sábado, 3 de dezembro de 2022

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

“Muitas vezes, marejavam-se de lágrimas nossos olhos, vendo adultos chorarem de alegria porque tinham aprendido a ler e a escrever”.                                     Edição de 03 de dezembro

Na noite deste dia 30,  o Dentista, Escritor e Oficial da Policia Militar Dr. Nonato Soares de Castro tornou-se Membro Honorário da Academia Metropolitana de Letras, de Fortaleza.

A solenidade aconteceu na Academia Cearense de Letras que funciona no Palácio da Luz, antiga sede do Governo do Ceará, na Praça do Leões.              

                          Os homenageados da Academia Metropolitana de Letras. Dr. Nonato Soares de Castro, último à esquerda,                                              lançou, recentemente, os livros: OS COR-DE-ROSADA MUXIMA e SELETA DE UM BERNARDO.


No evento da Academia, tive o prazer de reencontrar o grande poeta Dideus Sales que representando o Secretário de Cultura, Fabiano Piúba, recebeu o Certificado.

“Água mole em pedra dura...” é um ditado antigo para realçar a importância da insistência. É o que eu vou tentar fazer sobre Alfabetização de Adultos. Teimar.

Só mesmo quem já trabalhou com alfabetização de adultos é capaz de perceber a emoção que lhe causa o fato de aprender a ler e escrever. Um novo mundo  se abre.

Meu amigo João Ribeiro Paiva, que cuidava da Alfabetização de Adultos, na Pró-Reitoria de Extensão da UVA, assim escreveu em seu artigo para o livro AD LABOREM:

“Muitas vezes, marejavam-se de lágrimas nossos olhos, vendo adultos chorarem de alegria porque tinham aprendido a ler e a escrever”.  Apenas ao lê-la, esta frase me emociona.

É uma verdadeira libertação. A partir dali, o adulto descobre o quanto é capaz de fazer muitas outras coisas. O fato de não saber ler e escrever, por si só, já exclui o adulto. E ele se inibe.

Às vezes, pode ser um grande cantor que não se exibe pela timidez de poder cometer algum erro na interpretação de uma canção.  A leitura o liberta e dar mais entusiasmo.

O adulto aprende a fazer uma carta para declarar o seu amor a alguém. Não precisará mais que alguém diga, por ele, os seus sentimentos.

Minha esperança, em relação a este assunto, está nas mãos do Veveu Arruda com quem trabalhei na UVA. Ele está na equipe de transição do Governo Lula, justamente, na Educação.

Antes também já havia trabalhado com sua esposa Izolda Cela que fora Coordenadora do Programa Alfabetização Solidária na Pró-Reitoria de Extensão, logo que assumi.

Então, plagiando o Padre Antônio Tomaz: “As esperanças vão conosco à frente”, apesar de muitos desencantos. Meu primeiro trabalho, em 1967, foi Alfabetização de Adultos, pelo Rádio.

Era no MEB – Movimento de Educação de Base. Um trabalho encantador para nós, mas perseguido pela ditadura. Por isto foi meu primeiro emprego e primeiro desemprego, em 1971.

O tema do “Reencontro Literário-Político” do Terraço da Praia, à rua dos Tabajaras. 471, na Praia de Iracema será: COMO RESGATAR ESTE EVENTO SEM O TARCISIO. Dia 16, a partir das 11h.

É um esforço para fazer ressurgir a Sociedade dos Poetas, tão estimulada por Tarcísio Leitão. Haverá entrega de Certificados aos que lutam pela Anistia e lançamento de Dossiês.

Em Ipaporanga, neste sábado, dia 3, acontecerá a Colação de Grau da Turma de  Pedagogia, iniciada em julho de 2018, sob a coordenação do Professor Gleilson Mendes.

Era uma turma pequena, mas que demonstrava muito interesse. Coube a mim conduzir o grupo na primeira disciplina: Filosofia da Educação.

Pelas marcas que ficaram, convidaram-me para ser o Paraninfo. Fiquei feliz com o convite, embora não possa comparecer devido compromisso, anteriormente, assumido.





CONTATOS: E MAIL: leunamgomes@hotmail.com

















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