POLÍTICOS DESPREPARADOS FAZEM MAL AO PAÍS!
Esta semana tem sido de muitas decepções com a Câmara dos deputados. Percebe-se que muitos ali chegaram sem o menor preparo. Foram eleitos numa onda e vão indo sem rumo.
Os mais esclarecidos e democráticos são minoria. A maioria só
demonstra cuidar dos próprios interesses sem o menor zelo pelos que votaram.
A pressão pela anistia parece uma forma de agradecer quem os
levou à câmara. A PEC da autoproteção já é uma demonstração de cuidado com o
próprio futuro. Boas coisas não pretendem fazer.
Cada eleitor precisa ver, nome por nome dos deputados que
defendem Anistia e Blindagem (ou bandidagem), independente dos partidos. Não
foi para isto, certamente, que foram eleitos.
Se não cuidarmos agora, as próximas Câmaras municipais,
estaduais e federais serão piores e virarão facções. Não merecemos isto. Os
Prefeitos que indicam os candidatos devem estar atentos.
O povo confia nos prefeitos e vota em quem foi indicado por
eles. Mesmo assim, temos que analisar a história e os propósitos dos
candidatos.
Tenho abordado neste espaço sobre a linguagem adotada por muitos
pregadores do Evangelho. Falam muito e
quase nada dizem. Deviam planejar o que desejam que mensagem os fiéis levam
para casa para compartilhar com amigos e familiares.
Há mais de 50 anos tenho estado atento a esta questão porque foi
um assunto que estudei ao fazer a disciplina Teologia da Palavra, no Seminário.
Pesquisei em inúmeros sermões. Perguntei sobre o que o padre havia falado.
Ninguém sabia.
De que adiantam as pregações, se nada dizem aos ouvintes. E não
se pode por a culpa nos ouvintes. Eles estão ali, silenciosamente, para escutar
e aprender. Comunicação é resultado de
aprendizagem. De preparação.
Acho até falta de caridade, uma pregação que dura 20 minutos ou
meia hora, às vezes, mais e nada comunicam. Outros aproveitam para dar “vivas”.
Não é o objetivo da Missa. É momento de reflexão.
Os lançamentos de livros do Juarez Leitão, sempre são momentos
de reencontros com ex colegas de Seminário. Quarta-feira, no lançamento de O
MENINO QUE VIROU PÁSSARO, Lá estavam os irmãos do François,
Tomei um susto. O Sérgio Martins parecidíssimo com o irmão que
foi nosso colega. Uma pessoa extraordinária. Estavam o Edson Costa e o João
Batista da Silva, de uma geração mais nova, na Betânia.
Outro quase Betanista, do Ipu, famoso médico João Martins, foi
seminarista em Ipuarana, na Paraíba, onde se preparavam os que pensavam em ser
frades. São reencontros que nos conduzem a boas conversas e recordações. Outros
de Ipu, foram para Ipuarana.
Em Sobral, brevemente, a ASEL, Academia Sobralense de Letras e
Artes abrirá oportunidade para uma legítima representante das Artes. Trata-se
da Professora Ivana Sá, Professora e Diretora do Espaço da Música, criado, há
66 anos por sua mãe Pianista Fernanda Sá.
Aliás, no próximo mês deverá ser lançado o livro sobre O PIANO
EM SOBRAL em que a Professora Ivana é uma coautora. Centenas de jovens e adultos passaram e
passam pelo Espaço da Música, abrindo novas perspectivas em suas vidas.
Mesmo sem ser integrante da ASEL, a Pianista Ivana Sá tem
dado importantes colaborações, com suas exibições em momentos solenes da
entidade. No livro, a sua parceria é com o Presidente Arnoud Cavalcante.
No
Desfile da Independência, em Guaraciaba do Norte, tive a oportunidade de
reencontrar a Dona Marleda a quem sucedi na Secretaria de Educação do
município, em 1993. Há 32 anos, portanto.
Aquele momento foi registrado nesta fotografia em que estão a
Lucineide Barros, então colega na equipe da Educação e o Professor Ancelmo
Melo, atual Diretor da Escola de Morrinhos que nos homenageava.
Atualmente,
é especialista em Informática. Gosta muito de ler e de estar bem informado. Vez
por outra me manda um dos seus textos. Este foi o último sobre BARREIRAS MENTAIS
“O que são barreiras
mentais. As barreiras mentais muitas vezes não passam de muros invisíveis,
levantados pelo medo, pela insegurança ou pelo costume de acreditar que “não
vou conseguir”. As barreiras não estão no mundo externo, mas dentro de nós, e
se transformam em bloqueios que paralisam atitudes e sonhos.
O estranho é que, quando
criamos coragem e damos o primeiro passo, percebemos que esses muros não eram
de concreto, mas de papel. Nossa coragem derruba a barreira e revela que a
maior prisão era a que nós mesmos construímos.
Por isso, quando sentir o
peso de um impedimento mental, lembre-se: ele pode parecer imenso, mas muitas
vezes é apenas uma porta fechada por dentro, e a chave sempre esteve nas nossas
mãos”.
Senadores
americanos, na contramão daquele deputado traidor brasileiro, estão propondo ao
Presidente dos Estados Unidos que cancele as tarifas impostas ao nosso país.
Coincidentemente,
o Presidente que se imagina imperador do mundo, estão com os mais baixos
índices de aprovação em seu país. As manifestações contra ele já se manifestam
em vários Estados. Já foi a famosa democracia do mundo.
Uma recomendação a
quem gosta de estar bem informado: O ICL NOTÍCIAS é o melhor veiculo noticioso
do país, atualmente. Incrível: não tem propaganda. É independente e tem os
melhores profissionais.
Paralelamente, o ICL –
Instituto Conhecimento Liberta oferece uma centena de cursos de baixíssimo custo.
Um pouco mais de sessenta reais por mês. É com estes recursos que mantem o seu
sistema de comunicação, via youtube.
E agora o ICL lança a
revista semanal LIBERTA que pode ser assinada e lida no celular ou no
computador. Altíssima qualidade.
Discretamente,
o Mausoléu Castelo Branco, anexo ao Palácio da Abolição, deu lugar ao
Monumento à Liberdade. Ninguém sentiu falta e muitos se sentiram aliviados com
a retirada da homenagem ao primeiro dos ditadores de 64.
MEMÓRIAS DO EXÍLIO E DO RETORNO
EM DUAS CANOAS NÃO DURA
- Se você também tentar me convencer a me mutilar,
abandono a terapia.
Foi o
que me disse aquela jovem ao esclarecer por que procurara meu atendimento
psicoterápico. Ela contou-me que acabara de interromper uma psicoterapia porque
o terapeuta teria tentado induzi-la a consultar-se com um oncologista a
respeito de um câncer que teria em um dos seios e que ela reagira ao que
considerou uma pressão, pois sabia que aquele especialista indicaria uma
cirurgia e ela não aceitava ser mutilada. Diante daquilo, prosseguiu ela, saiu
do consultório e não mais voltou. Por isso tinha me procurado.
O psicoterapeuta em questão era um profissional muito
conceituado, com formação em medicina e psicoterapia, e com longa experiência
de trabalho e de vida.
Logo no início da terapia, aquela cliente informou-me que
decidira tratar-se por alimentação macrobiótica, a que aderira depois de ler um
artigo demonstrando sua eficácia contra o câncer e que não admitiria
questionamento sobre esta decisão. Aquele posicionamento chocava-se
frontalmente com meus conhecimentos médicos e ela colocava como condição para
iniciar um processo psicoterápico comigo sua não aceitação de qualquer
argumento para demovê-la do que decidira. Vi-me diante de um dilema. Recusar-me
a atendê-la ou investir na tênue esperança de que durante o processo
psicoterápico ocorresse alguma mudança em seu comportamento. Decidi pela
segunda alternativa.
A
cliente comparecia regular e pontualmente às sessões terapêuticas, participando
plenamente delas até que um dia falou que o tumor no seio estava supurando.
Quando lhe perguntei como estava o “tratamento” macrobiótico, ela ficou algum
tempo em silêncio e depois respondeu-me que o abandonara, porque perdera a
crença nele. Ao lhe perguntar qual tratamento estava fazendo, ela disse que
nenhum. Então, perguntei-lhe se percebia o que estava fazendo consigo; ela
ficou novamente em silêncio, desta vez por um tempo mais longo, subitamente
pegou sua bolsa, levantou-se e, sem dizer uma palavra, saiu do consultório. Não
compareceu à seção seguinte, nem à subsequente. Pedi à Angelina, eficiente
secretária do Centro de Vivências, que ligasse para ela. Nenhuma resposta a
inúmeras tentativas. Como ela não tinha parentes em Fortaleza, tentei obter
informações por meio de pessoas que ela mencionara ocasionalmente em sessões.
Nada. Seis meses depois, tive a triste notícia que temia: ela falecera. Fiquei profundamente tocado durante muito
tempo.
Apresentei
esse caso em um dos encontros da minha turma de medicina, que eram realizados
para festejar os aniversários de formatura - se não me falha a memória, no de
40 anos para os colegas e de 30 para mim, devido ao meu atraso de 10 anos, por
conta das ditaduras militares do Brasil e do Chile. À época ainda não havia a
disseminação de ódio por milícias digitais dividindo a categoria médica,
havendo entre colegas um trato natural das diferenças político-ideológicas. A
apresentação de casos ocorreu em um espaço do encontro criado para análise de
situações em que, quem desejasse, fizesse um relato do que considerava o maior
insucesso de sua trajetória profissional. Evidentemente que a discussão não era
sobre os casos em si, já que era um encontro de colegas de diferentes
especialidades, mas a respeito de como cada um lidara com seus limites na
tentativa de ajudar pacientes. Achei a reflexão profunda e enriquecedora, tanto
para quem fez apresentação de caso, como para os que os debateram ou
simplesmente assistiram. Para mim ela foi muito proveitosa.
Mas
foram muitos os casos satisfatórios no exercício da psicoterapia. Por exemplo,
o de uma jovem de 20 anos com diagnóstico de esquizofrenia seguramente
estabelecido. Os quadros psicóticos, em geral, e a esquizofrenia em particular,
costumam ser muito desafiadores para o processo psicoterápico. No entanto,
aquela jovem encontrou rapidamente na psicoterapia um meio de ajuda para lidar
melhor com muitas coisas do seu cotidiano, aderindo a ela com constância e
entusiasmo. Ela comparecia às sessões demonstrando naturalidade e prazer,
engajando-se de forma plena em todo o processo. Mas, de vez em quando, tinha
manifestações próprias do seu quadro clínico. Um dia, ao fixar o olhar na
cadeira ao seu lado, disse “Dr. João, Nossa Senhora sentou-se aqui e está querendo
conversar comigo”. Eu não a interrompi. Terminada a sessão, fui com ela até a
sala onde seu pai a aguardava e pedi a ele para marcar uma consulta com o
Tarcízio Diniz, psiquiatra, meu sócio no Centro de Vivências. Com a medicação
ajustada, ela retomou o curso do processo psicoterápico, passando um longo
período sem intercorrências. Quando
ocorriam episódios semelhantes, cada vez mais espaçados, eu adotava o mesmo
procedimento, sempre com bom resultado.
Nas avaliações que, de tempos em tempos (pactuadas no início
da terapia), fazíamos com ela e seus pais os relatos eram de progressivas
mudanças positivas. Melhorara o autocuidado, o desempenho em tarefas do
cotidiano e o relacionamento com as pessoas. O processo terapêutico evoluiu com
regularidade até um ponto em que me pareceu ter alcançado o que era possível
naquele caso. Conversamos sobre um encerramento gradual da psicoterapia,
reduzindo o número de sessões até concluirmos que seria o momento de encerrá-las.
Quando isto aconteceu, coloquei-me à disposição para atendê-la em caso de
alguma necessidade especial. Ainda hoje, quando penso nos tempos das minhas
atividades como psicoterapeuta, tenho saudades dela e de seus pais.
Entre estes dois casos fora da curva, foram muitos aqueles
que decorriam do universo das nossas dificuldades habituais como seres humanos,
em suas mais variadas manifestações, como desânimos, frustrações, perdas,
desencontros, crises, enfim, do leque de sofrimentos inerentes à nossa
existência. Era sempre muito gratificante, apesar de altos e baixos, avanços e
recuos, a constatação de estar contribuindo com pessoas na descoberta de seus
próprios recursos para o enfrentamento mais eficaz de desafios nas suas vidas,
melhorando seu modo de lidar consigo, com a realidade e com os outros.
Mas uma concorrente foi se insinuando nas minhas atividades
de psicoterapia, nascida, em parte dentro dela. Chamava a minha atenção a
frequência com que clientes se referiam ao mundo do trabalho, algumas vezes
trazendo para a psicoterapia vivências negativas, em outras sentimentos de
grande contentamento. Afinal, isto dizia respeito a pelo menos um terço de suas
atividades na fase ativa da vida adulta. A curiosidade despertada encontrou
meio de satisfação, quando o psicólogo Cézar Wagner, então marido da Ruth e meu
sócio no Centro de Vivências, ofertou um curso de especialização em Psicologia
Organizacional, com ênfase em Consultoria de Processo. O Cézar tivera esta
formação na Universidade de Brasília, no âmbito de um convênio firmado entre
aquela universidade e a Organização para o Desenvolvimento da Administração –
ODA, com sede em Palo Alto, na Califórnia, mediante o qual professores daquela
instituição vieram ao Brasil para capacitar uma turma que teria o compromisso
de difundir seus conhecimentos e técnicas no país.
Fiz este curso de três anos de duração e passei a atuar
também como consultor de organizações públicas, privadas e do terceiro setor.
Durante algum tempo consegui conciliar esta nova atividade com a psicoterapia,
mas quando começaram a surgir demandas em outros estados da federação, me vi
como alguém que tentasse descer um rio em duas canoas, com um pé em cada uma,
coisa que não tem como durar. Como foi o desembarque de uma delas, já é assunto
para futura historieta.
.png)







Nenhum comentário:
Postar um comentário