sábado, 5 de abril de 2025

coluna primeiro plano

 

Realize o seu sonho         de viajar!

EDIÇÃO DE 05.04.25

Em Guaraciaba do Norte, Fortaleza e, certamente, no Ipu, aconteceram Missas de Sétimo dia por Fatima Pontes Melo, viúva do deputado e Ex prefeito José Maria Melo e mãe do atual prefeito recém eleito Cefas Melo.

Em Guaraciaba deu uma boa contribuição à Educação, num período em que havia grande carência de professores. À época, talvez o Professor Tibúrcio Melo tinha curso superior e profundos conhecimentos.

Em 1993, a evasão escolar era altíssima. Apenas 16% dos alunos que entravam nas classes de alfabetização chegavam à quarta série. Naquele ano assumi a Secretaria de Educação e a primeira ação foi ouvir o povo.

 Realizamos oito Seminários sob o tema A EDUCAÇÃO QUE TEMOS E A EDUCAÇÃO QUE QUEREMOS. Em cada Seminário, 50 representantes dos vários segmentos da comunidade. Tudo documento. Hoje, pode-se comparar.

Neste sábado, dia 5, os Betanistas, celebramos mais um aniversário do colega Brisamor Aguiar, de São Benedito, Engenheiro Eletricista da COELCE. 

Realizou-se, terça feira, 01 de abril, em Fortaleza, CAMINHADA DO SILÊNCIO. Concentração na Praça do Ferreira, no Museu do Ceará, seguindo até a casa do Grei Tito, na Rua Rodrigues Junior.

Durante a concentração, falaram várias pessoas. Dentre elas Renato Roseno, Larissa Gaspar, lideranças estudantis de nível médio e superior e eu, pela Comissão Wanda Sidou. Coordenação da Professora Lúcia Alencar. da Comissão de Memória Verdade e Justiça, da Secretaria de Recursos Humanos.

Presentes dirigentes do Museu da Imagem e do Som, Professores, Ex presos e perseguidos políticos jovens estudantes de instituições de nível médio e superior. À frente a Professora      LÚCIA ALENCAR,

Pelo comportamento de muitos deputados e senadores que estão no Senado e Câmara, nos podemos perceber a má qualidade e os votos perdidos que foram dados.  Há aqueles e aquelas que não sabem quais são as sus tarefas.

 O linguajar é de baixíssimo nível. No passado, os deputados e senadores eram pessoas de respeitabilidade. Os adversários não se comportavam como inimigos.

 Agora, vemos deputados e senadores que que se comportam contra o proprio país. Pior ainda, pedem a intervenção de autoridades estrangeiras junto às instituições e autoridades nacionais. Onde se viu isto? Só o baixo nível.

Misógino, Gayer insulta Gleisi com ofensas asquerosas e gera repulsa coletiva nas redes. O Deputado federal chamou Lula de cafetão, insinuou que Gleisi é prostituta e ainda que ela faz um trisal.

Como é que um homem é capaz de tratar uma mulher com este linguajar? Imagine-se como deverá ser a formação dos filhos. Como explicará sua linguagem para a família?

Aliás, o nosso linguajar depende de nossa formação doméstica. Há pessoas que só falam usando termos chulos, palavrões. Outras se comunicam, fluentemente, com a linguagem comum e se fazem entender.

O Produtor Musical, Ator, Músico, Ex Diretor do Teatro João Barreto, atual gestor da CAGECE, em Guaraciaba do Norte, HELDER MELO, recebeu menção Honrosa da Câmara Municipal. A proposta foi da vereadora Regiane de Sousa Gomes. 

Maria, Helder e Mestre Griô  Márcio Pena

Os Betanistas celebramos hoje, 5 de abril, o aniversário do companheiro Brisamor Aguiar, de São Benedito, Engenheiro Eletricista da COELCE, assíduo frequentador de nossos encontros.

Tenho observado também um mau cuidado com a linguagem escrita. Há pessoas que não sabem usar virgulas, pontos, interrogações. Outras há que escrevem nomes próprios com letras minúsculas. Misturam tudo. Pega mal.

Se não sabe escrever, peça ajuda. Escreva para ser entendido. As redes sociais podem ser ótimas para exercitar a escrita, mas também podem denunciar os maus tratos adotados com o idioma. O nosso jeito de falar ou escrever mostra muito do que somos.

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                                                                    MEMÓRIAS DA DITADURA

PROPÓSITO E UTOPIA

                                                                                                                                       Dr. João de Paula Monteiro Ferreira (*)

- Essa sua foice parece que tá meio cega, seu Adil.

Foi o que me disse um vizinho do nosso sítio, numa clareira da floresta que circunda a cidade de Eldorado, no Vale do Ribeira, com um esboço de sorriso no canto dos lábios, ao ver que eu ia me atrasando da fila de roçadores. A fina ironia daquele participante do mutirão de preparação da nossa roça de arroz era uma forma delicada de lidar com a minha inexperiência nas tarefas da lavoura. Nada de estranho, no entanto, que naquela atividade de ajuda mútua, tão comum na região na época do plantio, um mascate, como eu, se mostrasse tão incompetente.

É que, para os moradores daquele lugar, eu era um mascate vindo de Minas Gerais (pelos meus novos documentos eu era o mineiro Adilson Oliveira, Adil, no tratamento mais simples), de perto da fronteira com a Bahia (para justificar meu indisfarçável sotaque nordestino) que, para tocar uma pequena posse de terra ali, se associara com o Dino, segundo marido da viúva Alita, mulher estimada por todos, pertencente a uma família muito conhecida na região.

Moldado pelas vivências no semiárido cearense, foi de deslumbramento o meu primeiro sentimento ao entrar em contato com a exuberância da floresta onde ficava a nossa pequena porção de terra, que na linguagem local era chamada de sítio, mas que não tinha nada mais que um casebre de taipa e duas roças, uma de arroz e a outra de mandioca. A visão de rios, riachos, árvores imensas, animais de todo tipo, incluindo aves das mais variadas espécies, compunha um cenário maravilhoso, mas também hostil, quando se considerava a quantidade de cobras, a infinitude de insetos, como as moscas do berne (varejeiras) e os onipresentes borrachudos, mosquitos de picada umas dez vezes mais incômoda do que a das muriçocas. 

A naturalidade com que se dera a minha inserção e da Ruth (como Raquel, uma “ex-empregada doméstica”, minha esposa.) naquela comunidade, ajudou a diminuir um pouco as reservas que eu tinha sobre a consistência daquele projeto de enfrentamento da ditadura, desde o dia em que fui informado que o Vale do Ribeira seria a região onde iríamos atuar. Lembro-me bem do susto que tomei ao ouvir isso do Pedro Pomar, ex-deputado federal e dirigente do PcdoB.

 Vale do Ribeira? Aquela região onde houvera recentes combates entre um grupo guerrilheiro liderado pelo ex-capitão do exército Carlos Lamarca com forças militares? Foram interrogações que passaram imediatamente pela minha cabeça, em um misto de espanto e incredulidade. Ao expor para o Pomar estes questionamentos, ele respondeu-me que sim, mas que o PcdoB já estava naquela região muito antes do Lamarca instalar ali um campo de treinamento de guerrilha e que, durante as operações realizadas pelas forças repressivas não houve qualquer suspeita da presença dos membros do partido que, havia muitos anos, viviam ali. Ressaltou, enfim, que o propósito do PcdoB era de outra natureza.

Feitos estes esclarecimentos, que não me tiraram todas as dúvidas, Pomar, que era o responsável junto à direção do PcdoB pelo trabalho político naquela região, disse-me o que esperava de quem aceitava aquela missão: estudar a área específica em que  atuaria, estabelecer vínculos com a população, compreender seus problemas, escutar seus anseios, aprender a viver como agricultor, desenvolver habilidades de pesca e caça,  treinar o manejo das armas usadas pela população local, organizar os moradores em grupos de autodefesa e preparar reação a ataques militares, contribuindo assim para derrubar a ditadura. A ideia central era a resistência a ataques de forças repressivas, utilizando experiências vitoriosas de guerra popular de vários países e, principalmente, aplicando a aprendizagem dos acertos e erros de levantes populares no Brasil, a exemplo da Revolução Praieira, da Revolta da Cabanagem, da Balaiada, de Canudos, do Contestado e outros, que ele conhecia profundamente. Para o Pomar, o que precisava ser feito nada tinha a ver com a tática do foco guerrilheiro que, àquela época, era a inspiração preponderante entre algumas forças de esquerda. 

Ruth e eu, demos início, então, à preparação para a nova vida. Começamos a ler tudo que podíamos sobre o Vale do Ribeira e sobre agricultura. O primeiro contato in loco com a região foi uma viagem minha à cidade de Iguape, por ocasião da festa do Bom Jesus, em julho de 1971, evento religioso e recreativo, de uma semana de duração, que atraia pessoas de todo o Vale do Ribeira. A partir da foz do Ribeira que fica ali, procurei imaginar o conjunto da região cercado por forças militares, com o exército vindo por terra de unidades paulistas e paranaenses, a marinha enviando seus fuzileiros pelo litoral e a FAB lançando bombas de seus aviões e transportando tropas de helicóptero. Para mim, mesmo com a extensa floresta existente ali, era evidente a fragilidade para uma resistência popular armada. Voltei desta viagem ainda mais descrente no projeto, mas, devido ao compromisso assumido, a Ruth e eu resolvemos continuar com a preparação para engajamento nele.

 Devido à minha condição de quintanista de medicina, era desejável que eu me preparasse para cuidar de problemas de saúde em futuros combates. Para isso, era necessário que eu aprendesse também a extrair dentes, questão de grande importância para aquela eventualidade. Com esta finalidade, fui estagiar em uma Clínica Odontológica Popular, de propriedade do Luciano, um dentista simpatizante do PcdoB. Luciano criou todas as condições para que eu pudesse ter esse aprendizado. Combinou, com o protético da clínica, um paulistano bonachão, descendente de italianos da Calábria, chamado Fábio, para que eu trabalhasse como aprendiz na oficina de próteses. Não demorou muito para que eu me tornasse um aplicado auxiliar de protético, preparando gesso para os moldes onde o Fábio montaria as pontes e as dentaduras. Ficou marcado até hoje em mim, um momento de grande alegria do Fábio, quando ele veio me abraçar comemorando o sucesso de uma dentadura que fizera com muito capricho. Foi assim: um amigo dele veio abraça-o na oficina para encomendar uma nova dentadura, pois a que ele havia adquirido era frouxa e lhe provocava grande insegurança ao cantar. Tratava-se de um compositor e cantor que estava despontando em São Paulo e que tinha ficado muito satisfeito com a chapa (como dizemos no Ceará), feita pelo Fábio. Algum tempo depois, ele tornou-se famoso em todo o país. Atenção: não estou insinuando uma relação de causa e efeito entre a excelência da dentadura e o sucesso nacional. O artista já era bom. Seu nome? Por razões éticas, não posso revelar.

As atividades fins daquele estágio só se iniciavam à noite, depois que se encerrava o meu expediente como auxiliar de protético.  Luciano ensinava-me, então, as técnicas de extração dentária. Naquela ocasião eu não podia imaginar que, quase uma década depois, eu teria novamente o prazer de ser aluno de um dentista, ao estagiar durante quatro meses do meu internato médico no Departamento de Cirurgia Bucomaxilofacial da Faculdade de Medicina Odontológica de Colônia, na República Federal da Alemanha.

Durante o período de preparação, a Ruth e eu resolvemos ir a uma festa pública de carnaval organizada pela prefeitura de São Paulo, mesmo correndo riscos, pois nos sentíamos sufocados pelo isolamento a que estávamos submetidos. Com máscaras carnavalescas, que nos davam alguma segurança, caímos na folia. Eis que, por grande coincidência, vimos no meio da multidão a Verônica e a Maria Francisca (a Loura, para os mais próximos) duas companheiras do movimento estudantil do Ceará. Tiramos as máscaras e corremos para abraça-las. Brincamos juntos, matando as saudades, até o fim da festa, quando, ao evanescer daquela atmosfera de descontração, mergulhamos de volta à dura clandestinidade. Só voltei a encontrar a Loura depois da anistia, quando ela me pediu uma entrevista para um livro que estava escrevendo sobre o Genoíno. Com seu jeitão direto, foi logo dizendo que, como pessoa que morara com ele, queria que eu falasse sobre coisas de sua vida pessoal, pois sobre política já tinha material suficiente.  Depois de uma vida inteira dedicada à defesa da democracia e da justiça social e deixando um valioso legado como escritora e professora da UNB, Maria Francisca Pinheiro faleceu neste 02 de março.

Chegado o momento de nos instalarmos no Vale do Ribeira, viajamos para Registro, considerada a capital da região, onde ficamos hospedados em uma casa que Dona Alita herdara. Desde que ficara viúva, ela passara a morar ali com seus dois filhos, a Maria Tereza e o José Luís, vindo a casar-se alguns anos depois com o Dino, militante do PcdoB. Enquanto esperávamos que fossem concluídos os preparativos para nossa mudança para Eldorado, adquiri uma nova profissão: auxiliar de pipoqueiro. Passei a ajudar o Dino nas vendas de pipoca em um carrinho que levávamos todas as noites para a praça principal da cidade. Eu fazia e ensacava as pipocas e o Dino as vendia. É possível que aquele auxiliar de pipoqueiro, com um chapéu de palha enterrado na cabeça, usando óculos de aro-grosso-comprado-em-feira, tenha sido visto, mas não reconhecido, pela Laede, minha colega de faculdade que, após a conclusão de sua residência médica em Brasília, se mudara para Registro. Mas só vim saber desse fato pelo Parente, também colega médico, depois que voltei do exílio.

Finalmente, chegou o dia de partirmos para o sítio. Como foi nossa vida na floresta e quais foram as razões para sairmos de lá, um ano depois da nossa chegada, é assunto para outra historieta.

Dr. João de Paula Monteiro Ferreira, cearense de Crateús, Médico e Consulto Empresarial. Importante liderança estudantil nos anos da ditadura.                                                                    Maranguape, 24 de março de 2025.


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