sábado, 16 de agosto de 2025

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

O QUE IMPORTA É TER FÉ EM CRISTO VIVO!

Na ânsia de dar respostas a meu novo desafiante, Dr. Mariano Freitas - distante de mim, cerca de 450 km, lá em Tauá, região dos Inhamuns, limitando com o Piauí, sem impressora que me possa copiar - estou confiando que ele esteja seguindo-me, ao menos, por este blog, e já o tenha feito nessa semana.

            Meu nobre interlocutor é super ocupado e muito preocupado com suas pacientes e não dispõe de uma impressora que possa copiar suas mensagens e terá que buscar fora, esses serviços “quando tiver tempo”.

            Superadas tais dificuldades estamos administrando nossa comunicação, de tal modo que, pouco a pouco, vamo-nos entendendo. De qualquer maneira, sua curiosidade não é tão difícil de ser esclarecida: uma coisa é o Estado, sua administração política, os interesses humanos, a vaidade enaltecida por muitos e outra coisa é a Igreja: seus objetivos, sua finalidade no meio do povo, seus ensinamentos, sua doutrinação, mesmo política, seu compromisso social, sua vasta literatura ou doutrinação catequética que nos leva todos, a entender, que somos instituições que pensamos e agimos, de modos, totalmente, diferentes.

            Desde Pedro, o 1º Papa, até Leão XIV, o 267º Papa e os Papas que se seguirem, as palavras do fundador, Jesus, são as mesmas: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja e nem a morte poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino do Céu; o que proibires na terra será proibido no céu, e o que permitires na terra será permitido no céu” (Mt.16,18-19).

            Nestes poucos comentários feitos, ultimamente, tentando ‘responder às perguntas” ou curiosidades do estudioso sócio-político, Dr. Mariano, já deve ter dado para entender que, em 500 anos de história política do Brasil e em quase 2.000 anos de existência da Igreja no mundo, há uma diferença enorme entre a proposta evangelizadora da Igreja e os oportunismos políticos, pessoais, por pura vaidade, dos homens que se candidatam a administrar a ‘res publica’.

            É essa diferença entre uma vontade, simplesmente humana e um poder, profundamente divino - pois tem até o comando da 3ª Pessoa da SS Trindade - que está toda a dinâmica dessas duas forças.  Claro! Confiamos na de Deus!

            Todavia, eu encerrava o meu comentário de sábado passado, afirmando que ‘a democracia brasileira foi sempre entrecortada por fatos antidemocráticos em toda a sua história... que culminou com a renúncia de Jânio... a posse de seu Vice, Jango, que foi golpeado pelos militares por 21  anos, foi fragilizando e capengando até hoje, maquiando a Democracia’. Meu Deus! Estamos felizes? Os Três Poderes da República estão merecendo a confiança da maioria? As aferições feitas por nossos órgãos de pesquisas têm sido confiáveis?

            Sem querer “puxar brasa para a nossa sardinha” não terá sido a Igreja, presente em todos os momentos, com a sua Doutrina Social, suas Encíclicas, sua Ação Católica especializada, buscando o bem comum, com o Ecumenismo sempre lembrado, sua CNBB, seu Concílio Vaticano II, sua Ação Missionária, respaldada pela Palavra de Deus que diz: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”? (Jo. 8,32). Não há termos de comparação entre qualquer regime político-partidário e qualquer ação evangelizadora sob a tutela da Igreja. Nossa certeza está, mais uma vez, nas palavras de Jesus diante de Pilatos: “o meu Reino não é deste mundo! Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus seguidores lutariam para não deixar que eu fosse entregue aos líderes judeus. Mas o fato é que o meu Reino não é deste mundo... Foi para falar da verdade que eu nasci e vim ao mundo. Quem está do lado da verdade, ouve a minha voz”.  Será que alguém duvida da coerência de Jesus nessas citações?


Dá para comparar os Reinos de Jesus e da Igreja com os reinos deste mundo? E comparar os “conceitos” da Igreja, em sua doutrina, com os “preconceitos” de políticos, desvirtuando a Pastoral da Igreja e a sua credibilidade entre o povo? 

            Será que os 21 anos da ditadura, ensinando nas escolas, universidades e em outros locais públicos, até em cultos, a Organização Social e Política do Brasil (a famosa O.S.P.B.) criou, sobretudo entre os mais jovens, um modo de pensar e cultuar o poder reinante, que convencesse a todos?

            A ditadura militar no Brasil durou de 1º de abril de 1964 a 15 de março de 1985, mediante um golpe de Estado que depôs o então Presidente João Goulart, ficando em seu lugar um governo autoritário, marcado ela supressão de liberdades civis, perseguição a opositores e violência estatal.

            Sucederam-se no poder os generais: Humberto Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo sob decretos, atos institucionais que suspendiam direitos civis e ampliavam a repressão política. Era o famoso tempo, chamado de “era de chumbo”, ao vigorar o Ato Institucional Número 5, que dava todos os poderes ao ditador. Não faz muito tempo, no penúltimo mandato do governo federal, ventilou-se a possibilidade de recorrer ao A.I.5 como modo de intimidar o povo. É uma lembrança amarga, ainda da ditadura. Pode?! Do jeito que as coisas estão andando é bom ‘ir pondo as barbas de molho’... 

            No entanto, graças à 3ª Pessoa de Deus, e para dar continuidade às Sagradas Escrituras, dirigidas a Pedro e para ver em Leão XIV, a extensão de Francisco, dois colegas jornalistas franceses, da Editora Salvator: Samuel Pruvot e Marc Leboucher escreveram a 04 mãos e em tempo recorde, cerca de 190 páginas, sobre Leão XIV, o novo Papa, à escuta do Espírito Santo. Esta é a atitude primeira do papável: acreditar, piamente, na inspiração do Espírito. Não nas especulações de vaticanistas. Na pluralidade dos pontos de vistas ou em achismos de última hora. Muito menos as opiniões de “chefes de Estado” ou das apostas ou especulações na bolsa de valores, estimuladas por eles. O que importa é ter fé em Cristo vivo. A fé em Cristo, mas também no Espírito Santo, ator-chave do “conclave”.

 Crer no Espírito Santo de Deus é fundamental. Só a súbita aparição da fumaça branca caracteriza o sinal de Deus e a aclamação: Habemus Papam! O Papa deve ser, antes de tudo, um agregador, porque Pedro sempre foi o Ministério da Palavra de Deus. Lembram-se do Livro dos Atos dos Apóstolos, em seu capítulo 4, versículos 16 em diante, após um milagre feito por Pedro e João e os judeus discordaram e os proibiram de falar naquele Jesus, de quem eles afirmavam, “ter morrido e ressuscitado”? O que Pedro lhes respondeu? “Os Srs. mesmos julguem diante de Deus: devemos obedecer aos senhores ou a Deus? Pois não podemos deixar de falar daquilo que temos visto e ouvido. Ai de nós se não falarmos”!  

Será que tem algum reinado no mundo, algum império tão longevo, alguma autoridade que repasse poderes a outrem, que tenha uma lógica de pensamento ou uma unidade política, tão compacta, tão documentada, até artisticamente, como tem a Igreja católica, com cerca de 2.000 anos de tradição, ensinamento, unidade de princípios e de prática, como nós temos?  É claro que a Igreja é composta de homens, como as demais instituições. Mas têm todos eles um fio condutor, uma busca de unidade, um desejo de governar e ser governado, respeitando as hierarquias, os colaboradores, toda a escala social que compõe o todo, com revisões sistemáticas vendo a realidade, julgando-a à luz de uma orientação divina e agindo conforme sua consciência?



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