COMO
CELEBRAREMOS O MÊS DE MARIA, ESTE ANO?
Antes de
iniciar os, propriamente ditos, tradicionais Exercícios Marianos, lembramos que
desde ontem, nos ligamos à 1ª sexta feira do mês, na 6ª feira da Quarta Semana
da Páscoa, na Solenidade de São José Operário (1º/05) e, neste dia 02 de Maio,
a Santo Atanásio, nascido em Alexandria em 295 d. C.
Falamos logo do
“início dos tradicionais Exercícios
Marianos” porque eles não são uma nova criatividade da Igreja, como temos
falado em Concílio Vaticano II, Campanha da Fraternidade, CNBB, CEBs ou MEB
etc.
Ao
mesmo tempo, não nos estamos referindo ao acréscimo feito pelo Papa Francisco,
às invocações da Ladainha de Nossa Senhora, mais recente-mente, em 20/06/2020,
na Solenidade ao Coração de Maria, chamando-a de Mãe da Misericórdia, Mãe da
Esperança e Conforto dos Migrantes, para serem colocadas, imediatamente, após
as invocações já existentes de “Mater
Ecclesiae”, “Mater Divinae Gratiae” e “Refugium Peccatorum”.
Na
ocasião o Papa Francisco lembrou que a devoção ao Sagrado Coração de Maria
remonta aos inícios da Igreja, pois no próprio Evangelho de Lucas ele
“descreve” ou “pinta” a Santíssima Virgem, dizendo: “Maria conservava todas essas palavras, meditando-as em seu coração”
(Lc. 2, 19); e acrescenta o mesmo Lc.2, 21: “em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe
guardava todas essas coisas em seu coração”.
A
semente evangélica foi plantada pelos apóstolos e pelos discípulos de Jesus;
germinou na catequese dos Santos Padres e se desenvolveu com teólogos, místicos
e grandes devotos do Coração Imaculado de Maria, até que, na 2ª aparição de
Nossa Senhora em 13 de junho de 1917, em Fátima – Portugal, ela revelou a
Lúcia, a mais velha dos 03 pastorinhos: “meu
filho quer estabelecer no mundo, a devoção ao meu Sagrado Coração” e
mostrou-lhes um Coração nas mãos, cercado de espinhos. As 03 crianças
entenderam ser aquele, o Coração da própria Virgem Maria, ofendido pelos
pecados da humanidade, que estava necessitando de reparação. E Maria
acrescentou: “por fim, o meu Imaculado
Coração triunfará”.
Os Papas que se foram sucedendo até Pio
XII sempre incentivaram e estimularam a devoção ao Coração de Maria a partir do
Sábado, imediato à Solenidade do Coração de Jesus. Mas foi Pio XII que, durante
a 2ª Guerra Mundial, no dia 08 de Dezembro de 1942, consagrou a Igreja e todo o
Gênero Humano, ao Coração Imaculado de Maria, legitimando assim, toda essa
historia devocional.
Não
esqueçamos que falar de Maria é falar da única Maria, mãe de Deus, que tem
inúmeros nomes, apelidos, alguns, até carinhosos. Mas é sempre a Mãe de Jesus e
Mãe nossa. Hoje, além de recordarmos essa devoção, lá tão histórica, temos uma
outra dedicada a Maria, a mesma Mãe de Deus, celebrada com o nome de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Ao
falar acima, do Imaculado Coração de Maria, citava São Lucas, “descrevendo” ou
“pintando” a Virgem Maria, que “conservava
todas essas palavras, meditando-as em seu Coração”. Há, de fato, uma “pintura de Maria” atribuída a São
Lucas – que também era médico, escritor e pintor – que é muito mais que um
simples “retrato”. Por conta da origem grega de São Lucas, sua pintura contém
simbolismos e significados escondidos, além de uma forte carga de emoção e
verdade por trás da beleza da arte. Daí porque, nestas duas reflexões que estou
fazendo sobre Nossa Senhora, São Lucas está presente, como escritor e como
pintor. Não é interessante?
Lucas
era devotíssimo de Maria. Ele fez um retrato dela de acordo com sua visão e
cultura grega. É o evangelista que mais fala de Nossa Senhora, é claro, ele
conviveu com ela e dela ouviu muito sobre seu filho Jesus, que Lucas não tinha
conhecido. Ele andou, navegou, sofreu naufrágio com o Apóstolo Paulo e nas suas
andanças ele pintou um quadro de Maria e o conduzia por onde andava, até que
morreu e a pintura ficou em algum lugar, ilha ou monte por onde ele passou.
Somente em 1496 foi encontrada na Ilha de Creta e o homem/comerciante que a
encontrou quis vendê-la para auferir algum lucro com aquilo que não lhe
pertencia. Levou-a pra Roma pra fazer negócio por lá. Conseguiu e ainda hoje é
tida e conhecida como Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que tem modelo e
aspecto cultural oriental, como nós a conhecemos.
É
uma longa história a ser contada. Deixemos para outra ocasião. Por enquanto,
fiquem na curiosidade, embora já sabendo que de 1866 para cá, a pintura
original foi entregue por Pio IX aos cuidados dos Padres Redentoristas, que a
conservam em Roma, numa Igreja, especialmente, construída para isso.
São
os Padres Redentoristas, da Ordem de Santo Afonso de Ligório, que mantêm junto
à Igreja, a Universidade Alfonsiana, anexa ao seu Seminário, preparando padres
e missionários para trabalharem em todo o mundo.
Aqui
no Brasil, eles estão espalhados por várias regiões, com cerca de 600
Missionários, atuando em 25 estados e no Distrito Federal, fora Roraima.
Eles
se organizam em províncias e vice-províncias, com destaque para Aparecida – SP, onde está a maior equipe no Santuário, Basílica e Rádio/TV há
130 anos, desde o início, dedicando-se a Missões Populares, construção e ampliação
de santuários e seus respectivos trabalhos pastorais e manutenção.
Trindade
– GO: abrange
a Província de Brasília, com presença no Santuário Divino Pai Eterno e seus
respectivos Meios de Comunicação.
Fortaleza
– CE e Região Norte/Nordeste é uma Vice Província, que atua em Fortaleza,
Iguatu e Caucaia no Ceará, Teresina no Piauí, Pedro Afonso, Guaraí e Paraíso no
Tocantins.
Outras
Regiões:
existem Comunidades em Recife, Jaboatão e Garanhuns, em Pernambuco; Natal, no
RN; Campina Grande, na PB; Arapiraca, em AL; Apare-cida, em SE e Lages, em SC.
Falo
dos Missionários Redentoristas com muita alegria e muita gratidão. Alegria por
tê-los conhecido, antes de estudar em Roma, em visita feita com Missionários
Italianos, na Amazônia, mais precisamente, no Estreito de Óbidos, onde eles
viviam em contínua Missão. Com gratidão, porque, durante o Concílio, Dom Francisco, meu Bispo de Afogados da Ingazeira, havia recrutado
alguns sacerdotes “redentoristas holandeses” (Padres: Pio, Gabriel e Eurico)
para um trabalho missionário em nossa Diocese. Com eles vieram também 03
Missionários italianos, 02 franceses, 01 Inglês, alguns franciscanos alemães
renováveis no Convento São Boa Ventura, em Triunfo, enfim, com dois seminaristas,
concludentes de Teologia, Afonso Carvalho e Eu, formamos um bom grupo ou demos
uma ‘boa transfusão de sangue novo’ à
querida Diocese.
Além
dos 03 Padres Redentoristas, citados ali acima, guardo boas lembranças de
contemporâneos do Pontifício Colégio Pio Brasileiro (Ney, Márcio...
Ficarei
mais “alegre” e mais “grato”. Nada melhor que um contato direto.


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