segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

IDEIAS & NOTICIAS

 


A partir de hoje, este Blog estará apresentando, semanalmente, esta coluna, sob a responsabilidade da Professora Especialista VALÉRIA ARAÚJO. Trata-se de pessoa de alta competência que irá publicar suas reflexões pessoais e seus estudos de textos literários, com a intenção de ajudar  as pessoas que querem  ampliar seus conhecimento.

Pensamos, especialmente, em Professores que querem atualizar-se, em alunos que se preparam para concursos. Aguardaremos os comentários dos leitores e, certamente esperamos que se sintam à vontade para enviar as suas próprias produções literárias. As contribuições serão recebidas com muita atenção e, estando dentro das normas, poderão ser publicados. 

Por esta primeira publicação, os leitores perceberão a competência de nossa  Colunista. Serão também publicadas muitas de suas poesias. 


 O DIÁRIO DE ANNE FRANK:  a escrita de um diário  como necessidade e construção de si mesma
O Diário de Anne Frank é um relato pessoal e emocionante de uma adolescente que surpreendendo pela sua maturidade, descreve em um diário seus sentimentos e os detalhes de como eram os seus dias no auge da Segunda Guerra Mundial quando sua família escapava dos nazistas. A jovem Anne tinha um grande hábito de ler e escrever e gostava de expressar seu amor pela escrita “Sinto algo especial ao escrever o meu diário (...) gosto de escrever e quero aliviar o meu coração de todos os pesos.” (Anne Frank, 20 de junho 1942).

O diário, batizado de Kitty, se tornou uma espécie de amiga e confidente de Anne já que a vida no esconderijo era totalmente diferente da que a menina levava antes dele “O melhor de tudo é que ao menos posso escrever o que penso e sinto, senão, ficaria completamente sufocada”. Diz um trecho do diário. Anne era uma menina inteligente, articulada e que promoveu fortes reflexões sobre sua personalidade e sobre o momento que estava vivendo. Anne Frank cria um laço e uma intimidade muito forte com a sua amiga Kitty e, ao longo dos relatos escritos, a garota se mostra mais intensa ao descrever seus segredos, suas experiências e os seus pensamentos "Espero poder confiar inteiramente em você, como jamais confiei em alguém até hoje, e espero que você venha a ser um grande apoio e um grande conforto para mim." (Anne Frank, 12 de junho de 1942).

Fica evidente que a transparência e a sinceridade dos seus escritos permitiam lançar a construção de si mesma, uma vez que seu diário implicava na revelação de uma verdade própria e, portanto, sincera. Escrever era para Anne uma forma de não se sentir sufocada.  Anne queria ser ela mesma, por isso muitas vezes não era compreendida pelas pessoas que conviviam com ela no esconderijo, pois a cada página preenchida, ela expõe o turbilhão de sentimentos que a consomem e que nos mostra como é viver em uma realidade jamais esperada, mas que se tornou a única forma possível de manter a sobrevivência em meio à privação da liberdade “A maioria das pessoas simplesmente não consegue compreender o que os livros significam para nós, trancados aqui dentro. Ler, aprender e ouvir rádio são os nossos divertimentos. (Anne, Frank 11 de julho de 1943).

       Curiosamente, Anne nunca perdeu a esperança e a alegria de viver, ela acreditava que tudo iria melhorar e fazia planos para quando chegasse a liberdade: a menina sonhava em ser escritora. (...) Quero escrever e, mais do que isso, quero trazer à tona tudo o que está enterrado bem fundo no meu coração. (Sábado, 20 de junho de 1942.).

Infelizmente, Anne Frank não conseguiu sobreviver ao Holocausto e nem realizar seu sonho de ser escritora. O pai, amigo, confidente e único sobrevivente da família, sabendo o quanto a escrita significava para a filha, publicou O Diário de Anne Frank, um dos livros mais lidos do mundo e que se tornou a confirmação do humano em meio à guerra. 





sábado, 25 de fevereiro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

CEARÁ TERÁ DOIS REPRESENTANTES NA COMISSÃO NACIONAL DE ANISTIA                                                 Edição de 25.02.23

A proliferação das armas apresenta os resultados: muitas mortes nos quatro cantos do Estado e do Brasil. O que se podia esperar com a multiplicação de armas?

Quando eu era menino e meu pai me dava uma bola que trazia de suas viagens a Fortaleza, era um estimulo para eu jogar. E quem é estimulado a ter armas é para que?

Eu pensava que o analfabetismo fosse a expressão mais visível da desigualdade social. Mas tem a fome que inclui muito mais gente.

Em vez de gastar tanto dinheiro, no carnaval, com bandas famosas, não seria melhor que os prefeitos investissem nos grupos da sede e distritos?

Como Secretário municipal, fiz isto e dava resultado. Só assim os grupos vão crescendo.  Com 50% do dinheiro das Bandas, já daria bom impulso aos grupos locais.

Tive acesso ontem, por empréstimo, ao livro CAMINHANDO, de Bráulio Ramalho com quem devo ter cruzado na FAFICE, na rua Luciano Carneiro.  Excelente.

São 294 página de textos muito bem escritos sobre a trajetória do autor. Até que o  sono  me permitisse, quase chego a cem páginas. É uma caminhada igual à de muita gente.

Para quem quer reviver bons momentos dos anos 60/70, é uma boa leitura. Cada vez mais confirmo que quem se identifica, comunica. É o caso.

Sábado passado iniciei a minha primeira participação internacional numa FM de Nova York. São participantes de vários representantes de países da América Latina e Caribe.

Apesar da experiêcia de vários anos em Rádio, sempre vem aquele friozinho na barriga. É uma experiência totalmente nova. Minha parte são ~SEIS MINUTOS SOBRE EDUCAÇÃO.

Há outros cearense que também participam, conforme o anúncio abaixo. O convite  me foi feito pelo experiente Antônio Ibiapino que me ouvia no Programa Espaço Aberto,

Na época, Messias Pontes que comandava o Programa, tinha grande audiência na Rádio Cidade AM. A minha participação era às segundas feiras, de manhã, antes de ir a Sobral.

A minha trajetória em Rádio começou no Recife, na Rádio Clube e, depois, na Rádio Olinda de Pernambuco. Daí em diante, foram várias.

O tema da campanha da Fraternidade, deste ano, devia ser motivo de debates em todas as salas de aula. Basta que os alunos tenham a oportunidade de debater, em grupos de três, sobre Fraternidade.

Não é necessário que os Professores sejam especialistas no assunto. O interessante é provocar o debate entre os alunos e observar o que vai surgir dali. Ficarão surpresos.

Os alunos sempre surpreendem quando demonstramos crença neles. Os Professores precisam ousar  e acreditar que “não existe saber mais ou saber menos. Há saberes diferentes”.

É triste ler textos escritos por autoridades da Educação com erros de redação. Não custa nada consultar alguém que entenda do assunto. Ou mesmo uma revisão pelo Google.

Pior, quando há erros simples, os leitores valorizam mais os erros do que o conteúdo que a mensagem queria transmitir.

Mais uma vitória do Ceará, em âmbito nacional: o Dr. Marcelo Uchoa foi nomeado, dia 23/02, pelo Ministro Silvio Almeida para compor Comissão de Anistia.

Agora, temos dois representantes, já que Mário Albuquerque voltou a compor aquela Comissão. Mário me antecedeu na Presidência da Comissão Especial Wanda Sidou.



 





O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

“Não há democracia se existe fome”.

Celebramos hoje o sábado depois das cinzas, e amanhã já é o 1º Domingo da Quaresma, como um tempo especial de penitência que se estende pelos próximos 40 dias, a fim de nos prepararmos para a Festa da Páscoa.

Em nosso último Comentário, ao falar que estaríamos iniciando, na 4ª feira de cinzas, dia 22, o Tempo da Quaresma, falávamos dos 60 anos da Campanha da Fraternidade, no Brasil, nascida em Roma, no início do Concílio Ecumênico, e que este ano, pela 3ª vez, abordaria a reflexão sobre a realidade da fome, que teve Josué de Castro, como seu maior estudioso na História atual de nossa região. Conhecemos sua vasta bibliografia sobre o assunto, de modo especial, através do filme neorrealista italiano O Drama das Secas, inspirado em suas obras: ‘Geografia da Fome’ e ‘Geopolítica da Fome’.

Encerrávamos nosso comentário, dizendo que ‘nos próximos 40 dias voltaríamos ao assunto’. Comecemos logo.

Em setembro deste ano (05/1908) faz 115 anos de seu nascimento e 50 de sua morte (24/1973) e apesar da distância, sua obra ainda é uma referência para quem estuda, pesquisa ou fala de fome entre nós. Se não mudou para melhor, até piorou. Pra que aberração maior do que a vida dos Ianomâmis? E a constatação do Dr. Dráuzio Varela entre os “nanicos”? “Mutatis mutandis” não foi a constatação do Dr. Josué de Castro há tanto tempo?

Antes, depois e agora a fome sempre foi e continua a ser um dos resultados mais cruéis da desigualdade. Afeta, inicialmente, os mais carentes ou necessitados. Atinge a todos, à sociedade inteira. Por isso o Papa Francisco afirma, sem rodeios, que “não há democracia se existe fome”.

Por 03 vezes a fome é tratada pela Igreja do Brasil durante a Campanha da Fraternidade: em 1975, com o tema: “Fraternidade é repartir” e o lema: “Repartir o Pão”. Justificou o tema e o lema dessa 1ª C.F. sobre a Fome, o Congresso Eucarístico Nacional de Manaus, com os mesmos Tema e Lema que fizeram o povo de Deus conhecer melhor e vivenciar a Eucaristia.

A 2ª C.F. sobre a fome foi em 1985, por ocasião de outro Ano Eucarístico, com um Congresso comemorativo em Aparecida – S.P. – sob o Lema: “Pão para quem tem fome”.

Agora, em 2023, pela 3ª vez vamos refletir sobre a Fome, com base em mais um Congresso Eucarístico Nacional, realizado em Recife, em Novembro último, sob o Tema: “Pão em todas as mesas” e o Lema que é uma ordem de Jesus a seus discípulos: “dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt.14,16). Tanto no 18º Congresso, em Recife, como nesta C.F./2023, nos é ensinado e cobrado que “obedecer e cumprir a ordem de Jesus é vocação, graça e missão da Igreja”. Não podemos duvidar. Pena é que, tantos congressos, campanhas da fraternidade, estudos e pesquisas desde Josué de Castro, como falamos em nosso último comentário, em nada melhorou a situação da fome entre nós.

Não devemos esquecer de que a superação da miséria e da fome foi também objeto de reflexão da Conferência Nacional de Bispos do Brasil na sua 40ª Assembleia Geral, em Abril de 2002, ao comemorar seus 40 anos de existência, publicando o documento “Alimento, dom de Deus, direito de todos”, lançando com ele um mutirão nacional de superação da miséria e da fome.

Apesar dessa preocupação constante mudam os tempos e as realidades e é preciso ainda confrontarmo-nos com o Evangelho, frente a este grande desafio que permanece gritante em nossa sociedade: a fome.

A FOME é uma realidade do Brasil. Este fato não pode ser negado.

Ela é o flagelo de uma multidão de brasileiros. No entanto, no Brasil não falta alimento. A cada ano o país bate recordes de produção de milho, soja, trigo, cana de açúcar, carne etc. O que então nos falta?

Falta-nos convertermo-nos ao Evangelho, olhar com sinceridade as necessidades do outro, aprender a repartir para que ninguém fique com fome, edificar aqui e agora o Reino de Deus que buscamos e que se realizará em plenitude na eternidade.

Infelizmente quando a Igreja liga estas realidades à Palavra de Deus e quer buscar nela, a resposta para tantos problemas, os políticos enganadores do povo e até maus católicos começam uma campanha de difamação do Padre ou do Bispo, muitas vezes, até do Papa, atribuindo à sua ação missionária, uma atividade “comunista”, contrária ao Evangelho e inventam mentiras e espalham doutrinas, nada cristãs, divulgando o ódio e o mal-estar entre todos.

Para eles, porque falar de fome, de sofrimento, analfabetismo ou avivar na cabeça do povo, problemas sociais, desemprego, sem apresentar soluções? Pra que conscientizar, abrir a mente pra tais assuntos que em nada vai mudar?

Deixa viver com fome, para que angustiar o povo? Pensam até que é pra viver assim mesmo. Não está tão bom até agora? Pra que botar essas ideias na cabeça do povo? Eles nem notam que estão perdendo a própria dignidade, arrastando-se pela rua, revirando o lixo e morrendo. É tudo tão natural que até é desejado por Deus.

No Brasil, a fome não é simplesmente um problema ocasional, é um fenômeno social e coletivo, estrutural, produzido e reproduzido no curso ordinário da sociedade, que normatiza e naturaliza a desigualdade, é um projeto de manutenção da miséria em vista de perpetuação no poder.

A escritora Carolina Maria de Jesus já afirmava em seu Diário de uma Favelada, em 1960: “quem inventou a fome são os que comem”.

São, exatamente, ‘os que comem’ que protestaram contra a declaração recente da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em Davos, na Suíça, de que “cerca de 120 milhões de brasileiros viviam em algum nível de Insegurança Alimentar” (IA) isto é, em nível leve, moderado ou grave. Será fake a afirmação dela, quando a mesma fonte estatística, a que ela se referiu (abril de 2022) diz que “apenas 41,3% dos domicílios brasileiros tinham seus moradores em Segurança Alimentar “(SA)? Este dado é verdadeiro, o outro não?

“Grosso modo”, o número de “Inseguros Alimentares”, abrange os 03 níveis: “leve”, “moderado” ou “grave”. Será bonito falar só dos alcançados pelo nível grave? Aí vão para quem interessar possa: 33 milhões de pessoas enfrentam a fome em nosso país. Vivem na fome endêmica.

A propósito, o Brasil inteiro acompanhou, desde o início, a situação dos indígenas Ianomâmi que, através de um grande mutirão de conhecimento daquela área e de assistência emergencial, o atual governo está por lá com toda a estrutura de atendimento por causa da desnutrição, malária, pneumonia, verminoses, além de violência constante de garimpeiros ilegais que ocasionam uma crise sanitária sem precedentes na maior terra indígena do Brasil onde vivem cerca de 30 mil Ianomâmis. 

A desnutrição atinge mais de 50% das crianças, numa área de 09 milhões de hectares entre os Estados do Amazonas e Roraima, já na fronteira com a Venezuela. É um exemplo concreto de penúria e de fome, sobretudo causado pelo Estado Brasileiro que, no governo anterior, deu as costas para os Índios e apoiou os garimpeiros. O caos está instalado. Trata-se de um exemplo concreto para ilustrar a C.F./2023 a respeito da Fome.












sábado, 18 de fevereiro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO


OS COMUNICADORES QUE SEMEIAM O ÓDIO,  SE EXIBEM, MAS FAZEM MAL.

Edição de 18 de fevereiro

Como uma revisão faz falta. Vez por outra caio em uma. Como não tenho revisor, a tarefa é minha e, consequentemente, o pecado.

Vi, logo na apresentação do livro Pe. JOSÉ PALHANO DE SABÓIA Santo, Semideus ou Cavaleiro do Apocalipse?  a palavra PARFISAL em lugar de Parsifal.

 Quando é engano, nem tanto, mas quando o erro é por ignorância, dá pena. Quando leio ou ouço alguém dizer: MEU ÓCULOS, dá uma tristeza...

 Um equívoco muito comum é usar a expressão “público-alvo”. É linguagem bélica. Quem vai atirar? Significa usar uma linguagem imprópria, inadequada.

 Às vezes  há pessoas que usam linguajar para se exibir, recorrendo a expressões incorretas, como a insuportável “a nível de...”  É a falta da reflexão sobre que vai dizer.

 Como se justifica preparar Professores  para o reinicio do ano letivo, apenas em Português e Matemática? E as outras disciplinas?  Só porque não passarão por avaliação externa?

 Que desculpem os inventores dessa moda, mas isto não tem o menor sentido. Os Professores precisam atualizar-se em tudo que que lecionam. Experiência própria.

 E os Secretários municipais nada dizem? Acomodam-se com isto ou só trabalham com  ordens que lhes chegam de cima?  De que adiantam tais ordens?

                                                         

Locutor de um programa de youtube fez um comentário homofóbico, criticando o Prefeito Adail Machado que dançava numa festa carnavalesca, em Guaraciaba do Norte.

 Linguajar chulo e exibicionista para um fato público que revelava apenas uma brincadeira. Adail é um médico competente que jamais faria algo para escandalizar.

 Quem filmou e divulgou tinha outras intenções. É A Pistolagem na comunicação? Mesmo adversários, menos radicais, são capazes de compreender a situação.

 Qual o objetivo do comentário? É triste quando alguém se prevalece do microfone para semear o ódio, o preconceito. A comunidade que avalie o gestor. Não ele.

 É por este tipo de atitude que os crimes têm aumentado. Em vez de atenuar certos comportamentos, o locutor estimula a intriga. Será que ele pode atirar a primeira pedra?

 Eu sempre desconfiei de moralistas que se comprazem em apontar os defeitos dos outros. Acham-se acima de todos. Apontar defeitos dos outros não é função de comunicador.

 Todas as nossas cidades conhecem exemplos de comunicadores que entraram no ramo de falar mal, estimular intriga. Deram-se mal. Muitos pagam indenizações por acusação indevidas.

 Desnutrição: Entre os anos de 2019 e 2022, 177 indígenas da etnia Yanomami morreram nessa situação. Isto significa um aumento de 331%, conforme o DCM.

 Comecei, quinta feira, uma participação no Programa SETORIAL DE SAÚDE, com o veterano comunicador Antônio Ibiapino, pela Rádio Atitude Popular e TV HBR.

 O programa MINUTO DA EDUCAÇÃO é transmitido no Youtube, às quintas feiras às 21 horas.  Naturalmente, os temas Saúde e Educação estão sempre muito próximos.

 Já neste sábado participarei de outro programa semanal, também a convite de Antônio Ibiapino, numa FM de Nova Iorque, dirigido à América Latina e Caribe.  

 Disse-me Ibiapino, que há muito tempo nos escutava no Programa Espaço Aberto, de Messias Pontes, na Rádio Cidade. A minha participação era às segundas feiras.

 Precisei renovar minha CNH. Fui ao DETRAN esperando passar por um longo processo burocrático. Ao retornar para casa, já recebi a informação de que podia acessar a CNH virtual. 

De fato, em poucos minutos, após seguir os procedimentos indicados, vi a minha nova carteira, no celular. Milagres da tecnologia. Aprendemos todos os dias.





 

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Neste sábado gordo, já viu alguém confessando sua fome? 

Todo ano, ao chegar o sábado gordo, isto é, o dia de hoje, eu aproveito para refletir sobre o Carnaval, sua história, seus exageros, suas ligações com o Calendário Litúrgico - pois dá início à Quaresma - exatamente na 4ª feira de cinzas – dia 22 – e vai até a Semana Santa, Domingo de Ramos, 02 de Abril.

            Já se vão 60 anos do início da Campanha da Fraternidade, lançada em Roma, por ocasião do Concílio Ecumênico Vaticano II, dando seus primeiros passos na Província do Rio Grande do Norte – Natal, Caicó e Mossoró – como fase experimental, que deu certo, e se espalhou, rapidamente, por todo o país.

            Em cada ano se aprofundou um tema específico a ser refletido em todo o Brasil, de acordo com a nossa realidade, sendo que a Fome nos chamou mais a atenção em 1975, 1985 e agora, em 2023, sob o tema – Fraternidade e Fome - e o lema – dai-lhes vós mesmos de comer – Mt.12,16.

Nas duas primeiras Campanhas (1975 e 1985) tínhamos como referência histórica – Josué de Castro - um médico, sociólogo e cientista político que muito influenciou em minha vida, sobretudo no contato que tive com a sua obra, durante meus estudos no Seminário de Olinda e através das minhas atividades pastorais, voltadas para o social, ao tempo em que convivi na Zona Canavieira de Pernambuco, na Paróquia de Amaraji.

            Nasceu em Recife aos 05 de setembro de 1908 onde viveu, estudou e fez vestibular para Medicina na Universidade da Bahia, graduando-se no Rio de Janeiro em 1929. Ao se formar, retorna ao Recife e é convidado a trabalhar na Secretaria de Educação do Estado com Sílvio Rebelo, Gilberto Freire, Olívio Montenegro, convidados a integrar a equipe do novo governador José Maria Belo. Nenhum deles assumiu. A Revolução de 1930 mudou a sorte de todos, inclusive a de Josué de Castro, que começou a clinicar em Recife, a trabalhar como médico em uma grande fábrica que, em 1932, o levaram a realizar um “Inquérito sobre as condições de vida das classes operárias no Recife”.

             Isto o fez mostrar a que veio. Casou-se com Dona Glauce Rego Pinto, companheira pra toda vida, cúmplice, parceira e guardiã de seus escritos. Com ela teve 03 filhos. Prestou concurso para o cargo de Professor Titular em Geografia Humana da Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, defendendo a Tese: “Fatores da localização da Cidade do Recife”.

            Mesmo longe, não esqueceu suas origens. No Rio, clinicava, lecionava, estudava e pesquisava, passando a ter atuação destacada em políticas públicas: nos movimentos em prol da criação de um salário mínimo justo; na fundação dos Arquivos Brasileiros de Nutrição sob o comando do Serviço Técnico de Alimentação Nacional, em parceria com a Nutrition Foundation of New York; na fundação da Sociedade Brasileira de Alimentação, tudo em conexão com o Serviço de Alimentação da Previdência Social – SAPS – criado pelo Ministério do Trabalho. Sua ação foi tão eficaz em âmbito nacional que repercutiu entre os “Hermanos Argentinos” que o convidaram para estudar e implantar algo semelhante ao que fazia no Brasil, quanto à alimentação e nutrição, e isto se espalhou pelo México, República Dominicana e EEUU.

            De 1943 a 1954 centrava seus esforços aqui no Brasil, como: Professor Catedrático da cadeira de Nutrição do Curso de Sanitaristas do Departamento Nacional de Saúde enquanto dirigia o Serviço Técnico de Alimentação Nacional e se desdobrava na assessoria que ia prestando a países que o convidavam.

            Com tantas atividades dentro e fora do Brasil, ainda foi eleito Presidente do Conselho Executivo da FAO e reeleito, por unanimidade, para mais um mandato. Na época, enquanto vivia na Europa, ainda despertou interesses em cineastas do neorrealismo italiano, que se motivaram e realizaram o filme “O Drama das Secas”, baseados em sua “Geografia da Fome” e “Geopolítica da Fome”. Josué de Castro era o gênio que “tocava todos os instrumentos”. Com a facilidade que tinha de comunicação, com os livros que ia escrevendo, abordando a vida real do povo, não precisou nem de “campanha política” para se eleger e reeleger-se deputado federal por dois mandatos pelo seu Estado de Pernambuco. Não precisava de propaganda melhor do que sua obra escrita (mais de 100 livros) e sua prática profissional como já aventamos neste texto.

            Quando estudei no Seminário de Olinda – na 1ª metade da década de 1960 – nas aulas de sociologia do Pe. Almery Bezerra ou nas aulas de filosofia dos professores Newton Sucupira e Zeferino Rocha ou nas de Economia do Professor Vamireh Chacon, fui orientado pastoralmente pelo Pe. Paulo Crespo.

            Éramos seminaristas, provenientes do norte/nordeste, cheios do espírito renovador do Concílio Vaticano II e ansiosos pela atualização dos currículos que o Seminário Regional do Nordeste nos estava oferecendo. Tínhamos uma competente equipe de direção e o braço forte de D. Carlos Coelho, sucedido pelo “profetismo” de D. Helder Câmara, arcebispos de Olinda e Recife.

            Acompanhávamos toda a efervescência política de Pernambuco e sua consequente ação social, bem como a evolução do pensamento ideológico que nos ia norteando. Um deles, sem dúvida, foi Josué de Castro.

            Nossos professores citavam suas obras e nos estimulavam a conhecer algumas, pelo menos, as mais importantes. Falavam-nos de suas pesquisas, por exemplo, “Sobre as Condições de Vida das Classes Operárias no Recife” ou sobre o “O Nanismo a que estavam ameaçados os Trabalhadores Rurais da Zona da Mata” em Pernambuco, Alagoas e Paraíba. Eram gerados na fome, subalimentados com fome e desnutridos pela fome. Que estatura poderiam ter?

             Eu me tornei Padre em 1968. Josué de Castro ainda era vivo, exercendo a função de embaixador do Brasil na ONU, desde 1962. Com o golpe militar em 1964, ele foi destituído do cargo de embaixador-chefe em Genebra, teve seus direitos políticos cassados por 10 anos e foi impedido de voltar ao Brasil. Ficou exilado na França. Como seus valores pessoais eram muito maiores do que o cargo que ocupava, ele permaneceu em Paris, exercendo suas atividades intelectuais. Fundou em 1965 e dirigiu até 1973, o Centro Internacional para o Desenvolvimento, tornou-se Presidente da Associação Médica Internacional para o Desenvolvimento, além de ser também Presidente da Associação Médica Internacional para o Estudo das Condições de Vida e Saúde. Como se não bastasse, em 1969, o Governo Francês o designou Professor Estrangeiro associado ao Centro Universitário de Vincennes (setor VIII) da Universidade de Paris, onde trabalhou até sua morte de saudade aos 24 de setembro de 1973.

Como eu disse acima, no 1º parágrafo, ‘ao tempo em que convivi na Zona Canavieira de Pernambuco, na Paróquia de Amaraji’ é porque eu tive a felicidade de trabalhar naquela área, quando eu tinha 10 anos de sacerdócio.

 Iniciei meu ministério em Afogados da Ingazeira – de 1968 a 1973 – fui pra Roma, estudar um pouco e, quando retornei, assumi a direção de uma Escola Polivalente em Paratibe, no grande Recife, quando me decidi – em 1978 - a abandonar tudo e trabalhar na Arquidiocese, que me ofereceu como missão pastoral, a Paróquia de Amaraji, onde fiquei até 1983. Foi muito bom!

Experimentei de perto, ao vivo, convivendo com aquela realidade, no meio de Engenhos e dentro da Usina Bonfim, o que Josué de Castro já falara sobre a sucessão de gerações “nanicas”. Na Missa da Criança, comparávamos o físico de um menino nutrido, bem-criado e alimentado, com um menino da mesma idade, desnutrido, faminto, gerado já nessa situação. Era a verdade pura, denunciada e comprovada por Josué de Castro e ensinada no Seminário.

É claro que o proprietário de 20.000 hectares de terra, toda cheia de cana de açúcar, não gostava da denúncia que fazíamos, pela imprensa, com exemplos concretos e com dados fornecidos pela FEBEM Local. A melhor oposição ao trabalho da Igreja era de desmoralização dos seus padres e leigos conscientes da sua missão ou de apelidá-los de comunistas como, infelizmente ainda se faz hoje. Ah! Josué de Castro! Você foi vítima de um sistema podre que o matou de saudades. Mas o que um agricultor me dizia lá, ainda é verdade: “vou morrer como nasci: nu e com fome”. Nunca o esqueci.

A fome é o tema da Campanha da Fraternidade deste ano. Vamos voltar a ele, com base nesta história de Josué de Castro, tão comprometida com tal realidade e, infelizmente, pouco transformada. Mostraremos com dados atuais e concretos. Depois de tanto tempo, a mudança é mínima. Nos próximos 40 dias, voltaremos ao assunto.











sábado, 11 de fevereiro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

NOVO LIVRO: AFETOS – Escola e educação afetivas: potencializando pessoas e processos.                                                                                 

EDIÇÃO DE  11 DE FEVEREIRO

Teologia da Libertação. Libertação de quê? Certamente, de tudo que oprime a pessoa. Deus nos criou à sua imagem e semelhança. Para a felicidade, para a liberdade.

 Alguém pode ser contra a felicidade, a liberdade, a paz? Há fardos pesados que oprimem: a fome, a misoginia, a homofobia, o desemprego, o analfabetismo etc.

 A arrogância dos que se acham com sabedoria acima de todos, impede de reconhecer que outras pessoas também são capazes de saber. São muitos os pregadores da Teologia da Libertação.

 A paz é obra da justiça, do diálogo. Não sou especialista no assunto, mas não duvido da palavra de Deus. Por isto, acredito que Deus é o grande libertador.  

 Padre Geraldinho, renomado ipueirense, historiador em Crateús, depois da publicação sobre Dom Fragoso, está escrevendo sobre A Passagem da Coluna Prestes pelo Ipu.

 Será que houve um suicídio coletivo das carpas que nadavam nas piscinas do Planalto? E as moedas, ali jogadas, renderam R$2.213,55, e foram doadas a uma instituição.  Triste!

 Na Fontana de Trevi, em Roma, que passou por recente reforma, são recolhidos, por ano, um milhão de euros em moedas que ali são jogadas, na esperança de que o desejo se torne realidade.

 Um deputado gaúcho, componente daquela turma de baixo nível que se elegeu há quatro anos, achou por bem falar mal da Bahia.  Está recebendo respostas à altura.

 Os ataques à Praça dos Três Poderes produziram um resultado positivo inesperado: a convivência harmoniosa entre os 3 poderes da República.

 A ideia do Presidente Lula de realizar a caminhada ao STF, ao lado de Ministros, Senadores e Deputados com os Ministros do Supremo Tribunal foi emocionante. Deu ótimo resultado. 

O livro do Professor e Psicólogo  Reginaldo Parente vai ao centro da questão na sala de aula: AFETOS – Escola e educação afetivas: potencializando pessoas e processos.

 Pelo título, deduzo que tem muita afinidade com o conteúdo de nosso PROFESSOR COM PRAZER – Vivência e Convivência na Sala de Aula

Foi lançada uma nova edição do livro CROATÁ - CONHECENDO O MEU MUNICÍPIO, feito por um grupo de professores, com fundamentos nas informações de Horlando Lima.

Horlando, ao lado  Edmilson Otaviano, é um dos maiores conhecedores da história do município e foi o principal articulador para que acontecesse a emancipação politica de Croatá.

Para quem pede a volta da ditadura, basta dar uma olhada no assunto TORTURAS DA DITADURA DE 64,  no Youtube. Só de ver, dá um suor frio.

Aí se comprova que é uma demonstração de irracionalidade pedir a volta da ditadura, do AI5 ou intervenção militar. Qual a justificativa?  

 Fascismo é um movimento político que faz prevalecer os conceitos de nação e raça sobre os valores individuais e que é representado por um governo autocrático, centralizado na figura de um ditador.

 Os racistas, preconceituosos, homofóbicos, xenófobos,  que querem destruir aqueles de quem não gostam, presumem-se acima dos demais.

 Com frequência, tem aparecido pessoas que, se achando superiores, tentam menosprezar índios, nordestinos, pretos. Cuidado. Estão em vários lugares. E são perigosos.

 Dia 8 de fevereiro era o tradicional dia do início do ano letivo no Seminário de Sobral. Lá chequei em 1955. Em homenagem àquela data, nos reunimos neste ano, no dia 10.

O Seminário, para cada um de nós, será sempre inesquecível. Uma porção de matutinhos, oriundos de várias paróquias da zona norte, começaram novas histórias.

 Estão nos livros: AD VITAM E AD LABOREM feitos a partir de depoimentos de colegas mostrando o quando o Seminário nos preparou para a Vida e para o Trabalho.

 

contatos: leunamgomes@hotmail.com



 












O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

CNBB: “Aos que ferem e destroem a paz,     que se convertam”!

Meus dois últimos comentários (28/01 e 04/02) trataram sobre a Teologia de Santo Tomás de Aquino (era sua festa litúrgica) e a Teologia da Libertação, com seus diferentes modos de abordagem. Comparamo-las com a “versão” de João do Vale, em Carcará, respectivamente, definindo bem: “glória a Deus, Senhor nas alturas” “e viva eu de amargura na terra do meu Senhor”. Uma visão teórica e a outra, prática.

            Tentei mostrar a Teologia da Libertação com base na Palavra de Deus, no Antigo Testamento e no Novo, embora tenha reconhecido Santo Tomás como “defensor da verdade” e usando a Palavra de Deus como “raiz da sua fé”.

            Apesar de ter afirmado que este assunto é “controverso”, eu gostaria de voltar a ele, mais uma vez, para confirmar o que já disse, recorrendo às fontes já citadas, na esperança de nos entendermos melhor. Afinal, alguns de meus leitores, até que me compreenderam e se manifestaram como esclarecidos.

            Vou usar a própria Palavra de Deus para fundamentar meus estudos, de outrora e continuados na prática, sobretudo porque, é na minha prática que tenho encontrado a incompreensão e a crítica de alguns.

            No Antigo Testamento, em Êxodo 3,7-8, Deus diz a Moisés: “eu ouvi os clamores do meu povo. Eu tenho visto como ele está sendo maltratado no Egito. Tenho ouvido o seu pedido de socorro por causa de seus feitores. Sei o que estão sofrendo. Por isso desci para libertá-los do poder dos egípcios e para levá-los do Egito para uma terra grande e boa”...

            Deus é o mesmo. Ele nos proporciona vida em abundância e alegria plena. Será que todos os seres humanos estão tendo essa vida plena? Como se pode viver com guerras, rumores de guerra, estrondos de bombas, invasões de palácios, quebra-quebra, não aceitação da democracia e da alternância de poderes? Como aceitar que a fome mate tanta gente num dos países que mais produz alimentos no mundo? E o desprezo aos Ianomâmis, está certo?

             O Papa Francisco, na Fratelli Tutti, fala dos conflitos invisíveis que estão em Moçambique, Iêmen, Etiópia, Haiti, Mianmar e outros que vão assumindo contornos d’uma terceira guerra mundial por pedaços. Isto não nos incomoda?

            Não se pode fechar os olhos e ouvidos diante da loucura da corrida armamentista no Brasil. Apesar da mudança de Governo, os perdedores não aceitam a derrota. O número de caçadores, atiradores e colecionadores de armas de fogo (os CACs) aumentou 325% de 2018 a 2021. “O gasto com armas é um escândalo: suja o coração, suja a humanidade”, diz o Papa Francisco, “particularmente, quando alimentado por discursos fundamentalistas inclusive religiosos, que transformam adversários em inimigos e comprometem a fraternidade”.

            Baseados nesta palavra do Papa, o Conselho Permanente da CNBB fez um pronunciamento ao povo brasileiro, afirmando como Francisco, que “a vida é o maior dom. Cuidar, responsavelmente da vida implica, artesanalmente, trabalhar pela paz, a justiça social e o bem comum, sempre no respeito pelas diferenças, valorizando a liberdade religiosa e a verdade, dialogando até a exaustão, pois tudo isso é condição para a verdadeira paz”.

            Os senhores Bispos encerram “unindo-se em favor da paz; não se deixando abater ou frustrar. O bom Deus continuará escutando os clamores do seu povo. Expressamos nossa palavra de esperança: aos sofredores, que não desistam; aos que têm poder de cuidar, defender e promover o bem comum, que não se omitam; e aos que ferem e destroem a paz, que se convertam”.

            Dá para perceber o espaço que ocupa a Teologia da Libertação? Como ser contrário a ela? Não está fundamentada na Palavra de Deus?

            No 4º Domingo do Tempo Comum, celebrado aos 29 de janeiro deste ano, tivemos a grande oportunidade de conhecer todo o Sermão da Montanha, narrado por Mateus - em seus capítulos 5, 6 e 7, quando Jesus deixou as multidões, admiradas - pois lhes ensinara como quem tem autoridade e não como os mestres da lei. Seu conteúdo é pura Teologia da Libertação.

            Logo no início do capítulo 05, vêm os tópicos principais do ensinamento libertador de Jesus: “bem-aventurados (felizes/santos) os pobres em espírito... os aflitos ou os que têm fome e sede de justiça... os misericordiosos... os puros de coração... os promotores da paz... os perseguidos por causa da justiça... os injuriados por causa da mentira (as tão atuais ‘fake news’) todos terão seus nomes inscritos e a recompensa nos céus, isto é, conviverão com Deus. Pra que prêmio maior do que este? Não é o que se pleiteia com a Teologia prática?

            Será que o acolhimento que damos aos pobres, aos injustiçados, aos abandonados ou espoliados não nos torna bem-aventurado, feliz ou santo? Foi a isto que nos levou a Teologia Tomista, ou foi a da Libertação? Na prática, qual nos trouxe o conhecimento de Deus: o das alturas ou o Encarnado?

            Sem dúvida, a colocação feita por Jesus resume o itinerário do discípulo- missionário. Contrapõe-se à lógica do mundo: do poder, do jogo interesseiro, do dinheiro, da busca do lucro fácil, em lançar mão dos bens que pertencem a todos. Jesus nos apresenta o caminho mais difícil, verdadeiramente na contramão do que o mundo ensina.

            Jesus nos mostra o caminho, chamando-nos de bem-aventurados, por aspirarmos a um Reino que é dom, é gratuidade do amor divino por nós. Se é dom, está do lado dos mais injustiçados e sofredores no mundo.

Será que não andamos com os olhos muito abertos para nós mesmos e muito fechados para o Reino? Será que a importância dada por Mateus aos ensinamentos de Jesus, ressaltando o caráter, os deveres, os privilégios e até o destino daqueles que O seguissem, necessariamente, não os conduziriam ao Reino dos Céus?

Quando homens do “poder político” começaram a ser autoritários, a se apresentarem como salvadores da pátria, quase como deuses, na defesa do jargão “Deus, Pátria, Família e Liberdade” como já nos aconteceu na ditadura militar ou no governo Bolsonaro, a Igreja do Brasil teve que entrar no conflito em defesa da hierarquia ou de pessoas que pedissem ajuda para restabelecer a ordem institucional, já que o estado populista que se armara, tinha que restabelecer os princípios democráticos ou “pautar seu governo dentro das 04 linhas”. Que coisa absurda?!

Clamava-se por uma libertação das opressões históricas, que grande parte do povo vinha sofrendo. Tinha-se, de fato, que retornar à Filosofia e à Teologia que liberta e que tem na Palavra de Deus, o conteúdo e o caminho da verdadeira libertação. Não podemos basear nossa reflexão em preconceitos, achando que tudo é comunismo, levando muitas pessoas, até inteligentes e cheias de fé, a se fecharem, totalmente, ao diálogo. A que serve esta fé?

Segundo a carta aos hebreus 1:1ss “a fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver”. É assim que você acredita? Quantos dizem: só vou vendo. É fé?











sábado, 4 de fevereiro de 2023

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

QUE CONCEITO VOCÊ PRETENDE TER EM SUA ESCOLA E NA COMUNIDADE?   Edição de 04.02.23

Parece que alguns dos torcedores dos terroristas só se acalmam com tornozeleiras eletrônicas. O negócio deles é materializar o ódio.

 Em Brasília, um morador quer impedir o Ministro Flávio Dino de circular no prédio onde mora.  Era só o que faltava. Foi feito um Boletim de Ocorrência.

 Tudo indica que a camisa verde amarela está, inevitavelmente, associada ao terrorismo de 8 de janeiro.  Só eles vão voltar a vesti-la. Outros rejeitam-na.

 Em São Luís, surge uma simpática clínica de Terapia Ocupacional com um nome muito atrativo: Aquarela, Café e Poesia – Oficina de Expressão e Arte.

 À frente deste atraente serviço a Dra. Rachel Azulay, filha de um casal de muita credibilidade no Maranhão: Socorro e Elias Azulay. Sucesso, amigos!

 

Ainda de São Luís: Mesmo com Síndrome de Down, Davi Hermes, filho de nossos amigos George e Kledma, tem ganho prêmios nacionais e mundiais de Natação e é acadêmico de Educação Física.

 As jornadas pedagógicas realizadas nos municípios se tornam importantes quando os seus efeitos chegam às salas de aula. Caso contrário...

É engano tentar agradar professores com presentinhos. O importante é que eles avaliem o que fizeram, como fizeram, para descobrir como fazer melhor.

 O mais importante de uma jornada pedagógica é a opinião dos Professores. Questionem: O que as palestras do ano passado levaram de bom para as salas de aula?

 Se tudo continuar do mesmo jeito, nada ficou. Frases, pastas bonitas, camisas coloridas, nada mudam. O importante é a diferença na sala de aula.

 Se os Professores tiverem oportunidade de compartilhar suas experiências positivas, nas diversas disciplinas, já valeu a pena. Já fiz isto e deu muito certo.

 O que não dá certo mesmo é falar sem pensar. É o caso da atriz que que passou a vida recitando textos dos outros. Às vezes era boazinha. Outras vezes, má.

 Ao continuar repetindo o que lhes mandam dizer, ou de sua autoria, está dizendo bobagens seguidas. Até irracionais. Quem diria? E há semelhantes.

 Já ouvi pessoas graduadas referindo-se aos índios como se não mais existissem. Outros expressam, sem pensar, ideias como as da ex atriz famosa.

Muita gente está encantada com o tempo integral na Escola. A questão é: o que fazer? Como fazer? Repetir o que foi  feito pela manhã? Sem criatividade, pode tonar-se um pesadelo.

Sugiro que as escolas procurem pessoas experientes e criativas para transformarem esta oportunidade em momento de ótimas aprendizagens.

 Conheço um amigo com longa experiência na Educação municipal: Expedito Mesquita, ex-secretário de alguns municípios. Mora em Acaraú – Ceará.

Além das experiências na Educação municipal, Expedito é especialista em Educação Biocêntrica uma concepção que casa bem com a nova situação.

 Para não jogar conversa fora sobre a Teologia da Libertação, sugiro a leitura do Comentário da Semana, do Mons. Assis Rocha, aqui abaixo.

 Dois ilustres cearenses comporão a nova Comissão Federal de Anistia: Mário Miranda de Albuquerque e Marcelo Uchoa. Mário é reconvocado. 

Amanhã, a partir das 14 horas será a inauguração do novo estúdio da TV H BR, de Luís Regadas. De antemão, agradeço a gentileza do convite.


contato: leunamgomes@hotmail.com











COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...