sábado, 30 de dezembro de 2023

 

COMO JUSTIFICA O CEARÁ TER MAIS DE SEIS MILHÕES DE ELEITORES ANALFABETOS?

Edição de 30.12.23

3.032.022 foi o número de analfabetos que compareceram às eleições de 2022.   3.301.872 não compareceram. Mais da metade.

 Significa que, no Ceará, temos 6.333.894 eleitores analfabetos. Como se justifica? Tivemos bons Governadores, mas esqueceram os adultos. Só passou a valer vale o que serve ao IDEB?

 Aí é que mora o perigo. Desde 1917, quando tomei conhecimento de que só são avaliados o Português e a Matemática, tenho tido dúvidas sobre tal opção.

 Como Secretário de Educação dos municípios de Croatá, Poranga e Guaraciaba do Norte, sempre tivemos o cuidado na atualização dos Professores em todas as disciplinas.

 E não tínhamos FUNDEF/FUNDEB à época. Tudo era com os minguados recursos do FPM. Mas nossos alunos saiam das classes de Alfabetização sabendo ler e escrever.

 E mais de 90% dos Professores só possuíam a quarta série. Alguns privilegiados tinham nível médio.

 Só depois de 1997, com a ousadia da UVA, os cursos de graduação chegaram aos pequenos município. Envolvi-me com afinco nesta tarefa liderada pelos Professores. Teodoro Soares e Evaristo Linhares.

 E a UVA sofreu muito as críticas por sua iniciativa. Até audiências públicas foram feitas na Assembleia para combater a ação da UVA.

 Mesmo assim a UVA chegou a 142 município. E mudou a história da Educação no interior. Mudou o dia a dia dos municípios. A UVA mudou até a conversar de bares.

 Começaram a surgir pousadas para hospedar os Professores. Fotocopiadores começaram a ser instaladas para servir os alunos universitários. Livros começaram   a circular.

 Milhares de famílias passaram a ter alguém graduado, mudando as suas próprias histórias. As próprias residências passaram a ter novas aparências.

 A UVA, foi mais longe. A convite, chegou a Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pará, Goiás e Amapá. E no interior desses estados.

 A UVA, por meio do IVA – Instituto Vale do Acaraú, tinha um cuidado especial na indicação de bons Professores para dar aulas nos municípios. 

Registro, com pesar, a morte de mais um colega de Seminário. Desta vez nos deixou o Advogado e Trovador,  Cicero Matos Castro. Era de Nova Russas, residente do Rio de Janeiro.

 A propósito de Betanistas, reencontramos, em Fortaleza, o Sociólogo José Carlos Saboia Magalhães Neto. Professor universitário da Universidade Federal do Maranhão.

 Zecarlos  foi Deputado Federal pelo Maranhão. Professores aposentados, ele e Lúcia agora residem no Rio de Janeiro.

  

E por falar em Maranhão, o colega Célio Fonteles foi passar o Ano Novo em São Luís onde mora o irmão e, também betanista, Gonzaga com respectiva família.

Voltando ao assunto lá do início, publico o comentário que faço para o Setorial de Saúde da TV HBR, abordando o analfabetismo de eleitores do Ceará.

 É contraditório que sendo Paulo Freire o Patrono da Educação Brasileira e criador de um revolucionário método de Alfabetização, ainda tenhamos tantos analfabetos.


 Conheço bem o Método e já o compartilhamos, com êxito. com inúmeros  Alfabetizadores no Programa Alfabetização Solidária. Levamos a experiência para Cabo Verde/África.

 Como um pouco mais de vontade dos gestores, rapidamente, acabaríamos com o analfabetismo de jovens e adultos. O Método de Paulo Freire entusiasma e conscientiza.

 Na última edição deste ano, agradecemos aos inúmeros leitores que nos acompanham nesta coluna  semanal. Que nos próximo anos tenhamos muito melhores notícias.

 Os números e a realidade mostram os avanços de nosso país, sobretudo no que se refere à atenção aos que mais precisam. “A paz é obra da justiça”.

LEIA, COMENTE E COMPARTILHE!

 

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Mas quando ele começou a denunciar injustiças...

Conforme prometi no sábado passado, eu voltaria hoje a continuar a Reflexão iniciada sobre o Natal de Jesus, em que eu dizia não ser um aniversário qualquer, mas é o único nascimento do Verbo de Deus que se fez Homem. Toda a Palavra dita por Deus no A.T. era eficaz. Ele dizia e acontecia: “faça-se a luz”; “apareça a água”; “que esta se separe e apareça a terra seca”; “que a terra produza vegetais”; “que o dia e a noite se separem no céu”; “que surjam o homem e a mulher como minha imagem e semelhança para dominar o universo”. E assim se fez. É nisto que está a eficácia da Palavra de Deus: até se tornar gente e habitar entre nós: Jesus Cristo.

 João Batista O anunciou e Ele, que já era conhecido e frequentava a Sinagoga de Nazaré, leu o texto de Isaías, 61, 1ss, dizendo que naquele dia, aquela profecia estava se realizando. A partir dali, ele iniciava sua Missão. Houve incompreensão, quiseram colocá-lo em um precipício de ladeira abaixo e ele mostrou firme a que veio. Aproveitemos até 08/01 este Natal.

         O tempo de Jesus era limitado. Ele o aproveitou bem. Começou logo, formando sua equipe de trabalho: os 12 apóstolos, os 72 discípulos, as santas mulheres (algumas convertidas) e a todos ia dando funções e os enviava em missão. Muitos milagres iam acontecendo, muitas parábolas eram contadas e os que eram curados – cegos, aleijados, surdos, endemoniados, leprosos, ressuscitados – mesmo proibidos de divulgarem, espalhavam a notícia por toda parte, pelo prazer de se sentirem livres de seus males.

         Enquanto Jesus fazia os milagres, beneficiava o povo, multiplicava-lhe o pão, fazia pescas milagrosas, tudo parecia ir muito bem. Mas quando ele começou a denunciar injustiças, a falar na defesa dos mais pobres, a pedir aos ricos a partilha dos seus bens com os mais necessitados, a dizer-lhes ser mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que eles se salvarem, a pagarem o justo salário a quem trabalhasse e a desafiar as autoridades pelo seu mau comportamento, aí a coisa piorou e o levante contra Ele se espalhou por toda parte, até proporem a sua troca por Barrabás - um conhecido bandido que estava preso - e a crucificá-lo.

         Em apenas 03 anos ele deu o seu recado, formou uma Assembleia de fiéis, deixou um chefe para comandá-la, mandou que os seus seguidores – apóstolos ou discípulos – organizassem Comunidades, dessem a elas as graças e os Sacramentos instituídos por Ele e disse, pelo menos, em 18 ocasiões: não tenhais medo: “procurem as ovelhas perdidas da casa de Israel. Vão e anunciem isto; ‘o Reino do Céu está perto’. Cuidem dos leprosos e de outros doentes, expulsem os demônios, dêem assistência aos mortos, não levem nem ouro, nem prata. Vocês receberam sem pagar, portanto dêem sem cobrar”. Crucificado, morto, sepultado e ressuscitado, subiu ao céu, enviou o Espírito Santo para fixar bem a Igreja e deixou-nos com a Missão.

         Mateus encerra seu livro, dizendo a última recomendação de Jesus; “Deus me deu todo o poder no céu e na terra. Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que ordenei a vocês. Eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”.

         A Igreja começou sua missão. Tinha que seguir a ordem do fundador. O livro dos Atos dos Apóstolos dá continuidade à história iniciada por Jesus em Jerusalém, na Judéia e na Samaria, chegando aos lugares mais distantes, como Roma, a Capital do Império Romano. Dois apóstolos chegam primeiro: o Papa, Pedro e um cidadão romano, judeu convertido ao cristianismo: Paulo. Duas pilastras da Igreja iniciante. Pedro começou visitando Jerusalém, Samaria, Lida, Jope e Cesaréia. Paulo, com suas muitas viagens pelo Império Romano. Ambos, enfrentando distancias, mares e travessias, sofrendo até naufrágios. A eles se foram associando outros líderes, como: Estêvão, Filipe, Barnabé, Timóteo e Silas. Foi um trabalho muito difícil, sobretudo por causa do paganismo reinante, oficial, do Império e as perseguições desferidas contra os simpatizantes dos que iam aceitando o cristianismo.

         O papel mais importante, acreditado por todos, era do Espírito Santo que guiava, sugeria, sustentava, encorajava e fortalecia os seguidores de Jesus nos trabalhos das Igrejas e no serviço de anunciar o Evangelho pelo mundo inteiro. Esta base sólida, inicial tem que comandar a Igreja até o fim.

         Para chegar até nossos dias, muitas dificuldades foram enfrentadas, mas muitas vitórias foram conquistadas. Nunca se deveria perder o foco, a iluminação inicial de Jesus e o calor ou o fogo dado pelo Espírito de Deus. É que nós, às vezes, esquecemos disto. Os Concílios, os Sínodos, as Encíclicas e Cartas Apostólicas nos incentivam à Ação Missionária. Qualquer oposição ao nosso trabalho, desistimos, temos medo; recordamos nomes de Bispos e Padres do passado, mas não nos espelhamos neles. Se uma autoridade política nos critica, a gente esquece aqueles sacerdotes e bispos que lutaram e venceram com a verdade. E a Palavra de Deus nos diz que “a verdade nos libertará”. Nós temos medo e nossos inimigos ficam respaldando suas mentiras, usando a Palavra de Deus ou usando o nome de Deus em vão. Será que dá pra esquecer a coragem e influência de D. Francisco, D. Helder, D. Fragoso, D. José Maria Pires, D. Paulo Evaristo, D. Pedro Casaldáliga, D. Aloísio Lorscheider, D. Angélico Sândalo, D. Adriano Hipólito, D. Tomás Balduíno, D. Valdir Calheiros, D. Luciano Mendes, D. Ivo Lorscheiter, D. Marcelo Carvalheira, D. Paulo Ponte, D. Leonardo Steiner, D. Erwin Kastler, D. Edmilson da Cruz e o Padre Júlio Lancelotti pelo muito que fizeram e alguns ainda fazem para que os bons desejos de Jesus e as bases lançadas por ele de sustentação de sua Igreja permaneçam até o fim?

Quem tem um ‘aniversariante assim’, não pode ter sentimentos superficiais. 

A mensagem e a arte da Professora NAZARÉ ANTERO








sábado, 23 de dezembro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

DEZEMBRO: PERÍODO DE MUITOS ENCONTROS

EDIÇÃO DE 16.12.23

De 08 a 12 de dezembro, Myrtes e eu estivemos nas duas mais importantes cidades do Acre, na região Oeste do país.

 Foram 12 horas entre a saída de casa, em Fortaleza, e à chegada à cidade de Cruzeiro do Sul, tendo passado antes pela capital Rio Branco.

 O objetivo era participar das solenidades do casamento da sobrinha Jadie, Dentista,  com o empresário de eventos Pedro Henrique dos Santos Oliveira

 No aeroporto, nos esperavam José Raimundo Gomes Filho, meu irmão e pai da noiva, juntamente, com sua companheira Isabel Duck. Haviam viajado de Rio Branco, de carro.

 Na manhã do dia 9, demos um giro pela cidade de Cruzeiro do Sul. Uma cidade de topografia totalmente sui generis. Não há uma rua plana. Todas são ladeiras para sumir e para descer.

 O  maior trecho plano tem uns 300 metros. É na rua que dá acesso à ponte sobre o Rio Juruá, uma bela obra que é atração na cidade. Juruá é um dos grandes afluentes do Amazonas.

À tarde, o casamento foi na bela Igreja de Nossa Senhora Aparecida, às 16 horas, lotada de amigos e convidados do casal. 

A seguir, numa chácara, cuidadosamente decorada, aconteceu uma grande recepção para convidados especiais. A festa foi um exemplo de organização.

 Já no dia seguinte, após o café, viajamos para Rio Branco. Dez horas de estrada. Um panorama de muito verde e poucas habitações. Almoçamos em Tarauacá. E haja chão para a capital.

 No final da manhã, tivemos a oportunidade de conhecer o centro comercial da capital do Acre. É uma cidade de 430.000 habitantes com suas especificidades.


À noite, voltamos a rever a cidade com sua bela decoração natalina.  Tivemos a oportunidade de visitar o Memorial dos Autonomistas um espaço muito agradável e atraente que conta a história dos grandes lutadores.

 Ali eu pude constatar a importância da valorização da cultura e constatei que quem não valoriza a cultura  não tem como entrar para a história.

 Ao seu modo, a capital tem a sua praça dos poderes: Prefeitura, Palácio do Governo, Assembleia Legislativa e Palácio da Justiça. Todos  muito próximos e muito bem decorados para o Natal.

 Terça feira, dia 19, um grupo de Betanistas reuniu-se  confraternização natalina no Hotel AMUARAMA, de propriedade do Dr. José Armando Dias, também ex aluno do Seminário de Sobral.

Na abertura, uma delicada mensagem do Padre José Linhares Ponte que foi Ecônomo, Professor e Reitor no Seminário de Sobral e que merece de todos um carinho filial.

 Aquele evento também era uma homenagem ao centenário de nascimento do poeta e Professor Padre Osvaldo Carneiro Chaves, que, no Seminário foi Professore de Português de todos os presentes.

A exibição do livro EXIGUAS é uma demonstração da admiração de todos pelo seu autor. O grupo foi representado nas palavras do Betanistas, poeta  e escritor JUAREZ LEITÃO.

Na família, mais uma vitória para ser comemorada, neste fim de anos. Lucas Gomes da Costa, neto de Wilson e Neiva e filho de Wilson Junior, foi aprovado, em terceiro lugar, para o Instituto Federal de Educação.

 Nesta quinta feira, no programa Setorial de Saúde, da TV HBR, destaquei os cuidados com Comunicador com o ouvinte, a partir de experiências vividas numa viagem ao Acre. 


UM FELIZ NATAL PARA TODOS














sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 Há certos espertalhões, ensinando mentiras como se fossem verdades

Sempre me impressionei com a minimização que se faz da Festa do Aniversário de Jesus. Quando muito, se reduz a um tradicional desejo de “feliz natal”, ou a uma brincadeira de “amigo secreto”, ou ainda à “ceia de um peru” ou à encenação de um “papai Noel” que nós nem sabemos sua origem, já que aparece em neve falsa e em carruagem puxada a rena, deixando presentinhos debaixo de camas ou redes de “inocentes crianças”.

A exploração feita pelo comércio é enorme. Natal é pra dar lucro. Aí os Meios de Comunicação entram em cena, também para vender comerciais e lucrarem, de tal modo que a Festa do Natal é tão maravilhosa, a cada ano, se supera em percentuais, o lucro do ano anterior.

Sempre vi assim o Natal, vivido pelo mundo e estendo a minha visão à Páscoa, ao dia das mães, dos pais, da criança e a outras datas que se prestam mais à exploração comercial do que a uma celebração afetiva, amorosa e respeitosa como a data merece.

O nascimento de Jesus, para mim, é o único aniversário de alguém que é Deus. Isto já faz a diferença. Não é um natal qualquer. O natal de Jesus foi anunciado desde o início do Velho Testamento. Todos os seres vivos, humanos ou não, estamos na mente de Deus, desde toda a eternidade. Todos reconhecemos isto como verdade. Mas a vinda de Jesus ao mundo, não foi a vinda de um ser vivo qualquer. Cada Palavra dita por Deus na criação seria transformada em gente, em carne, em pessoa humana. Seria consagrada, ungida, materializada num ser crismado, marcado, carimbado com um selo que nunca se apagaria: o selo do Espírito de Deus. Era Cristo, o Senhor: o ungido, o crismado, aquele que tinha um caráter: um selo de qualidade.

Se o 1º Homem e a 1ª Mulher não tivessem pecado, isto é, desobedecido a Deus, toda a humanidade viria de Deus ao mundo, ficava aqui uma temporada e voltava, diretamente, do mundo pra Deus. O seu pecado fez Deus mudar de Plano. O homem e a mulher não perderiam o retorno pra Deus, mas teriam que morrer primeiro. A morte foi uma consequência do pecado. Para que se desse o resgate, Deus enviaria o seu Filho, a 2ª pessoa da SS Trindade, para tornar-se Homem, vir ao mundo e dar sua vida pela salvação de todos. Isso aconteceu faz pouco tempo: há apenas 2023 anos. É uma partícula de tempo, se comparado à Criação do Universo: cerca de 15 bilhões de anos. E esta é uma longa história./ Cerca de mil anos antes de Jesus nascer, o profeta Isaías (61, 1ss) já predissera:

 “o espírito repousa sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos, para proclamar o tempo da graça do Senhor”. Como Isaías, outros profetas também falaram, até que “apareceu um homem enviado por Deus, chamado João para falar da LUZ”.

Era João Batista. Último profeta do Antigo Testamento e o 1º do Novo. Ele anunciou que a Palavra – o Verbum Dei – já estava no mundo. Havia-se tornado um ser humano. ‘Já está entre nós – não para batizar só com a água, como eu faço – mas para batizar com o Espírito Santo. Eu quero que ele cresça e que eu diminua’. João fez a sua parte. Foi o precursor. Veio primeiro. Só então Jesus vem dizer a que veio. Começou sua vida pública.

Maria e José já estavam prevenidos sobre o Filho que estavam cuidando desde a infância. Segundo os profetas Simeão e Ana “ele fora escolhido por Deus para a destruição/, como para a salvação de muita gente em Israel”. E para completar, acrescentaram: “apesar de ser ele, um sinal de Deus, muitas pessoas falarão contra ele e uma espada afiada cortará o seu coração, Maria”. Daí em diante: matança das criancinhas pela ordem do Rei Herodes, fuga para o Egito, perda do menino, por 03 dias, em Jerusalém e o crescimento do adolescente com muita sabedoria e com a plenitude da graça de Deus, como narram os Evangelistas. Estas e outras “dores” dilaceraram o Coração de Maria até o fim.

Ele começara sua Vida Pública, em Nazaré, onde havia crescido. Todos os sábados – como bom judeu - participava da reunião na Sinagoga, até que um dia pediram-lhe para ler as “Escrituras Sagradas”. Ele abriu o livro, exatamente, no texto do Profeta Isaías, que lemos anteriormente. Quando terminou a leitura “Jesus fechou o livro, entregou-o para o ajudante da Sinagoga e sentou-se. Todas as pessoas ali presentes olhavam para Jesus sem desviar os olhos. Então ele disse: hoje se cumpriu o trecho das Escrituras Sagradas que vocês acabam de ouvir”. Imediatamente surgiram os “contra” e os “a favor”, levaram-no para fora e para o alto de um monte para jogá-lo dali abaixo. Era só o início das “dores”, da “espada afiada” que transpassaria o coração de Maria como afirmaram Simeão e Ana no Templo.

Será que já dá pra perceber que este Natal ou este aniversário que vamos celebrar de 24 pra 25 de dezembro, não pode ser, simplesmente, reduzido a um chavão tradicional e vazio de “feliz natal” e “próspero ano novo” como, normalmente, se faz? Estamos festejando um momento tão importante de nossa vida, que não podemos reduzi-lo a um ‘jargão’ tão vazio. Dá até pra pensar que o Natal é só isso. Como na minha cabeça, o nascimento de Jesus representa muito mais, vou deixar uma segunda parte dessa reflexão para continuar no próximo dia 30, sábado que vem. Falar sobre a Vida Pública de Jesus é muito mais mostrar sua prática, do que tudo o que dissemos até agora. É isto que incomodou tanto no tempo dele e continua a incomodar hoje a quem quiser repassar seus ensinamentos como ele mesmo o fez. Há certos espertalhões, ensinando mentiras como se fossem verdades, usando o nome de Deus em vão, defensores da família cristã, tendo filhos de várias mulheres e enganando a muitos. Que Natal vão poder celebrar?

              BORDADOS COM MENSAGENS,                                                DA PROFESSORA NAZARÉ ANTERO

sábado, 16 de dezembro de 2023

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

É FUNDAMENTAL CONTRIBUIR COM A AÇÃO EVANGELIZADORA

Á época da primeira sessão conciliar do Vaticano II, a Igreja do Brasil iniciara um Movimento intenso de Pastoral e Catequese a que deu o nome de  Campanha da Fraternidade. A partir da Quaresma de 1962, por ser um Tempo forte de penitência, nada melhor do que usá-lo bem para conscientizar o povo de Deus a se preparar melhor para celebrar o maior acontecimento da humanidade: a Ressurreição de Cristo. Já se vão 63 anos que esse trabalho se realiza com bastante sucesso se não fossem tantas as omissões pelo caminho.

             Diante da experiência já vivida e na diminuição de recursos estrangeiros, que sempre nos chegavam, mediante projetos que fazíamos, pedindo ajuda, as Igrejas começaram a diminuir as doações e passaram, elas mesmas, a se manterem, através de organizações beneficentes na Alemanha, Inglaterra, EEUU, Itália, Espanha, permanecendo lá os recursos. Tínhamos que encontrar soluções internas, aqui no Brasil, que desafogassem os antigos doadores.

            Em 1998, 36 anos depois de iniciarmos a Campanha da Fraternidade, ocorreu-nos outra ideia, semelhante à primeira. Porque não criarmos também nossas condições de manutenção do trabalho pastoral, como já estavam fazendo nossas Igrejas Irmãs? Nossos recursos seriam mais minguados, porém, capazes de aliviarem, em muito, as nossas condições financeiras. Tínhamos que tocar o nosso trabalho de Evangelização. Partimos para a ação.

            Na 35ª Assembleia Geral da CNBB, em 1997, espelhados no sucesso da já sólida Campanha da Fraternidade, os Senhores Bispos decidiram criar a Campanha para a Evangelização, nos moldes das já existentes em outras Conferências Episcopais de outros países, com a finalidade de manter o setor de Evangelização. A exemplo da Campanha da Fraternidade que já estava acontecendo no Tempo da Quaresma, para celebrar a alegria da Páscoa, a Campanha para a Evangelização dar-se-ia no Tempo do Advento para festejar o Nascimento de Jesus. Ambos os “Tempos” são “penitenciais”. A diferença estava só na duração das Campanhas: a da Fraternidade são 40 dias, e a da Evangelização, cerca de 03 semanas: vai do último Domingo do Ano Litúrgico, Festa de Cristo Rei, até o 3º Domingo do Advento, quando acontece a Coleta Nacional para a Evangelização. Nas celebrações de hoje à noite e nas de amanhã, a arrecadação é feita em todas as paróquias e comunidades eclesiais.

            Nossos Bispos entenderam que o Trabalho de Evangelização não poderia parar. Daí a necessidade de despertar a corresponsabilidade de todos os católicos na obra evangelizadora. Ajudar a superar a mentalidade individualista e a visão subjetiva da religião por uma atitude solidaria, voltada para o bem comum. Propor a vivência de uma fé adulta, testemunhada em atitudes e ações coerentes de conversão pessoal permanente e de transformação social segundo as exigências evangélicas, enfim, garantir que a Igreja Católica no Brasil tenha recursos para fazer seu trabalho de evangelização nas regiões mais pobres, na periferia de grandes cidades e em ações concretas e estratégicas, investindo nas lideranças, atualizando-as com encontros formativos e habilitando-as para a Missão onde for necessário.

            Para isso, nesses últimos 26 anos de preparação, formação, execução e prática de tais objetivos, alguns temas foram divulgados, tratados, espalhados e aprofundados por todo o País, tais como:

            - 1999: “Abri as portas ao Redentor”.

           - 2000: “Evangelho para todos”.

            - 2001: “Somos Igreja que evangeliza”.

            - 2002: “Lançando as redes com o Cristo”.

            - 2003: “Solidários na Evangelização”.

            - 2004: “Participar é Evangelizar”.

           - 2005: “Anuncia-me”.

            - 2006 e 2007: “Discípulos e Missionários” (02 anos seguidos).

            - 2008: “Acolhamos o Príncipe da Paz”.

            - 2009: “Ele se fez pobre para nos enriquecer”.

            - 2010: “Em Cristo somos novas criaturas”.

            - 2011: “Ele veio curar nossos males”.

            - 2012: “Eu vi e dou testemunho: Ele é o Filho de Deus”.

            - 2013: “Eu vos anuncio uma grande alegria”.

            - 2014: “Cristo é nossa Paz”. –

           - 2015: “Sede Misericordiosos”.

            - 2016: “Ele está no meio de nós”.

            - 2017: “Sal da terra e luz do mundo”.

            - 2018: “Evangelizar partindo de Cristo”.

            - 2019: “Eu cuido do anuncio da palavra, dos pobres e da comunidade”.

            - 2020: “É tempo de cuidar da Evangelização”.

            - 2021: “Ide, sem medo, para servir”.

            - 2022: “Evangelizar é a Vocação da Igreja”.

            - 2023: “Em Belém, casa do pão, Deus nos faz irmãos”.

 

            Como nos anos anteriores, a Campanha para a Evangelização teve início na Festa de Cristo Rei, último Domingo do Ano Litúrgico (neste ano: 26 de Novembro), encerrando-se neste final de semana (3º Domingo do Advento – 17 de Dezembro). Em todo o Brasil – de hoje para amanhã – todas as Comunidades Católicas fazem a Coleta Nacional para a Ação Evangelizadora no Brasil, cujos rendimentos devem dinamizar as pastorais, a luta pela justiça social e os serviços missionários. Todos os recursos angariados em todo o Brasil serão partilhados, solidariamente, entre as dioceses e prelazias, com 45%; os 18 Regionais da CNBB receberão 20% e o Secretariado Geral contará com 35% das contribuições. Pode-se até pensar que o montante de dinheiro é grande se, de fato, os que se dizem católicos fossem mais generosos. O problema é que a destinação dos recursos parece ser muito maior. Graças a Deus, as pessoas mais simples, humildes e pobres têm muito mais boa vontade. Daí os resultados serem bem satisfatórios. Nossa Igreja Católica agradece e reza, de um modo muito especial, por todos.

Nestes últimos dias que ainda nos separam do Natal de Jesus, os Profetas continuam a dizer a que Ele vem: “eliminar, para sempre, a morte; enxugar as lágrimas de todas as faces; acabar com a desonra do seu povo em toda a terra; revogar a sentença contra o povo e afastar dele, seus inimigos; reinar como Rei e ser sábio; fazer valer a justiça e a retidão sobre a terra; servir-se-ia um banquete de ricas iguarias, com os mais puros e finos vinhos e com os pratos mais deliciosos”.

Como se não bastassem tantos prenúncios proféticos sobre a chegada de Jesus entre nós, comparações, parábolas ou linguagens figuradas ainda eram feitas, invocando a união de animais, historicamente, inimigos, que passariam a conviver na mais surpreendente união, para servirem de modelo para os humanos: o lobo e o cordeiro viveriam juntos; leopardo e cabrito deitar-se-iam ao lado um do outro; bezerro e leão, vaca, boi e urso comeriam da mesma pastagem; a criança de peito brincaria em cima do buraco da cobra venenosa, enfim, não haveria danos nem morte em toda a face da terra”. Agora eu co convido, leitor amigo, a refletir: as profecias estão aí. Jesus veio ao mundo. Será que 3000 depois essas mesmas profecias se realizaram?


À tarde, teremos a coluna PRIMEIRO PLANO





sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

A Secretaria dos Direitos Humanos do Ceará realiza a Semana dos Direitos Humanos, cuja abertura aconteceu na quarta-feira, 6/12, às 14h, no auditório da Secretaria da Fazenda do Ceará III.

 O foi realizado  sob a liderança da Dra. Socorro França e do Prof. Jovanil Oliveira. Na abertura, um excelente show da cantora Lorena Nunes.

 O evento contou com palestra do ex-ministro e ex-secretário nacional de Direitos Humanos, Mário Mamede, e entrega da comenda “Defensores dos Direitos Humanos”.

 O auditório estava lotado e o entusiasmo dos presentes era visível, especialmente, sob o comando da Secretária Socorro França que cria um ambiente mais à vontade nos eventos.

 A palestra do Dr. Mário Mamede foi excelente. Contou a história das lutas em defesa dos Direitos Humanos no Ceará. Citou vários nomes de pessoas que lideraram as lutas. Alguns estavam presentes.

 A seguir a Secretaria de Direitos Humanos entregou placas de reconhecimento a pessoas que, aso longo de suas vidas, tem-se dedicado à defesa dos Direitos Humanos.

Dra. Socorro França - Secretária  - Prof. Jovanil - Sec. Executivo

O jornalista Antônio Lavareda que participou de nosso livro AD LABOREM, escrevendo sobre o amigo comum Antônio Martins, lançará, dia 14 no Recife o livro DE BOLSONARO A LULA. 

A obra,  pesquisa, eleição, democracia e governabilidade (Editora Sagga).que está em pré-venda, analisa o período final do governo Bolsonaro e o início do terceiro mandato presidencial de Lula

Neste sábado, estamos, Myrtes e eu, na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, para o casamento da sobrinha Jadie com Pedro. Ela é filha do meu irmão José Raimundo Gomes Filho, médico naquele estado desde a formatura.

A Orquestra Filarmônica ESTRELAS DA SERRA, de Croatá, mais uma vez foi muito aplaudida na Praça Portugal, em Fortaleza, nas festas natalinas.

Quem fica na plateia percebe as manifestações de entusiasmo do público com a qualidade da interpretação daquelas crianças e jovens que compõem a monumental Orquestra. Foram inúmeros os elogios que ali se ouviu.

Para nós, sempre um prazer rever aquele grupo que muito estimulamos em seu início. Muito tímidos, levamos ao distrito de Várzea dos Espinhos, em Guaraciaba do Norte, para a primeira apresentação pública.

Era na Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que estávamos ajudando a reformar, com o apoio do então Deputado Prof. José Teodoro Soares, ex-reitor da UVA, com quem trabalhei.

O pastor que vendia feijão milagroso, que vendia vassouras milagrosas agora pede um mil reais de cada fiel. Diz que é um projeto que sai do coração de Deus. E há quem acredite.

Outro pastor pede que a pessoa coloque, num “envelope especial” durante um ano, o valor de um mês de aluguel ou da prestação que paga da moradia, para doar à igreja.  É Deus quem está mandando. E há quem acredite.

 Os mais ousados pastores tornaram-se os mais ricos. Vejam, nesta ilustração, publicada nesta semana na internet, qual o patrimônio dos mais ricos, conforme a Revista FORBES.

Forbes é uma revista estadunidense de negócios e economia. Publicação quinzenal, a revista apresenta artigos e reportagens originais sobre finanças, indústria, investimento e marketing. Fundada em 1917. Tem alta credibilidade.

Recebi do amigo João Ribeiro, via whatsapp, uma entrevista feita com o Professor José Osmar Fonteles, hoje Professor aposentado da UVA.

 Uma verdadeira lição de vida dedicada à Educação. Passou por muitas dificuldades, mas construiu uma história de aprendizagens com o Movimento do Dia do Senhor, MEB-Movimento de Educação de Base e Universidade Estadual Vale do Acaraú. PARABÉNS!

Nesta semana, em nosso MINUTO PELA EDUCAÇÃO na TV HBR de Luiz Regadas e no Programa de Xavier Scarcela, na Rádio Vale FM de Nova Russas, conversamos sobre a fraca atuação de muitos deputados. 



 



O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Desde Domingo passado, 03 de dezembro, estamos celebrando o Tempo do Advento, em seu 1º dia, que também deu início a um novo ciclo litúrgico ou a um novo ano no calendário da Igreja Católica.

            É uma série de 04 domingos que nos prepara para celebrar o Natal de Jesus, sendo amanhã, o 2º da série. Pela catequese tradicional da Igreja, Advento é uma palavra originada do latim (do verbo advenire) que quer dizer chegar; vir e não significa outra coisa, senão, preparar a chegada de Jesus; a esperança de que a sua vinda nos traz.

             Todos os anos a Igreja abre e fecha o seu ciclo litúrgico, seguindo um roteiro pré-determinado e vivido, tradicionalmente, em todo o mundo. Passa a sua vivência para seus fiéis cristãos, a fim de que todos nós o entendamos e o vivenciemos de acordo com o seu significado.

            O ano litúrgico começa com o Tempo do Advento, que nos prepara para viver o Natal, que não é somente o dia 25 de dezembro, mas vai da oração das Vésperas que nós sacerdotes rezamos na Liturgia das Horas, na tardinha do dia 24, até a festa do Batismo de Jesus, que este ano será celebrada no dia 08/01/2024. Todos esses 13 dias serão comemorativos do nascimento de Jesus. É como se fosse um dia só, ou um único dia bem grande. Daí em diante, passamos a viver uma 1ª parte do Tempo Comum - umas 08 semanas - e iniciamos o Tempo da Quaresma que, como o próprio nome diz, é um período de 40 dias, agora preparatório para a semana santa (de 24 a 31/03) para viver o Tempo Pascal.

            Os Tempos do Advento e da Quaresma são parecidos, nos sentimentos e nas celebrações. Dão, ao cristão, um espírito penitencial, convidativo à conversão, pois nos preparam para dois grandes momentos de nossa fé: o nascimento de Jesus (25/12) e a sua Ressurreição (31/03/2024).

            Com a festa da Ressurreição, inicia-se o Tempo da Páscoa, que são 50 dias festivos, alegres, comemorativos da vitória de Jesus sobre a morte, encerrando no Pentecostes (19/05/24) É a certeza da salvação que Ele nos veio trazer. É o maior acontecimento para a humanidade. Nada é mais importante do que alguém ter morrido, ressuscitado e garantido a ressurreição para todos.

            Depois desse Tempo Pascal, recomeça-se da 9ª Semana do Tempo Comum, interrompido lá no início da Quaresma, e se veio até a Festa de Cristo Rei (26/11), no último Domingo do ano litúrgico, com mais uma semana - a 34ª do Tempo Comum (27/11 a 02/12)) – para podermos iniciar tudo de novo, como estamos fazendo a partir das Vésperas da tarde do sábado passado.

            Ficou confuso? Entenda bem o que estou dizendo. Às vezes nós nos dizemos católicos, mas não sabemos coisas tão rudimentares da nossa fé cristã que, vividas no calendário de nossa Igreja, nos recordam os principais mistérios, ensinamentos e práticas religiosas que todos deveríamos vivenciar e aperfeiçoar a cada dia. Nem sempre nós nos interessamos por isto.

            Jesus, além de nos trazer uma mensagem de esperança, nos deu também um roteiro, uma estratégia, uma política, uma ideologia ou um caminho a serem seguidos. Estes, sim, nos salvam e é preciso estarmos sempre alertas, lembrados e motivados para não fugir da orientação que Ele nos deixou, e o ano litúrgico nos vai relembrando o esquema, vai-nos avivando a norma e nos vai religando com Deus. É este o sentido da “religião” em nossa vida.

            Será correto a gente viver sem uma norma, um roteiro de vida? Será que nós não precisamos da ajuda de ninguém, de algum lembrete, de alguma chamada de atenção? Será que podemos viver numa sociedade sem governo, amorfa, anárquica, no sentido original da palavra?

             Pense nisso. Desde a noite de 28 de novembro, até ontem, 08 de dezembro, realizamos em várias Paróquias, inclusive em Bela Cruz, o Novenário da Padroeira, Nossa Senhora da Conceição. É uma Celebração Universal da Igreja e o dia 08 de dezembro, em qualquer dia da semana, que caia, já é dia santo de guarda, dada a importância dessa solenidade. Desde cedinho, todas as manhãs, estivemos celebrando momentos de orações, santas missas, ofício de Nossa Senhora, confissões individuais, culminando o nosso dia, com a Novena da Noite, que reuniu milhares de pessoas que externaram a devoção, o respeito, a sua filial homenagem à sempre Mãe de Deus, que é também a nossa Mãe. Em tempos de advento e de Natal, nada mais oportuno do que abrir um espaço para falar de Maria, a mãe de Deus, já que, neste começo de ano litúrgico, temos a alegria de celebrar a sua Imaculada Conceição. Não há Natal sem Maria; nem Maria sem o Menino Jesus.

             Reflita bem: se eu não acreditar que Maria apareceu na cidade portuguesa de Fátima, ou na cidade francesa de Lourdes, ou em Medjugorge, na Croácia, ou na vilazinha de Cimbres, no município de Pilões, Diocese de Pesqueira, em Pernambuco, eu não incorro em nenhum erro. Mas, se eu desacreditar que Maria foi gerada sem pecado; foi concebida no ventre materno de Santana, sua mãe, sem nenhuma mancha; que Deus a preservou de qualquer mácula, a fim de que ela fosse a mãe de Jesus, aí eu cometo pecado, pois a Igreja decretou, através da Bula Ineffabilis Deus, do Papa Pio IX, aos 08 de dezembro de 1854, que ela - por causa do Filho que  teria, foi imune de todo pecado desde o primeiro instante de sua existência -. Daí, a grande solenidade que celebramos há 169 anos, no dia 08 de dezembro: Festa da Imaculada Conceição de Maria.

            Às vezes, setores não católicos, embora cristãos, dizem que adoramos a Maria e nos criticam por isso. Nós temos repetido que não a adoramos, mas nós a respeitamos, veneramos e a aceitamos como mãe, já que Jesus no-la deu, aos pés da cruz, na pessoa de João, o Evangelista, quando disse: “eis aí o teu filho; eis aí a tua mãe”.

            Maria é mãe de Deus e tornou-se nossa mãe, não é somente porque teve Jesus gerado em seu ventre; é também e, sobretudo, pelo que Ele mesmo disse: porque ela fez a vontade do Pai. Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? Disse Jesus: Minha mãe, minha irmã e meu irmão é todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está no céu.

            Por toda parte, onde se celebram as Festas de N. Senhora da Conceição, sempre ligamos á Missão: de Maria, aceitando ser a mãe de Jesus: “faça-se em mim, segundo a tua palavra”; e à nossa missão: de ir pelo mundo, pregando o evangelho a toda criatura. Não só os sacerdotes, como também os leigos, fomos enviados em Missão, semelhante à de Maria, ao dizer: “faça-se em mim. Eis-me aqui”.

             Maria colocou-se nas mãos do Senhor. Porque nós, não?

            Sempre lembramos que ela, no Canto do Magnificat, denuncia os poderosos, nada solidários com os mais pobres; os ricos, cada vez mais ricos, à custa da miséria de muitos, os perseguidos por causa da justiça e na busca da paz, sempre dizendo que todos serão chamados “filhos de Deus”.

      Peçamos a Maria, padroeira de toda a Diocese e de várias Paróquias como a nossa, para que ela continue a interceder por nós, assim como fez nas bodas de Caná, da Galiléia: meu filho, eles não têm vinho...” Que ela continue a dizer: eles não têm salário... Eles estão com fome, sem justiça; sem saúde, a morte ronda a sua casa... A insegurança impera, enfim, a mãe é a mesma, Jesus é o mesmo; os problemas têm variado: do vinho à água, da insegurança às políticas públicas; do analfabetismo aos postos de trabalho; do desemprego à fome, etc. Seja qual for a nossa necessidade, Maria está alerta na busca de solução; pra resolver mesmo. É só recorrer ao seu Divino Filho. É Ele quem faz o milagre.

            Depois de tantos festejos, louvores à Mãe de Deus, intensas horas de reflexão e oração, todos estamos preparados para viver mais intensamente, este tempo de expectativa, que é o Tempo do Advento, e mais preparados nos sentimos, para celebrar o Nascimento de Jesus. Precisamos viver bem este momento, confessar-nos e nos penitenciarmos neste Advento, para que o nosso Natal seja de muita esperança, paz e prosperidade para todos nós.  Preparados assim, o ano novo será de muita alegria e repleto de felicidades e de muitas esperanças para todos nós


COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...