O QUE A SEMANA SANTA SIGNIFICA PARA VOCÊ?
Passada
a Quaresma e a concomitante Campanha da Fraternidade, já devemos estar
“convertidos” para celebrar a Páscoa e “conscientizados” de nosso dever social
diante da carência de moradia digna para todos, como o fiz nos últimos 40 dias.
Hoje, 28/03, quero retomar a reflexão sobre o que vamos celebrar nesses
próximos dias, já que
estaremos iniciando a Semana Santa,
em que o Mundo Cristão recorda, em profundidade, os ensinamentos, o sofrer, a
morte e a Ressurreição de Jesus Cristo, que é o mesmo desejo de renovação sob o aspecto social: a
moradia, por ex. (que aprofundaremos em 11 de abril).
Todos os anos, a Igreja Católica nos prepara para a celebração destes acontecimentos, durante os 40 dias que os antecedem, no Tempo Litúrgico, chamado de Quaresma e C.F. Estamos vivenciando, exatamente, o seu final.
Neste Domingo, dia 29/03, iniciaremos a
SEMANA SANTA, recordando a entrada triunfal de Jesus, em Jerusalém, aclamado
pelo Povo, como Rei, com ovações,
hosanas ao Filho de Davi e outras aclamações àquele que vem em nome do Senhor. É o festivo dia chamado Domingo
de Ramos.
Jesus não
estava enganado quando recebeu aquelas homenagens. Ele sabia que aquele povo,
com as mesmas mãos que Lhe davam flores, também Lhe haveriam de apedrejar.
As mesmas
bocas que cantavam: “bendito o que vem em
nome do Senhor”, haveriam de gritar: “crucifica-O”,
troca-O por Barrabás. A partir deste Domingo, vamos recordar, concretamente, a
Vida, os Ensinamentos, a Paixão, a morte e, sobretudo, a Ressurreição de Jesus.
É a Ressurreição de Jesus que O faz alguém diferente dos outros. É a Ressurreição de Jesus que justifica toda
a nossa vida: as celebrações que fazemos, as pastorais da Igreja, o Ecumenismo
que buscamos, os trabalhos comunitários e a certeza de que tem outra vida além
dessa. Caso contrário, São Paulo não teria afirmado: “se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”. É por causa da Ressurreição de Jesus, que
celebramos a Semana Santa, a
partir deste Domingo, 29/03, até o Domingo se-guinte, 05/04, acrescentando-se a
Semana da Oitava da Páscoa, até 12/04. É como se fosse um Domingo só. Um Domingão como se tem no Natal de Jesus.
Sobretudo,
de Quinta feira, 02/04, em diante,
as celebrações serão mais intensas, e haverá uma ligação maior com a presença
física de Jesus no Mundo, e sua permanência conosco, mesmo depois que Ele
voltou para o Pai.
Ele voltou
para junto do Pai e do Espírito Santo, mas ficou conosco, para sempre, através
de sua presença real, no Sacramento da Eucaristia.
Conforme a
tradição da Igreja, celebraremos na Quinta feira Santa, dia 02, pela manhã, o
Aniversário do Sacerdócio de Jesus Cristo, em todas as Igrejas Catedrais do
Mundo: os Senhores Bispos Diocesanos, todos os Padres da Diocese, religiosos e
representantes das várias Paróquias, concelebrando e festejando essa data,
benzendo os Santos Óleos, na Igreja da Sé às 08.30.
Na tarde da
mesma Quinta feira Santa, 02 de Abril, todos os Padres, ainda ativos, estarão
em suas Paróquias, celebrando em suas Comunidades, o Aniversário de fundação da
Eucaristia. São dois Sacramentos que aniversariam ao mesmo tempo: o da Ordem, e
o da Eucaristia, porque um depende do outro.
Depois da celebração do final da tarde
da quinta feira santa, 02, a Igreja entra num clima de preparação para os
acontecimentos da Sexta feira Santa, 03/04, com adorações, promovidas por
Grupos que se revezam até a madrugada, em todas as Paróquias.
A Sexta feira Santa, dia 03, será toda
ela de reflexão e de ligação direta, de cada Cristão, com a Morte de Jesus. Não
se faz farra, nem festas profanas, mas se aproveita o dia inteiro, da Sexta
Feira Santa, bem como, os dias anteriores a ela, para fazer uma boa confissão,
para uma consequente comunhão pascal, e assim satisfazer, no mínimo, o preceito
da confissão anual e da comunhão pela Páscoa da Ressurreição.
A
celebração no fim da tarde da Sexta Feira Santa não será uma Missa. É a
rememoração da Morte do Senhor, com Leituras Bíblicas, apropriadas, com várias
Orações nas intenções da Igreja, com a Veneração da Santa Cruz e com a Comunhão
dos Fiéis, com hóstias consagradas na Quinta feira Santa.
Em muitos
lugares se faz ainda, uma grande Procissão, com uma estátua do Senhor morto, e
se encerra o dia mais triste da Semana Santa, embora na esperança de celebrar,
com alegria, a Ressurreição, na madrugada do Sábado para o Domingo: de 04 para 05
de Abril.
Durante
todo o dia de Sábado, nada se faz na
Igreja, a não ser continuar com as confissões para, à noitinha, começar a
celebração da Vigília Pascal.
Inicia-se
com a bênção do fogo, entrada do Círio Pascal na Igreja, Canto de Louvor à LUZ
DE CRISTO, e continuada pelas Leituras do Antigo Testamento, referentes à
Páscoa dos Judeus, Orações e Leituras do Novo Testamento, já falando sobre a
nossa Páscoa Cristã. Irrompe-se o Canto do Glória, soam sinos e campainhas e a
Festa está feita.
Antes da
Leitura do Evangelho, entoa-se a tão esperada ALELUIA, que já significa a
Celebração da Ressurreição de Jesus.
Depois do
Sermão, faz-se a Bênção da água que será usada na Pia Batismal durante todo o
ano, batizam-se alguns pagãos, preparados para a celebração, faz-se a Renovação
das Promessas do Batismo e se abençoa todo o povo presente à celebração,
aspergindo-o com a nova água benta.
O povo,
assim renovado, alegre e transformado pela graça de Deus, é convidado a se unir
a toda a Igreja, para celebrar a FESTA DA PÁSCOA.
É o maior
acontecimento da humanidade que se celebra. É a certeza de que ninguém morre
mais. É a garantia de que há outra vida, após esta.
Muitos não
pensam assim, nem estão preocupados com salvação, nem com a alma, nem com a
vida eterna.
Outros não
acreditam na Ressurreição. Dizem que a
alma é imortal, mas não para viver no Céu, eternamente. Ela é imortal porque
sai de um corpo que morre, para um outro que nasce, e assim se vai,
reencarnando, sucessivamente. E nisso, está sua imortalidade.
É para
aprofundarmos nossa fé, que nos estamos preparando desde a Quarta feira de
Cinzas, isto é, desde o início da Quaresma, para celebrarmos o maior
acontecimento da humanidade: a RESSURREIÇÃO
DE JESUS.
Infelizmente,
os cerca de 08 bilhões de habitantes do mundo não têm essa certeza. Somente um terço desta população é de cristãos
– cerca de 2 bilhões e 600 milhões – somando-se todos os católicos, ortodoxos e
protestantes. Temos que espalhar essa Verdade da Morte e da Ressurreição por
todos os recantos do Mundo.
Agora que
estamos no começo. Mais de dois terços da Humanidade têm que ser Evangelizados,
a fim de que se cumpra aquele desejo de Jesus: “para que haja um só rebanho e um só pastor” com uma Páscoa
definitiva para todos. Que todos tenhamos uma feliz e santa Páscoa.

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