliveira do Vale, 1° período/Direito F5). 

Sobre a aula de Teoria Geral do Direito, a Profª Vânia levou o monitor da disciplina, Alisson e ele apresentou falou sobre o assunto mostrando os slides, mas o ponto chave foi quando ele apresentou uma música apresentando o tema. Foi muito importante, pois com essa música eu consegui fazer uma prova perfeita, porque na hora eu acabei lembrando da cantiga e também da analogia misturando o esporte, visto que eu amo futebol”. (Bianca Freitas de Souza, 1° período/Direito F5).

Juarez Leitão especializou-se em escrever também biografias. Em maio, lançará a história do grande cearense, politico de renome nacional, Paes de Andrade.

Em vários pleitos, Paes de Andrade foi votado e, Guaraciaba do Norte, fazendo dobradinha com o inesquecível Eufrasino Neto. Praticamente um recebia a mesma quantidade de votos do outro.

Ao ser nomeado para o Tribunal de Constas dos Municípios, o seu lugar na Assembleia foi ocupado por José Maria Melo, sendo votado em todos os redutos de Eufrasino Neto.

Quando Zemaria decidiu ser candidato, Eufrasino foi a Croatá falar com o prefeito para me liberar para a função de Coordenador da campanha, para a qual fiz o slogan: QUEM TEM PASSADO, TEM FUTURO.

Ontem à tarde, a Secretária de Direitos Humanos do Ceará, Dra. Socorro França comandou a recepção aos brasileiros deportados dos Estados Unidos pelo Trump.

Tomou várias providencias para amenizar o sofrimento dos brasileiros terrivelmente humilhados pelo governo americano no trajeto para o Brasil, além da própria deportação.

Neste domingo, na família, mais uma celebração. Será o aniversário da Beatriz, filha de Cinthia e Alejandro Esteche. Ela é acadêmica de Medicina, já caminhando para a conclusão.  

Na tarde de ontem, o escritor Clauder Arcanjo, cearense de Santana do Acaraú, com uma longa passagem por Mossoró e outras paragens, reconheceu-me no aeroporto de Fortaleza.

Ele é um dos entusiastas do nosso livro PROFESSOR COM PRAZER e reconheceu-me por lembrar da minha foto que está na orelha do livro

 

Teve a iniciativa de fazer a foto para mostrar ao Professor Aécio Candido, Presidente do Conselho de Educação do Rio Grande do Norte, outro entusiasta do meu livro.

Foi ele quem escreveu que PROFESSOR COM PRAZER e ESCOLA NOTA 10, valem por uma biblioteca. Fiquei muito feliz com este comentário de um estudioso do assunto.

Outra surpresa agradável no aeroporto foi o reencontro com Auxiliadora e Sabino Henrique, após uns 40 anos. Esperavam a filha que estava vindo da Alemanha. 

Leandro Cavalcante encantou o público quinta feira, ao lado do pianista Zylton Sena, no Concerto Caravaggio Especial: ANDREA BOCELLI. 

Casa lotada aplaudindo a dupla. Um repertório cuidadosamente selecionado. Myrtes e eu estivemos lá mais uma vez e não nos cansamos de aplaudir.

Já no dia 12, quarta feira, Leandro Cavalcante  & All That Jazz, inaugurando o Jazz Bar e Espaço de Eventos da @allezbrasserie!

O novo Presidente da Câmara Federal  acha que não houve tentativa de golpe porque não havia liderança e nem Forças Armadas. Então a Policia Federal perdeu tempo fazendo um relatório de 800 páginas.

E o fugitivo que armou tudo e foi para os Estados Unidos pensando em voltar e assumir. E os indiciados pela PF. E o quebra-quebra nos três palácios? E as bombas? E as ameaças de morte?

Será que o rapaz não soube de nada disto. Ninguém contou a ele? Outras pessoas da Paraíba souberam. Ele não? Nem daquela explosão preparada para o aeroporto de Brasília?


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O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

SEMINÁRIO DE SOBRAL:     CEM ANOS (II)

No meu Comentário da Semana passada, iniciei dizendo que faria, nos 04 finais de semana de fevereiro, uma reflexão continuada, comemorativa dos cem anos de existência do Seminário S. José de Sobral, sedeado no Bairro Betânia instituído pelo maior benfeitor da Sede Diocesana, D. José Tupinambá.

Acrescentava também que, o Seminário de Sobral nos formava para A VIDA e para o TRABALHO, tanto para exercer o Ministério Sacerdotal, como para ocupar funções outras, Profissionais, a que se sentissem chamados.

Deixamos isto bem claro, em duas edições preparatórias, alusivas a este Centenário que vamos comemorar daqui a uma Semana – 15 de fevereiro – para externar toda a nossa gratidão pelo muito que aprendemos e somos: tanto na Vida Sacerdotal de alguns, como no Trabalho Profissional da maioria.

Já externamos nossa gratidão a Dom José, em nossa 1ª Reflexão, através do Canto de dor de D. Edmilson Cruz, que também está vivendo seu ano Centenário e queremos continuar, no final deste Comentário de hoje, com o nosso não menos Poeta, Pe. Oswaldo Chaves, sobre seu ‘Velho Seminário’.

Todos nós, Padres ou não, entendemos o que se passa conosco ou que lembranças nos advêm à mente, ao refletirmos sobre a nossa convivência na Betânia. As memórias que fizemos em duas edições: “Seminário da Betânia – 90 anos – AD VITAM: 65 declarações de amor” e “Seminário da Betânia” – 96 anos – AD LABOREM: Nossa caminhada profissional” nos prepararam para a Celebração Centenária que faremos, virtualmente, no próximo Sábado, 15/02. Eu mesmo - em depoimento dado na 1ª edição, AD VITAM – dizia que “deixávamos nossos irmãos originários de sangue, no passado, para nos unirmos à nossa ‘Nova Família’ no Seminário São José de Sobral, para conviver com outros ‘irmãos’ de diversas origens geográficas, de famílias diferentes, durante 06-07 anos seguidos, nove meses a cada ano, para viver numa ‘verdadeira Escola de Tempo Integral’ como tanto se fala hoje”.

No preâmbulo da 1ª Edição, AD VITAM, um dos Betanistas, de 1º time, Francisco José Aguiar Moura não se tornou Sacerdote, mas fez Engenharia Civil, entrando, de cheio, no mundo do Trabalho.

Casou com Dona Ângela Paula Pessoa, com quem viveu 35 anos, devido ao falecimento dela, deixando-lhe com duas filhas, três Netas e a responsabilidade de cuidar delas. Depois de organizar sua vida profissional e familiar, sentiu o chamado inicial de Deus para o sacerdócio e, 13 anos depois, ainda alimenta a possibilidade, faltando apenas o acolhimento e o convite de um Bispo. O que seria muito bom, pois o retornaria ao 1º objetivo: a vocação à VIDA sacerdotal. O tempo está passando e mesmo com pleito nosso, dos Betanistas, em prol do nosso colega, não obtivemos nenhuma resposta.

Mas, o que disse Aguiar Moura no preâmbulo de nossa 1ª Edição? “Nada de mais importante para uma entidade que marcou a VIDA de muitos e contribuiu sobremaneira para a História da Igreja de Sobral, em 1º lugar, mas com respingos benfazejos no Brasil e no mundo. Todos que por ali passamos, ordenados ou não, ficamos marcados pelas lições aprendidas, especialmente, no que concerne à disciplina, ao estudo, ao fervor religioso, aliados à prática desportiva, constituindo-se num conjunto harmonioso que determinou a nossa formação, cujos frutos nos acompanham por toda a VIDA.

Essa história não podia se perder no tempo, pois, como sabemos, há um hiato entre o velho e o novo seminários, de modo que o velho, que encerrou suas atividades em 1967, tenderia a sumir, juntamente com sua última geração.

Este livro vem preencher essa lacuna que ficaria pela finitude de nossa vida e documentar para as gerações futuras a história do Seminário. Nele o leitor atento encontrará aspectos históricos, pessoais e jocosos do sagrado modus vivendi daquela casa de formação do clero da Diocese de Sobral, menina dos olhos de D. José Tupinambá da Frota, seu fundador”.

Ali acima, depois de recordar o Canto de dor de Dom Edmilson, disse que iria encerrar meu Comentário de hoje, com a poesia de outro grande poeta, Betanista, Padre Osvaldo Chaves. Um dos nossos “monstros sagrados” que marcou a sua história entre nós, com a sua sabedoria, seu testemunho de fé e

de exemplo, sempre elogiado durante sua VIDA e sempre lembrado depois da morte. Antes de apresentar seu soneto, Velho Seminário, peço que ele mesmo se apresente, como o fazia a cada 1º dia de aula, em qualquer das salas que ele entrasse para dar sua 1ª aula. Quem nos narra é Juarez Leitão,

Betanista da gema, profissionalmente, bem sucedido e, por certo, o melhor aluno e admirador do Mestre Osvaldo Chaves, que assim se apresentava:

“Eu sou o Padre Osvaldo Carneiro Chaves, professor de vernáculo. Nosso objetivo principal nesta sala e na vida é ser feliz. Todos nós humanos temos um compromisso com a felicidade. Deus nos quer ver felizes. Felizes por nossos sentimentos, por nossa condição humana, por nossa fé, por nossa vocação. Este é o nosso local de trabalho. Estudar é um trabalho. Somos operários, vocês e eu, laborando na procura do conhecimento”.

Será que o que dizia o Padre Osvaldo é diferente do que temos falado sobre a instituição do Seminário de Sobral: AD VITAM e AD LABOREM? Confiramo-lo, debruçando-nos sobre o soneto de sua autoria:

 


Velho Seminário

(extraído de Exíguas – pág. 157)

“Quando eu te vejo assim tão solitário,

Tenho a impressão de ver amargo pranto

Rolar em fios do teu rosto santo,

Herói de pedra, velho Seminário.

 

Como uma enorme interjeição de espanto

Interrogas ao céu do teu fadário:

E tudo é mudo ao grito funerário

Que parte do teu peito. No entretanto,


Consola-te: Talvez teu largo seio

De mil recordações já estava cheio,

E os últimos alunos te deixaram

 

Para museu de tantos, tantos anos

De sonhos, ilusões e desenganos

De todos quantos já por ti passaram”.

 

                  BORDADOS PEDAGÓGICOS

           DA PROFª NAZARÉ ANTERO      
 

           






COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...