sábado, 31 de agosto de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

DEBATE SOBRE ANISTIA NO AUDITÓRIO “LUIZA TEODORO”, NO ARQUIVO PÚBLICO

                    EDIÇÃO DE 31.08.24

Em 1972, o então Governador Cézar Cals, acompanhado de uma equipe, foi a São Luís do Maranhão, conhecer a extraordinária experiência do Telensino.

 Lá, os municípios de São Luís, Paço do Lumiar e São José de Ribamar tinham o Ensino Fundamental II, pela TV Educativa, com 97,5% de presença dos alunos. Fato raro.

 Imagino que, no Ceará, o Telensino não foi tão bem-sucedido porque foi logo generalizado para todo o Estado. Experimentada, de início, com poucos municípios teria sido melhor.

 Anos mais tarde, em 1994, adotei o sistema na zona rural de Guaraciaba do Norte, com videocassete e fitas em cada tele sala e os resultados foram excelentes.

 Aquele era o jeito de fazer com que os concludentes das séries iniciais pudessem ter continuidade em seus estudos. Além disto não havia professores habilitados.

 Dois Orientadores de Aprendizagem, previamente treinados e motivados, cuidavam de cada turma. Foi uma experiência muito positiva.  

 Vendo e revendo o seriado THE CHOSEN – Os Escolhidos, fiquei surpreso com a preparação de Jesus e seus seguidores para o Sermão da Montanha.

 Alguns cuidaram de arranjar o local, outro grupo cuidou da divulgação, outros preparavam o local. Jesus e Mateus prepararam o conteúdo. E a multidão compareceu.

  As quatro mulheres do grupo, incluindo Maria, prepararam o visual de Jesus. Ele precisava despertar atenção. E definiram uma faixa azul, a cor da paz.

 E assim Jesus subiu ao local mais elevado, preparado para que todos o vissem. Os apóstolos, espalhados entre a plateia. Repetiam, em alta voz, as palavras de Jesus.

 Não é sem razão que o seriado está sendo visto no mundo todo. É um êxito extraordinário.

 O ator principal que faz o papel de Jesus, estava em situação difícil. Pediu a Deus uma oportunidade. Surgiu o convite para o The Chosen e sua vida mudou completamente.

 O prefeito de Croatá, Ronilson Oliveira, que não conheço pessoalmente, foi muito enfático na justificativa de seu apoio a Cefas/Dr. Wellington Melo, em Guaraciaba do Norte.

 As ações autoritárias do atual prefeito são os principais motivos daqueles que lhe fazem oposição. O Prefeito de Croatá fala das dificuldades para instalar, ali, o seu comércio.

 Pelo seu bom desempenho em Croatá, sua reeleição parece que vai acontecer sem oposição. Velhas lideranças sumiram. Arrogância? Incompetência? Colhem o que plantaram.

 Ronilson, ao que me parece, anda na direção contrária dos arrogantes. Com isto, agregou pessoas que sempre foram adversárias. Croatá é quem ganha com isto.

 A iniciativa do Arquivo Público em promover exposições de documentos da época da ditadura e a palestra sobre Anistia foram muito positivas.

 Tive a honra de estar ao lado de dois grandes Conselheiros da Comissão de Anistia: o Historiador Professor Doutor Márcio Porto e o deputado Renato Roseno, numa mesa de debates.

Tive a oportunidade de falar sobre a perseguição da ditadura ao Movimento de Educação de Base – MEB/Fortaleza, do qual fui Coordenador.

 Um detalhe importante e até emocionante, para mim: O local da Palestre foi o Auditório Professora Luiza Teodoro, Historiadora, Professora UFC e nossa colega no MEB.

 Falei da homenagem que lhe foi prestada em Croatá por causa do êxito alcançado, no município, com a Cartilha da Ana e do Zé, de sua autoria.

 Também na quinta feira, dia 29, aconteceu a Reunião ordinária da Comissão de Anistia. Para marcar os 45 anos da Anistia, foi feita uma leitura compartilhada do artigo do Dr. Marcelo Uchoa, publicado no jornal O POVO.

 Na quarta-feira, à tarde, com a presença da Secretária Socorro França de Direitos Humanos, aconteceu uma Roda de Conversa sobre Anistia. No auditório da Defensoria Pública.

 Aconteceu uma palestra do Professor  Caio Barreira que despertou muito interesse dos alunos. Participamos ainda Dra. Helena Serra Azul e eu, da Comissão Wanda Sidou -


No MINUTO PELA EDUCAÇÃO, do Programa Setorial de Saúde, tive, mais uma vez a oportunidade de falar sobre a escolha dos candidatos, nesta eleição. Clique na setinha e ouça.


                              Também em Guaraciaba do Norte,                                com Zé Ronaldo  88 -9645 0607


 

Que espaço a Bíblia ocupa em sua casa? Só para decoração?

No início do meu Comentário da Semana passada eu anunciava ainda a última reflexão sobre o Mês Vocacional - abordando a Missão dos Catequistas e dos Leigos – mas, já prometendo para iniciar hoje meus Comentários sobre o Mês da Bíblia, que está começando amanhã: primeiro de setembro.

             Há dois/três anos comemoramos as Bodas de Ouro, da instituição de um mês inteiro, dedicado, de um modo especial, à valorização, conhecimento e estudos maiores da Palavra de Deus e de sua prática em nossa vida.

             À época, dissemos que, no início, o esquema era o de Jesus: “ide e pregai; aqueles que acreditarem e receberem os sacramentos serão salvos”. E o Apóstolo Paulo acrescentava: ‘como é que as pessoas podem crer se não ouvir a mensagem? Como podem ouvir a mensagem se não for anunciada? Como é que a mensagem será anunciada, se não forem enviados mensageiros’? E o próprio Paulo completava, citando Isaías 52,7: ‘como é bonito ver os mensageiros trazendo boas notícias’!

            Com tais fundamentos - a criação de um mês inteiro de dedicação ao conhecimento da Bíblia – já chegou um pouco tarde, após o mandato de Jesus e do aconselhamento de Paulo. Como a sabedoria popular diz: “antes tarde do que nunca”, a advertência de Jesus e o conselho de Paulo são, plenamente, válidos, embora Isaías já se houvesse manifestado, mil anos antes. É a melhor prova de que, para Deus, tudo é “presente”. Tudo é hoje. Como Ele mesmo diz no mesmo Isaías 55,8-10: “meus caminhos não são os vossos, nem meus pensamentos são como os vossos pensamentos. Eu não ajo como vocês”.

            Posto isso, retornemos à nossa reflexão sobre o Mês da Bíblia, tendo um “marco histórico” de mudança ou de “aggiornamento” da Igreja, no Concílio Ecumênico Vaticano II. A partir dali, o anúncio da Palavra de Deus, as Celebrações, a frequência aos sacramentos, a participação na Liturgia, o amor maior pela Bíblia, tudo nos foi conduzindo para a reafirmação do compromisso e a efetivação da Missão, em 1º lugar, na vida da Igreja, da família, da comunidade de fé e na vida pessoal de cada um. É muito bonito dizer isso, mas ainda está muito longe da prática.

            Voltamos ao mês da bíblia – 2024 - com uma nova proposta de estudos, sugerida pela Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB. Ela nos está convidando a refletir sobre o Livro de Ezequiel, sob o lema: “porei em vós meu espírito e vivereis”             (Ez 37,14).

            O Profeta Ezequiel surgiu pelo ano 586 antes de Cristo, ao tempo em que a Cidade de Jerusalém fora tomada pelos babilônios. Entre eles, estavam os Israelitas que tinham sido levados como prisioneiros. Era o “povo de Deus”, que continuava fugindo da escravidão do Egito. Ezequiel lhes apareceu, pregando-lhes mensagens de Deus, dirigidas também aos moradores da cidade.

            Tanto os Israelitas, como os nativos e os invasores deveriam ouvir a voz do profeta que ensinava ‘ser cada um, responsável por seus próprios pecados’.

            Aos israelitas, o Profeta acrescentava que “cada um começasse a viver uma vida nova na presença de Deus”. O próprio Profeta, que era também sacerdote, mostrou interesse pelo Templo de Jerusalém e também ensinou que Deus exige que os seus adoradores vivam uma vida dedicada a Ele. É que Deus não quer migalhas de amor. Ele só quer de nós, AMOR TOTAL.

            Foi com estas palavras que Deus chamou Ezequiel para ser Profeta: “Oh! Homem mortal! Eu o estou mandando ao povo de Israel, que se revoltou e se virou contra mim. Eles ainda são rebeldes como os antepassados deles”...

“Se derem atenção a você ou se não derem, eles vão saber que um profeta esteve no meio deles”. E por aí vai o chamado de Deus a Ezequiel, como Ele o faz a cada um de nós. Nós é que temos medo da Palavra de Deus. Nós é que deixamos de lado, a missão profética, achamos que profeta é quem adivinha se vai chover ou não, como dissemos na reflexão passada.

Toda a Leitura do Livro de Ezequiel encoraja qualquer pessoa, que tenha espírito missionário, a ousar e ir em frente. Leia-o em seus 47 capítulos e versículos. Entusiasme-se como eu, à época em que estudei, com o Pe. Luís Sena e agora, relendo o capítulo 37, intitulado: “o vale dos ossos secos” do versículo 09 em diante: “homem mortal, profetize para o vento. Diga que o Senhor Deus está mandando que ele venha de todas as direções para soprar sobre esses corpos mortos a fim de que vivam de novo”. O Profeta assim o fez, conforme a ordem recebida, e “a respiração entrou nos corpos, e eles viveram de novo e ficaram de pé... Era tanta gente que dava para formar um exército”.

Você, que me está lendo agora, procure aquela Bíblia velha que está largada, quem sabe, tão escondida! Bata-lhe a poeira. Abra-a no seu 33º Livro. Deve ser o Livro de Ezequiel. Leia-o. Releia-o. Entenda o que é ser um Profeta e sua importância dentro de uma comunidade. Às vezes, temos em casa uma Bíblia de enfeite, com corte dourado, cheia de imagens decorativas, até num belo móvel ou numa bela estante, novíssima, nunca aberta. Abra-a, no Livro do Profeta Ezequiel e lá encontrará os textos de que estamos falando.

Se, por acaso, não a tiver, peça emprestada a alguém de casa, da família, uma vizinha para lê-la, ao menos o Profeta Ezequiel, para ver se o que estou dizendo tem sentido. Quem sabe, você se tornará um leitor! Experimente!   

            Nestes últimos anos, estivemos envolvidos pelo espírito da sinodalidade, i.é., da renovação constante da Igreja para manter vivo o conteúdo do Concílio Ecumênico Vaticano II e ainda nos estamos preparando para viver mais um Ano Santo, em 2025. Essas duas motivações – como foi o Mês Vocacional, vão ser também, o Mês da Bíblia e o Mês das Missões – preparar-nos-ão melhor para vivenciar 2025, o próximo Jubileu, com suas portas santas e indulgencias.

            Vamos todos procurar responder o convite do Papa Francisco, querendo ser peregrinos de esperança, que nos faça ser como Ezequiel: arautos da fé, em meio àqueles que, por ventura, possam ter-se esquecido de Deus ou perdido o seu caminho.

            Nosso desejo é que, este Mês da Bíblia possa ser mais um marco na campanha evangelizadora e missionária de nossas comunidades, fazendo brilhar, sempre mais, a Palavra de Deus. Não a nós. Somos apenas seus fracos instrumentos na indicação de caminhos, na iluminação de ideias e no desejo de que, acima de tudo, Deus seja louvado.

            Todas as Paróquias e Comunidades Eclesiais estão convidadas a participarem de Encontros, não pra discutirem, intelectualmente, mas para ouvirem e entenderem, profundamente, a Palavra do Senhor e discernirem melhores caminhos que lhes conduzam à conversão.

            Segundo Santo Agostinho, “o ponto central da Bíblia – convergência de todas as profecias – é Jesus Cristo. O Antigo Testamento é preparação para a sua vinda e o Novo, a realização do seu reino. O Novo estava latente no Antigo e o Antigo se esclarece no Novo. Sua unidade se deve ao fato de terem sido, todos eles, inspirados por Deus seu autor principal e garantia de sua inerrância.

Enfim, a Bíblia não é ‘um livro’ de ciências humanas. É uma coleção de 73 livros que tem sua unidade na Unidade da Trindade”.

Contatos: leunamgomes@hotmail.com

sábado, 24 de agosto de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

NOVOS PROFESSORES SÃO EMPOSSADOS NA UVA, PELO GOVERNADOR  ELMANO DE FREITAS

EDIÇÃO DE  24.08.24

Não devemos votar em patentes, (delegado, soldado, cabo, sargento, major, capitão, coronel, general) sem antes, conhecer a sua história, seus compromissos.

 A ideia de que as patentes nos querem transmitir é de uma ameaça velada. Como se dissesse: “lembre-se de que eu sou...”

 Na realidade, o motivo do voto deve ser o que o candidato fez para merecer e não a sua patente. Quais as ideias que defende? Pensa no bem coletivo?

 É recomendável pensar bem ao escolher  o candidato para não se envergonhar depois, do voto que deu. 

Santana do Acaraú tem agora a sua Academia de letras e Artes. Dentre os acadêmicos, os amigos : Valdeci Vasconcelos  e Paulo Pardal.

É muito interessante que os municípios tenham um local para destacar os seus intelectuais que produzem arte e cultura. Sem esperar iniciativa dos gestores.

 Defendo que Academias podem transcender aos limites de suas reuniões formais e contribuírem com a melhoria da arte e da cultura da comunidade, criando eventos.

 A próxima quinta feira terá dois eventos importantes da Anistia. Pela manhã, no Arquivo Público, palestra  sobre os 45 anos da Anistia com o tema  HISTÓRIA, MEMÓRIA E JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO

 À tarde, reunião ordinária da Comissão Especial Wanda Sidou, com Relatos de Conselheiros sobre Requerimentos anteriormente encaminhados.

 Os dois eventos serão abertos ao público. Seria importante que universitários de História e Ciências Sociais pudessem comparecer.

 Por sugestão do Comunicador Luiz Regadas, participarei, mensalmente, de debate na Rádio e TV Atitude Popular.

 Sou um grande defensor dos meios de comunicação e estou escrevendo um livro sobre a perseguição da ditadura aos programas do Movimento de Educação de Base-MEB, na Rádio Assunção.

 O título deverá ser este: RIACHO SECO – A Comunidade imaginária que intimidou a ditadura. Contando a história do Programa A ESCOLA EM SUA CASA. Val Macedo está preparando a capa.

 O Programa tinha duração de meia hora e atingia mais de 4000 ouvintes, em grupos organizados, em mais de trezentas comunidades rurais. 

 O MEB recebia em torno de cem cartas por dia.  Era o maior índice de correspondências da Rádio Assunção. Aquilo assustava a ditadura. Era 1971.

 Mais ainda, a metodologia adotada nos programas provocava mudança de atitudes e comportamentos nos ouvintes. As comunidades começaram a se organizar.

O próprio Governador Elmano de Freitas deu posse aos novos Professores da querida UVA. A oradora, representando os empossados foi minha ex-aluna Margarida Pontes. (clique e ouça)

 A Doutora Carol Braga está escrevendo a sua tese de Doutorado sobre as mulheres perseguidas pela ditadura no Ceará. Conseguiu identificar 369 mulheres.

Em todas os períodos de campanhas políticas surgem movimento de desqualificação dos candidatos, como se só existissem os oportunistas.

 A política é fundamental. Tudo depende de decisões políticas. Bons políticos produzem boas decisões. Maus políticos tentam tirar proveitos pessoais. Resta-nos escolhe bem.

 A mais importante cidade do país está às voltas para escolher um prefeito. Há ameaça, segundo as pesquisas de opinião, de escolher uma pessoa complicada na justiça.

 Enquanto isto o Nordeste tem-se caracterizado por escolher  gestores com visão social mais ampla. E os resultados estão aí. O Ceará se projeta na Educação.

 A UFC escolheu a Professora Ruth Cavalcante para receber o titulo de Doutora Honoris Causa. Segundo o Reitor a escolha valoriza a própria UFC. É motivo de orgulho para a Universidade.

 

Ontem, pela manhã, o Dr. João de Paula Monteiro, a convite da CREDE 13, fez um relato sobre a resistência estudantil à ditadura militar de 64.

 O conferencista é crateuense e contou a própria história vivida no tempo da ditadura. João de Paula foi uma das principais lideranças estudantis do Ceará.

 Perseguido e preso, conseguiu, depois exilar-se no Chile e na Alemanha. Retornou ao Brasil após a promulgação da lei de Anistia.

 O entusiasmo dos jovens, nas campanhas eleitorais, não deve deixar de lado as experiências dos veteranos. Músicas sem pé nem cabeça, provocam rebolado, mas ganham eleição.

 Os tempos são outros. É preciso estratégias que levem o povo a pensar. O povo precisa opinar sobre o que espera dos candidatos. O povo precisa ser ouvido.

       





 







O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

   A IMPORTANTE AÇÃO DO LEIGO, NA IGREJA CATÓLICA!

Como comentamos sábado passado, estaríamos falando hoje, nesta última semana do mês, sobre a Vocação do Leigo ou do Catequista, já que, no próximo sábado falaremos sobre o Mês da Bíblia, ao iniciar o mês de setembro.

Tenho sempre lembrado que a Igreja tem feito, através da PASCOM, uma convocação constante de seu povo e de suas pastorais, para usarem, retamente, os Meios de Comunicação Social - falados, escritos ou televisados - para transmitir o bem, a verdade e a paz, como o fizemos, sábado passado, 17.

Este mês, dedicado às Vocações, é uma excelente oportunidade para revermos nossas opções ministeriais - padre, pai e religiosos - embora ainda tenhamos, estes últimos dias para abrir os horizontes vocacionais e profissionais dos leigos. Estes têm um papel, preponderante, na sociedade e na comunidade eclesial, mesmo porque se trata da maioria.

Pelo batismo, todo cristão, todo leigo é chamado a exercer 03 funções: de sacerdote, de profeta e de rei. Um leigo cristão, consciente de sua missão, pode organizar o povo de Deus em uma associação de moradores, em um partido político, em um sindicato de classe social, em um trabalho de mutirão na comunidade, enfim, de presidir, coordenar, comandar, sugerir e liderar os irmãos. Tudo isso é possível, por causa da função sacerdotal que o batismo lhe confere. É o sacerdócio comum dos fiéis. Não é preciso ser padre para isso.

A segunda função do leigo é proferir a palavra de Deus. É lê-la para os irmãos. Nem é preciso pedir licença ao pároco ou ao bispo. Ele já pode reunir, por ser sacerdote e pode proferir, por ser profeta. Enganam-se os que pensam que profeta é o que advinha, sobretudo, chuva. Não! Profeta é aquele que lê a palavra de Deus para os irmãos, por uma concessão do seu próprio batismo. O que ele lê não é sua sabedoria. Ele não escreveu. É coisa de Deus.

A terceira função, dada pelo batismo ao cristão, é a de ser rei, i.é., ter autoridade para pregar a palavra. Competência para interpretá-la, fielmente. Eloquência para não ter medo de ensiná-la e levar o povo a aceitá-la. Sabedoria para se sair na hora da descrença ou refutação de alguns. Segurança para não se intimidar ou gaguejar na hora de enfrentar um auditório e de lhe responder questionamentos. É talvez o ponto mais fraco de muitos leigos. Até que têm boa vontade, mas lhes falta este compromisso maior ou esta convicção profunda que tornem o seu pronunciamento ou o seu sermão, irrefutáveis, de modo que ninguém se atreva a contestar. Quem o fizer, deverá ter argumentos tão sólidos e seguros quanto os seus.

Do jeito que os padres e os religiosos somos chamados a nos engajarmos na Ação Missionária da Igreja, ela faz a mesma coisa com os leigos e os catequistas, convidando-os e os enviando a se engajarem e a permanecerem participando, ativamente, dos trabalhos pastorais e paroquiais, missionários e catequéticos, a fim de que todos sigamos aquele chamado de Jesus: ide por todo o mundo; pregai o evangelho a todas as criaturas.

 Todos temos que estar preparados para sair por toda parte: pelas cidades, capelas e comunidades eclesiais, espalhando a boa nova. O povo está precisando ser bem formado e bem orientado para as coisas de Deus. Para fazer tal serviço de bem comunicar a verdade, temos que usar de todos os meios: televisados, falados e escritos.

Nossas Dioceses estão bem conscientes disto, estimulando e deixando realizar a PASCOM, utilizando Rádios, Jornais, Revistas e folhetos, como excelentes Meios para evangelizar. Na medida do possível, sempre os utilizei.

 Mesmo hoje, aposentado, tenho aproveitado este blog do meu irmão e colega, Professor Leunam (a quem sou grato) por continuar me comunicando.

Desejo, profundamente, que nossos leigos reconheçam suas funções batismais e as realizem trabalhando intensamente: reunindo o povo de Deus, proferindo ou lendo a Palavra e explicando-a com competência para melhor desempenharem as missões de sacerdote, profeta e rei, como nos referimos acima.

Os leigos, os catequistas ou os missionários e consagrados têm que reconhecer o seu lugar na Igreja, assim como os padres diocesanos e os regulares ou religiosos, cada um fazendo a sua parte. Isto se dando, vai sobrar tempo para os Padres desempenharem sua missão específica (celebrar os sacramentos do perdão e da eucaristia) e nunca vai faltar trabalho para o leigo, cujas funções, muitas vezes, eram ocupadas pelo próprio padre.

Antes de se criticar o leigo ou a leiga por serem “beatos” ou “baratas de Igreja” ou, como na linguagem comum, “aquele que está por fora ou que de nada entende” deve-se ver neles, “um entendido”, “aquele que é capaz” ou “que está por dentro”.

A Igreja não pode prescindir da atividade do Leigo. Afinal, foi o próprio Jesus quem convidou os 72 discípulos, representando o povo de Deus, e os 12 Apóstolos, representando os Ministros Ordenados: os Sacerdotes. Este esquema tem que ser respeitado até o fim dos tempos.

Que todas as Paróquias unam suas forças de Padres e de Leigos – dos 12 Apóstolos e dos 72 Discípulos – para melhor darem continuidade à Missão que Jesus lhes confiou. Em qualquer final dos 04 Evangelistas, a gente pode ler as últimas recomendações de Jesus, mais ou menos, com as mesmas palavras. Pela ordem, Mateus 28, 19-20:

 “vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. Eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos”. Se quiser conferir, veja em Marcos 16, 15-18. Lucas 24, 36-49. João 20,19-23.

 No 4º parágrafo, ali acima, ainda no início deste “comentário”, eu disse que ‘um leigo cristão, consciente de sua missão, pode organizar o povo de Deus em uma associação de moradores, em um partido politico, em um sindicato de classe social, em um trabalho de mutirão na comunidade’... (enfim, ali está; releia). Será que são os mais conscientes, os mais interessados no bem-estar da coletividade, que estão ocupando esses espaços?

Este ano haverá eleições. Será que os candidatos, em todo município da Federação, estão preocupados com o bem social, ou só com o bem pessoal? A experiência que estamos tendo de homens públicos – no país, no estado e no município – está, ao menos, vislumbrando, melhoras, esperanças e efeitos democráticos, ou a “polarização”, “o negacionismo”, ou a mistura de política e religião perduram e nos vão afastando de qualquer respeito pela democracia?

Os gastos com uma campanha política podem ser alcançados por um candidato do povo ou por um pobre líder comunitário? Como está longe das elites abrirem mão de seus privilégios, para darem vez a um governo popular!

Desde quando começamos a falar de vocações, no mês de agosto, pensávamos que os Leigos – maioria da população – se fossem empolgar com o desafio de que, como cristãos se sentissem atraídos pra transformar o Mundo.

O Apóstolo Paulo deixou-nos um conselho, através do Bispo Timóteo em sua 2ª Carta 4,2: “prega a Palavra, insiste oportuna e inoportunamente”. Certamente, se “insistirmos pregando”, com menos de 2.000 anos, venceremos.     

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sábado, 17 de agosto de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

        EVENTOS MARCAM O MÊS DA ANISTIA

Na próxima terça, 29 de agosto, participarei de uma entrevista no programa da Rede ATITUDE POPULAR, às 07,30h.

 Serei entrevistado pelo comunicador Luiz Regadas sobre Frei Tito, Comissão Especial Wanda Sidou da qual tenho a honra de ser o atual Presidente.

 No dia 28, às 14 horas, no Teatro Morro do Ouro, anexo do Teatro José de Alencar,  UMA RODA DE CONVERSA sobre a Ditadura de 64 e a Anistia.

 Estaremos na mesa, com a participação da Dra. Helena Serra Azul, uma das vitimas da ditadura e o Professor Caio Barreira.  Evento aberto ao público.

 No dia 29 de agosto participaremos, no Arquivo Público do Estado de um evento 45 ANOS DA ANISTIA: HISTÓRIA, MEMÓRIA E JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO.

 Na mesa, o Deputado Renato Roseno, eu e o Historiador Professor Doutor Márcio Porto.  Local: Auditório do Arquivo Público, às 10 da manhã.

 No dia 29 de agosto, das  14 às 17 horas, haverá mais uma reunião dos Conselheiros da Comissão Especial Wanda Sidou.

 Farão apreciação e votação de requerimentos de pedidos de reparação financeira pelo prejuízos causados pela ditadura de 64, no Ceará.

 Sem dúvida, não reparação suficiente para compensar os prejuízos causados pela ditadura de 64. Todos os presos e perseguidos carregam marcas indeléveis.

 Em Guaraciaba do Norte, onde passei a semana, tive a oportunidade de reencontrar o amigo escultor JOERBSON. Trabalhamos juntos no município de Croatá.

 Joerbson, é o autor das monumentais  e pequenas esculturas expostas no Hotel Gospel que se transformam em grandes atrações para os hóspedes e visitantes.

 Na Rádio Cristal de Mucambo, distrito de Guaraciaba do Norte, fui entrevistado pelo ex-colega Pedro Neto, um dos pioneiros que fizeram parte de nossa equipe na Rádio Guaraciaba.

 O tema de nossa entrevista, de mais de uma hora, foram os nossos livros GUARACIABA DO NORTE – NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA e PROFESSOR COM PRAZER – Vivência e Convivência na Sala de Aula.

 Tive a oportunidade de testemunhar as multidões que compareciam todas as noites às celebrações, tradicionais novenas, em homenagem à Padroeira N. Senhora dos Prazeres.

 Achei os eventos litúrgicos bem-organizados mas com falas muito longas. Três horas de duração é muito tempo para quem vem da zona rural.

 Para chegar até lá tivemos que pegar uma ótima estrada de Canindé a Santa Quitéria e, infelizmente, péssimo trecho nas proximidades do sangradouro do Araras.

 Entre Reriutaba e a subida da Serra da Ibiapaba, vimos que a buraqueira está passando por consertos. Felizmente.

 No município de Cruz, região do Acaraú, o Professor e Psicólogo NETO MUNIZ está na luta por uma vitória dos trabalhadores.

 Há muitas esperanças de que, nesta eleição haja melhor escolha de candidatos. Na eleição passada, foram eleitos alguns que ainda hoje não sabem o que fazer no Legislativo;

 Outros ficaram tão entusiasmados com a ignorância de seus eleitores que já querem agora alçar postos mais elevados. Infelizmente há eleitores que não sabem o que fazem.

 Já o Congresso nacional está agastado com o Ministro Flávio Dino que impediu distribuição de verbas sem necessidade de Projetos. Sem transparência. Enganam-se.

 Todo os Ministros do Supremo Tribunal Federal apoiaram a iniciativa do Ministro Flávio Dino. Segundo  as notícias, Senadores e Deputados querem vingar-se do STF.

 Apesar de tais posições, não se deve desanimar. A Política é o caminho. O que nos cabe e fazer melhores escolhas. E há bons candidatos. Basta ver a história de cada um.

 O Brasil lamenta hoje a morte o comunicador Silvio Santos. Uma nova vida é o destino de todos nós, mas sempre causa um impacto.

 A propósito, brevemente, o publico terá a chance de ver o NOSSO LAR 2. A continuação da visão espírita sobre a outra vida.

 As abelhas de Macaíba, no Rio Grande do Norte, atrapalharam o discurso do ex-presidente que detesta o nordeste. Seria uma manifestação de repúdio?

         BREVE, TAMBÉM NO DISTRITO DE MORRINHOS,          EM GUARACIABA DO NORTE








O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

COMO VOCÊ TEM ATENDIDO AO CHAMADO DE DEUS?

O mês de agosto se está caracterizando pela comunicação ou pela convocação, que a Igreja faz todos os anos, aos seus fiéis, para refletirem sobre as vocações: os chamados que Deus vai fazendo a cada um de nós, para bem exercermos a nossa missão no mundo.

            Já pensamos na Vocação do Padre (dia 04), na dos pais (dia 11) e agora, neste 3º Domingo (dia 18), sobre a Vocação à Vida Religiosa, ou o chamado feito aos frades e às freiras, para melhor servirem a Deus, por uma missão especial, à semelhança de Maria, nesta sua Festa da Assunção.

             De algum tempo para cá, envolvida pela renovação exigida pelo Concílio, a Solenidade da Assunção de Maria, que era celebrada, desde o século V, no dia 15 de Agosto, deixou de ser fixa, como dia de preceito, para celebrar-se no 3º Domingo, que já é o Dia do Senhor. Em algumas vezes, as motivações coincidem. Os feriados serão diminuídos, como em outras Festas.

            Por que eu disse: ‘à semelhança de Maria’? Porque ela deu seu sim ao Anjo que lhe anunciou que ela seria a Mãe de Deus. Resistiu um pouco, mas aceitou: “faça-se em mim, segundo a tua palavra”.

            Os religiosos, homens ou mulheres, dão seu “sim” a Deus, todos os dias, na realização de suas funções: nos hospitais, nas creches, nas escolas, nas pastorais, na vida comunitária, em qualquer parte. O frade – ordenado ou não -  e a freira devem estar sempre dispostos a fazer a vontade de Deus, a dizer sim como Maria: ‘eis aqui a serva do Senhor’.

            Há pessoas que não veem muito sentido na vida religiosa. Como é que alguém se tranca num convento, às vezes, sem ter mais nenhum contato com o mundo? Terá sido por algum desengano amoroso que ali foram parar?

            Santa Terezinha do Menino Jesus explicava muito bem o significado de sua vida no Carmelo.

“A Igreja tem dois grandes grupos de missionários: os que vivem no mundo, se arriscando, enfrentando toda sorte de barreiras ou dificuldades e os que vivem nos conventos”. E os comparava com uma árvore: “aqueles são o tronco, as folhas, os frutos, os galhos que ficam sujeitos à depredação de vândalos ou ao alcance de pessoas que os estragam, maltratam ou destroem. Os que vivem nas casas religiosas ou nos conventos são as raízes, que ficam escondidas, sem serem alcançadas pela destruição, pela maldade humana ou por estragos causados pela própria natureza. No entanto, uma parte não vive sem a outra. Será que a copa da árvore pode viver sem as raízes? Será que nasceriam flores e frutos, sem a seiva que entra pelas raízes ou a força que vem do solo? E para que essas raízes escondidas, subterrâneas, se não houvesse a copa ou as partes externas da árvore”?

 

Perfeita a comparação, Santa Terezinha! A Igreja tem seus missionários externos, pregando a palavra de Deus, distribuindo os sacramentos, presidindo celebrações, usando de todos os recursos para chegarem mais perto do povo, por exemplo, o rádio, o jornal, a televisão; presentes na escola, na creche, nas comunidades eclesiais, dentro e fora das cidades, na zona rural e na urbana. É a parte externa, arriscada de que fala Santa Terezinha.

            Tem que haver a outra parte: a da oração, contemplação e intercessão a Deus; os que se escondem ou se anulam para darem força aos que se arriscam, levam pedradas, sofrem incompreensão ou calúnias por causa do Reino de Deus ou do seu trabalho comprometido. Que bela comparação! É por isso que você é a Padroeira dos Missionários e que está regendo esta sinfonia vocacional que é o Tema da CNBB, insistindo no Lema: a messe é grande...

            Vamos continuar insistindo ao Senhor para que envie novos operários para a sua colheita, quer para serem sacerdotes Diocesanos e assumirem paróquias e desobrigas em capelas e comunidades rurais, quer para serem frades regulares ou freiras conventuais, seguidores de regras ou de normas – daí o nome regulares – através dos votos de obediência, castidade e pobreza.

            Em todos os anos, o Mês Vocacional obedeceu a este esquema: Vocação do Padre, Vocação dos Pais, Vocação dos Religiosos e Religiosas e - pra semana - Vocação dos Leigos e Catequistas, que ainda abordaremos.

            Para todos, Tema e Lema são os mesmos: “Igreja como uma sinfonia vocacional” e “pedi ao Senhor da Messe que mande mais operários”...

            Na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu - já justificamos – a reflexão é sobre a Vocação Religiosa: masculina ou feminina, popularmente conhecidas, como frades e freiras. Muitos daqueles são Sacerdotes e também exercem missões pastorais em paróquias, na celebração dos sacramentos do Perdão e da Eucaristia. Todos, ordenados ou não, dão vida à Igreja, ajudando-a em inúmeras pastorais pelas várias instituições eclesiais onde atuam.

            Exercem as mais variadas funções pelas Paróquias, comunidades, escolas, capelas, hospitais, sendo sempre um sinal concreto da vida que Deus quer que exista em cada pessoa. É a mesma disposição que a Mãe de Deus deu a entender, quando disse seu sim: eis aqui a serva do Senhor.

            Em geral, este ano, em todas as suas ações pastorais, preparou-nos para a celebração do Ano Jubilar, em 2025. É mais um Ano Santo, que ocorre na Igreja, de 25 em 25 anos. Faz menos de um mês (foi aos 20 de julho), eu lembrei aos meus leitores, o seu significado. Até prometi voltar ao assunto. Vou repeti-lo um pouco.

            Há quase um mês eu lhes dizia que a celebração de anos jubilares tem origem no judaísmo, desde o Velho Testamento. Era um tipo de ano sabático com um significado muito particular. Era uma festa realizada a cada 50 anos.

            No decorrer desse período, os escravos eram libertados, restituíam-se as propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as terras não eram cultivadas e as pessoas descansavam. Era o tempo do descanso. Da alegria. Do júbilo. Daí, o nome: yobel, em hebraico. Iubilum em latim. Deu Jubileu em português.

            Acrescentei que, com a vinda de Jesus ao mundo, cessou a História do Antigo Judaísmo e começou a História do Novo Testamento e o Catolicismo adotou a ideia do Jubileu, dando-lhe uma nova roupagem.

            Manteve a duração de um ano, iniciou com o espaçamento de 100 em 100 anos, depois passou a ser de 50 em 50 anos e, por causa do grande período, entre suas realizações, nos últimos tempos, tem-se dado a cada 25 anos, com a possibilidade de acontecer, intercaladamente, por uma motivação extraordinária, desde que seja para o bem de todos e por uma catequese mais intensa. A caminhada da Igreja, sobretudo com o aparecimento de sua Doutrina Social, do Concílio Ecumênico Vaticano II e dos intensos momentos de evangelização, destacados por ela, são excelentes momentos de preparação para um Jubileu.

            Falei ali acima ‘por uma motivação extraordinária’. Lembram-se do Jubileu da Misericórdia, celebrado em 2016? Foi, extraordinariamente, convite do Papa Francisco. Até tivermos, várias “portas santas” por Catedrais e Igrejas, autorizadas pelo Papa, para que todos pudessem ganhar indulgencias. Quem sabe, S.S. não abrirá outras oportunidades para quem mora longe de Roma?!               

 


sábado, 10 de agosto de 2024

ARTIGO

 


Não fique triste por ter ficado velho/a!

Aceitar a passagem do tempo e as mudanças que ela traz é um desafio da condição humana. Os traços da juventude, como a força física e a aparência jovem, são valorizados, isso não se pode negar. No entanto, a aceitação do envelhecimento pode trazer uma sensação profunda de paz e realização.

A juventude é uma fase repleta de descobertas, energia e potencial. No entanto, à medida que envelhecemos, ganhamos uma coisa extremamente valiosa: a sabedoria. As experiências guardadas ao longo dos anos formam nosso caráter, aumenta nossa compreensão do mundo e fortalecem nossos relacionamentos.

Encarar o envelhecimento com otimismo e dignidade pode nos permitir mergulhar nas coisas mais valiosas da nossa existência, como a conexão emocional, a contribuição para a humanidade e o crescimento espiritual.

Outra coisa importante: aceitar o envelhecimento é uma forma de autocompaixão. Em vez de lutar contra as mudanças inevitáveis, podemos abraçá-las como parte do nosso processo natural de vida. Isso pode nos libertar da pressão de tentar manter uma aparência jovem a todo custo e nos permitir viver de maneira mais autêntica e plena.

Portanto, aceitar a passagem do tempo e a perda dos traços da juventude é uma oportunidade de redescobrir a nós mesmos, de valorizar as conquistas do passado e de encontrar beleza e propósito nas fases posteriores da vida.

                                                                                                                                                  antôniodorádio            

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

        Torturado pela ditadura de 64,          Frei Tito Alencar  morreu há 50 anos!

Ontem, pela manhã, a Assembleia Legislativa do Ceará prestou uma homenagem ao Frei Tito Alencar, cearense que morreu em decorrência de tortura nos porões da ditadura de 64.

A iniciativa do dos Deputados Larissa Gaspar, Renato Roseno e Assis Diniz. Estes, sim, bem-preparados, manifestam clareza da missão de um parlamentar.

Os três fizeram pronunciamentos de quem tem competência e sabem se preparar para momentos históricos como aquele. Foram muito aplaudidos pelos que estavam no auditório João Frederico.

O convidado especial foi o Deputado Federal  Pastor Henrique Vieira que fez um discurso muito emocionado.

O Presidente Evandro Leitão conseguiu cumprir seus compromissos, com tempo de Presidir o evento que já havia tido início sob a Presidência da Deputada Larissa Gaspar.

Tive oportunidade de contato com o Frei Tito quando estudávamos no Recife. Ele atuando no regional da JEC – Juventude Estadual Católica. Eu, no Seminário de Olinda.

Na contramão: Se aquele político se tornou inelegível, boa coisa não fez. É preciso estar atento aos que perderam a confiança da justiça.

Lidar com o dinheiro público ou com joias doadas não é brincadeira. Tentar dar golpe também pode produzir inelegibilidade.

Alguns malucos  espalharam que o governo ia cobrar impostos sobre as medalhas e troféus ganhos nas Olimpíadas.  Só para criar clima de confusão.

É preciso estar bem atento para não votar neste povo que age desta forma. Vivem a criar confusão.

Tem-se a ideia de que na eleição passada muitos parlamentares foram eleitos sem saber o que iam fazer, se eleitos. É o que estamos vendo.

Há parlamentares mal preparados e sem propósitos para o bem coletivo, querem aparecer de qualquer modo. Até espalhando mentiras, como forma de aparecer.

Nesta eleição,  é preciso evitar tais erros. É necessário procurar saber  a história dos candidatos. Se não cuidarmos, encheremos as Câmaras municipais de despreparados.

Conversei, nesta semana, com um amigo radialista sobre a política de Guaraciaba do Norte. Ele me disse que a entrada do Dr. Wellington Melo equivalia a entrada de Pelé num time de futebol.

Sem dúvida foi uma indicação inteligente. Trata-se de um médico competente e que, desde a sua formatura, dedicou-se aos conterrâneos.

Com certeza, a Gracinha e o Adim devem estar muito felizes com o acerto do Cefas Melo. Tem-se observado que o Dr.  Wellington está cuidando muito bem de sua tarefa na campanha.

A TV mostrou, quinta feira, um debate com os candidatos à Prefeitura de Fortaleza. Mais agressões do que apresentações de propostas. Em São Paulo, também foi algo semelhante.

Pelo menos a gente vai vendo em quem não votar. Os Programas de TV perdem totalmente o sentido. Quem gasta o tempo  apenas criticando o adversário, não tem propostas.

As músicas de campanha devem ser escolhidas com cuidado. Não podem ser músicas que contenham erros de linguagem.

Quem cuida do marketing da campanha deve ser alguém que também entenda do idioma. Na dúvida, é melhor consultar. O Google está aí para isto.

Esse negócio de dizer “É NÓIS” e outros similares pode parecer interessante, mas é um grave erro. É sempre bom estar atento à linguagem. O erro de português pode ter efeito negativo.

Nesta semana, no programa Setorial de Saúde, onde apresento MINUTO PELA EDUCAÇÃO, falei sobre a importância do bom atendimento.  Ouça, clicando na setinha.


Dia 14, ao meio dia, falaremos sobre este e outros livros, numa entrevista na Rádio Cristal,  de Mucambo. À tarde, os que quiserem adquirir os livros, com autógrafos, estarei no DIASSIS HOTEL, em Guaraciaba do Norte.










COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...