sábado, 14 de janeiro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

REENCONTRO: EXILADOS DA DITADURA E SEUS APOIADORES NA EUROPA

EDIÇÃO DE 14 DE JANEIRO

Um reencontro histórico:  Quinta feia no Centro de Vivências Raio de Sol, em Quixaba, Aracati, reuniram-se, muitos anos depois, amigos que se conheceram no exilio, na Europa.

 De um lado, os então estudantes universitários brasileiros que se protegiam dos rigores da ditadura. Do outro, voluntários que se dispuseram a protegê-los.

Lá estavam o Mons. Assis Rocha que à época, fazia Mestrado na Europa e intermediava o contato dos exilados com suas famílias no Ceará, levando correspondências, gravações...

 O casal alemão, Fred e Barbara, que, tendo bom conhecimento da realidade brasileira e nordestina, apoiava os universitários brasileiros que lá estavam.

 Ruth Cavalcante, de Pedra Branca, e João de Paula Ferreira, de Crateús, tinham sido expressivas lideranças universitárias no Ceará. Foram presos no Congresso de Ibiúna.

 O local para o encontro não poderia ser melhor. O Centro de Vivências Sitio Raio de Sol, a meio quilômetro do distrito de Quixaba, no Aracati, com toda a infraestrutura para encontros de Educação Biocêntrica.

 A própria casa tem suas acomodações dedicadas aos inspiradores da Educação Biocêntrica: Paulo Freire, Edgar Morin, Rolando Toro e Ruth Cavalcante sua criadora.

 O sítio é cercado de pés de caju e sob suas sombras, funciona o refeitório e oferece todo o ambiente de acolhimento. Além da casa alpendrada, há um espaço amplo e coberto para realização de vivências. 

A presença do Mons. Assis Rocha inspirou a Professora Ruth Cavalcante para benzer as instalações daquele espaço de muita inspiração para vivências e convivências.

 Foi um encontro de muitas recordações. Os participantes relembraram muitos momentos de suas vidas no exterior, longe de suas famílias, apoiando-se uns nos outros. Uma dica: o local pode ser alugado.

 Profundamente triste a noticia do falecimento do Professor Roberto Claudio Frota Bezerra, ex-Reitor da Universidade Federal do Ceará.

 Nesta edição, o Mons. Assis Rocha, em seu  Comentário da Semana, presta homenagem ao seu  neto João Murilo que completará 15 anos neste final de semana.

 As comemorações serão no Sitio Santa Maria, em Bela Cruz, para onde se deslocará boa parte da família. No seu artigo, o autor fala de seu aprendizado na convivência com o neto adotivo.

 A brutal invasão aos monumentais prédios da Praça dos Três Poderes, em Brasília, está tendo consequência que jamais os terroristas invasores esperavam.

Achavam que iam quebrar tudo e ainda tomar conta do poder?  Tudo indica que tinham  muito apoio às escondidas. Alguns que não queriam perder gordas vantagens estavam incentivando.

 Os terroristas que pediam intervenção militar, ditadura, AI5 estão vivenciando algumas  experiências que queriam para os outros. Na ditadura, era tudo pior. Havia a tortura do Ustra, exaltado pelo ex-presidente Bolsonaro.

 Segundo a pesquisa do Data Folha, 93% da população é contra o banditismo realizado pelos terroristas. Nada justifica o apoio irracional à violência ao quebra-quebra.

 Os sigilos de Cem Anos, que começaram a ser revelados antes do tempo,  mostram verdadeiros absurdos com o dinheiro público. Vai ser difícil explicar.

 As pessoas presas que se auto intitulam “Pessoas de Bem” acusam “infiltrados”  como os destruidores dos três  palácios de Brasília, na Praça dos Três Poderes.

 E não se viu, em vídeos ou fotos, nenhuma "pessoa de bem" defendendo o patrimônio nacional atacado por terroristas. Outros até se vangloriavam do que haviam feito.

 Mesmo quem nunca foi a Brasília e nunca viu de perto os palácios atacados, se sentiu agredido com tanta violência e ódio. Afinal de contas, são obras de arte que pertencem ao patrimônio mundial.

 Os violentos fatos devem ser debatidos nas salas de aula. Não se pode fazer de conta que não existiram. É importante saber o que os alunos pensam sobre o assunto.









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