sábado, 1 de fevereiro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

ESTÍMULO À LEITURA É INDISPENSÁVEL,      DESDE OS PRIMEIROS ANOS.           

                                                                Edição de 01/02/25                                                                    

Quarta, dia 29/jan. participamos do lançamento do recente livro O DIA, de Maílson Furtado Viana, publicado pelo Círculo de Poemas, da Editora Fósforo.

O evento aconteceu na Casa Absurda, à Rua Isaac Meyer, 108, Aldeota em Fortaleza. O nome surpreende, mas é um simpático local. Parece uma casa residencial com um espaço para arte.

Na oportunidade o poeta conversou com a escritora, artista plástica e psiquiatra Lia Sanders, além de um momento de leituras com a atriz Yane Cordeiro do Grupo CriAr de Teatro, de Varjota-Ce.

Tive a oportunidade de participar e contar como o escritor teve a sua primeira chance de expor suas ideias, suas poesias e seus sonhos. Foi na sala de aula do Curso de Letras em que eu lecionava Literatura Cearense.

Passei uma tarefa para os alunos que era descobrir em seus municípios se havia poetas, escritores, alguém que já tivesse publicado algum livro. Logo os alunos que eram de 28 municípios da região norte, reagiram, achando que nada encontrariam.

Sugeri que tentassem e trouxessem os resultados na aula da próxima semana. Para surpresa geral, todos encontraram alguma coisa. E de Varjota, a Elitinha trouxe a informação de que um rapaz de 15 anos já fizera 250 poesias. Era Maílson Viana, então com 15 anos.

Aquela minha intervenção obteve uma grande receptividade que medi pelos aplausos recebidos. No final, uma jovem disse que ficou muito emocionada com a história que ajudou a projetar o jovem poeta, agora ganhador de muitos prêmios.

Adquiri o livro O DIA e ganhei O LIVRO esquinas e folhetos de cordel de autoria do Mailson: A LENDA DA SERPENTE DO ARARAS, A PROFECIA DE FREI VIDAL DA PENHA E SURRÕES E BIQUARAS.

Naquela mesma noite, tive a surpresa de reencontrar um ex-aluno, agora fazendo doutorado na UFC. E Léo Prudêncio, que me presenteou com seu livro OSVALDO CHAVES, TRADUTOR DE HOMERO.

Os meus ex alunos sempre fazem festa quando nos reencontramos. Esta é a grande recompensa para um professor. Leo Prudêncio quer lançar seu livro na UVA, em Sobral, onde fez Letras.


Na semana passada, foi a Professora Doutora Vânia Pontes que me presenteou com livros onde está publicado um poema de sua autoria, a mim dedicado.  

E ontem ganhou menção honrosa por uma prática pedagógica, com música na sala de aula. Experiência inovadora interessantíssima sobre a qual falaremos na próxima edição.

Em, praticamente, todos os municípios das proximidades de Sobral, tenho ex alunos fazendo sucesso em suas atividades. Neto Muniz, em Cruz, está montado uma Faculdade. Estas coisas fazem bem ao nosso coração.

Hoje estou recebendo a da colação de grau da Vanessa Nobre que concluiu Psicologia na Faculdade Luciano Feijão, de Sobral. Ela teve uma participação no meu livro PROFESSOR COM PRAZER.

Duas Ex alunas e hoje Professoras. Vanessa concluiu Psicologia. Ivana Sá, Pianista, Professora e Estudante de Psicologia. Vanessa foi aluna no Curso de Letras e Ivana Sá em Metodologia de Ensino Superior, na UVA e hoje minha professora, on line.

Nesta edição, o Mons. Assis Rocha inicia uma série de quatro artigos sobre o Seminário de Sobral, hoje sede da UVA, que completa cem anos de sua construção. Com certeza, artigos cheios de muito amor àquele casarão.

Na próxima segunda feira, dia 4, a Rádio e TV Atitude Popular reunirá novamente o grupo de apoiadores para uma pauta muito interessante. Será às 19 horas no seu novo estúdio.

A reunião será num sistema hibrido para poder contar com colaboradores e amigos que não poderão estar presencialmente. Tudo em função do fortalecimento da emissora.

Conselheiros da Comissão Especial Wanda Sidou se encontrarão no próximo dia 6 às 14h. O tema principal será a atualização do seu Regimento Interno. Contaremos com a honrosa presença da Secretária de Direitos Humanos do Ceará, Dra. Socorro França.

De Guaraciaba do Norte, recebo a informação de que o Teatro João Barreto, da Fundação Educacional Presidente Kennedy, terá a direção dos Artistas/Professores Marcos Castro e De Assis Nascimento.

A Fundação foi criada em fevereiro de 1964 como entidade mantenedora do Ginásio José Bezerra de Menezes que teve o nome mudado para Albaniza Sarasate e finalmente para Colégio Dom Pedro I.

Já no dia 8 próximo a nova direção do Teatro realizará a 10ª NOITE CULTURAL, da Companhia Independente de Atores. Será um momento de muitas atrações. Até municípios vizinhos se apresentação.

Enquanto isto, Márcio Pena continua a sua luta pelo incentivo à leitura. A criação da KOMBIOTECA, para levar livros e atrações artística para as crianças gera resultados muito positivos.

O estimulo à leitura é fundamental. No Seminário de Sobral, a partir do 6º ano, à época segundo ginasial, cada aluno tinha que ler um livro e apresentar um resumo com uma análise literária. Ali começava o gosto pela leitura.

O QUE ESTÃO FAZENDO AQUELES E AQUELAS EM QUEM VOTAMOS?                             (clique na setinha e ouça)











SEMINÁRIO DE SOBRAL:    CEM ANOS (I)


Por todo este Mês de Fevereiro queremos divulgar, comentar, refletir, falar e agradecer muito, à Instituição da Igreja Católica que nos fez o maior bem na vida e em nossos trabalhos, por termos estudado, desde crianças, no Seminário São José de Sobral que, neste dia 15 estará completando 100 anos.

 

Nos seus 90 anos – 15/02/2015 - manifestamos nossa gratidão pela educação básica – AD VITAM – em que fomos introduzidos pelo Ensino Infantil, Fundamental II e Médio (na linguagem de hoje), dado pelo Seminário de Sobral, encaminhando-nos para os Cursos de Filosofia e Teologia, tendo em vista o Sacerdócio ou, no caso de desistência, um trabalho profissional, digno, e de sustentação, a que chamamos AD LABOREM - de 2021 – já, mais próximo desta Festa Centenária. Tudo isto devemos à ousadia e coragem de Dom José Tupinambá da Frota que foi o maior construtor e administrador de

Sobral sob todos os aspectos: pastoral, educacional e social: somos-lhe gratos.

 

Formamos um grupo de mais de uma centena de Sacerdotes e temos algumas centenas de profissionais nas mais diversas áreas do conhecimento que muito nos honram ao encontrar-nos, como BETANISTAS tão saudosos. Todos somos ex-Seminaristas; jamais Ex Betanistas, lembrava-nos D. Edmilson em um dos nossos Encontros na UVA-Seminário da Betânia, “para aumentar ou alimentar a saudade”, porque saudade não se mata. Continua viva em nós.

 

Para nossa alegria, Dom Manoel Edmilson, está vivo, consciente, mais de cem anos, coetâneo à História do nosso Seminário da Betânia, da qual eu também participo desde fevereiro de 1952. Eu tinha 11 anos e 04 meses, a fazer 12, em outubro. O Seminário de Sobral estava completando 13 anos de seu funcionamento. Cheguei à época em que meus colegas de turma eram: Afonso Rodrigues, Alarico Mont´Alverne, Antônio Vieira, Edvanir Costa, Edvar Mont´Alverne, João Ambrósio, José Marques, Pedro Alcântara, Wanderley Barreto, Teodoro Soares e eu. Destes, só eu sou Padre. Talvez não tenha tido coragem de me profissionalizar. Ou, como me dizem: “ser Padre é + difícil”.

 

Alguns dos colegas morreram. Os poucos, meus coetâneos, são aposentados. Como eu falei em Dom José e até lhe fui grato e em Dom Edmilson, tão centenário quanto nosso Seminário, gostaria de usar sua poesia, sabedoria e recordação de D. José Tupinambá, exatamente no 3º Dia do seu falecimento,

aos 28/09/1959 na sessão fúnebre em sua homenagem. Eu não teria tamanha sabedoria para descrever tantas verdades e sentimentos. Dom Edmilson Cruz fala por mim, como desejo fazer nos próximos 03 Sábados, complementando meus Comentários Semanais, invocando outros escritores e poetas Betanistas.

 

              Canto de dor                                                                          D. Manoel Edmilson da Cruz                                                                             .

Dom José, Dom José! Cada coluna está dizendo:

Vossa presença está aqui. Cada tijolo, repetindo:

Em toda parte. Esteve aqui.

Na capela, rezando. Cada pessoa, revivendo:

No recreio, conversando. Esteve aqui.

No vosso gabinete de trabalho.

Trabalhando, aconselhando.

Em toda parte, edificando!

 

Perpassa a brisa.

Vossa virtude passa

Ardem as velas,

É a vossa fé que brilha.

Tudo está bom.

É o vosso amor presente.

Se em toda parte vos encontro,

De onde vem este martírio

Que vos procuro com delírio

E em parte alguma vos encontro?

Que coisa atroz!

Apontam-me o retrato, tarjado, tarjado.

Aquilo ali é que sois vós?

Sim, acolá, na Catedral. Há uma pedra. Diferente.

E diz, tristonha, a toda gente:

Está aqui. Está aqui.

E o altar repete; está aqui.

E o castiçal: Está aqui.

E o fiel: Está aqui.

Meu coração, porém, voltando a si,

Forte a pulsar, descompassado,

Descobre, em transe, arrebatado:

Está aqui!

Está aqui.

Pois inda há pouco, nem sei como,

Pertinho estive de um caixão,

Alguém dormia.

Um, após outro, de mansinho,

Beijava terno, aquela mão

Parada, fria, mas que abrasava o coração,

Quando, por fim, beijei também,

Falou alguém dentro de mim.

Depois, partistes.

E tristes, tristes aqui ficamos.

Mãos inocentes que já não beijamos;

Sábias palavras que não mais ouvimos;

Gestos tão retos que não mais notamos.

Quanta grandeza que, ai de nós, perdemos!

Por ele é que Sobral ainda é Sobral.

E agora até os cantos que cantamos

São sofrimentos, pobres lamentos!

Duros tormentos. São gritos d’alma,

São sentimentos. São documentos de imensa dor.

Dor que sofre em toda parte, a ver-nos sem vos ver,

A lembrar e a dizer, a buscar e a sentir

Dom José, Dom José!



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