sábado, 28 de outubro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

A AVALIAÇÃO DE PROFESSORES TEM REVELADO     ÓTIMAS EXPERIÊNCIAS PEDAGÓGICAS.

Edição de 28.10.23

Iniciativas louváveis: A F5 – Faculdade de Direito de Sobral promoveu um debate sobre PROFESSORES EXTRAORDINÁRIOS, no F5  CAST, via youtube.

 Ali estavam os Professores Esp. Natanael Alves, Profª. Dra. Vânia Pontes com a mediação da Profª Dra. Juliana Linhares. Que opinaram sobre seus Professores.

 Era uma forma de marcar o Dia dos Professores. Relataram as mais significativas experiências com seus “Professores Extraordinários”.

 Tive o privilégio de ser destacado pela Professora Vânia Pontes que relatou a sua experiência como minha aluna no Curso de Letras da UVA.

 Chamou-lhe atenção a estratégia como inseríamos, de forma permanente, os alunos no processo de aprendizagem. Apresentou meu livro PROFESSOR COM PRAZER que ela adota em suas aulas, com ótimos resultados.

Na UVA, também é mantido o costume de avaliar os Professores. No curso de Letras, a Professora Guida Pontes, ao centro, minha ex-aluna, foi destaque entre os melhores Professores.

 Fico feliz porque a grande maioria dos meus ex-alunos tem-se destacado como ótimos docentes porque se entusiasmaram com a função e adotam metodologia que prioriza a participação dos alunos.

 Como Secretário de Educação, sempre adotei a prática da avaliação dos Professores pelos alunos. Os alunos levavam a sério e os resultados promoviam mudanças positivas.

 O sucesso que os meus ex-alunos fazem  é a grande compensação pela forma que adotamos para conduzir a sala de aula.

 Quem acompanha ações de deputados e senadores pode perceber que, na atual legislatura, houve uma queda sensível  do nível intelectual  dos nossos representantes.

 Muitos fazem questão de demonstrar que foram eleitos por suas patentes: Soldado, Cabo, Sargento, Capitão, Delegado. A ideia que se tem é que não se prepararam.

 Muitos demonstram rejeição à competência do Ministro Flávio Dino que tem sempre respostas inteligentes e com profundidade para todas as perguntas.

 Precisamos ter mais cuidado com a escolha dos nossos representantes. Se eles estão na Câmara ou no Senado é porque, de alguma forma, foram escolhidos.

 Na política, ontem aconteceu reunião do PDT, no Rio de Janeiro para debate da situação no Ceará. O mais lamentável foi a discussão entre os irmãos Cid e Ciro, em lados opostos.

 Pelos estilos pessoais, a tendência é que Cid, mesmo saindo do partido, sairá vencedor. O irmão tem-se desgastado muito nos últimos tempos. A sua capacidade não rima com o jeito de agir.

Em São Luís, uma ex-aluna nos Cursos promovidos pela Cerimonial Assessoria, lançou um livro  sobre o artista Aldo Leite e sua importância no Teatro Maranhense.

 Deuzenir Szekeresh lançou o seu livro no Teatro Arthur Azevedo e no Espaço Casa do Escritor Maranhense. Presentes dois bons amigos de São Luís: Elias Azulay, jornalista e Professor e o Radialista José Salim.

 Na quinta feira estivemos reunidos para celebrar os 30 anos das sobrinhas gêmeas Laíza e Larissa. Filhas de Aparecida e Leildo Gomes.

 E neste sábado, celebramos o aniversário do Leildo, que já nos deixou, mas a sua presença se faz entre nós por seus quatro maravilhosos filhos: Rafael, Leildo Filhos e as aniversariantes Laíza e Larissa. 

                              
         

Em Guaraciaba do Norte, neste final de semana, o aniversário é da Letícia, filha de Edna e Kleber Gomes Lima. Daí a razão da ausência da Nazi no aniversário das sobrinhas, uma delas, a Larissa, é afilhada. Ficou para o aniversário da neta.


A tese de doutorado do Professor Historiador Airton de Farias acabou de ser lançada como livro digital (GRATUITO) pelo INESP, órgão da Assembleia Legislativa do Ceará, liderado pelo dinâmico João Milton.

 PAVILHÃO SETE versa sobre o cotidiano da vida de presos políticos durante a ditadura civil-militar de 64/85. O link para baixar o livro:

https://www.al.ce.gov.br/publicacoes-inesp/todas-as-publicacoes-das-edicoes-inesp

Em nossa participação no Programa Setorial de Saúde, na TV HBR, de Luiz Regadas, continuamos falando sobre os Elementos do Processo de Comunicação. Chegamos ao RECEPTOR que o leitor pode ouvir, clicando na setinha acima. Ouvirá também, neste sábado,  no Programa de Xavier Scarcela, na Rádio Vale FM de Nova Russas-Ce. https://www.youtube.com/watch?v=fRSMWZkyxNQ























O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

“Ninguém dizia que as coisas que possuíam era somente suas” (Atos 2,43)

Neste meu último Comentário, ainda dentro do Mês Missionário, gostaria de aprofundar o exemplo concreto que eu dei no final da mensagem do Papa Francisco, sábado passado, véspera do Dia Mundial das Missões, sobre uma importante Pontifícia Obra Missionária da Igreja Católica, que está acontecendo na Bacia Amazônica, desde 2019, através do Barco Hospital Papa Francisco.

             Dizia até que é um dos 120 exemplos concretos de Ação da Igreja, pelo mundo afora, que a gente pouco conhece, até pra divulgar, defender, conhecer e rezar pelo bom êxito de tão benemérita missão entre os mais abandonados.

            E como nasceu tão magnífica Obra?

            Em 2013, logo que o Papa Francisco assumiu seu Pontificado, ele fez sua 1ª viagem internacional, vindo ao Brasil para a Jornada Mundial da Juven-tude. Ele teve vários contatos oficiais com Jovens de todo o Mundo, mas teve contatos com outros movimentos, com a CNBB, visitou comunidades religiosas e de carentes sociais, hospitais e outros encontros extra agenda.

            Um dos Hospitais, visitados pelo Papa, foi à Associação e Fraternidade Franciscana, à época dirigida por Frei Francisco, a quem Sua Santidade perguntou: “vocês já estão presentes na Amazônia”?

            Diante do não do Frade-diretor, o Papa disse: então devem ir. Passou a ser uma ordem, pensaram os frades e iniciaram os contatos preliminares, idas e vindas à região, enfim, tiveram 06 anos de pesquisas, demarcação de postos de trabalho e localizaram dois pontos ou dois hospitais na área: Óbidos e Juriti. Mas, ainda não acharam suficiente para desenvolverem a obra. Tudo era muito distante e muito difícil para acessar. Ou se ia de avião ou de barco.

            Com muita reflexão e oração, acharam que era mais difícil o povo ir aonde eles estavam, do que eles mesmos irem até onde o povo morava. Foi quando surgiu a ideia do Barco Hospital. Demoraria mais a realização do desejo do Papa, mas o atendimento seria mais abrangente: em vez do povo ir às maiores cidades, de barco, em busca de atendimento, o Barco iria aonde o povo morava, levando a assistência completa. Assim foi planejado e realizado.

            Passados os contatos, visitas, localização e planejamento dos serviços, tinha que ser construído ou adquirido o Barco Hospital. Não o havia pronto. Tinha que ser fabricado. Procuraram a ENGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais) no Mucuripe, em Fortaleza – CE e projetaram, desenharam e construíram o tão sonhado e desejado Barco, chamado de Papa Francisco.

            Foi inaugurado aos 17 de Agosto de 2019, em Belém do Pará, sede da Arquidiocese, mas destinado, inicialmente, às Comunidades de Óbidos e Juriti. Depois de 04 anos já abrange mais de mil comunidades ribeirinhas da região, e como eu já disse no Comentário de sábado passado, o Barco Papa Francisco tem 32 metros de extensão, conta com 20 tripulantes fixos e 10 voluntários que se revezam em expedições que duram entre 07 e 10 dias.

            Segundo o próprio Frei Francisco, o Barco Hospital “é uma realidade muito especial; percebemos que a população que vivia nas margens do rio amazonas tinha dificuldade para chegar aos Hospitais; então pensamos que o único meio era o hospital ir até elas, como a Igreja que o Papa Francisco quer que vá ao encontro das pessoas”.

              

O Barco Hospital Papa Francisco é o caminho para levar assistência e saúde à população ribeirinha. Tem como apoio aos atendimentos, duas “ambu-lanchas” que atuam com o Barco Hospital. Enquanto uma faz as triagens nas comunidades para otimizar os atendimentos, a outra é munida de equipamento

de urgência e emergência para fazer a retaguarda em qualquer intercorrência mais grave. Além de todo o trabalho de saúde, o Barco Hospital tem a coordenação de um Sacerdote Frade Franciscano que é o responsável em levar a Palavra de Deus, espiritualidade sacramental e a humanização a todos os atendidos pelas equipes médicas voluntárias. É a dupla cura de corpo e alma.

Os próprios engenheiros da ENGEPRON - secção Fortaleza – disseram que seria impossível encontrar um Barco, já feito, como foi o idealizado pela Igreja para ser um Hospital. Não existiria no Brasil outra embarcação com estrutura hospitalar tão completa, incluindo sala de cirurgia, salas de exames de diagnóstico, totalmente equipadas e diversos consultórios. O Barco já é considerado um dos maiores hospitais civis marítimos do mundo. É bom ouvir isso, mas nós cearenses pensamos assim. O engenheiro deve ser conterrâneo.

                   Brincadeiras a parte, não podemos negar que a obra é fantástica. Basta dizer que, neste anos, completados em Agosto, com previsão até dezembro, teremos 420 mil atendimentos. Além da tripulação técnica de controle, manobra e demais profissionais de serviços, a embarcação conta com equipe médica e de enfermagem permanente, cirurgiões, dentistas e oftalmologistas, bem como voluntários de outros estados da federação. Mais de 900 já passaram por lá.

            O Barco Hospital Papa Francisco manteve todos esses intensos serviços e ainda enfrentou a Pandemia, distribuindo cestas básicas, refeições ao povo mais carente, graças a recursos enviados, diretamente, pelo Vaticano.

            Sobretudo durante a pandemia foram servidas, a bordo da embarcação, mais de 75 mil refeições às comunidades carentes. Não podemos negar que instituições públicas ou políticas se sensibilizaram com a atuação da Igreja e prestaram sua solidariedade, juntando-se a ela, na execução do trabalho. Essa união de esforços faz parte da ação missionária da Igreja. Ninguém é excluído.

            Como dissemos no decorrer de nossos Comentários do Mês de Outubro, bem como durante os Meses da Bíblia e Vocacional, cabe á Igreja unir teoria e prática, fé e obra, oração e ação, substancia e acidente, forma e matéria, conteúdo filosófico e vivencia pastoral que devem levar a uma transformação nas atitudes. Isso sim deve pôr o Evangelho na vida. Estamos cansados de blá-blá-blá. Há muitos falsos cristãos que nem gostam de ouvir esse tipo de reflexão. A melhor coisa que dizem pra se livrar de quem assim fala, é chamá-lo de comunista.

            Agora há pouco, ao abordar a Carta aos Efésios como tema principal do Mês da Bíblia, dizíamos que o autor, São Paulo, não tem meio termo. Destaca-se por sua densidade teológica, relevando o Cristo-Deus na Igreja de Cristo. Chamava de falsos irmãos àqueles que não haviam entendido sua mensagem cristã, mesmo quando ele dizia: não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim.

            Será que não são “falsos muitos irmãos de hoje” que criticam a Igreja por sua ação missionária, sem aceitar sua orientação? Paulo escrevia para várias “comunidades”: de Corinto, de Éfeso, de Tessalônica, de Roma, etc. Na cabeça de “falsos irmãos” de hoje, “comunidade”, “bem comum”, “comunhão” é tudo coisa de “comunista”. Porque formam tantas “novas comunidades”? São diferentes as antigas das de agora? Será que as de lá, poderiam ser chamadas de “comunistas”? Para mim, etimologicamente, é a mesma coisa.

            Por favor, leia no Livro dos Atos dos Apóstolos capítulo 2, versículos 43 e seguintes e capítulo 4, versículos 32 em diante, que falam da atitude dos cristãos do início da Igreja: “pondo tudo em comum, participavam das refeições e ninguém dizia que as coisas que possuíam era somente suas”. Boa Missão!


sábado, 21 de outubro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

LIDERANÇAS ESTUDANTIS DA GERAÇÃO 68 LANÇARAM LIVROS NA UFC

                                        EDIÇÃO DE 21.10.23

Em Icapuí, acontecerá a XI ACAMPAMENTO LATINO-AMERICANO DA JUVENTUDE, de 17 a 19 de novembro, na Praia de Tremembé.

Está, praticamente, certa a realização de uma Vivência Pedagógica: Educação Libertadora de Paulo Freire, com o Círculo de Cultura.

No encerramento da CPMI de 8 de fevereiro, o Deputado Pastor Henrique Vieira prestou homenagem a três personalidades:

In memoriam: a Frei Tito Alencar, vitima da ditadura e Mariele Franco, Vereadora assassinada no Rio de Janeiro, com chances de ser Senadora.

A outra homenagem foi à ex-presidente Dilma Roussef, injustamente destituída do poder. Hoje Presidente do banco dos BRICs.

O Deputado é um dos maiores destaques da Câmara Federal pela sua competência e pela coerência demonstrada.

Lamentavelmente, há um outro grupo de deputados que dá pena. Demonstram total despreparo para a função. O interesse é apenas exibir-se com palavrões.

Há um grupo que pretende cassar de Paulo Freire o Titulo de Patrono da Educação Brasileira que foi proposto pela Deputada Luiza Erundina que faz a denúncia: https:

A propósito, a ex-prefeita e ex-deputada Maria Luiza Fontenele receberá, dia 25, o diploma Carlota Pereira de Queiroz, da Câmara Federal.

A homenagem será prestada às mulheres que se destacaram na defesa dos Direitos Humanos no Brasil. Uma caravana de apoiadores deverá ir a Brasília.

O  lançamento de VERBO ENCARNADO, de Roberto Pontes e "Foi Assim - O Movimento Estudantil no Ceará, de 1928 a 1968", de Bráulio Ramalho, foi ótimo.

O auditório da UFC recebeu uma série de personalidades de destaque, especialmente, lideranças estudantis dos anos 60. O evento foi iniciativa da Comissão Especial Wanda Sidou.

Um destaque importante e muito apropriado para o momento foram os painéis com fotos de personalidades marcantes da Geração 68. Iniciativa de Neidja Albuquerque.

Recebi do Professor Marcos Castro, de Guaraciaba do Norte, esta foto da Turma de Concludentes do 3º ano Científico de 1993, do Colégio Pedro I, sob a direção da Professora Marleda Marques.

O Patrono: Dr. Egberto Martins; Patrono Antônio Bezerra Marques – Prefeito; Padrinho: Leunam Gomes, então Secretário de Educação. Homenageado Especial: João Bezerra Marques.

             Os concludentes: Assis, Aurélio, Célia, Claudia, Claudio, Dimaria – Oradora,                                                Gilvane, Helder, Luciele,  Marcolino Jr., Vanderleia e Tânia.

É importante destacar que estes era os únicos concludentes do município, em 1993. Na época, de cada cem que entravam na Alfabetização, apenas 16 chegavam à quarta série.

Era altíssimo o índice de evasão. E foi este o tema dos Seminários que realizamos, ao assumir a Secretaria de Educação do município. Tudo está documentado.

Foi este o motivo de propormos ao prefeito implantar uma gratificação de um por cento (1%) para os Professores das séries iniciais,  por alunos em sala de aula. E tudo mudou.

Todos bem-sucedidos. Aurélio é Bispo em Quixadá, Marcelo é médico em Portugal. A maioria dedicou-se à Educação e à Cultura, onde realizam bons trabalho.

Em Croatá, o Professor Romário Ribeiro assumiu uma cadeira na Câmara Municipal, em substituição ao Vereador Chagas Otávio, uma tradicional liderança em Santa Tereza.

Romário é casado com Leda, também Professora. Espera-se um bom trabalho em defesa dos interesses da população, especialmente os trabalhadores da Educação.



Bordado de Nazaré Antero











O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

ORAÇÃO E AÇÃO ANDAM JUNTAS

Desde o meu Comentário de sábado, dia 30/09, ainda no fim do Mês da Bíblia, que eu falei sobre o Domingo, 1º de Outubro, que daria início ao Mês Missionário, e já adiantava o tema e o lema escolhidos, que o próprio Papa Francisco aprofundaria, no 4º Domingo do Mês, 22, Dia Mundial das Missões.

Fui lembrando nos comentários subsequentes, até chegarmos ao de hoje, véspera do penúltimo Domingo de outubro, instituído pelo Papa Pio XI, em 1926, através de sua Encíclica Rerum Eclesiae.

De lá para cá, os sucessores de Pio XI – Pio XII, João XXIII, João Paulo II, Bento XVI e Francisco - mantiveram o Dia Mundial das Missões, sempre no penúltimo Domingo de Outubro, com uma mensagem pra Cidade de Roma e para o Mundo (a famosa Urbi et Orbi), da Praça de S. Pedro.

João Paulo I não está na lista porque seu Pontificado foi de 26/08 a 28/09/1978 e a Mensagem para o Dia Mundial das Missões seria no penúltimo Domingo de Outubro e ele já havia falecido.

O Papa Francisco, na mensagem de amanhã, diz ‘ter-se inspirado na história dos discípulos de Emaús, narrada por Lucas em seu Evangelho 24,13-35’: corações ardentes, pés ao caminho.

Continua o Papa: ‘aqueles 2 discípulos estavam confusos e desiludidos, mas o encontro com Cristo na Palavra e no Pão partido, acendeu neles o entusiasmo para pôr os pés ao caminho rumo a Jerusalém e anunciar que o Senhor tinha verdadeiramente ressuscitado. Tal decisão partia de algumas sugestivas imagens: corações ardentes pelas Escrituras explicadas por Jesus, olhos abertos para O reconhecer e, como ponto culminante, pés ao caminho’. E conclui o Papa: ‘meditando sobre estes 03 aspectos, que traçam o itinerário dos discípulos missionários, podemos renovar o nosso zelo pela evangelização no mundo de hoje’.

Pensemos com o Papa: “no caminho de Jerusalém para Emaús, os corações dos dois discípulos estavam tristes – como transparecia dos seus rostos – por causa da morte de Jesus, em quem haviam acreditado. Perante o fracasso do Mestre crucificado, a esperança de que fosse Ele o Messias, desmoronou-se neles. E eis que enquanto conversavam e discutiam, aproximou-se deles o próprio Jesus e pôs-Se com eles a caminho”.

Na conversa, entre incertezas e dúvidas, fraquezas e pessimismo, muita tristeza e infidelidade, Jesus entra na casa deles mostrando a sua decepção: “homens sem inteligência e lentos de espírito; pessoas de pouca fé, desanimadas, temerosas, porque duvidais?”. E desapareceu do meio deles.

Eles voltaram para Jerusalém, comentando entre si o que ocorrera: “não nos ardia o coração, quando Ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras”? Lá chegando, encontraram-se com os demais colegas, tão decepcionados quanto eles, mas esperançosos, porque O tinham reconhecido “ao partir o pão” da Palavra que Jesus lhes pregou e recordou, e o do corpo que os alimentou e então, os olhos se lhes abriram.

‘Essa dupla lição nos leva à Eucaristia, ápice e fonte da Missão e da vida da Igreja’, conclui o Papa. A união entre nós é o maior fruto da Comunhão e da Participação que o Concílio Ecumênico tanto nos ensinou e cobra de nós.

Quando os discípulos de Emaús puseram “os pés a caminho” eles nos deram a maior lição de entrega, despojamento e meio mais concreto de realização da Missão. Eles já tinham todo o conteúdo dado por Jesus que lhes dissera: “ide pelo mundo, de aldeia em aldeia; às ovelhas perdidas de Israel”.

Os discípulos de Emaús, agora com os demais discípulos, entenderam que a partilha do pão material com os famintos, em nome de Cristo e sob a Sua palavra, já é um ato cristão missionário, tanto quanto será o repartir o pão Eucarístico, que é o próprio Cristo. E para fundamentar mais essa sua reflexão, o Papa Francisco invoca o ensinamento de seu antecessor, Bento XVI, em sua Exortação pós-sinodal Sacramentum caritatis, número 84: “não podemos reservar para nós o amor que celebramos no Sacramento da Eucaristia; por sua natureza, pede para ser comunicado a todos. Aquilo de que o mundo tem necessidade é do amor de Deus, é de encontrar Cristo e acreditar n’Ele. Por isso, a Eucaristia é fonte e ápice não só da vida da Igreja, mas também da sua Missão: uma Igreja, autenticamente eucarística é uma Igreja missionária”.

Francisco cita o “magistério da Igreja”, mas não esquece de recorrer ao ensinamento do próprio Jesus que está em Jo. 15,4-9: “assim como o ramo só dá uvas quando está unido com a planta, assim também vocês só podem dar fruto se ficarem unidos comigo. Eu sou a videira e vocês são os ramos”...

Francisco ainda arremata tudo, afirmando: “esta união realiza-se através da oração quotidiana, particularmente na adoração, no permanecer em silencio diante do Senhor, que está conosco na Eucaristia. Cultivando, amorosamente esta comunhão com Cristo, o discípulo missionário pode tornar-se um místico em ação. Que o nosso coração anele sempre pela companhia de Jesus, suspirando conforme o ardente pedido dos dois de Emaús, sobretudo ao entardecer: fica conosco, Senhor” (Lc. 24,29).

O Papa conclui sua reflexão para este Dia Mundial das Missões, evocando o apóstolo Paulo que diz em 2Cor 5,14: “o amor de Cristo conquista-nos e impele-nos”, mostrando a reciprocidade amorosa: da parte de Cristo em nos conquistar e de nossa parte, impelindo-nos a corresponder ao amor. É a “mão dupla” tão famosa de que tanto se fala. É amor de ida e de volta que se espera.

Neste jogo de palavras e de atitudes, Francisco ainda apela para o nosso sentimento missionário, ou a nossa generosidade cristã, na troca de oração e ação, que envolve fé e doação, ajuda espiritual e material que tanto podem impulsionar a caminhada missionária. Nossas “santas missões” não se dão em “sacos vazios”. Precisam das “duas mãos” para se realizarem. Daí, a necessidade também, da ajuda material. Sem ela, as Pontifícias Obras Missionárias não se sustentam. Oração e Ação andam juntas. Há quase cem anos “esta mão dupla funciona” e não podemos prescindir dela.

São duas: universalidade, isto é, muitas obras (cerca de 120 no mundo) e pontifícias (do Papa para toda a Igreja). Constituem uma rede universal, em 120 países, apoiada pelo Papa, com orações e doações, despertando a consciência missionária de todos os povos.

As POMs mantêm vivo e circulante, nas Comunidades Eclesiais, o espírito de solidariedade e de universalismo missionários. Lembram-se do Barco Hospital Papa Francisco na Providência de Deus que circula, sem parar, desde 2019, na Bacia Amazônica? Ele mede 32 metros de extensão, conta com 20 tripulantes fixos e mais 10 voluntários que se revezam em expedições que duram de 07 a 10 dias. É uma das 120 obras mantidas pela Igreja Católica, que vale à pena ser conhecida, divulgada, defendida e acompanhada com orações e doações para que continue a fazer tanto bem aos nossos irmãos ribeirinhos do norte, ainda tão abandonados. Vale mais uma reflexão, por certo.

Procurem ler e informar-se um pouco mais sobre as Missões, a fim de que possamos opinar sobre tão belo trabalho com mais propriedade e respeito.









sábado, 14 de outubro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO


                 

MULHERES QUE ENFRENTARAM A DITADURA SÃO DESTAQUE NA UNIVERSIDADE

 EDIÇÃO DE 14 DE OUTUBRO                       

No último dia 11, foi o aniversário do Mons. Assis Rocha que, todas as semanas está aqui com o seu magnifico texto. Tem uma longa história a serviço da pastoral.

Dedicou 35 anos de sua vida à Diocese de Afogados da Ingazeira, em Pernambuco, onde foi ordenado sacerdote pelo Bispo que foi Reitor de nosso Seminário, em Sobral.

Cumprida a sua missão, retornou ao Ceará. Com sua titulação de Mestre e Doutor, logo foi convidado para a UVA onde cuidou da Pró-Reitoria de Comunicação.

Um detalhe muito importante: Quando fazia o seu Mestrado e Doutorado na Europa, deu muito apoio aos brasileiros que lá estavam exilados, como perseguidos pela ditadura.

Juntamente, com Dom Helder Câmara e o Padre José Maria Cavalcante, fazia uma ponte entre os exilados e suas famílias em cidades do Ceará.

Hoje o Mons. Assis Rocha mora em Bela Cruz, sua terra natal, mas, vez por outra atende a convites para palestras e atividades pastorais. O que ele faz com muito gosto.

Nesta quarta-feira, dia 18, dando continuidade aos eventos dos 44 anos da Anistia, haverá o lançamento de dois livros no Auditório da UFC, às 19h. conforme o cartaz abaixo.

Os livros são de autoria de duas personalidades que tiveram grande destaque na época dos Movimentos Estudantis: Bráulio Ramalho e Roberto Pontes.

A propósito, a Doutora em História, Carol Braga está realizando uma grande pesquisa junto aos arquivos da Comissão Especial Wanda Sidou, sobre a ação das mulheres na época da ditadura.

Memórias de Gerações em disputa: Narrativas de mulheres que lutaram contra a ditadura militar no Ceará, entre 1964 e 1985, e a luta contemporânea por políticas afirmativas de memória, verdade e justiça”

Este foi o tema de sua exposição No I Colóquio Luso-brasileiro de Educação Inclusiva  e Intergeracionalidade, realizado no Instituto Federal do Ceará, em 11 de outubro.

A Dra. Socorro França esteve presente ao evento para onde sempre leva seu entusiasmo e seu apoio a iniciativas como esta.

Em São Luís, a escritora Deuzenir Szekeresh lançará, no dia 20, o seu livro A Dramaturgia de Aldo Leite e sua importância no Teatro Maranhense, no Teatro Arthur Azevedo.

No dia 21 será na Casa do Escritor Maranhense, na Praça Maria Aragão, Médica e Presa Política. No passado, Deuzenir foi minha aluna na Cerimonial, empresa de eventos do amigo Elias Azulay.

A Arquidiocese de Fortaleza terá novo Arcebispo nomeado pelo Papa Francisco, no dia 11 de outubro. Será  Dom Gregório Paixão, nordestino de Aracaju. Vem de Petrópolis.

Virou gozação a declaração de uma senhora que veio de Israel num avião da FAB. Para se exibir ou bajular, a bolsonarista declarou que veio graças ao prefeito de Sorocaba.

A propósito, vi uma declaração muito importante sobre a guerra e que faço questão de compartilhar: Quem ganha com as guerras? Depoimento comovente de Eduardo Galeano. 

Eduardo Hughes Galeano foi um jornalista e escritor uruguaio. É autor de mais de 40 livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas.

O jornalista Artemísio da Costa dedica uma página inteira do jornal Correio da Semana, de Sobral, edição de hoje, ao Centenário do Padre Osvaldo Chaves.

Amanhã, dedicará também o seu Programa na Rádio Educadora FM a divulgar muitos depoimentos de pessoas que, de alguma forma, conviveram com o grande poeta da Granja.

No Programa Setorial de Saúde, pela TV HB R e na Rádio Vale FM de Nova Russas, temos falado sobre o Processo de Comunicação. Neste programa destacamos o VEÍCULO OU MEIO.









O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

O DIA DO PROFESSOR: Decretado em 1827 e comemorado em 1947!

Sábado passado, dia 07, demos continuidade à nossa reflexão sobre o iniciante Mês das Missões, comentando sobre as duas Missionárias, doutoras da Igreja, Irmãs Carmelitas Descalças – Terezinha de Jesus e Tereza d’Ávila – celebradas, respectivamente, nos dias 1º e 15 de Outubro, como duas fortes missionárias a fundamentarem o Mês Missionário.

Dissemos até que Tereza d’Ávila por ser educadora, literata, doutora da Igreja e, celebrada liturgicamente, no dia 15 de outubro, levou o Imperador D. Pedro I, a decretar no dia15/10/1827, para todo o Brasil, o Dia do Professor, em homenagem à grande educadora e santa.

O decreto imperial dizia, textualmente: “todas as cidades, vilas e lugarejos deveriam ter suas escolas de primeiras letras, descentralizar o ensino, contratar professores competentes e capazes, com salários justos e que dessem um ensinamento de matérias básicas para todos os alunos”. Foi algo inovador e revolucionário, se não tivesse ficado só no papel.

Somente 120 anos depois, em 1947, tomou-se consciência do decreto e se comemorou, pela 1ª vez, o Dia do Professor. Quatro professores do Ginásio Caetano de Campos da Rua Augusta, 1520, em São Paulo tiveram a ideia de organizar, nesse dia, uma “parada” ou um “feriado” para “evitar a estafa e fazer uma avaliação dos trabalhos para o restante do ano”. Professores e alunos levaram doces e bolos de casa para uma “confraternização” e a ideia ficou lançada para se espalhar por todo o Brasil. E assim se foi repetindo por toda parte, até que em 14 de outubro de 1963 foi oficializado, nacionalmente, como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682 com a seguinte justificativa: “para comemorar, condignamente, o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

Claro que, historicamente, tudo isso é muito bonito, como eu disse acima: “se não tivesse ficado só no papel”. Em 2013, completamos “Bodas de Ouro” da oficialização do Dia do Professor e o Brasil inteiro – nestes quase 70 anos – tem-se movimentado, por toda parte, com greves, paralisações, escaramuças militares, agressões e desrespeito aos “profissionais da educação” que têm sido impedidos de “educar” e de “serem educados”, pela ação brutal, até de policiais, como, infelizmente, têm sido tratados.

Há paralisações intermináveis, com alunos em casa, professores resistindo, usando a técnica do “salve-se quem puder” ou da “melhor defesa é o ataque” e quando voltam ao trabalho têm que seguir um calendário louco, com semestre entrando pelo ano seguinte, um verdadeiro descalabro, sobretudo nos cursos universitários. Até bem pouco tempo, culpavam a pandemia e o que de melhor fizeram, foi mandarem para casa todos os alunos para estudarem virtualmente. Houve paralisações – antes, durante e depois da pandemia - cheias de debates, medição de forças entre Sindicato, Governo, PM, partidos de esquerda e de conservadores, querendo aparecer, gente em cima do muro, confusão pra todo lado, ideologização acima de tudo, e os alunos nesse “fogo cruzado”, afastados da escola, sem aprenderem o que é bom para o seu futuro e esperando a decisão dos chefes que tentavam fazê-los ‘massa de manobra’.

A palavra “aluno”, etimologicamente, significa “sem luz”. Será que nós estamos dando alguma “luz” a eles, no sentido de “esclarecimento” ou de “orientação” para suas vidas? O posicionamento do Governo, usando a sua força policial, ou dos legisladores, fechando as portas da casa do povo, com cassetetes e barricadas, ou mesmo o “sangramento” de alguns professores estão ajudando à nossa juventude a um discernimento de sua própria vocação? Será que vale a pena ser político assim? E ser professor sem voz, sem vez, sem estímulo, sem dignidade e sem salário? Como pode um “sem luz”, isto é, um aluno tornar-se “iluminado”, consciente e colaborar com a sociedade futura se o seu presente é tão obscuro? Como esperar que uma aula virtual surta o mesmo efeito de uma aula presencial? Como trocar a convivência escolar pela Homeschooling individualista, doméstica com a maioria dos pais, despreparada para acompanhar o estudo dos filhos?

Tais perguntas me vêm à mente nessa reflexão que faço agora pela passagem do dia do Professor, ao homenageá-lo nessa sua data. Agradeço aos meus heróis do Seminário de Sobral: além de Dom José Tupinambá, aos Padres: Osvaldo Chaves, Francisco Austregésilo, José Gerardo Ferreira Gomes, Marconi Montezuma, Moésia Nogueira, Sabino Loyola, Francisco Sadoc, Albani e Zé Linhares pelo muito que me deram na consecução dos meus ideais. E aos meus mestres do Seminário de Olinda: Padres Marcelo Carvalheira e Marcelo Santos, Arnaldo Cabral, Zildo e Zeferino Rocha, Almery Bezerra, Luís Sena, Nilton Sucupira, Ariano Suassuna e Vamireh Chacon entre outros, que muito contribuíram na minha formação.

Muitos ex-alunos - dessa valorosa equipe de sacerdotes e professores, nos Seminários de Sobral e Olinda - escrevemos em 2015, nossas reminiscências, num livro intitulado “AD VITAM” para comemorarmos os 100 anos de fundação da Diocese de Sobral e os 90 anos do seu Seminário São José, na Betânia. Ficamos muito felizes por essa prestação de serviço aos nossos demais colegas e irmãos ao lembrar nossas histórias. Aqueles que são “betanistas” como nós, certamente se viram em nossas narrativas, aumentaram sua saudade, lacrimejaram em algumas delas, sentiram-se retratados, em algumas ocasiões, e até com vontade de terem sido convidados a participar.

Fizemos uma reedição “AD LABOREM”. Lançamo-la nos dias 11 a 13 de Novembro de 2022 num reencontro de “betanistas”, com os mesmos autores e outros que foram acrescentados, na Capital Cearense.

Esse Encontro de Betanistas se deu no Hotel Amuarama, situado à Av. Dep. Osvaldo Studart, 888 – Bairro de Fátima, defronte à Rodoviária Central de Fortaleza. Sentimo-nos, verdadeiramente, em casa, já que o proprietário – José Armando Ponte Dias - betanista como nós - tudo fez para que nos sentíssemos bem. Ocupamos um dos Centros de Convenções do Hotel para nossos encontros maiores, lançamento de livros, palestras, debates e alimentarmos o corpo e a saudade uns dos outros, porque ‘saudade não se mata. Aumenta-se’.

Também tivemos tempo pra uma oração em comum, como antigamente, celebrações e até, algum canto em latim, para a saudade ser maior. Nosso encontro foi tão inesquecível, que a gente já saiu dele, pensando no próximo. Como professores que, quase todos o fomos, acrescentamo-nos aos nossos professores, lembrados acima, na certeza de que, o bem que eles nos fizeram, nós nos esforçamos para dar continuidade com nossos alunos.

A maioria dos nossos Professores já se foi. Quase todos nós estamos aposentados e nos sentimos felizes, recordando nossos antigos Mestres. Mais contentes ainda por lhes termos trilhado os caminhos e continuado a missão deles. Lamentamos pelos passos em falso, dados em nossa história, mas agradecemos a Sta. Tereza por ter feito o Imperador criar o Dia do Professor.

Dizíamos acima que ‘nosso encontro (no Amuarama) foi tão inesquecível que a gente já saiu dele, pensando no próximo’ e ele já aconteceu, em Agosto de 2023, na UVA, em Sobral, na mesma estrutura do Seminário onde estudamos. Éramos menos em quantidade de colegas, mas com uma qualidade e finalidade de objetivos que muito nos enobreceram.

Unimo-nos aos atuais: Bispo, Diretores e Seminaristas e lançamos os dois livros de nossa autoria, com uma centena de volumes de cada edição, para serem vendidos e aplicarem o resultado financeiro na Obra das Vocações Sacerdotais, tradicionalmente conhecida como mantenedora dos Seminários.

Foi um gesto concreto de gratidão a quem tanto nos preparou outrora para a vida e para o trabalho, tornando-nos os homens que somos.

Certamente, depois do Mês Vocacional, depois do Mês da Bíblia e agora no Mês Missionário, o que vimos, ouvimos e aprendemos como Seminaristas, tudo nos levou a um símbolo concreto de vida prática.

ADQUIRA O SEU EXEMPLAR E AJUDE A OBRA DAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS DA DIOCESE DE SOBRAL








sábado, 7 de outubro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

Pela razão ou a força  -  Trajetória dos exilados brasileiros no Chile –                    1964 -1973”

EDIÇÃO DE 07.10.23

Na semana passada, a Comissão Especial Wanda Sidou (Anistia) que tenho a honra de presidir, reunião os cearenses que, perseguidos pela ditadura, exilaram-se no Chile.

Foi um momento emocionante com João de Paula, Paulo Lincoln, Ruth Cavalcante e Pedro Albuquerque.  Depoimentos muito convincentes.

Ao pesquisar sobre eles, encontrei uma Tese de Doutorado feita por Marcial Humberto Saavedra Castro, da Universidade Federal da Bahia.

Com o título: “Pela razão ou a força  -  Trajetória dos exilados brasileiros no Chile – 1964 -1973”  A tese tem vários depoimentos dos cearenses.

A minha campanha em defesa do Grêmio não tem nada de interesse pessoal. É em respeito à história de nossos antepassados que o construíram com tanto esforço. E não pecar por omissão.

Eles queriam deixar algo que marcasse a nossa história. Construíram a sede do Grêmio como espaço para união e recreação, sob a liderança do Dr. Hipólito Moraes Rocha

Mesmo sem ter muito estudo, os nossos conterrâneos da época entenderam a finalidade do Grêmio. Não era para ganhar dinheiro, mas para lazer.

Não entendo como alguém, sem autorização dos sócios, ousa querer vender os bens do Grêmio. Felizmente, o Prefeito quer fazer o tombamento, como disse na reunião.

A Prefeitura poderá fazer bom uso do prédio durante a semana e os sócios, com um planejamento, farão uso do prédio no fim de semana. Sugeri, na reunião com o Prefeito.

Recebi do conterrâneo Levi Dias, um e-mail  em que terminara de ler o nosso livro Guaraciaba do Norte - Nossas Ruas, Nossa História. E foi logo acrescentando:

“Eu achei simplesmente incrível aquele livro. Uma verdadeira Obra de Arte para quem ama História e, principalmente, a história de nosso município”.

E  Levi Dias continua: “Graças ao seu livro, pude conhecer melhor a história de Homens Incríveis como o Sr. Abdoral e me tornei Congregado Mariano”.

Fiquei muito feliz com o comentário e, imediatamente, respondi ao seu e-mail. São coisas assim que fazem bem a quem defende os interesse e a história de nossa terra.

A Professora Verônica Filizola Soares, com frequência coordena atualização de equipes de Professores da sua região administrativa, em Fortaleza.

Para surpresa minha, sempre o nosso livro PROFESSOR COM PRAZER está em exposição para consulta e sugestão aos Professores. 

A Professora é filha de um neto de Dona Milica, minha primeira Professora. Ele irmão da Professora Maria Marina Soares que dá nome ao Colégio de Nível Médio, em Guaraciaba do Norte. Os laços vem de longe.

Tive o privilégio de dar um depoimento para o trabalho acadêmico de Luís Orlando, aluno da UVA, sobre a gestão de seu pai Elisiário Nobre.

Achei louvável a ideia da produção de uma atividade universitária sobre a realidade de um município. Tenho defendido que os conteúdos de aulas devem sempre estar próximos da realidade  dos alunos.

Recebo da amiga Erandir Camelo, de Sussuanha, um convite para inauguração do Studio Pilates, junto ao Centro Psiquê, dia 13/10, em Guaraciaba do Norte. Agradeço e desejo muito sucesso.

No programa SETORIAL DE SAÚDE, da TV H BR, estou comentando sobre os Elementos do Processo de Comunicação que são fundamentais.

Muitas vezes, a comunicação não acontece porque houve falha em um destes elementos: Comunicador, Mensagem, Objetivo, Veículo e Receptor. Todos são importantes.












O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

TEREZA E TEREZINHA:  DUAS HISTÓRIAS PARECIDAS

      

No próximo Domingo, dia 15, celebraremos o Dia do Professor, decretado pelo Imperador D. Pedro I, aos 15 de Outubro de 1827, em homenagem à grande educadora, literata e doutora da Igreja, Santa Tereza d’Ávila, cuja festa litúrgica se celebra no dia 15 de Outubro. Não haverá sua celebração litúrgica, por ser Domingo, ‘dia de preceito’, mas não deixa de ser o Dia do Professor.

Igualmente no domingo passado, 1º de Outubro, era dia litúrgico de Santa Terezinha do Menino Jesus, mas era também ‘dia de preceito’; pelo mesmo motivo, não houve a Festa Litúrgica da Santa, mas a data pode ser respeitada onde as duas são padroeiras.

Neste Comentário de hoje, além de falar sobre este Mês Missionário e continuar com a promessa da Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões - no penúltimo Domingo do Mês de Outubro, 22, - ainda quero falar sobre as duas grandes Missionárias lembradas acima: Santa Tereza D’Ávila (15.10) e Santa Terezinha do Menino Jesus (1º/10), tão marcantes do Mês Missionário, para que distingamos uma da outra e tenhamos um maior conhecimento das duas.

A primeira história

Pela ordem cronológica, primeiro veio Tereza de Cepeda e Ahumada, nascida em ÁVILA, na Espanha, no ano de 1515. Daí o nome: Tereza d’Ávila. Teve esmerada educação, tanto em casa como na escola e, desde cedo, já queria evangelizar. Com apenas 14 anos, perdeu a mãe, e seu pai a internou no Convento das Agostinianas de Ávila, embora não quisesse que sua filha seguisse a Vida Religiosa. No contato com a vida conventual e na leitura constante das “Cartas de São Jerônimo”, Tereza se sentiu chamada e ingressou, com 20 anos, no Convento Carmelita da Encarnação, em Ávila, a contragosto do próprio pai. Infelizmente, adoeceu e teve que ser levada pra casa, pelo pai, para tratar da saúde, retornando ao Carmelo após a cura. Aí, a dedicação foi total. Separou-se do grande convento de mais de 200 freiras (carmelitas calçadas) e fundou Mosteiros Masculinos (15) e Femininos (17) de carmelitas descalços com uma rígida forma de vida, trabalho e silêncio e um testemunho de pobreza pelo uso de roupas rasgadas e alpercatas. Foi uma verdadeira revolução na vida religiosa dos carmelitas. Santa Tereza d’Àvila morreu aos 04 de Outubro de 1582, com 67 anos de idade e foi canonizada no dia 27 de setembro de 1970 pelo Papa Paulo VI.

A segunda história

Trezentos e cinquenta e oito (358) anos depois, nasceu em Alançon, na França, Maria Francisca Tereza Martim que, como sua xará espanhola, perdeu a mãe mais cedo ainda: com apenas 04 anos. E começou a ser cuidada por sua irmã mais velha, Paulina, a quem se afeiçoou como sua 2ª mãe. Mas, Paulina entrou para o Carmelo, permanecendo Terezinha em casa e doente, causando grande preocupação a seu pai e irmãos, até que um dia, contemplando a imagem da Imaculada Conceição, de quem era devota, Nossa Senhora sorriu para ela e ela ficou curada, decidindo também entrar no Carmelo, onde suas irmãs: Maria, Paulina, Leônia e Celina também entraram.

Três dos irmãos haviam morrido cedo e Terezinha ingressou e permaneceu na Abadia das Monjas Beneditinas em Lisieux, por 05 anos. Com 14 anos quis entrar para a Ordem das Carmelitas Descalças, mas não lhe foi permitido por causa da idade. Ela, porém, não desistiu. Foi a Roma e forçou uma audiência com o Papa Leão XIII de quem conseguiu a autorização. E assim, em Abril de 1888, ela entra para o Carmelo e recebe o nome de Tereza do Menino Jesus, fazendo sua profissão religiosa, 10 anos depois, acrescentando ao seu nome: Tereza do Menino Jesus e Sagrada Face.

Ela levou a sério o caminho da perfeição, escrito por sua fundadora Sta. Tereza d’Ávila, porém Santa Terezinha revelou ao mundo que a perfeição e a santidade podem estar nas pequenas coisas, nos pequenos gestos e obrigações cotidianas que fizermos com amor. Ela dizia: “Sigamos o caminho da simplicidade. Entreguemo-nos com todo o nosso ser, ao amor. Em tudo busquemos fazer a vontade de Deus. O zelo pela salvação das pessoas devore nosso coração”. Depois de uma tuberculose de quase 03 anos – àquele tempo, sem cura – faleceu no dia 30 de setembro de 1897, aos 24 anos de idade, dizendo sua última frase: “não me arrependo de haver-me entregue ao amor”. E com o olhar fixo no crucificado, exclamou: “meu Deus, eu te amo” e assim morreu aquela jovem que é considerada a maior santa dos tempos modernos.

Santa Terezinha do Menino Jesus foi beatificada em Abril de 1923; canonizada pelo Papa Pio XI no dia 17 de Maio de 1925 e em 1927 foi declarada Patrona Universal das Missões Católicas. No centenário de sua morte, em 1997, o Papa João Paulo II escreveu uma Carta Apostólica – Divinis Amoris Scientia – declarando-a Doutora da Igreja.

Qual a conclusão?

Apesar de Santa Terezinha ser 358 anos mais nova do que Santa Tereza d’Ávila, esta foi canonizada só em 1970, enquanto aquela recebeu esse privilégio, reconhecido pela Igreja, bem antes: em 1925. O que é que as duas têm em comum? – Além do nome, perderam as mães e adoeceram muito cedo, entraram na ordem das carmelitas e se tornaram “carmelitas descalças”, ambas foram escritoras, doutoras da Igreja, dedicaram-se à Missão pela vida conventual de oração e são veneradas e tidas no mundo inteiro, como verdadeiras missionárias, celebradas, no Mês de Outubro, o mês das Missões.

No penúltimo Domingo de Outubro, dia 22, celebraremos o Dia Mundial das Missões. O Papa Francisco nos enviou uma bela mensagem – que comentaremos dia 21 - baseada no lema e tema deste Mês Missionário, tirados do diálogo de Jesus com os dois discípulos de Emaús, no Evangelho de Lucas, cap.24, sobre a Ressurreição. Eles O reconheceram na partilha da Palavra e do Pão e foram a Jerusalém contar aos Irmãos. Façamos o mesmo.

Nestes livros, voce conhecerá a história do Seminário de Sobral, lendo as histórias dos que lá estudaram. Além disto, contribuirá com a OBRA DAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS.
Ligue 88-98140877 e adquira seu exemplar.






COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...