sábado, 29 de outubro de 2022

IDÉIAS E NOTICIAS

 

IMPRESSIONANTES HISTÓRIAS DE  SÃO SIMÃO E SÃO JUDAS TADEU.

Aproxima-se o Mês das Almas, celebrado em Novembro, a partir da Celebração de Finados, dia 02 e da Festividade de Todos os Santos, no 1º Domingo de novembro, dia 06. Vou deixar o Comentário do próximo sábado para discorrer sobre o Mês das Almas. Hoje eu gostaria ainda de fazer uma última reflexão neste mês das missões, falando exatamente, sobre dois grandes missionários do 1º século da Igreja, cujo dia litúrgico celebrámos, nessa 6ª feira, ontem, 28 de Outubro. Trata-se de S. Simão e S. Judas Tadeu. Este, apóstolo de Jesus e seu primo carnal ou um dos irmãos do Senhor, como falam os evangelhos sinóticos: (Mt.13,55. Mc.6,3. Lc.8,19-21).

Mas, por que este parentesco? Judas Tadeu é filho de Alfeu e Maria, uma das santas mulheres que acompanhavam Jesus (Mt.10, 3; 27,56.61; 28,1. Mc.16,1. Lc. 6, 15-16; 24,10). Alfeu é irmão de José, esposo de Maria. E a Maria, sua mulher, é uma “outra Maria” de que fala o Evangelho de João (19,25), irmã da mãe de Jesus. Este casal - Alfeu e Maria - teve 04 filhos: Judas Tadeu, Tiago Menor, Simão e José, que são primos carnais de Jesus, o filho de José e Maria. Por serem primos-irmãos são chamados de “os irmãos do Senhor” nas citações que fizemos acima. Este Tiago é chamado de menor, para distinguir do outro Tiago, irmão de João, que é chamado de Tiago maior. É bom que tenhamos essas distinções em mente, para não fazermos confusão quando tratamos de tal assunto.

Sabemos que Pedro era casado. Jesus até lhe curou a sogra (Mt.8,14-15. Mc.1,29-31. Lc.4,38-39). Judas Tadeu, igualmente, era casado e sua mulher também se chamava Maria. Um antigo historiador, muito respeitado, sério e rigoroso, chamado Egesipo, fala nos filhos de Judas Tadeu e até em dois de seus netos: Zócer e Tiago, apresentando-os como cristãos exemplares.

Judas e Tadeu são duas palavras de origem diferente, mas com grande semelhança nos significados. Judas é uma palavra hebraica e quer dizer, amável. Tadeu é uma palavra Síria e significa generoso. Logo após a vinda do Espírito Santo, no Pentecostes em que a Igreja foi fundada, Judas Tadeu começou a seguir a ordem de Jesus: “saiu pelo mundo, pregando a boa nova” (Mt.28,16-20. Mc.16,20). Iniciou pela Judéia, Galiléia e Induméia, procurando, por 1º, as ovelhas perdidas da casa de Israel, como mandara Jesus (Mt.15,24).

No ano 50, Judas Tadeu participou do 1º Concílio da Igreja, em Jerusalém, como seu bispo titular, sucedido pelo próprio irmão, Simão, que não fora apóstolo de Jesus. Judas Tadeu, ao sair do concílio, percorreu a Síria, a Mesopotâmia, a Armênia e a Pérsia, pois sua vocação era de ser mais itinerante. Não era de ficar parado num lugar.

                                    Os primos

Na Pérsia encontrou-se com um apóstolo cristão, itinerante como ele, também chamado Simão, que nem era o seu irmão, nem Simão Pedro. Duvida-se até que seja o Zelota, mas era um certo Simão, com quem Judas se deu muito bem e, juntos, realizaram um grande trabalho, convertendo pagãos, fazendo milagres e implantando o cristianismo no coração do povo. É este Simão, companheiro de Missão com Judas Tadeu, que foi, liturgicamente, celebrado, com ele, nessa 6ª feira, ontem, dia 28 de outubro.

A aceitação de sua mensagem não foi recebida tão pacificamente. Encontraram grandes dificuldades na missão, a ponto de terem sido combatidos por algumas lideranças que os arrastaram para a praça pública e os mataram a “machadadas”, em meio a blasfêmias e zombarias, num dia 28 de outubro, data em que a liturgia celebra sua solenidade.

São Judas Tadeu é um dos escritores da Bíblia, no penúltimo livro dela, com apenas 25 versículos. É uma carta em que “ele exorta os irmãos a pelejar pela fé, confiada de uma vez para sempre aos santos”. Impõe-se contra os falsos doutores ou os ímpios que se metem no meio do povo, tentando dissolver a graça de nosso Deus e negando Jesus Cristo, nosso único mestre e Senhor... Contaminam a carne, desprezam a soberania, maldizem as glórias... e semeiam a discórdia. São homens sensuais que não têm o Espírito“.

Pelo pensamento expresso na Epístola de São Judas, já se pode imaginar a coragem com que ele pregava e o que poderia advir sobre ele, da parte das elites que o ouviam. Só poderia mesmo culminar com os horrores sofridos no martírio. Daí porque ele é invocado em casos desesperadores e de grandes necessidades. Faz parte da galeria dos grandes mártires e missionários de nossa Igreja, devido o compromisso com a comunicação da verdade e da fé.

Ele nos serve de modelo, ainda hoje. Estamos vendo e acompanhando em nosso país, aqueles que são ‘falsos doutores da fé... ímpios que se metem no meio do povo para dissolver-lhe a fé em Jesus Cristo, nosso único mestre e Senhor’. Como é atualizado este São Judas!

Vimos agora, no 1º e 2º turnos das eleições, como o povo foi enganado! Em quantos atos públicos de fé, políticos se aproveitaram para se meter onde não lhe cabiam! Como os ímpios se meteram pelo meio, confundindo-lhe a cabeça! Vamos às urnas, mais uma vez, neste dia 30 e escolhamos o melhor para o Brasil.


COLUNA PRIMEIRO PLANO

 UMA VIAGEM PODE SER UM MOMENTO  DE APRENDIZAGEM 

Edição de 29 de outubro


 

Depois de 15 dias viajando, estamos de volta à nossa terra. Durante este período, passei algumas informações sobre a viagem.

Nada de objetivo exibicionista, mas para despertar nos leitores a vontade e o esforço de fazer um roteiro semelhante que deixa muita aprendizagem.

Há alguns anos, quando vi a primeira vez a iluminação de alguns monumentos históricos em Sobral, achei a ideia extraordinária.

Pouco tempo depois, estive na Europa e vi a mesma coisa lá. Então desconfiei que por aqueles mundos o Prefeito Cid Gomes absorvia boas ideias.

E assim é com todos nós. São cidades de centenas de anos à frente das nossas e que construíram outros estilos de viver e conviver. Com isto, aprendemos.

A gente aprende, por exemplo valorizar a história. A cidade de Florença, na Itália, por exemplo, é cheia de monumentos artísticos. São muitos os museus.

Em, praticamente, todas as ruas, nos deparamos com estatuas gigantescas. O prédios com decorações delicadíssimas em suas fachadas. A Catedral de Florença é um exemplo.

É uma cidade de inumeras ruas muito estreitas que se cruzam com outras também pequenas, mas todas muito ricas em arte. Florença é um museu aberto a todos.

A cidade é considerada o berço do Renascimento italiano, e uma das cidades mais belas do mundo. Tornou-se célebre também por ser a cidade natal de Dante Alighieri, autor da Divina Comédia.

Como se vê, são muitas as aprendizagens. Daí a importância de que conheçamos bem as histórias de nossas comunidades para podermos valorizá-las.  A própria comunidade é quem dá o exemplo.

É necessário que, nas escolas, as crianças comecem, desde cedo, a conhecer e valorizar o patrimônio, as histórias, as tradições, a cultura da própria terra.

Um dos meus objetivos ao escrever GUARACIABA DO NORTE – Nossas Ruas, Nossa História, foi justamente contribuir para que fatos não sejam esquecidos. O futuro os avaliará.

Aos poucos, iremos compartilhando outras aprendizagem da viagem a Portugal, França e Itália. Com destaques para Fátima, Sintra, Veneza e o Vaticano.

Nos dias 12 e 13 de novembro acontecerão dois relevantes encontros de ex-alunos do Seminário de Sobral, no Hotel Amuarama, dirigido pelo Dr. José Armando Dias.

No dia estarão os colegas da turma de sextanistas de 1962. Sextanistas eram os concludentes do Seminário Menor. Daí partiam para cursar Filosofia e Teologia.

No dia 13 será um encontro geral de todos os Betanistas para o lançamento do livro AD LABOREM – A Nossa Caminhada Profissional. Também serão lançados outros livros individuais.

Nos dois encontros teremos o privilégio de contar com dois sacerdotes muito queridos de todos: Padre José Linhares, ex-professor, Ecônomo e Reitor do Seminário.

O outro é o Mons. Assis Rocha,  Mestre e Doutor em Comunicação Social, Betanista que escreve semanalmente neste blog com artigos de extrema lucidez e conteúdos muito atualizados.

Aproveito para agradecer a colaboração do amigo Professor Eliezer Hpito que lá em sua moradia no distrito de Santa Tereza, em Croatá, nos substituiu nas duas colunas anteriores. Obrigado, amigo.



sexta-feira, 21 de outubro de 2022

iDÉIAS E NOTCIAS

 SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS O 

COMENTÁRIO  DA SEMANA


]

       No meu Comentário do 1º de Outubro, abrindo o Mês Missionário, eu garantia que iríamos aprofundar o Tema: “a Igreja em estado permanente de Missão” e o Lema: “sereis minhas testemunhas”, sobretudo no Dia Mundial das Missões, amanhã (23), com a apropriada Mensagem do Papa Francisco. 
        Prometemos também, comentar essa Mensagem hoje. Ele a inicia, referindo-se à palavra de Jesus - já Ressuscitado, mas antes de subir ao céu – dirigida aos seus discípulos, como narram os Atos dos Apóstolos 1,8: “recebereis a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, por toda a Judéia e Samaria e até aos confins do mundo”. Aqui está o resumo de tudo o que propunha Jesus, sempre no plural: “recebereis o Espírito Santo, ireis até os confins do mundo e sereis minhas testemunhas”. Francisco diz que a forma plural do envio de Jesus, destaca o “caráter comunitário-eclesial da chamada missionária dos discípulos”. 
    Confirma o que disse seu antecessor, Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi: “evangelizar não é, para quem quer que seja, um ato individual e isolado, mas profundamente eclesial”. O envio de Jesus não foi pra que fizessem, simplesmente, um trabalho individual, mas para desempenharem e viverem uma “missão comunitária, eclesial”. Isso vai até os confins do mundo. 
        Aqui Jesus quer mostrar a extensão de sua catequese: a universalidade ou a sua catolicidade em todos os tempos. Isto significa dizer que não deve existir qualquer realidade humana que seja alheia à atenção dos discípulos de Cristo na sua missão. Seria dificílimo alcançar tudo isto sem se deixar sempre fortalecer e guiar pela força do Espírito Santo. Acredita-se, mesmo, nisso? 
     O Papa Francisco confirma esses ensinamentos, citando uma frase sua de uma Mensagem às Pontifícias Obras Missionárias de 2020: “receber a alegria do Espírito é uma graça; e é a única força que podemos ter para pregar o Evangelho, confessar a fé no Senhor”. Assim, o Espírito é o verdadeiro protagonista da missão: é Ele que dá a palavra certa no momento justo e sob a devida forma. 
        Nunca esqueçamos que foi o Papa Pio XI que, em 1926, instituiu o Dia Mundial das Missões, a ser comemorado todos os anos no penúltimo Domingo do Mês de Outubro, que o tornou conhecido, como o Papa Missionário. Em 2026 completará 100 anos dessa grande iniciativa, marcada pelo lançamento de sua importante Encíclica “Rerum Ecclesiae” com os principais objetivos missionários, programados para o seu pontificado, publicando-a na Festa de Pentecostes, aos 14 de Abril de 1926. A partir de então, todos os papas, que se lhe seguiram, lançaram logo no Pentecostes, a sua Mensagem Missionária, como o fez o Papa Francisco para este dia 23, penúltimo Domingo de Outubro, intitulando-a: “Igreja em estado permanente de missão” sob o Lema: “sereis minhas testemunhas”.
        Lembremos que o Papa Pio XI, 04 anos antes de lançar sua Encíclica Missionária, já a praticava. Daí, estarmos celebrando o seu Centenário, pois na Missa do Pentecostes de 1922, fez um surpreendente gesto que chamou a atenção de todos os que estavam na Basílica de São Pedro: parou no meio do seu sermão, tirou o ‘soli Deo’, transformou-o numa ‘sacola’ e pediu ajuda aos senhores cardeais, bispos, presbíteros e fiéis ali presentes, para as iniciantes Pontifícias Obras Missionárias, que continuam na Igreja até os dias de hoje. 
      Deu-nos o exemplo. Uniu teoria e prática, ensinamento e realidade. Não importa apenas falar. É agir também; praticar. 
       Francisco usa esse “fato centenário” como um dos 03 motivos a celebrar 2022, como Ano Jubilar. Um ano bem festivo, acrescentado dos 200 anos de fundação da Pontifícia Obra de Propagação da Fé pela jovem francesa Pauline Marie Jaricot, cuja beatificação será celebrada neste Ano Jubilar. Também celebramos os 400 anos da Criação da Congregação para a Evangelização dos Povos, em 1622, com o compromisso de manter o mandato missionário nos novos territórios descobertos. 
    A estes 03 motivos históricos, lembrados pelo Papa, acrescentam-se outras motivações vividas, lembradas e festejadas pelas demais Conferencias Episcopais, espalhadas por todo o mundo, como é o nosso caso aqui no Brasil. Recordamos na abertura de nosso Mês Missionário, dentro deste Ano 
     Jubilar: 
             - os 50 anos de nossas Campanhas Missionárias; 
             - 50 anos dos Projetos Igrejas Irmãs; 
        -50 anos da Criação do COMINA, COMIDI, COMIPA, respectivamente, Conselho Missionário Nacional, Diocesano e Paroquial; 
             - 50 anos do CIMI (Conselho Indigenista Missionário); 
             - 50 anos do Documento de Santarém; 
             - 60 anos do CCM (Centro Cultural Missionário) e os 
             - 70 anos da CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil). 
      O Papa Francisco nos faz recordar estes Acontecimentos Internacionais e Nacionais, para que o Ano Jubilar, sugerido por ele, seja lembrado e celebrado em todo o mundo, como uma base de estímulo à continuidade da Missão, deixada por Jesus a que nos propomos realizar e espalhar por toda parte: os sucessores dos 12 apóstolos e os 72 discípulos: sacerdotes e leigos. 
      A mensagem de Francisco para amanhã, o Dia Mundial das Missões, encerra dizendo que “continua a sonhar com uma Igreja toda missionária, e com uma nova estação da ação missionária das Comunidades Cristãs. E repete o desejo de Moisés para o povo de Deus em caminho: quem dera que todo o povo do Senhor profetizasse (Nm. 11,19). Sim, oxalá todos nós sejamos na Igreja o que já somos em virtude do Batismo: profetas, testemunhas, missionários do Senhor! Com a força do Espírito Santo e até aos extremos confins da terra. Maria, Rainha das Missões, rogai por nós”! 
       Toda esta reflexão do Papa é válida também para o Dia Nacional da Juventude, celebrado no último Domingo de Outubro: dia 30. Este ano, como em todas as vezes que há eleições em 2º turno, o DNJ é antecipado em uma semana: será também amanhã, com os mesmos Tema e Lema da Campanha Missionária, respectivamente: ‘a Igreja em estado permanente de missão’ e ‘sereis minhas testemunhas’. 
       Prevendo isso, as pastorais e movimentos juvenis já se mobilizaram em organização de eventos e celebrações em alusão ao DNJ no Mês Missionário. Uma das atividades mais ao agrado dos jovens e até bem esperadas são as Novenas, onde destacam “o testemunho de missionários e missionárias, cristãos leigos e leigas, da vida consagrada, de ministros ordenados, de povos originários, do povo de Deus das Igrejas locais e dos visibilizados que, nos confins do mundo, testemunham o Evangelho de Jesus Cristo, tendo o Espírito Santo como protagonista da missão”. É a mesma linha de reflexão do Papa, que apresenta em qualquer atividade missionária, a força do Espírito Santo e os rogos de Maria.

Mande seu comentário para o e-mail: leunamgomes@hotmail.com

COLUNA PRIMEIRO PLANO

UMA VIAGEM À EUROPA É UMA 
CONSTANTE APRENDIZAGEM- 

       Edicão de 22 de outubro.


Antes de sair de Portugal, é imprescindível uma visita ao Santuário de Fátima. Multidões, em clima de muita fé para lá se encaminham.

Fila imensa para conseguir comprar velas a serem jogadas num forno ou para serem levadas para casa.

Uma longa passarela  serve para muitos que percorrem o trecho, ajoelhados, pagando promessas. 

Uma pessoa que despertou a curiosidade de todos, fazia travessia, deitada, movimentando-se apoiada nos cotovelos. 


Lá estávamos, quando os carrilhões anunciaram meio dia com o toque da tradicional música "A treze de maio, na cova da Iria..."

O local das aparições é sempre cheio de peregrinos, oriundos de várias partes do mundo, pelo que se percebe na variedade de idiomas.

No embarque para Paris, uma multidão faz filas para apresentação de seus passaportes. Somente, pessoalmente, para perceber a importância do aeroporto português.

Depois de instalados no apartamento, previamente, alugado para os dois casais, nosso primeiro compromisso foi visitar a Igreja onde está o corpo intacto de Santa Catarina de Laborê.

O nosso roteiro em Paris, como de todo o nosso itinerário na Europa, foi feito pelo Jornalista e Professor Italo Gurgel que estudou e morou aqui. É também o nosso guia.

Tanto ele quanto a Tereza Neuma, irmã da Mytes, tem várias viagens. Temos ainda o apoio da Marina, filha do casal, também Jornalista. De Fortaleza, faz todos os contatos.

Há lugares, em Paris, que todos visitantes devem conhecer de perto. São verdadeiros símbolos do país.  

Ai estão: a Igreja de Notre Dame, ora sendo recuperada do incêndio, o Arco do Triunfo que inspirou muitos outros pelo mundo afora  e a Torre Eiffel. 




Do alto da famosa Galeria Lafayete, tem-se uma  visão geral de Paris que tem seus edifícios com altura padrão.

Nas proximidades os monumentais Teatro Opera e Academia Nacional de música.

Saímos de Paris para a Itália, começando pela impressionante Florença de que falaremos na próxima semana.

Depois de uma ótima viagem no trem-bala, chegamos em Roma. Realizando um velho desejo.

Ao encerrar a nossa conversa de hoje, registramos, com prazer, os aniversários de duas pessoas muito queridas: Padre José Linhares Ponte e Manoel Valdeci Vasconcelos.

São duas personalidades importantes para os Betanistas: Padre Zelinhares foi aluno e depois Professor, Ecônomo e Reitor do Seminário.

Valdeci foi aluno. Depois de vários anos como autoridade máxima do INSS na zona norte, foi Professor da UVA, Diretor da Rádio Universitária da UVA e Chefe de Gabinete adjunto da Reitoria


Na ausência do titular que está hoje em Roma, a coluna foi diagramada pelo Professor Eliezer Hpito.

sábado, 15 de outubro de 2022

IDÈIAS E NOTICIAS

 


DIA DO PROFESSOR!

EDIÇÃO DE 15 DE OUTUBRO

Neste Sábado, 15 de Outubro, celebramos, no Brasil, o Dia do Professor, decretado pelo Imperador D. Pedro I, aos 15 de Outubro de 1827, em homenagem à grande educadora, Santa Tereza d’Ávila, literata, doutora da Igreja, cuja festa litúrgica se celebra, exatamente, no dia de hoje.

  O decreto imperial dizia, textualmente:“todas as cidades, vilas e lugarejos deveriam ter suas escolas de primeiras letras,descentralizar o ensino, contratar professores competentes e capazes, com salários justos e que dessem um ensinamento de matérias básicas para todos os alunos”. Foi algo inovador e revolucionário, se não tivesse ficado só no papel.

    Somente 120 anos depois, em 1947, tomou-se consciência do decreto e se comemorou, pela 1ª vez, o Dia do Professor. Quatro professores do Ginásio Caetano de Campos da Rua Augusta, 1520, em São Paulo tiveram a ideia de organizar, nesse dia, uma “parada” ou um “feriado” para “evitar a estafa e fazer uma avaliação dos trabalhos para o restante do ano”. Professores e alunos levaram doces e bolos de casa para uma “confraternização” e a ideia ficou lançada para se espalhar por todo o Brasil. E assim se foi repetindo por toda parte, até que em 14 de outubro de 1963 foi oficializada, nacionalmente, como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682 com a seguinte justificativa: “para comemorar, condignamente, o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

   Claro que, historicamente, tudo isso é muito bonito, como eu disse acima: “se não tivesse ficado só no papel”. Em 2013, completamos “Bodas de Ouro” da oficialização do Dia do Professor e o Brasil inteiro – nestes quase 70 anos – tem-se movimentado, por toda parte, com greves, paralisações, escaramuças militares, agressões e desrespeito aos “profissionais da educação” que têm sido impedidos de “educar” e de “serem educados”, pela ação brutal, até de policiais, como, infelizmente, têm sido tratados. Há paralisações intermináveis, com alunos em casa, professores resistindo, usando a técnica do “salve-se quem puder” ou da “melhor defesa é o ataque” e quando voltam ao trabalho têm que seguir um calendário louco, com semestre entrando pelo ano seguinte, um verdadeiro descalabro, sobretudo nos cursos universitários. E não me venham “culpar a pandemia”, por ser muito recente e, apesar dela, ministros e outros condutores da Educação, pouco fizeram.

   Houve paralisações – antes, durante e depois da pandemia - cheias de debates, medição de forças entre Sindicato, Governo, PM, partidos de esquerda e de conservadores, querendo aparecer, gente em cima do muro, confusão pra todo lado, ideologização acima de tudo, e os alunos nesse “fogo cruzado”, afastados da escola, sem aprenderem o que é bom para o seu futuro e esperando a decisão dos chefes que os estão tornando ‘massa de manobra’.

    A palavra “aluno”, etimologicamente, significa “sem luz”. Será que nós estamos dando alguma “luz” a eles, no sentido de “esclarecimento” ou de “orientação” para suas vidas? O posicionamento do Governo, usando a sua força policial, ou dos legisladores, fechando as portas da casa do povo, com cassetetes e barricadas, ou mesmo o “sangramento” de alguns professores estão ajudando à nossa juventude a um discernimento de sua própria vocação? Será que vale a pena ser político assim? E ser professor sem voz, sem vez, sem estímulo, sem dignidade e sem salário? Como pode um “sem luz”, isto é, um aluno tornar-se “iluminado”, consciente e colaborar com a sociedade futura se o seu presente é tão obscuro? Como esperar que uma aula virtual surta o mesmo efeito de uma aula presencial?Como trocar a convivência escolar pela Homeschooling individualista, doméstica com a maioria dos pais, despreparada para acompanhar o estudo dos filhos?

Tais perguntas me vêm à mente nessa reflexão que faço agora pela passagem do dia do Professor, ao homenageá-lo nessa sua data. Agradeço aos meus heróis do Seminário de Sobral: além de Dom José Tupinambá, aos Padres: Osvaldo Chaves, Francisco Austregésilo, José Gerardo Ferreira Gomes, Marconi Montezuma, Moésia Nogueira, Sabino Loyola, Francisco Sadoc, Albani e Zé Linhares pelo muito que me deram na consecução dos meus ideais.E aos meus mestres do Seminário de Olinda: Padres Marcelo Carvalheira e Marcelo Santos, Arnaldo Cabral, Zildo e Zeferino Rocha, Almery Bezerra, Luís Sena, Nilton Sucupira, Ariano Suassuna e Vamireh Chacon entre outros, que muito contribuíram na minha formação.

    Muitos ex-alunos - dessa valorosa equipe de sacerdotes e professores, nos Seminários de Sobral e Olinda - escrevemos em 2015, nossas reminiscências, num livro intitulado “AD VITAM” para comemorarmos os 100 anos de fundação da Diocese de Sobral e os 90 anos do seu Seminário São José, na Betânia. Ficamos muito felizes por essa prestação de serviço aos nossos demais colegas e irmãos ao lembrar nossas histórias. Aqueles que são “betanistas” como nós, certamente se viram em nossas narrativas, aumentaram sua saudade, lacrimejaram em algumas delas, se viram retratados, em algumas ocasiões, chegando mesmo a sentir vontade de ter sido convidado a participar. Quem sabe, na reedição “AD LABOREM”, pronta para ser lançada, entre 11 e 13 de Novembro, num reencontro de “betanistas”, com os mesmos autores e outros que foram acrescentados, a nossa alegria se repita.

  O Encontro de Betanistas se dará no Hotel Amuarama, situado à Av. Dep. Osvaldo Studart, 888 – Bairro de Fátima, defronte à Rodoviária Centralde Fortaleza, entre os dias 11 e 13 de Novembro. Esperamos sentir-nos em casa, já que o proprietário é betanista como nós e tudo fará para nos sentirmos bem. Ocuparemos o Centro de Convenções do Hotel para nossos encontros maiores, lançamento de livros, palestras, debates e alimentaremos o corpo e as saudades uns dos outros, porque “saudade não se mata. Aumenta-se”.

    Vamos ter tempo também, para uma Oração em comum, como antigamente, celebrações e até, algum canto em latim, para a saudade ser maior. Nosso encontro será tão inesquecível, que a gente já sai dele, pensando no próximo. Como professores que, quase todos o fomos, acrescentamo-nos aos nossos professores, lembrados acima, na certeza se que, o bem que eles nos fizeram, nós nos esforçamos para dar continuidade com nossos alunosA maioria dos nossos Professores já se foi. Quase todos nós estamos aposentados e nos sentimos felizes, recordando nossos antigos Mestres. Mais contentes ainda por lhes termos trilhado os caminhos e continuado a missão deles. Lamentamos pelos passos em falso, dados em nossa história,acima lembrados, mas agradecemos a Santa Tereza d’Ávila por ter inspirado o nosso imperador pela instituição do Dia do Professor, baseado na professora, doutora, educadora e literata que ela foi, celebrada neste dia 15.É mais um motivo para que todos estejamos de parabéns,por mais este Dia do Professor.

COLUNA PRIMEIRO PLANO

LISBOA É UMA AULA DE HISTÓRIA.

 Edição de 15 de outubro 



Quando esta coluna estiver sendo lida, nos estamos em Lisboa, Portugal, cumprindo um excelente roteiro. Um misto de lazer e cultura.

Lisboa é uma aula de História. Em cada rua, em cada bairro,  nós reencontramos com temas estudados em sala de aula. 

Logo no aeroporto, nos damos conta que estamos entrando no primeiro mundo. Um tráfego imenso de aviões trazendo gente do mundo todo.

São filas e mais filas, no setor de migração, com pessoas à espera de um carimbo no passaporte, autorizando a entrada no país. 

Somos quatro: Italo Gurgel e Tereza Neuma, Myrtes e eu. Para celebrar nossa chegada, fomos jantar num tradicional  restaurante famoso pelo cardápio e pelos seus cantores de Fado.


Nosso café da manhã de hoje foi no famoso Pastéis de Belém. Filas longas de consumidores. Mas vale a pena. Tudo de muito bom gosto. E o pastel é sem igual.

Filas e mais filas em todos os lugares famosos de Lisboa. Pode-se perceber, ao vivo, a importância do turismo, fonte geradora de renda para o país. 

Fizemos um passeio à belíssima cidade de Sintra. Viagem de trem  ótima. Uma cidade fundada em 1.154. Prédios, ruas, castelos e monumentos históricos encantadores.

Na volta, início da noite, fomos à livraria mais antiga do mundo. Só o prédio já  é uma grande atração. 

Logo após sair da Livraria fui procurar um barbeador. E a grande surpresa. Na porta de outra grande livraria, estava o famoso escritor MIA COUTO.

Na dúvida, consultei o Google. Era ele mesmo. Com muita alegria, fomos cumprimentá-lo e fizemos uma foto para comprovar.



Ali bem perto, numa calçada, a famosa estátua do grande poeta português Fernando Pessoa, com uma cadeira ao lado para fotos. 

Como se percebe, são muitos momentos surpreendentes. Amanhã, iremos a Fátima, a tradicional cidade de romarias.

Daqui seguiremos para França e Itália, dois países cheios de riquezas históricas e culturais. 
Este é um passeio recomendável a todos.

Coluna organizada e publicada por Eliezer Hpito, com textos e fotos enviados por Leunam Gomes direto de Lisboa.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

IDEIAS & NOTICIAS

 

DEUS SE FAZ ENTRE NÓS!

EUDES DE SOUSA  (*)

A raiz de todas as crises, fé cristã, antropológicas, políticas, sociais, culturais, geopolíticas, é o esquecimento da primazia de Deus. Deus se faz entre nós. Ele está aqui! “O Senhor deu-me como recompensa uma língua E dela me servirei para Louvá-lo” (Eclesiástico 51, 20).

Não entenda mal, é hora de dizer, pelo visto, o problema dos aventureiros que andam em busca de Deus, através dos tempos ou espaços, e não por dentro de si mesmos, é que se modifica, não Deus. E a chamada era espacial  deu uma outra noção aos que se entregam a esse tipo de aventura.

Desde quando foi dito “glória a Deus nas alturas” que muitos entes deram de fixar Deus aí. Mas onde é que se encontram as alturas? Os astronautas pensavam que sabiam. E ninguém deve estar esquecido daquela frase tristemente famosa, dita por Yuri Gagarin, o astronauta russo, quando lhe perguntaram se tinha visto Deus, lá em cima:-“Não O vi; Deus não existe”.    

Já Gordon  Cooper, outro astronauta, respondendo à mesma pregunta, disse: “para ver Deus não precisa subir às alturas e, se subo, levo-o dentro de mim”. Compare-se a diferença de altura, entre os dois, e note-se como subir fisicamente pode resultar numa descida espiritual.

Se Gagarin não viu Deus, no espaço, estejamos certos de que Deus viu Gagarin e este não teve com percebê-lo. Até porque a questão não é sair o homem, aleatoriamente à procura de Deus. A questão não é vir a sua procura, ou à procura de Deus, mas o homem saber preparar-se para deixar Deus vir à sua procura, ou despertar em seu coração. O homem já é um ser achado, embora nem sempre saiba disso, ignorando assim que, enquanto não se dispuser ir ao encontro de si mesmo, estará, fatalmente, em desencontro com o Criador.

Não há por que  de não se perceber que em Deus se faz entre nós, cuja essência repousa Cristo, do qual,  fala Paulo, somos como membros do mesmo corpo, do qual Cristo faz parte, sem ter nenhuma pretensão de ser destaque, pois que ele, como parte, é aquele que disse: “tive fome e não me deste de comer”, ou seja, ele não é a parte que virá, que voltará, mas que, permanentemente, está entre nós.

Simplesmente, porque Cristo não foi embora, apesar de haver ressuscitado, senão de um Cristo que está em nós como semelhante. O arrebatamento é uma criação elitista dos que desconhecem Cristo, muito pela contrário de vir para os eleitos, veio desde o princípio para as ovelhas desgarradas. Essas sim, serão arrebatadas, conforme, ele arrebatou os que com ele foram crucificados.

O que dói é saber que muitos filhos desta terra brasileira não estão preparados para intuir, ao menos, fragmentariamente, o verdadeiro Cristianismo.  O declínio do cristianismo na presença real de Cristo, está no centro das  crises da fé, políticas, sociais e culturais. Não colocam Deus no centro de suas vidas.  Aderindo apenas, à dialética do filósofo Jean-Paul Sartre, o sentido de que, “o inferno é o outro”. Assim, se sentindo superior. Isto é um trágico erro.

Aderem a uma rede de filiação política, de competição, a partir de uma economia autossuficiente. Condenam-se a entrar na selva pelada da política liberal, onde os interesses individuais se chocam sem outra lei que não seja a do lucro a todo custo.

Isso é um muro de divisão! Trata-se de uma grave doença espiritual. Muitos precisam tirar as armadilhas das manipulações políticas discriminatórias, homofóbicas, aversões irreprimíveis, repugnâncias, preconceitos. Infelizmente, muitos cristão continuam a reproduzir ataques de ódio e misoginia.

É fundamental saber que muitos cristãos, precisam  tomar um bom banho de humildade, recordando-nos de que todos somos frágeis por dentro e necessitados de cura, todos somos irmãos. Lembremos disto: a fé cristã sempre nos pede para amar o próximo, sem distinção.














sábado, 8 de outubro de 2022

IDEIAS & NOTÍCIAS

 

A  INCORRIGÍVEL POLÍTICA NO BRASIL

EUDES DE SOUSA (*)

O Brasil sempre explodiu nas manchetes, de meio mundo, como detentor de uma das maiores desigualdades sociais. A incorrigível política brasileira, ainda  carrega uma perversidade intrínseca na sua herança escravista, que torna nossa classe política enferma de descaso e de desigualdade.

Para questionar este problema político no Brasil, não precisamos invocar inúmeros fundamentos dos processos adotados. Basta lembrar o que aconteceu e o que está acontecendo nas rotinas das crises sociais. Citemos as tentativas indesejáveis do governo na política brasileira.

Portanto, para entender este tabuleiro das crises sociais no Brasil, precisamos apenas invocar o mito da Nova República.  O Brasil, saindo da herança do regime militar para a democracia, com a restauração das liberdades políticas, institui  a liberdade de imprensa, de expressão e do pensamento. Mas deixa as armadilhas antidemocráticas  evidenciadas pela concentração de renda, a que se refere a esquerda.

Vamos lembrar uma reportagem, ao falar sobre um pobre menino internado com leucemia no Hospital Sara Kubitscheck. Quando o então presidente da República José Sarney, no final do seu governo, visitou a criança no seu pequeno leito de enferma terminal, assumindo ares de sua pobreza, o menino lhe pediu que comprasse para o seu velho pai uma carroça e um burro.

 A recente crise de hoje se traduz numa enxurrada de lastimáveis maus exemplos, com alguns repiques temperados do negativismo. São mais de vinte milhões de brasileiros pedindo carroças e burros, miseravelmente para não morrerem de fome. E o pior, é acreditar que as empresas públicas sejam do público. Só seriam se o público tivesse alguma voz nas instituições públicas por meio do Estado Democrático.

Veja outra  realidade, como acontece com o povo brasileiro: as queimadas na Amazônia, o Estado partiu para um ataque aos índios.  Aqueles que foi o povo mais massacrado e esmagado no Brasil, tendo sido reduzido a uma ínfima parte do que era antes da colonização, por meio de armas com as quais não tinham e não tem a mínima chance de competir.

Agora, seria a grande ameaça para a soberania nacional. Ora, o governo deve estar abusando dos remédios, não se dão conta de que os índios são a comunidade com a menor participação no poder político do país e estão armados de facões contra o latifúndio do capitalismo.

O motivo é óbvio, os índios e os trabalhadores rurais, são obstáculos humanos no meio do caminho dos capitalistas ávidos dos lucros exorbitantes que a Amazônia pode proporcionar. Para atingir seus objetivos, não se importam em promover um massacre de grande proporção contra os índios e os camponeses pobres que moram na região amazônica. E o pior, pela política, impulsionada pelo governo, que muitas vezes, alguns mercenários do judiciário atribuem os conflitos aos camponeses, índios e todo o povo pobre.

Mas como o povo tem a sua evolução. O povo brasileiro está cansado de elitismo. Este cansaço se manifesta, em um operário, num índio, num militar ou num sacerdote. Todos eles querem uma democracia, para chegar uma sociedade mais justa.














sexta-feira, 7 de outubro de 2022

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

UNIVERSIDADES PÚBLICAS EM DIFICULDADE  PARA PAGAR CONTAS BÁSICAS   PARA                         O FUNCIONAMENTO                                               Edição de 08 de outubro de 22

Do mesmo jeito que um jovem sonha com um tênis novo, uma roupa de marca famosa, pode  querer também uma arma. Mesmo sem consciência do preço ou do perigo.

É a moda, lançada por alguém que aparece na TV, que desperta o desejo. A proliferação de armas é decorrência da propaganda. “Povo armado é respeitado”

Então o resultado se viu em Sobral, nesta semana, numa escola. Em outros lugares já aconteceram casos semelhantes. Exatamente no município que mais avança na educação.

 Se, no lugar do estimulo às armas, tivéssemos estímulos à leitura, os resultados seriam bem diferentes. Mas para muitas pessoas de poder, livros não interessam.

 Não existe, no Congresso Nacional, a bancada da leitura ou dos livros. Há, Destacadamente, uma que se destaca muito que é chamada de BBB: da bala, do boi e da bíblia.

 Dia 11, próxima terça feira, será o aniversário do Mons. Assis Rocha, grande colaborador deste blog com o seu Comentário da Semana. Artigos sempre lidos e elogiados pelo conteúdo e pela forma.

 São textos de alta profundidade teológica, escritos numa linguagem similar aos Evangelhos. É a comunicação no seu sentido literal de tornar comum, acessível a todos o seu conteúdo.

 No livro do Padre Valdery da Rocha, seu parente e grande amigo, há uma citação do Bispo Dom Austregésilo de Mesquita, de Afogados da Ingazeira: “O Pe. Assis é o melhor padre da minha diocese”.

 Sem saber desta afirmação do Bispo, eu já costumava dizer que o Assis era o melhor padre que eu conhecia. E continuo com a mesma ideia. Somos amigos desde a adolescência. Mais de 60 anos.

 Estudamos juntos nos Seminários de Sobral, Olinda e Camaragibe. Trabalhamos juntos, na UVA, quando retornou ao Ceará, depois de 35 anos em Pernambuco.  

 No Seminário Regional do Nordeste, lideramos a organização de um grupo e a primeira gravação de um disco de Evangelho em Ritmo Brasileiro, em 1965. Mais de 10 mil cópias.

 Recolhido à sua cidade natal, Bela Cruz, aposentado das atividades paroquiais, continua presente onde é chamado a levar a sua palavra convincente e atualizada, na pregação do Evangelho. Parabéns, amigo!

Dia 15 será o Dia do Professor. Em cada sala, certamente, muitas conquistas pela grande dedicação dos Professores. Mas o reconhecimento oficial continua insignificante.

 As Universidades, nesta semana, receberam um duro golpe. Os recursos foram cortados em percentual altíssimo. Nada a comemorar no Dia do Professor.

 A soma do corte no orçamento das universidades federais, em junho deste ano, e o atual contingenciamento das verbas, anunciado no final da semana passada, levam as instituições públicas para uma situação de "colapso".

 Esta é uma informação do UOL, de ontem. A declaração foi feita nesta quinta-feira (6) pelo presidente da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), Ricardo Fonseca.

 Segundo ele, que também é reitor da UFPR -Universidade Federal do Paraná, há instituições que não terão dinheiro para pagar contas básicas como água e luz, em outubro e novembro.

 É uma verdadeira volta ao passado, tal como a fome que estava extinta no país. No passado, os Reitores viviam em Brasília, quase mendigando dinheiro para as contas de água  e luz.

Surge uma escritora na família. A cunhada Aparecida Marques comunicando hoje cedo que sua neta Ana Júlia dos Santos Gomes, é a mais nova escritora da família. Tem 10 anos.

É filha de Kelly e Leildo Filho. Estuda no Colégio Adventista de Fortaleza. Nasceu em Guaraciaba do Norte e há pouco mais de um ano a família transferiu-se para a capital.

O jornal O POVO desta sexta feira publica uma matéria em que mostra a queda do analfabetismo no Nordeste, de 2003 até os dias atuais. Os números mostram uma sensível queda dos índices.

 No Ceará, o Analfabetismo de pessoas acima de 15 anos: 2022: 12,7%; 2008: 19,06% e  2003: 22,75%. São informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo IBGE.




O COMENTÁRIO DA SEMANA


DIA DE N. S. APARECIDA E DIA DA CRIANÇA - SERÁ, SIMPLESMENTE, UMA COINCIDÊNCIA?

Celebraremos nesta 4ª feira, 12/10, com muita alegria, a Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, com sua bela história que recordamos com muito carinho. Em Outubro de 1717, três pescadores: Filipe Pedroso, Domingos Garcia e João Alves, depois de muito lançarem suas redes para pescar nas águas do Rio Paraíba, sem encontrar peixe algum, colheram uma estatueta de argila, de 0,40cm, da Imagem de Nossa Senhora da Conceição, sem a cabeça, pesando menos de 03 kg, no lugar denominado Porto do Itaguassu. Ficaram surpresos e admirados com a estranha pesca e, mais ainda se admiraram e se surpreenderam quando, ao relançarem a rede, encontraram a “cabecinha” que estava faltando, seguindo-se uma abundante e surpreendente pescaria, como a do Evangelho: “que as redes se rompiam”.

            Filipe Pedroso levou-a para sua casa, conservando-a consigo por cerca de 15 anos, quando a entregou a seu filho, Atanásio Pedroso, que construiu um pequeno oratório para a “aparecida imagem”, a que foram chamando de Nossa Senhora, a “Aparecida”. Daí o nome: Nossa Senhora Aparecida. Durante mais 11 anos ficou nessa casa e oratório, com a presença de curiosos, devotos e romeiros que não paravam de visitá-la e já, de alcançar graças. Entre os curiosos, alguns estudiosos, pesquisadores e esteticistas descobriram na “imagenzinha”, o estilo seiscentista, característico do século 17.

            Com o aumento sempre crescente de devotos, a estrutura dos Pedrosos já era pequena para acolher tanta gente. Foi quando o Padre de Guaratinguetá construiu uma Capela maior no Morro dos Coqueiros e aos 26.07.1745 abriu-a ao público de uma maneira mais oficiosa, sem aquela dependência da família. A coisa foi melhorando, a propaganda crescendo e a população afluindo para lá, a tal ponto que, os Padres Redentoristas, afeitos à Missão, construíram a 1ª Basílica, a chamada “Basílica Velha”, inaugurada em 1894, quando o Papa Pio XI a declarou Rainha do Brasil, tornando-se mais tarde, em 1929, a 1ª Padroeira Oficial do Brasil, segundo o Papa, “para promover o bem espiritual dos fiéis e aumentar cada vez mais a devoção à Imaculada Mãe de Deus”.

            Tem evoluído bastante, tanto materialmente, quanto espiritualmente, ao receber, por ex., do Papa Paulo VI, a condecoração “Rosa de Ouro”, aos 05 de março de 1967 e a “Dedicação da Nova Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida” por João Paulo II, aos 04 de Julho de 1980, além da recente visita, em Julho de 2013, do Papa Francisco, com a promessa de voltar nos 300 anos da Aparição dela em 1717. Em Outubro de 2017 faria os 300 anos e o Papa se faria presente se não tivessem acontecido problemas de ordem política e social no Brasil que fizeram o Santo Padre desistir de comemorar conosco. Por certo, nos lembramos do caos, advindo do ‘golpe’.        

A título de informação e para aguçar a curiosidade dos nossos leitores, a Basílica mede 173m de comprimento por 168 de largura. Sua Torre, com 18 andares, tem 100 metros de altura. A cúpula central tem 70 metros de altura com 78 metros de diâmetro. As naves ou corredores laterais medem 40 metros de altura. A área construída é de 23.000 metros quadrados. A área coberta é de 18.000. Foram utilizados 25 milhões de tijolos para a construção do templo, que acolhe na sua parte interna, 45.000 pessoas. A área de estacionamento tem 272.000 metros quadrados. É algo, realmente, grandioso, como a Mãe de Deus bem o merece.

            O Santuário de Aparecida recebe cerca de 700.000 peregrinos por mês e mais de 07 milhões de romeiros por ano. Lá também acontece a Assembleia Anual da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em torno de 400 bispos, além de assessores e peritos, técnicos e servidores do Conclave.

            Já se vão 305 anos da “Aparição” de Nossa Senhora no Brasil, que se tornou a Padroeira de todos os Brasileiros com o nome de Nossa Senhora Aparecida. Mas gostaríamos de aprofundar mais esta reflexão, unindo-a a outra motivação.

Mais recentemente, começamos a festejar nessa mesma data, o Dia da Criança. Apesar de fazer muito menos tempo de sua invenção (decreto 4867 de 05.11.1924, do Presidente Arthur Bernardes), já ocupa muito mais espaço na “mídia” do que a Padroeira do Brasil. Pela mesma época do Decreto Brasileiro, fora proclamado o “Dia Internacional da Criança” na Conferência Mundial de Bem-estar da Criança em Genebra, mas só se oficializou no Brasil, de 1960 para cá, por motivação econômica e para aumentar vendas, por interesses das fábricas de brinquedos “Estrela” e de produtos “Johnson & Johnson” com finalidade lucrativa. Não se pode negar que é sucesso até hoje, embora seja à custa da espontaneidade, inocência e simplicidade da Criança, já ressaltadas por Jesus, chamando-a a Si: “deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas” (Lc. 18, 16).

            Será que comemorando o Dia da Criança como estamos fazendo, está conforme o desejo de Jesus? Será que o Tráfico de Crianças e Adolescentes – para o trabalho forçado, para a exploração sexual, para a extração de órgãos, para a prostituição, interna ou externamente – não nos deve incomodar? Perguntávamos no nosso Comentário da Semana passada: ‘será que um cristão pode ficar parado, calado diante dessa balbúrdia toda, sem se posicionar’?

            Porque, em vez de celebrarmos o Dia da Criança no dia 12 de Outubro para explorar a sua inocência, para lucrar à custa de sua simplicidade e ganhar, mais facilmente, se aproveitando de sua espontaneidade, não se celebra por causa da Mãe Maria, a Aparecida, ou por causa da chegada de Cristóvão Colombo, às Américas, no final do século XV, e que, por isso mesmo se chamava de “Continente Criança”?

            O fato é que, apesar de interesses outros, diferentes desses mais positivos que acabamos de apresentar, a estratégia deu certo. No início se chamava de “Semana do Bebê Robusto” que passou a ser chamada de “Semana da Criança”, como se comemora até hoje.

            Mãe Aparecida! Será, simplesmente, uma coincidência, essas duas celebrações num mesmo dia? Vamos uni-las numa grande festa e tirar dessa união, um proveito bem maior e melhor. Como a Senhora cuidou tanto do “Menino Jesus” dê uma olhadinha especial pelas nossas Crianças, seus filhos tão inocentes, para que continuem bem-vindos e prediletos do Coração de seu Divino Filho.








 

COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...