sábado, 2 de maio de 2026

O COMENTÁRI DA SEMANA

 

COMO CELEBRAREMOS O MÊS DE MARIA, ESTE ANO?

                                       

Antes de iniciar os, propriamente ditos, tradicionais Exercícios Marianos, lembramos que desde ontem, nos ligamos à 1ª sexta feira do mês, na 6ª feira da Quarta Semana da Páscoa, na Solenidade de São José Operário (1º/05) e, neste dia 02 de Maio, a Santo Atanásio, nascido em Alexandria em 295 d. C.

            Falamos logo do “início dos tradicionais Exercícios Marianos” porque eles não são uma nova criatividade da Igreja, como temos falado em Concílio Vaticano II, Campanha da Fraternidade, CNBB, CEBs ou MEB etc.

 

            Ao mesmo tempo, não nos estamos referindo ao acréscimo feito pelo Papa Francisco, às invocações da Ladainha de Nossa Senhora, mais recente-mente, em 20/06/2020, na Solenidade ao Coração de Maria, chamando-a de Mãe da Misericórdia, Mãe da Esperança e Conforto dos Migrantes, para serem colocadas, imediatamente, após as invocações já existentes de “Mater Ecclesiae”, “Mater Divinae Gratiae” e “Refugium Peccatorum”.  

            Na ocasião o Papa Francisco lembrou que a devoção ao Sagrado Coração de Maria remonta aos inícios da Igreja, pois no próprio Evangelho de Lucas ele “descreve” ou “pinta” a Santíssima Virgem, dizendo: “Maria conservava todas essas palavras, meditando-as em seu coração” (Lc. 2, 19); e acrescenta o mesmo Lc.2, 21: “em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas essas coisas em seu coração”.

            A semente evangélica foi plantada pelos apóstolos e pelos discípulos de Jesus; germinou na catequese dos Santos Padres e se desenvolveu com teólogos, místicos e grandes devotos do Coração Imaculado de Maria, até que, na 2ª aparição de Nossa Senhora em 13 de junho de 1917, em Fátima – Portugal, ela revelou a Lúcia, a mais velha dos 03 pastorinhos: “meu filho quer estabelecer no mundo, a devoção ao meu Sagrado Coração” e mostrou-lhes um Coração nas mãos, cercado de espinhos. As 03 crianças entenderam ser aquele, o Coração da própria Virgem Maria, ofendido pelos pecados da humanidade, que estava necessitando de reparação. E Maria acrescentou: “por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”.

            Os Papas que se foram sucedendo até Pio XII sempre incentivaram e estimularam a devoção ao Coração de Maria a partir do Sábado, imediato à Solenidade do Coração de Jesus. Mas foi Pio XII que, durante a 2ª Guerra Mundial, no dia 08 de Dezembro de 1942, consagrou a Igreja e todo o Gênero Humano, ao Coração Imaculado de Maria, legitimando assim, toda essa historia devocional.

            Não esqueçamos que falar de Maria é falar da única Maria, mãe de Deus, que tem inúmeros nomes, apelidos, alguns, até carinhosos. Mas é sempre a Mãe de Jesus e Mãe nossa. Hoje, além de recordarmos essa devoção, lá tão histórica, temos uma outra dedicada a Maria, a mesma Mãe de Deus, celebrada com o nome de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

            Ao falar acima, do Imaculado Coração de Maria, citava São Lucas, “descrevendo” ou “pintando” a Virgem Maria, que “conservava todas essas palavras, meditando-as em seu Coração”. Há, de fato, uma “pintura de Maria” atribuída a São Lucas – que também era médico, escritor e pintor – que é muito mais que um simples “retrato”. Por conta da origem grega de São Lucas, sua pintura contém simbolismos e significados escondidos, além de uma forte carga de emoção e verdade por trás da beleza da arte. Daí porque, nestas duas reflexões que estou fazendo sobre Nossa Senhora, São Lucas está presente, como escritor e como pintor. Não é interessante?

            Lucas era devotíssimo de Maria. Ele fez um retrato dela de acordo com sua visão e cultura grega. É o evangelista que mais fala de Nossa Senhora, é claro, ele conviveu com ela e dela ouviu muito sobre seu filho Jesus, que Lucas não tinha conhecido. Ele andou, navegou, sofreu naufrágio com o Apóstolo Paulo e nas suas andanças ele pintou um quadro de Maria e o conduzia por onde andava, até que morreu e a pintura ficou em algum lugar, ilha ou monte por onde ele passou. Somente em 1496 foi encontrada na Ilha de Creta e o homem/comerciante que a encontrou quis vendê-la para auferir algum lucro com aquilo que não lhe pertencia. Levou-a pra Roma pra fazer negócio por lá. Conseguiu e ainda hoje é tida e conhecida como Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que tem modelo e aspecto cultural oriental, como nós a conhecemos.

            É uma longa história a ser contada. Deixemos para outra ocasião. Por enquanto, fiquem na curiosidade, embora já sabendo que de 1866 para cá, a pintura original foi entregue por Pio IX aos cuidados dos Padres Redentoristas, que a conservam em Roma, numa Igreja, especialmente, construída para isso.

            São os Padres Redentoristas, da Ordem de Santo Afonso de Ligório, que mantêm junto à Igreja, a Universidade Alfonsiana, anexa ao seu Seminário, preparando padres e missionários para trabalharem em todo o mundo.

            Aqui no Brasil, eles estão espalhados por várias regiões, com cerca de 600 Missionários, atuando em 25 estados e no Distrito Federal, fora Roraima.

            Eles se organizam em províncias e vice-províncias, com destaque para AparecidaSP, onde está a maior equipe no Santuário, Basílica e Rádio/TV há 130 anos, desde o início, dedicando-se a Missões Populares, construção e ampliação de santuários e seus respectivos trabalhos pastorais e manutenção.

Trindade – GO: abrange a Província de Brasília, com presença no Santuário Divino Pai Eterno e seus respectivos Meios de Comunicação.

Fortaleza – CE e Região Norte/Nordeste é uma Vice Província, que atua em Fortaleza, Iguatu e Caucaia no Ceará, Teresina no Piauí, Pedro Afonso, Guaraí e Paraíso no Tocantins.

Outras Regiões: existem Comunidades em Recife, Jaboatão e Garanhuns, em Pernambuco; Natal, no RN; Campina Grande, na PB; Arapiraca, em AL; Apare-cida, em SE e Lages, em SC.

            Falo dos Missionários Redentoristas com muita alegria e muita gratidão. Alegria por tê-los conhecido, antes de estudar em Roma, em visita feita com Missionários Italianos, na Amazônia, mais precisamente, no Estreito de Óbidos, onde eles viviam em contínua Missão. Com gratidão, porque, durante o Concílio, Dom Francisco, meu Bispo de Afogados da Ingazeira, havia recrutado alguns sacerdotes “redentoristas holandeses” (Padres: Pio, Gabriel e Eurico) para um trabalho missionário em nossa Diocese. Com eles vieram também 03 Missionários italianos, 02 franceses, 01 Inglês, alguns franciscanos alemães renováveis no Convento São Boa Ventura, em Triunfo, enfim, com dois seminaristas, concludentes de Teologia, Afonso Carvalho e Eu, formamos um bom grupo ou demos uma ‘boa transfusão de sangue novo’ à querida Diocese.

            Além dos 03 Padres Redentoristas, citados ali acima, guardo boas lembranças de contemporâneos do Pontifício Colégio Pio Brasileiro (Ney, Márcio... 1973 a 1976) e de tantos outros, cujos nomes não me vêm à mente. Afinal, já tenho mais de 85 anos. É exigir demais, depois de tanto tempo. Se, por acaso, alguém me lesse e relembrasse! Dá um “toque”: (88)9.99.61.80.11).

            Ficarei mais “alegre” e mais “grato”. Nada melhor que um contato direto.

 








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