sábado, 20 de setembro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO


POLÍTICOS DESPREPARADOS FAZEM MAL AO PAÍS!


Esta semana tem sido de muitas decepções com a Câmara dos deputados. Percebe-se que muitos ali chegaram sem o menor preparo. Foram eleitos numa onda e vão indo sem rumo.

Os mais esclarecidos e democráticos são minoria. A maioria só demonstra cuidar dos próprios interesses sem o menor zelo pelos que votaram.

A pressão pela anistia parece uma forma de agradecer quem os levou à câmara. A PEC da autoproteção já é uma demonstração de cuidado com o próprio futuro. Boas coisas não pretendem fazer.

Cada eleitor precisa ver, nome por nome dos deputados que defendem Anistia e Blindagem (ou bandidagem), independente dos partidos. Não foi para isto, certamente, que foram eleitos.

Se não cuidarmos agora, as próximas Câmaras municipais, estaduais e federais serão piores e virarão facções. Não merecemos isto. Os Prefeitos que indicam os candidatos devem estar atentos.

O povo confia nos prefeitos e vota em quem foi indicado por eles. Mesmo assim, temos que analisar a história e os propósitos dos candidatos.

Dr. ALAN PAIVA, Criminalista e  Escritor, em São Luís, Maranhão

Tenho abordado neste espaço sobre a linguagem adotada por muitos pregadores do Evangelho.  Falam muito e quase nada dizem. Deviam planejar o que desejam que mensagem os fiéis levam para casa para compartilhar com amigos e familiares.

Há mais de 50 anos tenho estado atento a esta questão porque foi um assunto que estudei ao fazer a disciplina Teologia da Palavra, no Seminário. Pesquisei em inúmeros sermões. Perguntei sobre o que o padre havia falado. Ninguém sabia.

De que adiantam as pregações, se nada dizem aos ouvintes. E não se pode por a culpa nos ouvintes. Eles estão ali, silenciosamente, para escutar e aprender.  Comunicação é resultado de aprendizagem. De preparação.

Acho até falta de caridade, uma pregação que dura 20 minutos ou meia hora, às vezes, mais e nada comunicam. Outros aproveitam para dar “vivas”. Não é o objetivo da Missa. É momento de reflexão.

Os lançamentos de livros do Juarez Leitão, sempre são momentos de reencontros com ex colegas de Seminário. Quarta-feira, no lançamento de O MENINO QUE VIROU PÁSSARO, Lá estavam os irmãos do François,

Tomei um susto. O Sérgio Martins parecidíssimo com o irmão que foi nosso colega. Uma pessoa extraordinária. Estavam o Edson Costa e o João Batista da Silva, de uma geração mais nova, na Betânia.

Outro quase Betanista, do Ipu, famoso médico João Martins, foi seminarista em Ipuarana, na Paraíba, onde se preparavam os que pensavam em ser frades. São reencontros que nos conduzem a boas conversas e recordações. Outros de Ipu, foram para Ipuarana.

Em Sobral, brevemente, a ASEL, Academia Sobralense de Letras e Artes abrirá oportunidade para uma legítima representante das Artes. Trata-se da Professora Ivana Sá, Professora e Diretora do Espaço da Música, criado, há 66 anos por sua mãe Pianista Fernanda Sá.

Aliás, no próximo mês deverá ser lançado o livro sobre O PIANO EM SOBRAL em que a Professora Ivana é uma coautora.  Centenas de jovens e adultos passaram e passam pelo Espaço da Música, abrindo novas perspectivas em suas vidas.

Mesmo sem ser integrante da ASEL, a Pianista Ivana Sá tem dado importantes colaborações, com suas exibições em momentos solenes da entidade. No livro, a sua parceria é com o Presidente Arnoud Cavalcante.

No Desfile da Independência, em Guaraciaba do Norte, tive a oportunidade de reencontrar a Dona Marleda a quem sucedi na Secretaria de Educação do município, em 1993. Há 32 anos, portanto.

Aquele momento foi registrado nesta fotografia em que estão a Lucineide Barros, então colega na equipe da Educação e o Professor Ancelmo Melo, atual Diretor da Escola de Morrinhos que nos homenageava.

Antônio Carlos Alves é um amigo de muitos anos. Autodidata, nascido na Bananeira, zona rural de Guaraciaba do Norte. Tornou-se radio técnico e virou Antônio do Rádio. Coube a ele acompanhar, tecnicamente, a instalação e funcionamento da Rádio Guaraciaba.

Atualmente, é especialista em Informática. Gosta muito de ler e de estar bem informado. Vez por outra me manda um dos seus textos. Este foi o último sobre BARREIRAS MENTAIS

“O que são barreiras mentais. As barreiras mentais muitas vezes não passam de muros invisíveis, levantados pelo medo, pela insegurança ou pelo costume de acreditar que “não vou conseguir”. As barreiras não estão no mundo externo, mas dentro de nós, e se transformam em bloqueios que paralisam atitudes e sonhos.

O estranho é que, quando criamos coragem e damos o primeiro passo, percebemos que esses muros não eram de concreto, mas de papel. Nossa coragem derruba a barreira e revela que a maior prisão era a que nós mesmos construímos.

Por isso, quando sentir o peso de um impedimento mental, lembre-se: ele pode parecer imenso, mas muitas vezes é apenas uma porta fechada por dentro, e a chave sempre esteve nas nossas mãos”.

Senadores americanos, na contramão daquele deputado traidor brasileiro, estão propondo ao Presidente dos Estados Unidos que cancele as tarifas impostas ao nosso país.

Coincidentemente, o Presidente que se imagina imperador do mundo, estão com os mais baixos índices de aprovação em seu país. As manifestações contra ele já se manifestam em vários Estados. Já foi a famosa democracia do mundo.  

Uma recomendação a quem gosta de estar bem informado: O ICL NOTÍCIAS é o melhor veiculo noticioso do país, atualmente. Incrível: não tem propaganda. É independente e tem os melhores profissionais.

Paralelamente, o ICL – Instituto Conhecimento Liberta oferece uma centena de cursos de baixíssimo custo. Um pouco mais de sessenta reais por mês. É com estes recursos que mantem o seu sistema de comunicação, via youtube.

E agora o ICL lança a revista semanal LIBERTA que pode ser assinada e lida no celular ou no computador. Altíssima qualidade.

Discretamente, o Mausoléu Castelo Branco, anexo ao Palácio da Abolição, deu lugar ao Monumento à Liberdade. Ninguém sentiu falta e muitos se sentiram aliviados com a retirada da homenagem ao primeiro dos ditadores de 64. 


PARA OS GOLPISTAS 
















 

MEMÓRIAS DO EXÍLIO E  DO RETORNO

EM DUAS CANOAS NÃO DURA

Dr. João de Paula Monteiro Ferreira

- Se você também tentar me convencer a me mutilar, abandono a terapia.

                Foi o que me disse aquela jovem ao esclarecer por que procurara meu atendimento psicoterápico. Ela contou-me que acabara de interromper uma psicoterapia porque o terapeuta teria tentado induzi-la a consultar-se com um oncologista a respeito de um câncer que teria em um dos seios e que ela reagira ao que considerou uma pressão, pois sabia que aquele especialista indicaria uma cirurgia e ela não aceitava ser mutilada. Diante daquilo, prosseguiu ela, saiu do consultório e não mais voltou. Por isso tinha me procurado.

O psicoterapeuta em questão era um profissional muito conceituado, com formação em medicina e psicoterapia, e com longa experiência de trabalho e de vida.

Logo no início da terapia, aquela cliente informou-me que decidira tratar-se por alimentação macrobiótica, a que aderira depois de ler um artigo demonstrando sua eficácia contra o câncer e que não admitiria questionamento sobre esta decisão. Aquele posicionamento chocava-se frontalmente com meus conhecimentos médicos e ela colocava como condição para iniciar um processo psicoterápico comigo sua não aceitação de qualquer argumento para demovê-la do que decidira. Vi-me diante de um dilema. Recusar-me a atendê-la ou investir na tênue esperança de que durante o processo psicoterápico ocorresse alguma mudança em seu comportamento. Decidi pela segunda alternativa.

                A cliente comparecia regular e pontualmente às sessões terapêuticas, participando plenamente delas até que um dia falou que o tumor no seio estava supurando. Quando lhe perguntei como estava o “tratamento” macrobiótico, ela ficou algum tempo em silêncio e depois respondeu-me que o abandonara, porque perdera a crença nele. Ao lhe perguntar qual tratamento estava fazendo, ela disse que nenhum. Então, perguntei-lhe se percebia o que estava fazendo consigo; ela ficou novamente em silêncio, desta vez por um tempo mais longo, subitamente pegou sua bolsa, levantou-se e, sem dizer uma palavra, saiu do consultório. Não compareceu à seção seguinte, nem à subsequente. Pedi à Angelina, eficiente secretária do Centro de Vivências, que ligasse para ela. Nenhuma resposta a inúmeras tentativas. Como ela não tinha parentes em Fortaleza, tentei obter informações por meio de pessoas que ela mencionara ocasionalmente em sessões. Nada. Seis meses depois, tive a triste notícia que temia: ela falecera.  Fiquei profundamente tocado durante muito tempo.

                Apresentei esse caso em um dos encontros da minha turma de medicina, que eram realizados para festejar os aniversários de formatura - se não me falha a memória, no de 40 anos para os colegas e de 30 para mim, devido ao meu atraso de 10 anos, por conta das ditaduras militares do Brasil e do Chile. À época ainda não havia a disseminação de ódio por milícias digitais dividindo a categoria médica, havendo entre colegas um trato natural das diferenças político-ideológicas. A apresentação de casos ocorreu em um espaço do encontro criado para análise de situações em que, quem desejasse, fizesse um relato do que considerava o maior insucesso de sua trajetória profissional. Evidentemente que a discussão não era sobre os casos em si, já que era um encontro de colegas de diferentes especialidades, mas a respeito de como cada um lidara com seus limites na tentativa de ajudar pacientes. Achei a reflexão profunda e enriquecedora, tanto para quem fez apresentação de caso, como para os que os debateram ou simplesmente assistiram. Para mim ela foi muito proveitosa.

                Mas foram muitos os casos satisfatórios no exercício da psicoterapia. Por exemplo, o de uma jovem de 20 anos com diagnóstico de esquizofrenia seguramente estabelecido. Os quadros psicóticos, em geral, e a esquizofrenia em particular, costumam ser muito desafiadores para o processo psicoterápico. No entanto, aquela jovem encontrou rapidamente na psicoterapia um meio de ajuda para lidar melhor com muitas coisas do seu cotidiano, aderindo a ela com constância e entusiasmo. Ela comparecia às sessões demonstrando naturalidade e prazer, engajando-se de forma plena em todo o processo. Mas, de vez em quando, tinha manifestações próprias do seu quadro clínico. Um dia, ao fixar o olhar na cadeira ao seu lado, disse “Dr. João, Nossa Senhora sentou-se aqui e está querendo conversar comigo”. Eu não a interrompi. Terminada a sessão, fui com ela até a sala onde seu pai a aguardava e pedi a ele para marcar uma consulta com o Tarcízio Diniz, psiquiatra, meu sócio no Centro de Vivências. Com a medicação ajustada, ela retomou o curso do processo psicoterápico, passando um longo período sem intercorrências.  Quando ocorriam episódios semelhantes, cada vez mais espaçados, eu adotava o mesmo procedimento, sempre com bom resultado.

Nas avaliações que, de tempos em tempos (pactuadas no início da terapia), fazíamos com ela e seus pais os relatos eram de progressivas mudanças positivas. Melhorara o autocuidado, o desempenho em tarefas do cotidiano e o relacionamento com as pessoas. O processo terapêutico evoluiu com regularidade até um ponto em que me pareceu ter alcançado o que era possível naquele caso. Conversamos sobre um encerramento gradual da psicoterapia, reduzindo o número de sessões até concluirmos que seria o momento de encerrá-las. Quando isto aconteceu, coloquei-me à disposição para atendê-la em caso de alguma necessidade especial. Ainda hoje, quando penso nos tempos das minhas atividades como psicoterapeuta, tenho saudades dela e de seus pais.

Entre estes dois casos fora da curva, foram muitos aqueles que decorriam do universo das nossas dificuldades habituais como seres humanos, em suas mais variadas manifestações, como desânimos, frustrações, perdas, desencontros, crises, enfim, do leque de sofrimentos inerentes à nossa existência. Era sempre muito gratificante, apesar de altos e baixos, avanços e recuos, a constatação de estar contribuindo com pessoas na descoberta de seus próprios recursos para o enfrentamento mais eficaz de desafios nas suas vidas, melhorando seu modo de lidar consigo, com a realidade e com os outros.

Mas uma concorrente foi se insinuando nas minhas atividades de psicoterapia, nascida, em parte dentro dela. Chamava a minha atenção a frequência com que clientes se referiam ao mundo do trabalho, algumas vezes trazendo para a psicoterapia vivências negativas, em outras sentimentos de grande contentamento. Afinal, isto dizia respeito a pelo menos um terço de suas atividades na fase ativa da vida adulta. A curiosidade despertada encontrou meio de satisfação, quando o psicólogo Cézar Wagner, então marido da Ruth e meu sócio no Centro de Vivências, ofertou um curso de especialização em Psicologia Organizacional, com ênfase em Consultoria de Processo. O Cézar tivera esta formação na Universidade de Brasília, no âmbito de um convênio firmado entre aquela universidade e a Organização para o Desenvolvimento da Administração – ODA, com sede em Palo Alto, na Califórnia, mediante o qual professores daquela instituição vieram ao Brasil para capacitar uma turma que teria o compromisso de difundir seus conhecimentos e técnicas no país.

Fiz este curso de três anos de duração e passei a atuar também como consultor de organizações públicas, privadas e do terceiro setor. Durante algum tempo consegui conciliar esta nova atividade com a psicoterapia, mas quando começaram a surgir demandas em outros estados da federação, me vi como alguém que tentasse descer um rio em duas canoas, com um pé em cada uma, coisa que não tem como durar. Como foi o desembarque de uma delas, já é assunto para futura historieta.







 

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