É o maior acontecimento da humanidade que se celebra
Devido a importância que tem
esta Semana para nós cristãos e para o mundo – chama-se até Semana Santa
– vou interromper os tipos de reflexão que eu vinha fazendo, para detalhar as
celebrações que se aproximam.
Neste final de semana, estamos
terminando o Tempo da Quaresma, e no Domingo, amanhã, dia 13 de abril, já
estaremos iniciando a SEMANA SANTA, ocasião em que o Mundo Cristão recorda,
mais intensamente, os ensinamentos, o sofrimento, a morte e a Ressurreição de
Jesus Cristo.
Todos os anos, a Igreja Católica nos prepara para a celebração dos acontecimentos, durante os 40 dias que os antecedem, no Tempo Litúrgico, que chamamos de QUARESMA. Estamos vivenciando, exatamente, o seu final.
Neste Domingo, dia 13, iniciaremos a SEMANA SANTA, recordando a entrada triunfal de Jesus, em Jerusalém, aclamado pelo Povo, como Rei, com ovações, hosanas ao Filho de Davi e outras aclamações àquele que vem em nome do Senhor. É o festivo dia chamado Domingo de Ramos.
Jesus não estava enganado quando recebeu
aquelas homenagens. Ele sabia que aquele povo, com as mesmas mãos que Lhe davam
flores, também Lhe haveriam de apedrejar.
As mesmas bocas que cantavam: “bendito o
que vem em nome do Senhor”, haveriam de gritar: “crucifica-O”, troca-O
por Barrabás.
A partir deste Domingo, vamos recordar, concretamente, a Vida, os Ensinamentos, a Paixão, a morte e, sobretudo, a Ressurreição de Jesus. É a Ressurreição de Jesus que O faz alguém diferente dos outros.
É a Ressurreição de Jesus que justifica toda a
nossa vida: as celebrações que fazemos, as pastorais da Igreja, o Ecumenismo
que buscamos, os trabalhos comunitários e a certeza de que tem outra vida além
dessa. Caso contrário, São Paulo não teria
afirmado: “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”.
É por causa da Ressurreição de Jesus, que
celebramos a SEMANA SANTA, a partir deste Domingo, dia 13, até o Domingo
seguinte: 20 de abril. Sobretudo, de Quinta feira, 17, em diante, as
celebrações serão mais intensas, e haverá uma ligação maior com a presença
física de Jesus no Mundo, e sua permanência conosco, mesmo depois que Ele
voltou para o Pai.
Ele voltou para junto do Pai e do Espírito
Santo, mas ficou conosco, para sempre, através de sua presença real, no
Sacramento da Eucaristia.
Conforme a tradição da Igreja, celebraremos na Quinta feira Santa, dia 17, pela manhã, o Aniversário do Sacerdócio de Jesus Cristo, em todas as Igrejas Catedrais do Mundo: os Senhores Bispos Diocesanos, todos os Padres da Diocese, religiosos e representantes das várias Paróquias, concelebrando e
festejando essa data, benzendo os Santos
Óleos.
Na tarde da mesma Quinta feira Santa, 17 de abril, todos os Párocos estarão em suas Paróquias, celebrando com suas Comunidades, o Aniversário de fundação da Eucaristia. São dois Sacramentos que aniversariam ao mesmo tempo: o da Ordem, e o da Eucaristia, porque um depende do outro.
Depois da celebração do final da tarde da quinta-feira
santa, 17, a Igreja entra num clima de preparação para os acontecimentos da Sexta-feira
Santa, 18, com adorações, promovidas por Grupos que se revezam até a
madrugada, em todas as Paróquias.
A Sexta-feira Santa, dia 18, será toda ela de reflexão e de ligação direta, de cada Cristão, com a Morte de Jesus. Não se faz farra, nem festas profanas, mas se aproveita o dia inteiro, da Sexta Feira Santa, bem como, os dias anteriores a ela, para fazer uma boa confissão, para uma consequente comunhão pascal, e assim satisfazer, no mínimo, o preceito da confissão anual e da comunhão pela Páscoa da Ressurreição.
A celebração no fim da tarde da Sexta Feira
Santa não será uma Missa.
É a rememoração da Morte do Senhor, com
Leituras Bíblicas, apropriadas, com várias Orações nas intenções da Igreja, com
a Veneração da Santa Cruz e com a Comunhão dos Fiéis, com hóstias consagradas
na Quinta feira Santa.
Em muitos lugares se faz ainda, uma grande
Procissão, com uma estátua do Senhor morto, e se encerra o dia mais triste da
Semana Santa, embora na esperança de celebrar, com alegria, a Ressurreição, na
madrugada do Sábado para o Domingo, isto é, de 19 para 20 de Abril.
Durante todo o dia de Sábado, nada se faz na Igreja, a não ser continuar com as confissões para, à noitinha, começar a celebração da Vigília Pascal.
Inicia-se com a bênção do fogo, entrada do
Círio Pascal na Igreja, Canto de Louvor à LUZ DE CRISTO, e continuada pelas
Leituras do Antigo Testamento, referentes à Páscoa dos Judeus, Orações e
Leituras do Novo Testamento, já falando sobre a nossa Páscoa Cristã. Irrompe-se
o Canto do Glória, soam sinos e campainhas e a Festa está feita.
Antes da Leitura do Evangelho, entoa-se a tão
esperada ALELUIA, que já
significa a Celebração da Ressurreição de Jesus.
Depois do Sermão, faz-se a Bênção da água que
será usada na Pia Batismal durante todo o ano, batizam-se alguns pagãos,
preparados para a celebração, faz-se a Renovação das Promessas do Batismo e se
abençoa todo o povo presente à celebração, aspergindo-o com a nova água benta.
O povo, assim renovado, alegre e transformado
pela graça de Deus, é convidado a se unir a toda a Igreja, para celebrar a
FESTA DA PÁSCOA.
É o maior
acontecimento da humanidade que se celebra. É a certeza de que ninguém morre mais. É a garantia de que há
outra vida, após esta.
Muitos não pensam assim, nem estão preocupados
com salvação, nem com a alma, nem com a vida eterna.
Outros não acreditam na Ressurreição. Dizem
que a alma é imortal, mas não para viver no Céu, eternamente. Ela é imortal
porque sai de um corpo que morre, para um outro que nasce, e assim se vai
reencarnando, sucessivamente. E nisso, está sua imortalidade.
É para aprofundarmos nossa fé, que nos estamos
preparando desde a Quarta-feira de Cinzas, isto é, desde o início da Quaresma,
para celebrarmos o maior acontecimento da humanidade: a RESSURREIÇÃO DE JESUS.
Infelizmente, cerca de 8.100.000.000 de
habitantes do mundo não têm essa certeza. Somente um terço desta população é de
cristãos – cerca de 2 bilhões e 700 milhões – somando-se todos os católicos,
ortodoxos e protestantes. Informações recentes da Igreja Católica dão-nos conta
de sermos
1.400.000.000 de Cristãos Católicos, ficando
1.300.000.000 para se dividirem entre os Ortodoxos e os Protestantes. Temos que
espalhar a Verdade da Morte e da Ressurreição de Jesus por todos os 5.400.000.000
do resto do Mundo.
Agora que estamos no começo. Mais de dois terços da Humanidade têm que ser Evangelizados, a fim de que se cumpra aquele desejo de Jesus: “para que haja um só rebanho e um só pastor” com uma Páscoa definitiva para todos.
Que todos tenhamos uma feliz e santa Páscoa.
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