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A odisseia de um novo
milênio recomeça. Etapa que pressupõe mudanças em todas as áreas do
conhecimento humano. Nunca o homem esteve tão próximo de determinantes
conquistas e tão distante da compreensão de sua essência.
O século que acabou
trouxe avanços inimagináveis e entramos no novo milênio sob a vertente da
modernização. Um mundo transformado numa aldeia, dizia Mac Luhan. A
globalização dando uma ilusória sensação de uma intimidade indiferente, que faz
olhar a violência, a guerra, a fome, a miséria humana, principalmente, o crime
e o preconceito contra a mulher.
Falar sobre o Dia da Mulher não é difícil. O poeta Rilke
vê a mulher da seguinte forma: “Nunca me canso de exaltar a mulher. É ela
guardiã e mediadora como os anjos. É intelectual como Minerva, é guerreira como
Diana. São como anjo. Intermediárias entre Deus e o mundo, espíritos etéreos
que, contudo, não perdem a sensualidade.”
Mulheres desafios de
sempre.
É evidente, contudo, que
o mundo necessita ser totalmente transformado para que homens e mulheres possam
criar, desejar, construir e desfrutar sua total participação na sociedade, nos
planos mais elevados da criatividade e da liderança em todas as áreas, desde a
política até a religião, as artes e os negócios; a integração dos valores e do
modo de pensar feminino, nas instituições,. Uma nova ordem do mundo, genuína,
pela qual os traços positivos da mulher e dos homens unam-se em parceria e
estejam refletidos na reformulação das estruturas sociais.
O dia 8 de março, de
fato, é celebrado como o Dia Internacional da Mulher, tenho especial apreço pela data. Hoje, começo
lembrando, os apuros da interiorana: àquela que labuta de sol a
sol sem desfalecimento, sem conforto da cidade, sem energia elétrica e sem água
encanada, analfabeta, mãe de muitos
filhos, apoiando-os em todas as vicissitudes que a vida nos impõe .
No século XIV a. C, a
beleza de Nefertiti, que se tornou Rainha do Egito, era disputada pelos
poderosos da época, na Grécia, Helena foi causadora de guerra entre Tróia e os
gregos; em Roma. Cleópatra foi o grande amor de César e a união de dois povos.
Dizem, que os mais belos livros da Bíblia são os livros de Rute e de Esther.
Ao nosso redor, há um sem-número
dessas personagens, tão grandes como as maiores da História, basta
contemplá-las.
São heroínas as mães
famintas, que, mesmo à beira da morte, não abandonam seus filhos e tentam,
desesperadamente, valendo-se de seus seios, que já não têm leite e de seus
corpos que já não têm força. São heroínas as mulheres que trabalham e estudam
para superar os seus limites, tornando-se vencedoras e nas mais variadas
profissões, em um mundo comandado por homens.
Como se sabe, o caminhar
da história tem mostrado a dificuldade de se viver encerrado em referenciais
estreitos e limitados. Aí atuam as
professoras, daí seu encanto radical. Educadoras são quem visita o território
maravilhoso do espírito humano, em busca do encontro de corações e mentes, no
desafio da alteridade e da transformação, construção mútua e singular, que ao
ser humano é dado viver, inserido numa realidade que se faz política, sonhos e interesses.
Não posso de deixar de nominar as professoras Sandra Mota, Marly Lopes,
Liana Liberato, Elionar Siridó..
Estas mulheres educadoras, que pensam o futuro como possibilidade e a educação
como destino.
O cotidiano está cheio de
mulheres heroínas, como a funcionária pública Claudenice de Brito, que busca a sintonia e luta com a
capacidade de reagir positivamente e de forma madura a ação social
e política e da sociedade..
É preciso ressignificar,
mesmo, a sociedade, quando o preconceito perde o caráter instrumental para
transformar-se em fim, forte o suficiente para estruturar a ordem mundial,
contra todo avanço da mulher, contra todas as conquistas espirituais e
culturais que sabidamente são vividas.
Enfim, o Dia da Mulher,
tempo de refletir e de cautela. Que ano 2023, como possibilidade de muitos bons
exemplos espalhados pelo mundo a servir de inspiração! No Brasil, temos tanto
a fazer? De fato, o muito a fazer, para
as mulheres, quando se vê as mulheres sendo mortas, por mentalidades machistas.
É, pois, urgente reconhecer o valor da mulher. Precisamos ser todos, se
quisermos pensar, o futuro de Boas Novas da humanidade.
Parabéns, para todas as mulheres
massapeenses, cearenses e brasileiras, para toda a humanidade. Feliz o maravilhoso Dia Internacional da
Mulher!
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