sábado, 25 de maio de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

“Estes dois livros valem uma biblioteca inteira”  

     

Edição de 25.05.24

 Este era um ditado popular que ouvi muito, quando menino: “o uso do cachimbo é que faz a boca torta” . Levar palavrões para a sala de aula é, exatamente, isto.

 A pessoa usa palavrões nas conversas entre amigos, nas mesas de bar, e, sem dar-se conta, leva palavrões para a sala de aula, usando-os com certa espontaneidade.

 Não é censura, mas não combina bem com as atividades pedagógicas. Os Professores são referências para os alunos. “Foi o Professor quem disse”. “Até a Professora usa muito na aula”.

 “A sala de aula é o local mais importante da escola. É o espaço de comunhão. Um local sagrado. Tudo mais existe em função da sala de aula.

A biblioteca, o refeitório, a cantina, as áreas de recreação, as quadras de esporte, as salas de multimeios, a secretaria, a direção. Tudo está a serviço do sucesso na sala de aula.

As crianças e suas famílias colocam todas as esperanças na sala de aula. É ali que tudo acontece. Uma criança pode ter na sala de aula o começo de seu sucesso.

Mas, lamentavelmente, pode ter ali um local para decepções consigo, com os professores, com os colegas, com a vida.

Todos nós adultos, que tivemos chance de estudar, acumulamos histórias e mais histórias a contar de nossas salas de aula.

Se um aluno é valorizado na sala de aula, isto elevará a sua autoestima e ele aprenderá qualquer disciplina.

E no âmbito da sala de aula, o mais importante é como acontecem as relações entre professores e os alunos, e dos alunos entre si. É o prazer da convivência que vai motivar os alunos a retornarem à escola.

É importante o ambiente da sala de aula: que seja limpo, que seja bem decorado, que seja bem claro, que seja atraente.

Mas os alunos voltarão à sala de aula pela certeza de que serão valorizados. Ali deve ser um local especial para construir a felicidade, coletivamente.”

O texto acima foi estudado numa sala de aula de Doutorado, em São Paulo. Ele é do nosso livro PROFESSOR COM PRAZER -Vivência e Convivência na Sala de Aula.

É claro que ter um texto estudado numa sala de Doutorado é algo que envaidece e ratifica as convicções sobre o que foi escrito.

Mais ainda é quando um renomado educador, em um artigo publicado, escreve:  uma frase como esta: "Estes dois livros valem uma biblioteca inteira."

Um livro era AULA NOTA 10, do americano Doug Lemov. O outro: PROFESSOR COM PRAZER – Vivência e Convivência na Sala de Aula.

Foi o que escreveu, nesta quinta-feira, no jornal DE FATO,  de Mossoró, o Prof. Aécio Cândido, Presidente do Conselho de Educação do Rio Grande do Norte.

Foi uma grande surpresa que recebi. O autor é grande autoridade em Educação como se pode perceber pelo excelente texto, em conteúdo em forma.

É o resultado de experiências vividas em inúmeras salas de aula desde o Ensino  Fundamental à Pós-graduação. Em mais de 50 anos, nunca tive problema com alunos.

Depois de 57 anos, a internet me possibilitou um reencontro com um colega de turma no Seminário de Olinda, onde estudamos a Filosofia: Josafá Inácio da Costa

Depois da conversa, ele me mandou o seu último livro, recém-publicado e eu lhe mandei os livros AD VITAM e AD LABOREM, com nossas história no Seminário de Sobral.

Os deputados de direita que muito sofreram com as respostas inteligente e ácidas que lhes dava o então Ministro da Justiça Flávio Dino, sofrem agora com o Ministro Hadad.

É a tal coisa: Não estudam, não buscam bons assessores e se arriscam a fazer perguntas ingênuas e ainda as complementam com comentários idiotas.

Nesta quinta feira, no Programa Setorial de Saúde, pela TV HBR, de Luiz Regadas, a propósito da situação do Rio Grande do Sul, compartilhei uma poesia emocionante da capixaba Sheila Lobato: LAMENTO DE UM RIO









ARTIGO

 

Quem ensina o Professor             a ensinar?

Prof. AÉCIO CÂNDIDO (*)

Eu não sou formado em Pedagogia e em nenhuma outra licenciatura específica, embora seja professor desde os 17 anos. Comecei preparando alunos para enfrentar as provas de Segunda Época. Depois dessa estreia freelancer, ensinei em  colégio de freiras, em escola técnica, em cursinho pré-vestibular e em grupo escolar rural. Na universidade, ensinei na graduação e na pós-graduação, orientando algumas dezenas de monografias e dissertações de mestrado.

             Não me vejo com outra profissão, senão a de professor. Isso justifica meu interesse pelas teorias pedagógicas e pelos debates sobre o ensino, um campo de discussões apaixonadas, de querelas por ideias e palavras, que poderiam ser enormemente abreviadas se o caráter empírico da educação fosse levado em consideração. Em educação, muitas teses podem ser testadas, para saber se funcionam de fato. A educação é um dos poucos campos das ciências sociais onde o método experimental encontra espaço. Mas pouco se apela para ele. As pessoas têm mais apego a suas esperanças e desejos que aos fatos. Talvez por isso, nesse meio, a Filosofia da Educação e a Sociologia da Educação façam mais sucesso que a Pedagogia. A Filosofia e a Sociologia definem o que é a educação e qual sua função na sociedade democrática. Elas nos dizem, em traços gerais, para que serve a educação. Mas não ensinam como ensinar. Guiados por elas, queremos formar cidadãos, queremos uma educação de qualidade, mas pouco nos esforçamos para saber como realizar esses nobres desejos. O como diz respeito ao exercício do ensino, a técnicas e estratégias pedagógicas. Sobre isso pouco se fala. O professor deve aprender a ensinar, mas não são muitos os livros que tratam do ensino.

             Eu destaco dois, particularmente instrutivos e inspiradores. O primeiro chama-se Aula Nota 10, do americano Doug Lemov. O subtítulo reforça o tema: 49 técnicas para ser um professor campeão de audiência.  Para quem não simpatiza com a expressão “professor campeão de audiência”, eu sugiro entendê-la como “professor admirado e querido”. Acho que todo professor deseja isso, não? O segundo, editado pela UVA (Universidade do Vale do Acaraú), chama-se Professor com Prazer!, do cearense Leunam Gomes. O livro do professor Leunam tem também um subtítulo esclarecedor: vivência e convivência na sala de aula. E tem no título um ponto de exclamação enfático.

             

          Doug Lemov é um diretor de escola marcado por um desafio obsessivo: o que fazer para que os alunos aprendam?  Sobretudo alunos provenientes de ambientes sociais degradados. Ele próprio, como professor, ensaiou responder a esta questão, identificando técnicas facilitadoras do aprendizado, testando-as, sistematizando-as. Mas, insatisfeito, ampliou a sua pesquisa: foi observar como trabalham em sala de aula professores reconhecidos por colegas e por alunos como bons professores.

           Seu problema agora era: o que fazem os bons professores para que os alunos aprendam? Saindo a campo, ele começou a assistir às aulas desses profissionais. Rapidamente percebeu que havia algumas práticas comuns, que se repetiam com frequência. Eram jeitos eficientes de ensinar, eram técnicas. Com elas, obtinham-se dos alunos atitudes comprometidas com o aprendizado, como atenção e participação nas aulas, responsabilidade com as tarefas escolares e engajamento. Tudo isso em função de um objetivo claro: o aprendizado. Mapeando, dissecando e sistematizando essas técnicas, ele chegou às 49 que compõem o livro.

           Quando me encontrei com esse livro, há coisa de uma década, ele me impressionou de imediato: “É o melhor livro de Pedagogia que eu já li”, disse a mim mesmo.

           Tive a mesma sensação agora, há algumas semanas, ao ler o livro do professor Leunam Gomes (a edição é de 2019). O professor Leunam foi educador popular no Movimento de Educação de Base (MEB), radialista, diretor de rádios educativas, secretário de Educação em alguns municípios cearenses, professor e gestor universitário. Seus questionamentos sobre a prática do ensino começaram a partir da autoavaliação de suas aulas, no início da carreira de professor, quando, jovem seminarista, ensinava em colégios de Olinda e de Recife para engordar o orçamento. Segundo ele, as aulas eram pouco motivadoras, apesar do esforço honesto em se comunicar com os alunos.

           Certamente vem daí sua preocupação com certas ferramentas que o professor possui mas que raramente aprende a usar. “Pronunciemos as palavras com clareza e em tom que o aluno mais distante possa perceber, evitando gritos ou falar alto para não tornar irritantes, nem tão baixo que não possamos ser percebidos”. Este é um alerta precioso sobre a importância da dicção e da modulação da fala. Ele continua, chamando atenção para a expressão corporal: “Falemos com o corpo, movimentando-nos moderadamente. Não fixemos os olhos em um só local e muito menos num só aluno. Comuniquemo-nos com todos”. Infelizmente, poucos professores sabem disso. Os atores sabem. 

 

          Não sei se o professor Leunam conhece o livro de Lemov; é possível que não. Mas ambos, por caminhos diferentes, chegaram a muitas conclusões comuns. O professor Leunam não pesquisou um grande grupo de professores, pesquisou a si mesmo. Como resultado de suas memórias, ele mapeou 25 técnicas pedagógicas, que expõe em crônicas curtas, leves e informativas. Elas nos ensinam a transformar a aula num desafio para os alunos, a entusiasmá-los, a estimular-lhes a curiosidade e a cooperação entre equipes; a avaliar para motivar e não para derrotá-los, a dividir com eles as responsabilidades da sala de aula.

           Ele reconhece a avaliação como uma aliada forte do aprendizado. “Cada dia, os alunos devem ser convidados a avaliar as aulas. O que mais aprendemos no dia de hoje? Que aspectos facilitaram ou dificultaram a aprendizagem em nossa aula?” Que habilidades ele deriva desta prática? “Participando do processo de avaliação, os alunos desenvolverão o senso crítico. Exercitarão o senso de justiça. Descobrirão as qualidades de seus colegas, do professor, da sala de aula, da aprendizagem, da escola”.

           Estes dois livros valem uma biblioteca. Eles tratam de técnicas que qualquer professor pode adotar para melhorar suas aulas e se transformar num bom professor. Não esqueçamos: bom professor é aquele com quem os alunos aprendem. Marcelo de Carvalho reconhece na contracapa que o livro do professor Leunam “nos leva a concluir que, revolucionar a sala de aula é uma possibilidade real e mostra como conseguir este objetivo”.

 (*) Prof. Aécio Cândido – Presidente do Conselho de Educação do Rio Grande do Norte possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal Rural do Semiárido (1978), mestrado em Sociologia Rural pela Universidade Federal da Paraíba (1991) e doutorado em Sociologia - Université Laval (1996 - Quebec, Canadá). É professor adjunto do Departamento de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, aposentado desde 2013. -

               (Publicado no jornal De Fato ed. nº 6.969, ano XXIV. Mossoró, 24 de maio de 2024, p. 2. Espaço Jornalista Martins de Vasconcelos)

 


 


O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Porque há tantos que se posicionam, abertamente, contra a Ciência? 

Depois de pequeno desencontro na temática semanal – a quem sempre dou uma sequência – retomo hoje a lógica do meu pensamento, falando sobre os temas, seguidos nos últimos 58 anos pelos Papas (de Paulo VI a Francisco) em suas 58 Mensagens para o Dia Mundial das Comunicações, transmitidas, todos os anos, entre as Solenidades da Ascenção de Jesus ao Céu e o Envio do Divino Espírito Santo, no Pentecostes, respectivamente, 12 e 19 de Maio.

Para este domingo, 26 de Maio, o Comentário mais apropriado, seria o que já foi desenvolvido no sábado passado, dia 17, Véspera da Festa à SS. Trindade. A pequena mudança que vou fazer é para que ninguém perda a sequencia das Mensagens dos últimos Papas, culminada com a de Francisco, bem atualizada, sobre “Inteligência Artificial e sabedoria do coração – por uma Comunicação, plenamente humana”.

            Já advertimos sobre o Tema que seria abordado pelo Papa, mas vamos voltar a ele, para aprofundarmos melhor e entender a sua recorrência para termos melhores informações e idéias pra trocar e dialogar com mais pessoas.

            Revendo os temas tratados nestes últimos anos (você pode conferir no meu Comentário do dia 11/05) acompanhamos a evolução do pensamento da Igreja. Partiu de temas normativos da Comunicação em busca da verdade e do reto uso dos Meios, enveredando pela paz, a justiça, a família, a opinião pública, sempre querendo repartir o bem, a verdade, a fraternidade entre outros assuntos que iam encontrando fundamento na Palavra de Deus, nos Santos Padres e se ia caminhando, sem muita dificuldade para atingir a verdade cristã.

            No entanto, o mundo mudou. Outras ideologias invadiram nossa área. A Ciência, a tecnologia, o computador, a Internet, as escolas virtuais, as homeschooling, as fake News, o celular... tudo se foi transformando e o Mundo também. Chegar à Inteligência Artificial, como nos está agora, falando o Papa, é uma consequência natural e recorrente. Muitos de nós não estamos preparados para isso e nos metemos a criticar sem base.

            O Papa Francisco iniciou sua mensagem, mostrando a evolução a que chegamos: a da Inteligência Artificial que está modificando, de forma radical, a informação, a comunicação e as bases da convivência civil. Está mexendo com todo mundo. A rápida difusão de maravilhosas invenções... suscita um espanto que oscila entre o entusiasmo e desorientação e põe-nos, inevitavelmente, diante de questões fundamentais: o que é o homem, qual a sua especificidade, qual será o futuro desta nossa espécie, chamada ‘homo sapiens’ na era das Inteligências Artificiais? Como podemos permanecer, plenamente, humanos e orientar para o bem, a mudança cultural em curso”?

            Depois desta introdução e de perguntas tão provocativas, Francisco acrescentou à proposta geral do Tema: Inteligência Artificial, o complemento: e a sabedoria do coração, incitando-nos a interiorizar, meditar, limpar o terreno das leituras catastróficas, dos seus efeitos negativos ou aterradores.

            Muitos recebem a mensagem ou começam a lê-la ou escutá-la, já com preconceito: “é uma novidade! Não me interessa! Logo desse Papa?! Isso é ensinamento da Igreja?”

            Quantos reagem assim e se colocam contra “o novo”, só pelo fato de “ser novo”. De antemão, já não aceitam. Nem imaginam que qualquer mudança técnica, política, científica ou de qualquer natureza tem que passar pelo homem. Quando eu me fecho ao novo, ou não me interesso em ouvir, facilitar ou entender a compreensão de outrem eu estou desvalorizando o humano.

            Esqueço que todos os nossos problemas e soluções só serão resolvidos se passarem pelo ser humano, pela sua inteligência, pelo diálogo, pelo entendimento humano. Aliás, nem isso é novidade. Na criação Divina do ser humano, Deus os fez Homem e Mulher. Mandou-os crescerem e se multiplicarem, dominando a Natureza, explorando o Universo.

            Porque há tantos que se posicionam, abertamente, contra a Ciência? Lembram-se, à época mais intensa da Pandemia, como os negacionistas se comportavam? Rejeitavam, totalmente, se vacinarem e passavam sua rejeição a quem deles dependiam. Coitados! Eram ameaçados com o diabo, o inferno, o comunismo, a transformação em Jacaré e com outras ignorâncias.

            Antes de agir assim, diz o Papa, “ajamos a partir do coração”. E mais: “neste tempo que corre o risco de ser rico em técnica e pobre em humanidade, a nossa reflexão só pode partir do coração humano. O coração entendido, biblimente, como sede da liberdade e das decisões mais importantes da vida é símbolo de integridade e de unidade, mas evoca também os afetos, os desejos, os sonhos e, sobretudo é o lugar interior do encontro com Deus. Por isso, a sabedoria do coração é a virtude que nos permite combinar o todo com as partes, as decisões com as suas consequências, as grandezas com as fragilidades, o passado com o futuro e o Eu com o Nós”

Depois de falar do coração, do sentimento, da inteligência humana, o Papa fala da Sabedoria das Máquinas, que não existiria sem a sabedoria humana, que, de há muito, vem sendo comprovada pelos estudos e pesquisas científicas. Faz tempo que se fala em “machine learning” (aprendizagem auto-mática). É certo que as máquinas têm uma capacidade, imensamente, maior que os seres humanos, de memorizar os dados e relacioná-los entre si, mas compete ao homem e só a ele, decodificar o seu sentido. Não se trata pois, de exigir das máquinas que pareçam humanas, mas de despertar o homem da hipnose em que cai, devido ao seu delírio de onipotência, crendo-se sujeito, totalmente, autônomo e auto referencial, separado de toda a ligação social e esquecido de sua condição de criatura.         

Segundo Francisco, o homem sempre teve experiência de não se bastar a si mesmo, e procura superar a sua vulnerabilidade, valendo-se de todos os meios. Já desde os primeiros momentos pré-históricos, ele procura alongar seus braços, valendo-se do cabo da enxada, do machado, da corda de laçar, da montaria do cavalo, da bicicleta, enfim, o homem não satisfeito com os seus limites, ia inventando ou descobrindo “prolongamentos” de si, da voz, do som, da palavra, da mais rápida comunicação, até mesmo da tentação de ser Deus, sem Deus, como fala o Gênesis. Era a tentação de conquistar com as próprias forças aquilo que se alcançaria como “dom de Deus”. Ninguém consegue nada, sozinho. Tem que ser conseguido no bom relacionamento com os outros, isto é, em humanidade. Enfim, somos chamados a crescer juntos: em humanidade e como humanidade. O desafio que temos diante de nós é realizar um salto de qualidade para estarmos à altura duma sociedade complexa, multiétnica, pluralista, multirreligiosa e multicultural. O Papa reconhece que não há uma resposta técnica, escrita, visualizada sobre tema tão complexo e ainda em estudos. É o caminho. Não podemos ignorá-lo ou criticá-lo como se não tivesse a menor importância. Ele nos convida a fazer uma aliança entre gerações, entre quem tem memória do passado e quem tem visão de futuro. Sintamo-nos todos, motivados, abertos de mente e de coração para nos ajudarmos mutuamente, por uma I.A. que nos leve a uma Comunicação, plenamente humana.

                      BORDADOS PEDAGÓGICOS                                                   da Professora NAZARÉ ANTERO



            









sábado, 18 de maio de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

O QUE ENTUSIASMA O ALUNO É A SUA PARTICIPAÇÃO, NA SALA DE AULA!

Edição de 18 de  maio 

Segundo dados da última eleição, em 2022, na Serra da Ibiapaba Analfabetos que votaram: em Carnaubal 1.298; em Croatá: 2.975; em Ibiapina 1.105; em Guaraciaba do Norte: 6.590; em Tianguá 5.595;em Ubajara 3.903; em Viçosa do Ceará: 4.516

Os portadores de Nível Superior que votaram nas últimas eleições: em Carnaubal 667; em Croatá 325; em Ibiapina: 1.012; em Guaraciaba do Norte: 1.798; em Tianguá: 3.300;  Em Ubajara 1.314; Em Viçosa do Ceará: 1953

 A taxa de analfabetismo  entre pessoas a partir de 15 anos, no Ceará, caiu de 18,78% para 14,12%. Isto , entre 2010 e 2022.O maior índice no Ceará é em Quixelô:  29,12%. Fortaleza: 5,62%

 Croatá: 26,42%; Viçosa do Ceará: 22,09; Carnaubal: 21,54%; Guaraciaba do Norte: 21,13%; São Benedito: 20, 19%; Ibiapina: 19,4%;  Ubajara: 18,03%; Tianguá: 16,75%

 Em 1993, quando ocupei a função de secretário de Educação em Guaraciaba do Norte, tínhamos 269 Professores. 35, com 1° grau menor; 133 com 1º grau maior; 87 com 2º grau, (1ª e 3ª série). 14 eram estudantes de graduação.

 Todos os dados, com detalhes, estão em minha  Dissertação de Mestrado, cujo título é: EDUCAÇÃO: SEM PARTICIPAÇÃO NÃO HÁ MUDANÇA - UVA/Universidade Internacional de Lisboa.

Graças à parceria da UVA – Universidade Estadual Vale do Acaraú com o Colégio Oriento, Sandra Nascimento, foi possível mudar a situação. Basta comparar os dados.

 Há, no entanto, necessidade de atualização permanente dos Professores, tanto em conteúdo quanto em Metodologia. Não dá para conseguir resultados diferentes, fazendo tudo do mesmo jeito.

 Fazer festinhas e distribuir presentinhos para a turma não faz melhorar a aprendizagem. O que entusiasma o aluno é sentir-se valorizado, participando da aula, do processo de aprendizagem.

Graças à parceria da UVA – Universidade Estadual Vale do Acaraú com o Colégio Oriento, Sandra Nascimento, foi possível mudar a situação. Basta comparar os dados.

 Há, no entanto, necessidade de atualização permanente dos Professores, tanto em conteúdo quanto em Metodologia. Não dá para conseguir resultados diferentes, fazendo tudo do mesmo jeito.

 Fazer festinhas e distribuir presentinhos para a turma não faz melhorar a aprendizagem. O que entusiasma o aluno é sentir-se valorizado, participando da aula, do processo de aprendizagem.

 Para o Governador Gaúcho, as doações estão prejudicando o comércio do Rio Grande do Sul. Como extrema direita, pensa primeiro no dinheiro para os ricos. E os pobres...

É triste ouvir uma autoridade dizer isto num momento em que milhares estão desabrigados, perderam tudo e precisam das doações para sobreviver.

 Sousa Junior, Diretor da Rádio e TV Atitude Popular lançou um Projeto de alta relevância. Rede Popular de Comunicação. Trata-se de um projeto de comunicação popular integrando experiências exitosas que já existem.

 ICL Notícias, 247, DCM, Plantão Brasil, Portal do José, Viomundo, Brasil de Fato, Portal Click Política, TV Forum, Barão de Itararé, TVT, Pão com Ovo, TV H BR,  e mais:

 Programas Vozes pela Democracia (FNDC), Bancos da Democracia (Instituto E-Dinheiro), Café com Democracia e Democracia no Ar (Rádio e TV Atitude Popular), entre outros.

Sousa Júnior, da TV Atitude Popular

Segundo Sousa Junior “Além de aglutinar essas experiências de comunicação popular, serão criados programas na grade que preencham as necessidades de vários setores sociais ainda não contemplados

 São mais de 4.500 rádios comunitárias, mais de 18 mil rádios web, rádios e tvs educativas, além de setores específicos, como cultura, economia solidária, indígenas e quilombolas, negros, feminismo entre outros.

 Tudo aprovado e coordenado por um Conselho Editorial formado por representantes dos setores envolvidos com o projeto.

O objetivo final é criar um contraponto à mídia conservadora e corporativa, que distorce a realidade dos principais fatos políticos e econômicos.  a serviço dos grandes interesses do Capital.”

 Escreveu-me um amigo de Guaraciaba do Norte: “Rapaz, o Cefas  está evoluindo da noite para o dia”.  A tendência é de que aqueles que, no passado,  votaram no Zemaria Melo, seu pai, agora votem no Cefas.

O  famoso advogado Leo da Silva Alves manifestou-se sobre o estilo agressivo do pastor  Malafaia que se diz falar em nome de Deus. O advogado o chama "pastor do inferno"-   


Achei familiar o nome do Advogado e só depois lembrei de seu nome na placa de entrada do Escritório do conterrâneo Franzé Bezerra. O famoso Advogado é parceiro do Franzé.

Na minha conversa semanal no programa Setorial de Saúde, da TV HBR, de Luiz Regadas, manifestei-me sobre a Saúde e o Saneamento. Tecle na seta para ouvir.











O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Deus Pai criou o mundo para manifestar  e comunicar a Sua glória

Depois do Pentecostes - celebrado no Domingo, dia 19/05 - retomamos o TEMPO COMUM, em sua 7ª semana, interrompido no início da Quaresma, com a Quarta Feira de Cinzas, celebrada este ano, no dia 14 de Fevereiro. No Domingo, imediatamente, após o Domingo de Pentecostes - (dia 26/05) e antes da Festa do Corpo de Deus (30/05) - a Igreja celebra uma Solenidade em honra da Santíssima Trindade e a Semana que se segue, já é a 8ª do Tempo Comum.

 Na festa do Domingo da SS Trindade aprofundamos a grande verdade de nossa fé num Deus único, mas família: Pai, Filho e Espírito Santo. Fazemos parte dessa Família de Deus: a Comunhão de 03 Pessoas, em nome das quais nós somos batizados. Isso constitui a razão de ser da nossa Fé e da nossa vida cristã. Isso significa que: quem tem a virtude da fé, só a tem em Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. É claro que não professamos 03 deuses. Esta Trindade é Una. Não divide entre si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro, isto é, o Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho. É difícil de entender? Vamos fazer um esforço e buscar essa compreensão, pois, o próximo Domingo (2/6) já é o 9º do Tempo Comum.

            Segundo a tradição da Igreja, ensinada em seu Catecismo, a fé católica é esta: que adoremos o único Deus na Trindade, e a Trindade na Unidade, não confundindo as pessoas: uma é o Pai; outra é o Filho; outra é o Espírito Santo. As três são unidas por uma única divindade. São inseparáveis naquilo que são e inseparáveis naquilo que fazem.

            Aqui na terra, nós vamos vivendo na “obscuridade” da fé. Depois da morte nós vivemos “na luz eterna”. Nas duas situações nós vamos compreender o Pai que cria e dá a vida; o Filho que perdoa e salva e o Espírito Santo que ilumina e santifica. Em cada uma das funções de uma das pessoas, as outras duas estão presentes, porque, como dissemos acima, pela divindade, elas estão unidas: na criação, na encarnação e na santificação. Ficou mais confuso? Tente entender melhor.

            Deus Pai criou o mundo para manifestar e comunicar a Sua glória. Em compensação, as Suas criaturas devem participar da Sua verdade, da Sua bondade, da Sua beleza e da Sua unidade para corresponderem à glória para a qual Deus as criou. A tradição e sabedoria católicas nos ensinam que “Deus, a verdade, a bondade, a beleza e a unidade são sinônimos” isto é, em ‘uma coisa só se convertem’. Para manter, esclarecer e revelar essa obra do Pai criador e concretizar sua Palavra veio o Filho de Deus ao mundo, tornando-se um de nós: “e o verbo se fez carne e habitou entre nós”. Foi a maneira que Deus encontrou de manter a existência do universo: a encarnação do Filho. Trouxe um recado ao mundo, mandou-nos amar-nos e perdoar-nos, mutuamente e garantiu a salvação a todos os que seguissem sua norma. Para completar, voltou para junto do Pai, garantindo o envio do Espírito Santo para dar início, oficialmente, à existência de sua Igreja. E ainda mais: tudo aquilo que não tivéssemos entendido do que Ele nos ensinou, o entenderíamos com a iluminação e com a presença do Espírito de Deus entre nós. Não é mesmo fantástica esta Santíssima Trindade? Estes mistérios foram vivenciados, ultimamente, dentro da Semana Santa, do tempo pascal, onde lembramos a morte e a ressurreição de Jesus, sua Ascensão ao Céu e a promessa do envio do Espírito Santo para dar início à instituição da Igreja, responsável primeira pelo ensinamento a respeito da SS Trindade. A promessa do envio do Espírito Santo tornou-se realidade na celebração do Pentecostes domingo passado.

            É à Santíssima Trindade que nós homenageamos no Domingo, 25, de um modo especial. Já o fazemos em tudo que celebramos, em todos os inícios e finais de orações. Em cada festividade que fizermos somente ao Pai, ou somente ao Filho ou somente ao Espírito Santo, as outras duas Pessoas também estão presentes. Nisso está a Unidade da Trindade. Nisso está o conteúdo principal da celebração de amanhã. Vivamo-la, intensamente e abandonemos a ideia de que é um Mistério e Mistério não é pra gente entender.

            Vem à minha mente aquela historinha de Santo Agostinho, que todo pregador conta, articulista ou escritor de crônica como estou fazendo agora: “S. Agostinho, o menino na praia e o Mistério da Santíssima Trindade” (Lembram)?

      (“Andando pela areia da praia, pensava ele: como é que pode haver 03 pessoas distintas em um mesmo e único Deus? De repente, ele avistou um menino com um baldinho, que ia até a água do mar, enchia o seu pequeno balde e voltava, despejando a água em um buraco na areia. Então, perguntou: ‘o que estás fazendo’? O menino olhou para S. Agostinho, com simplicidade e respondeu: ‘vou colocar toda a água do mar neste buraco’. E o grande filósofo concluiu ser mais fácil colocar toda a água do oceano naquele buraquinho, do que a inteligência humana compreender os mistérios de Deus)”.

             Na minha pouca sabedoria, eu gostaria de fazer uma comparação, na tentativa de entender e levar todos a entenderem um mistério. Para mim, a eletricidade é algo misterioso, isto é, difícil de ser entendido. Como é possível que várias conexões enfiadas numa mesma tomada elétrica produzam calor, frio, ventilação, luz, imagem, som, gelo e outros efeitos tão diferenciados? Não é mesmo um milagre ou um Mistério? Alguém deve saber explicar.

            Vejam ou discutam outra comparação mais simples. Hoje, no seu desjejum da manhã, você colocou na mesma xícara: café, leite e açúcar. Os 03 se tornaram um saboroso e substancioso alimento, incapaz de ser separado. Por mais que a gente queira ingerir, separadamente, um dos produtos, ou retirar um deles que eu não goste ou que não me faz bem, tornar-se-á impossível. Se eu for “intolerante” à lactose ou ao doce, e quiser me livrar do leite ou do açúcar, depois da mistura, não será mais possível a separação. Os 03 juntos, formam uma só coisa. Inseparáveis.  Assim é a Santíssima Trindade. As 03 pessoas juntas formam um só Deus. Distintas, mas unidas.

            A Solenidade em que celebramos, à Santíssima Trindade, nos quer provar que Deus é Amor e que Ela vive numa eterna comunhão de Amor. Jesus nos revela o Amor do Pai, que nos foi comunicado, interiormente, pelo Espírito Santo. Nessa relação de amor aprendemos a amar do jeito de Deus e cada ser humano é depositário desse amor.

            Esta realidade da vida íntima de Deus foge à nossa capacidade de compreensão. Somente levados pelo dom da fé é que podemos acreditar que Deus é uma Comunidade de Amor, não uma solidão fechada em si mesmo. É na Comunidade de Amor que Deus nos faz participantes de sua vida divina.

            Fiquem por hoje com esta reflexão. Não pensem que por ser um grande mistério, não se possa entendê-lo. Estou dividindo com vocês a minha maneira de abordar alguma coisa misteriosa, sem medo de alcançá-la. Todo esforço que eu fizer para entendê-la, melhor. Tenho que ir atrás de uma explicação ou de um maior entendimento da questão. Não aceito, gratuitamente, aquela ideia de que “é um mistério e mistério não se pode entender”. 










sábado, 11 de maio de 2024

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

PARLAMENTARES BRASILEIROS PASSAM VERGONHA!

EDIÇÃO DE  11.05.24

Aproveitando a passagem do colega Lourenço Lima, residente no Rio de Janeiro, por Fortaleza, realizamos, dia 8, mais um encontro de ex alunos do Seminário de Sobral.

 O encontro aconteceu num almoço no Hotel Amuarama que tem a direção do colega sobralense José Armando Dias. Momento de muita descontração  entre bons amigos do passado e de hoje.

                 Sentados: da esquerda para a direita: Edison Costa, Vicente José, Myrtes, Leunam, Teoberto,                                            Lucivaldo e Jader. Em pé, De Assis Parente, José Armando Dias, Aurila, Regis Frota, Juarez Leitão,                                                                               Aguiar Moura e Lourenço Lima.

Em cada encontro, ótimas recordações dos tempos de meninos no Seminário Menor de Sobral. A maioria originários de pequenos municípios da zona norte do Ceará.

 Dia 20 de maio, às 18 horas, a Assembleia Legislativa do Ceará entregará ao Professor o Título de Cidadão Cearense. Custódio é maranhense.

A propósito, estão belíssimas as propagandas do São João no Maranhão. É uma festa sem igual. De 23 a 30 estaremos lá para rever a festa, amigos, amigas e afilhados.

 Em Massapê, continua, com sucesso, o Curso de Pedagogia, do Grupo Nossa Faculdade, direção da Professora Muldiane Pedroza, funcionando na Escola Laura Soares  Frota..

 Os Professores indicados para lá são detentores de Especialização, Mestrado ou Doutorado. Todos selecionados pela experiência pedagógica.

 A propósito, nos próximos dias, a Professora Muldiane será entrevistada no Programa dominical de Artemísio da Costa, na Rádio Educadora de Sobral.

Na semana passada, falamos  aqui sobre os incentivos à leitura, na sala de aula.  Recebi do leitor  João Batista Cavalcante esta informação:

 -No Ari de Sá, da Washington Soares, onde meu neto Lucas de 9 anos estuda, há um grande incentivo por parte dos professores para que as crianças adquiram  o hábito da leitura. Acho isso primordial e legal.

 Torcemos para que muitos outros exemplos sejam apontados.  Soube que no  distrito de Juá, em Irauçuba tem havido um grande movimento pela leitura, na Escola.

 Um grupo de parlamentares brasileiros que apoia os que tentaram destruir os monumentais prédios da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi aos Estados Unidos denunciar a ditadura no Brasil.

 A ditadura a que se referem foi a punição aos desordeiros que se agruparam na frente dos Quarteis pedindo a intervenção militar, a reedição do AI5 e  agrediram Brasília.

 Queriam que tudo acontecesse e nenhuma punição lhes fosse atribuída. Como estão sendo punidos pelos prejuízos causados chamam isto ditadura e pedem anistia.

 Passaram vergonha nos Estados Unidos quando, no Congresso Americo não souberam responder a questões dos democratas daquele país.  Que vergonha.

 Até um neto do ditador João Batista Figueiredo, aquele que preferia o cheiro dos cavalos ao cheiro do povo, ficou entalado sem ter o que responder quando lhe perguntaram sobre a ditadura no período de seu avô.

 Se alguns eram crianças no tempo da ditadura, deviam, pelo menos ter lido ou visto filmes sobre o assunto. Preferiram passar vergonha. Eles não tem assessoria?

 Até um  senador do Ceará que se pretende candidato a prefeito de Fortaleza, integrou a comitiva dos parlamentares que foram aos Estados Unidos falar mal do Brasil. São os patriotas.

 Na última quarta feira, recebemos a visita do grande amigo Cefas Melo, Cientista Político, filho e herdeiro politico do conterrâneo José Maria Melo, de Guaraciaba do Norte.

Há uma grande torcida para que ele, seguindo os caminhos do pai, seja candidato e eleito prefeito de nossa terra. A sua visão é para cuidar das pessoas. O melhor caminho.

Obras, são importantes, mas desde que o povo esteja sendo bem cuidado, especialmente, na qualidade do atendimento nos serviços públicos. O povo é o patrão e precisa ser bem atendido.

É profundamente lamentável que, diante da tragédia que se abate sobre o Rio Grande do Sul, políticos de baixíssimo nível, estejam semeando mentiras. Tentando tirar vantagens.

Faleceu em Sobral, às 20 horas de quinta-feira (09/05) o aposentado Manoel Lopes de Oliveira. Manoel, conhecido por "Nacélio" e  morava no bairro Dom Expedito.

Era o irmão mais jovem de José Costa de Oliveira, pai do ex-diretor da ACI e sindicalista Reinaldo Oliveira.

No programa Setorial de Saúde, da TV HB R, de quinta feira, lamentamos o papel de parlamentares que se prevalecem da situação dos gaúchos para espalhar mentiras.

Semeadores de Mentira




O COMENTÁRIO DA SEMANA

Amanhã, 12:

Dia Mundial das Comunicações Sociais

Faz cerca de 58 anos, temos falado, escrito e comentado para nossos leitores e ouvintes aquilo que nos tem interessado transmitir a todos sobre a Pastoral da Comunicação e sua história, divulgada e assumida pela Igreja Católica ao longo dos tempos. Nosso interesse em abordar o assunto é porque acreditamos na sua importância e utilizamos todos os recursos que estejam ao nosso alcance para torná-lo sempre mais conhecido e usado a serviço da evangelização. O Mês de Maio, já nesta sua 1ª quinzena, nos está oferecendo excelente oportunidade para refletir sobre a Pastoral da Comunicação.

 

No dia 05, recordamos o Dia Nacional das Comunicações, que, juntamente com o dia 12, amanhã, Ascenção de Jesus ao Céu, celebramos o Dia Mundial das Comunicações Sociais, relembrando o ensinamento do Decreto Conciliar – “Inter Mirifica” - que nos mandou fazer “um reto uso dos Meios” que “estão entre as coisas mais maravilhosas, inventadas pelo engenho humano”.

                        Antes de falarmos sobre o Dia Mundial das Comunicações a ser festejado neste Domingo, dia 12, pela 57ª vez, e de comentarmos a mensagem do Papa Francisco para este dia, queremos hoje enunciar todos os temas, já promulgados para o Dia Mundial das Comunicações, pelo Magistério da Igreja, através das Mensagens dos Papas: Paulo VI, João Paulo II, Bento 16 e Francisco para que todos possam acompanhar essa caminhada da Igreja e suas contínuas mudanças no âmbito da Comunicação nos últimos 57 anos. Eu não era ainda Sacerdote. Só em 1968 alcancei essa honraria. O Dia Mundial das Comunicações começou a ser celebrado após o término do Concilio Ecumênico Vaticano II. O Papa era Paulo VI e em 1967 lançou sua 1ª Mensagem, intitulada: Os Meios de Comunicação Social, e assim foi em todo o seu reinado, sucessivamente, até 1977, com os seguintes temas:

 A imprensa, o rádio, a televisão e o cinema para o progresso dos povos. Comunicações sociais e a família. As Comunicações sociais e a juventude. Os meios de comunicação social a serviço da unidade dos homens. As comunicações sociais a serviço da verdade. As comunicações sociais e a afirmação e promoção dos valores espirituais. As comunicações sociais e a evangelização no mundo contemporâneo. Comunicação social e reconciliação. As comunicações sociais diante dos direitos e deveres fundamentais do homem. A publicidade nas comunicações sociais: vantagens, perigos, responsabilidades.

 

            De 1978 a 2005 o Papa foi João Paulo II. Seguiu a mesma meta de seu antecessor, aprofundando a mesma temática:

O receptor da comunicação social: expectativas, direitos e deveres. As comunicações sociais para a defesa e o desenvolvimento da infância na família e na sociedade. Papel das comunicações sociais e deveres da família. As comunicações sociais a serviço da liberdade responsável do homem. As comunicações sociais e os problemas dos idosos. Comunicações sociais e promoção da paz. As comunicações sociais, instrumento de encontro entre fé e cultura. As comunicações sociais e a promoção cristã da juventude. Comunicações sociais e a promoção cristã da opinião pública. Comunicações sociais e promoção da justiça e da paz. Comunicações sociais e a promoção da solidariedade e fraternidade entre os povos. A religião nos mass-media. A mensagem cristã na cultura informática atual. Os meios de comunicação para a unidade e o progresso da família humana. A proclamação da mensagem de Cristo nos meios de comunicação. Videocassete e audiocassete na formação da cultura e da consciência. Televisão e família: critérios para saber ver. Cinema, veículo de cultura e proposta de valores. Os meios de comunicação: areópago moderno para a promoção da mulher na sociedade. Comunicar o Evangelho de Cristo: Caminho, Verdade e Vida. Sustentados pelo Espírito, comunicar a esperança. Mass-media: presença amiga ao lado de quem procura o Pai. Proclamar Cristo nos meios de comunicação social no alvorecer do novo milênio.  Proclamai sobre os telhados: o Evangelho na era da comunicação global. Internet: um novo foro para a proclamação do Evangelho. Os meios de comunicação social a serviço da paz autêntica, à luz da pacem in terris. Os mass-media na família: um risco e uma riqueza. 

          

            De 2005 a 2013 o Papa era Bento XVI e caracterizou seu pontificado com Mensagens para o Dia Mundial das Comunicações, no mesmo teor de seus predecessores:

Os meios de comunicação a serviço da compreensão entre os povos. As mídias: rede de comunicação, comunhão e participação. As crianças e os meios de comunicação social: um desafio para a educação. Os Meios: na encruzilhada entre protagonismo e serviço. Procurar a verdade para partilhá-la. Novas tecnologias, novas relações. O padre e a pastoral no mundo digital: novos meios de comunicação a serviço da Palavra. Verdade, anuncio e autenticidade na era digital. Silêncio e Palavra: caminho de evangelização. Redes sociais: portais de verdade e de fé; novos espaços para a evangelização.

           

Em 2014 saiu a 1ª Mensagem do Papa Francisco no 48º Ano de tão bela e positiva criatividade. Traz o título de: “Comunicação a serviço de uma autentica cultura do encontro”. No 49º Ano, em 2015, por causa do Sínodo sobre a Família, o Papa Francisco dirigiu a sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, intitulando-a: “Comunicar a Família: ambiente privilegiado do Encontro na gratuidade do amor”. No Ano Santo da Misericórdia – 2016 - o 50º da Celebração Mundial das Comunicações, nada mais oportuna do que a Mensagem para o Jubileu: Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”.

            Francisco “convidou-nos a refletir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia, pois a Igreja, unida a Cristo, encarnação viva do Deus Misericordioso nos chamava a viver a misericórdia como traço característico do Seu ser e Agir”.

Em 2017, a reflexão de Francisco se deteve em Atos 18,9: não tenhas medo, eu estou contigo”. Em 2018, aprofundou Jo 8,22: “a verdade vos libertará”. Em 2019, Francisco aborda um tema da atualidade, muito recorrente: “Fake News e Jornalismo de Paz”. Em 2020, baseado em Êxodo 10,2, o Papa nos impele a contar e fixar na memória: a vida faz-se história”. Em 2021, Francisco bate mais uma vez na mentira, incitando-nos: fake-news, jamais. Buscar sempre superar as mentiras; sobretudo, ter compromisso com a verdade”. Para completar em 2022: “a escuta é o 1º e indispensável ingrediente do diálogo e da boa comunicação”. No ano passado, 2023, Francisco se inspirou na Carta aos Efésios 4,15 para refletir: Falar com o coração, testemunhando a verdade no amor”.

Para este ano de 2024, o tema para a Mensagem do Papa não poderia ser outro, senão o atualizado e dependente, sobretudo, de nós mesmos: “inteligência artificial e sabedoria do coração – por uma comunicação, plenamente humana. A I. A. corre o risco de ser rica em técnica e pobre em humanidade”.

            Desde esta Festa da Ascenção de Jesus ao Céu, amanhã, até o dia 19, Domingo de Pentecostes, a Igreja celebra a Semana da Unidade. Convida-nos a sermos unidos “como Cristo e o Pai são um”. Devemos viver esta Semana da Unidade, ecumenicamente: “uma família que habite debaixo do mesmo teto”.

            No Domingo, 19 de Maio, celebraremos a solenidade do Pentecostes, isto é, 50 dias após a Festa da Páscoa. Desde o Antigo Testamento, tais datas já eram comemoradas pelos judeus, o que significa dizer que Páscoa e Pentecostes não são invenções ou criações do Cristianismo.

            Todos os anos os judeus tinham por costume – sete semanas depois da páscoa – celebrar a Festa da Messe ou a Festa da Colheita, exatamente, no pentecostes: quinquagésimo dia depois da páscoa.

            Após 40 dias da Ressurreição de Jesus Ele voltou para junto do Pai. É a Festa da Ascensão que celebramos amanhã. No entanto, condicionou essa sua ida, ao envio do Espírito Santo. Não poderia haver ocasião melhor. Aproveitou o grande momento da Festa Judaica do Pentecostes com a afluência de gente que vinha de todos os recantos, a Jerusalém, para fundar a sua Igreja, enviando nesse dia, o Comunicador: o Espírito Santo. É a Solenidade do próximo domingo.

            E porque aparecia tanta gente nesse dia? Porque era o dia da grande feira, ou da grande troca de produtos, de mercadorias, de artesanatos, de frutos da terra, enfim, era um dia de juntar pessoas de toda parte: feirantes de toda espécie, agricultores, comerciantes, vendedores e compradores. Portanto, era um dia muito apropriado para a vinda do Espírito Santo, para que muita gente entendesse que, a partir daquele dia, alguma coisa nova, diferente, iria mexer com a cabeça, com a mente e a maneira de pensar e agir no mundo. Era a instalação da Igreja Católica.

            E como isso aconteceu? Conta-nos o Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 2, versículos de 1 a 12 que, naquele dia se achavam todos em Jerusalém... Quando, de repente, veio do céu, um ruído, como se soprasse um vento impetuoso e apareceram-lhes uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e repousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o espírito lhes concedia que falassem... Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar em sua própria língua proclamando as maravilhas de Deus.

            Será que dá para esquecer um acontecimento fantástico como esse? Por isso eu dizia que o mundo iria mudar a partir da instituição da Igreja ou a partir da vinda do Espírito Santo. Muitos que se tornaram cristãos e adeptos da doutrina de Cristo, nesses 1991 anos, abandonaram a Igreja inicial. Houve um cisma ou um racha entre os cristãos, no século XI, e apareceram as Igrejas Ortodoxas. Houve um protesto muito forte ou um 2o racha, no século XVI, e surgiram as várias Igrejas Protestantes. Juntos, somos cerca de 2 bilhões de cristãos no mundo: a metade católica e a outra metade, dividida em cristãos ortodoxos e cristãos evangélicos ou protestantes. Com a semana da unidade, que inicia amanhã, 12, nosso desejo é de que possamos, ao menos, dialogar sobre os temas que ainda nos unem; possamo-nos comunicar, viver em comunhão. Como ter uma única palavra de Deus, um único salvador, Jesus Cristo, e sermos tão divididos entre nós? No Domingo, 19, - Pentecostes de 2024 - a Igreja Católica, que teve início nos 30 anos de Jesus, que morreu, ressuscitou, subiu ao céu e mandou o Espírito Santo no ano 33 e completa agora 1991 anos de fundada, é a verdadeira Igreja instituída por Jesus no Mundo. Parabéns!

BORDADOS PEDAGÓGICOS DA                                    PROFESSORA NAZARÉ ANTERO





 





 

COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...