sábado, 2 de agosto de 2025

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

         A AÇÃO CATÓLICA          EM SUAS ORIGENS

Desde a década de 1950, adolescentes ainda, no Seminário Menor de São José, em Sobral, Francisco Leunam e eu, além dos estudos curriculares, fomos convidados a colaborar com o Economato do Seminário, que tinha a condução do professor e Padre José Linhares Ponte, numa tentativa de ir logo pondo em prática, aquilo que aprendíamos.

            Outra atividade que também íamos praticando foi a consecução de um espaço com uma “radiola”, sua arrumação e zelo constantes da “sala de audiência musical”, organização da discoteca, ao ponto de mais tarde, nascer o serviço de alto-falante da amplificadora Rádio Itamarati, que transmitia de seu Gabinete Musical “Pe. Austregésilo de Mesquita” (em homenagem ao Reitor).

            Terminado o Curso Científico, ou 2º grau, fomos para o Seminário de Olinda, em Pernambuco, no início da década de 1960, o chamado Seminário Maior onde se estudava Filosofia, Teologia, Mariologia, Sagradas Escrituras, Direito Canônico, Canto Gregoriano, Liturgia, Grego e outras “disciplinas instrumentais” que muito colaborariam na formação do futuro Padre, por ex.: Comunicação, Pastoral e Catequese, como parte prática dos estudos. Era a parte mais adulta de nossa aprendizagem, como havíamos iniciado em Sobral.

            Agora, na juventude, abriam-se mais nossos horizontes. Estávamos amadurecendo e cada vez mais chamados a praticar o que aprendíamos. Esta era a orientação para todos os seminaristas. Tínhamos que nos ocupar.  Como já tínhamos sido encaminhados, quando adolescentes, agora era para entrar, sem medo, na ação. Leunam e eu começamos a estudar Comunicação no CECOSNE (Centro de Comunicação Social do Nordeste) e a fazer, com outros colegas, catequese em escolas e a ter contato com a Ação Católica.

Além disso, nós dois, procurávamos Emissoras de Rádio pra apresentar programas e conseguimos: na Rádio Olinda, na Rádio Clube de Pernambuco e, nas férias, na Rádio Pajeú, da Diocese de Afogados da Ingazeira, com o MEB.

O Leunam não se tornou Padre, mas o contato com o MEB – Afogados, abriu-lhe uma nova perspectiva de trabalho e ele se tornou especialista em educação, comunicação e ‘professor com prazer’ como o faz, tão bem até hoje.

Teve o Professor Paulo Freire, como sua maior inspiração e é o nosso melhor especialista, vivo entre nós, para abordar o Movimento de Educação de Base.

Eu me tornei Padre. Nesta 2ª feira, 04/08, estou completando 57 anos de Sacerdócio.  Além dos estudos específicos para ser padre, especializei-me em “Religiosidade Popular no Nordeste”. Sou graduado em Sociologia e em Comunicação Social e me dediquei a vida inteira a comunicar a verdade, a Palavra de Deus, por dez anos, ininterruptos, na Associação Missionária do Nordeste – AMINE -. Fui pró-reitor da ‘Pró@rt.com’ (Pro reitoria de Articulação e Comunicação) da UVA, até completar 70 anos e sou Padre emérito, dos meus 75 anos pra cá. Tenho 84.

No 1º momento, como pró-reitor, dirigi a Rádio Universitária que, todos os dias, em cadeia com as Rádios Educadora, Tupinambá e Ressurreição apresentava programas, como: “Padre Assis, quem pergunta quer saber”! “Pergunte e responderemos” e “Pro-reitorias em ação” sempre em conexão com os ouvintes, via telefone e, eventualmente, por cartas, p’ros habitantes do campo.

Para o Jornal Correio da Semana, da Diocese, durante uns 12 anos, escrevi cerca de 600 artigos e, depois de 2015, quando fiz 75 anos, já era hora de parar. Não podia mais “combater o bom combate” Tinha que “terminar a carreira”. Só me restava “guardar a fé” como dizia São Paulo em II Tim 4,7-8.

            Tinha que parar tudo. Como continuar, se as forças já estavam no fim? Comecei uma nova missão: escrever. Para isto, basta a cabeça funcionar. O esforço físico é mínimo. Meu irmão e companheiro, em toda essa estrada, foi o Leunam. Como eu, também aposentado. Tem um “Blog”, maravilhosamente, bem conduzido, e me oferece uma página. Como não a aceitar? Mantenho, semanalmente, um Comentário, sobre temas variados, a meu critério.

            Agora, me aparece um amigo dele, que não o conheço, pessoalmente – o Médico, Mariano Freitas - lá da região dos Inhamuns, em Tauá, na fronteira com o Piauí, que, a exemplo dos meus ouvintes da Cadeia de Rádios, em Sobral, está-me ‘perguntando pra eu responder’.

            Dado o objetivo da sua curiosidade, eu já vou ligando ao outro Programa citado: quem pergunta, quer saber. Vamos ver até quando iremos suportar-nos.

            Na maneira antiga, a resposta era ‘ao vivo’ e de imediato. Deste modo, agora, estamos a 450 km de distancia, demorando pra ‘perguntar e receber a resposta’ por escrito e ir copiá-la fora de casa, por não ter impressora. Tá bom?

            O Dr. Mariano já inicia perguntando que relação tinha Getúlio Vargas com a Ação Católica, que abordamos no Comentário da Semana passada.

            Havíamos dito que o Papa Pio XI instituíra a A.C. em 1935 e que a dificuldade de sua carta apostólica chegar às mãos do Cardeal Leme e o entendimento da vontade do Papa que era de dirigir a A.C. à juventude nas vogais do alfabeto/Juventude A(grária). E(studantil). I(ndependente). O(perária) e Juventude U(niversitária) demandaram um espaço de tempo

            O Cardeal se apressou em atender o Papa e, em vez de seguir a ordem estudada e indicada por ele, usou um grupo já existente de leigos adultos do Centro Dom Vital, que era, totalmente, avesso à nova pastoral proposta.

Como eu disse, o Cardeal “atirou no alvo errado” e atrasou bastante o esquema inicial. Daí, poder-se dizer que, a A.C. e Getúlio não se relacionaram, mesmo tendo sido contemporâneos. Não porque ele não quisesse, pois até buscou o apoio da Igreja Católica para legitimar seu governo. A Igreja é que não aceitava as suas manobras “ditatoriais” para permanecer no cargo por longos 15 anos: de 1930 a 1945, quando surgiu Eurico Gaspar Dutra, até 1950, e Getúlio volta, não mais como ditador, mas eleito pelo povo. Dá pra entender?   

Os 15 anos ditatoriais de Getúlio se dividiram em: governo provisório de 1930 a 1934. Governo constitucional de 1934 a 1937. Governo do Estado Novo de 1937 a 1945, quando Getúlio foi deposto. Na sequencia, veio o Ministro da guerra de Getúlio, General Eurico Gaspar Dutra, que deu continuidade ao ‘regime de exceção vigente’; e, pasmem! Depois desse massacre, nas eleições seguintes, em 1951, Getúlio Vargas foi escolhido Presidente da República até o suicídio, em 1954. Bonito governante e belíssima figura para a Igreja aprovar!

Para ele, a Igreja poderia ser uma forte aliada para a manutenção do seu governo e um forte instrumento de dominação. Para isto, ele até decretou o ensino religioso facultativo nas escolas públicas, mostrando a disposição do Estado em manter um diálogo com os católicos e receber seu apoio. Foi parte de “uma de suas manobras” para facilitar o bom relacionamento. Sabido, hein?!

Sempre que se fala do entendimento entre Igreja e Estado, sente-se a “areia movediça” em que nos encontramos. Aí está o chute inicial, Doutor. É a resposta que, rapidamente, estou-lhe dando. Como disse em meu penúltimo Comentário: voltarei. É-me impossível satisfazer todas as curiosidades em tão curto espaço. Jango vem aí. Até breve!  


NESTE MÊS DAS VOCAÇÕES, UMA HISTÓRIA REAL: MONS. ASSIS ROCHA!

Há sete anos, o Mons. Assis Rocha concedeu esta entrevista ao Jornal CORREIO DA SEMANA, de Sobral. O texto continua atualizado e de leitura muito importante para todos.

O Mons. Assis, semanalmente, está aqui em nosso Blog, com suas atualizadas reflexões. Por isto achamos interessante trazer esta sua história.


 C.S. –Como surgiu sua “vocação”? 

O Padre Assis respondeu, prontamente: “como todos os chamados: de Deus”. E acrescentou: “não foi assim com Jeremias, Isaías, Amós... Pedro, André, João, Tiago... Paulo, Agostinho, Francisco, Vicente e tantos outros? Nós até cantamos: antes que te formasses dentro do ventre de tua mãe/ Antes que tu nascesses, te conhecia, te consagrei/ Para ser meu profeta entre as nações Eu te escolhi/ onde te envio irás, o que te mando proclamarás”. 

 

No meu caso não foi diferente. Como nos demais, Deus se utilizou de alguma situação. Ele preparou o ambiente. Deu o seu laço. Criou a ocasião. Eu nasci nas matas da Santa Maria; nas brenhas do Bom Sucesso. Meu pai, como o pai de Amós, era vaqueiro e agricultor braçal. Minha mãe, doméstica, simples, sem nenhuma alternativa que os impedisse de gerar muitos filhos. Chegamos a 18, acrescidos de mais 03, de um 2º casamento. Que coisa bonita! Como Deus não se agradar de uma família dessas, generosa, cristã, para lhe pedir que um filho se tornasse Padre? 

A sede da Paróquia era Acaraú. Toda a região da praia e adjacências era coberta, pastoralmente, pelo Padre Sabino Feijão desde 1932. Tudo era muito distante e de dificílimo acesso. O Padre cavalgava por toda parte, trocando o animal cansado por outro que já estivesse esperando em algum lugar para continuar a desobriga. No final de 1939, início de 1940, o Pároco convidou uma equipe de missionários franciscanos – como já havia acontecido, anteriormente - para visitar as principais comunidades paroquiais. Para cá vieram: Frei Serafim, Frei Gregório e Frei Romualdo, todos alemães, que já atuavam na Província Santo Antônio do Brasil, sedeada em Recife. Em junho de 1940 haviam terminado as Missões na grande Paróquia de Acaraú e se dirigiam, sempre a cavalo, para a Paróquia de Camocim, na continuidade do litoral cearense. No roteiro da viagem, por recomendação do Padre Sabino, os Frades pararam lá em casa para um rápido pouso, descansarem um pouco, se alimentarem e, é claro, descansar e alimentar os cavalos. Meus pais acolheram os Frades, com o maior prazer, além da alegria de atender ao pedido do Vigário, a quem ele sempre dava pousada. 

Alimentados, descansados, na hora da despedida e do agradecimento para retomarem o longo caminho até Camocim, um deles – o Frei Serafim – diante da minha mãe, no 5º mês de grávida, disse, tocando em sua barriga: vai ser um menino. Vai-se chamar Francisco de Assis e vai ser um Padre Franciscano”. Para meus pais: católicos, respeitadores da Palavra de Deus, diante de 03 Religiosos, vestidos com o hábito franciscano, era o próprio Deus quem falava. Era um “chamado” irrecusável. Quatro meses depois, eu apareço: um menino. Nome do batismo, é claro: Francisco de Assis. Onde se realizou? Na Capela mais antiga da área, por isso mesmo, chamada de Matriz: no Carrasco. E quem celebrou? O Padre Sabino, conhecedor de toda essa história; continuou amigo de minha casa. Não chegou a me ver Padre, pois morreu em 1965; mas a 3ª profecia se realizou no dia 04 de agosto de 1968. 

Tive a felicidade de encontrar o Frei Serafim, em Mettingen – Alemanha e recordar todos esses momentos com ele. Morreu em 2015 com 102 anos.  

Como a pergunta inicial foi só “como surgiu minha vocação” e eu digo que isso é coisa de Deus, está aí a prova. Entre essas 03 previsões e os 50 anos que estou celebrando, “muita água passou debaixo da ponte”. É outra longa, difícil, bela, acidentada de altos e baixos, mas agradável História. 

 

C.S. – Como foi sua Infância, Padre Assis? 

Meu pai administrava um latifúndio, bastante produtivo, de um tio, irmão do seu pai, Senhor José Batista da Rocha, que morava em Fortaleza. Muito gado (leite e derivados), cavalos, animais de pequeno porte, agricultura variada na produção de cera de carnaúba, farinha, caju, milho, feijão, espalhados por toda a extensão da terra, em fazendas e sítios diferentes, utilizados de acordo com a variação climática, para onde houvesse água, forragem e melhor sustentação para a família e para os animais. Havia muitos moradores, vaqueiros, fixos por toda parte, que trabalhavam e tornavam as terras produtivas, garantindo a subsistência própria e a de suas famílias, enquanto meus pais nos conduziam, em comboios de animais com cargas, para os mais diversos lugares de acordo com a necessidade e o uso da terra naquela ocasião. Éramos nômades, sem paradeiro fixo, sem compromisso escolar, viajando pra lá e pra cá, sem muitos objetivos futuros.  

Meu avô, Francisco das Chagas Rocha, era Professor Municipal de Acaraú, lotado aonde a Secretaria de Educação destinasse, sempre nas proximidades da sede. Nas férias escolares, ele vinha pra nossa casa, ficar com o filho, visitar os netos, descansar das atividades e dar aulas para nós. Era quando tínhamos algum contato com a tabuada, com a escrita do próprio nome e de outras palavras e já chegava o fim das férias do vovô. Ele tinha que voltar às suas atividades e nós ficávamos aguardando a próxima temporada. Ainda bem que nossa mãe nos ensinava a rezar em família e quando o Padre ia à Capela do Carrasco (do lado de Acaraú e, mais tarde, Bela Cruz), ou da Serrota (do lado de Uruoca, Martinópolis ou Senador Sá), a gente ia a cavalo. Morávamos, mais ou menos 20 kms. equidistante das duas Capelas, para um lado ou para o outro. Era um passeio maravilhoso. 

Já éramos 11 filhos, a família aumentando, sem estradas para nos transportarmos, dependentes só da tração animal, sem estudo. Só a nossa irmã mais velha, a Nair, estudava em Acaraú, morando na casa da tia Zilma, irmã do papai, que também tinha uma grande família. Coitada, morreu muito nova e minha irmã voltou para casa. Em meio a tantas dificuldades, só havia um jeito: era sair das matas. Bela Cruz, ainda Distrito de Acaraú, tinha-se tornado Paróquia em 1941. O novo Pároco – Pe. Odécio Loyola Sampaio - informado pelo Padre Sabino, tomou conhecimento dos homens de bem da nova Paróquia: sede e interior e se aproximou de minha família, mesmo morando na zona rural, mas era um testemunho concreto de vida cristã e de bom exemplo. Tornaram-se amigos: meus pais e o novo pároco.

Seis anos depois, em 1947, o Padre Odécio, que passava tanto lá por casa, motivou meus pais a se mudarem para a Vila de Bela Cruz, dada a possibilidade que os filhos teriam de estudar e saírem daquela situação. O próprio Padre arranjou logo uma casa grande, com quintal espaçoso para meu pai botar uma vacaria e vender produtos do leite e garantir a sustentação e a escola dos filhos. Em julho de 1947, transferimo-nos todos para a Vila. Já entramos na escola no 2º semestre (no Instituto Imaculada Conceição), no catecismo paroquial (centro catequético Pio XII), na Cruzadinha Eucarística, no grupo dos “acólitos” (hoje “coroinhas”) e a vida foi mudando para nós. Não, para o meu pai. Ficava indo e voltando, a cavalo, toda semana – 80 kms. ida e volta - cuidando dos bens do tio, e mantendo a família à distância, sob o comando da mamãe. 

 Brincávamos no areal debaixo das mangueiras da Praça da Matriz, corríamos pelas ruas “tangendo” rodas de aros de bicicleta com pequena forquilha de madeira, andávamos de “cavalo de talo”, conduzíamos colegas e éramos conduzidos por eles em pequenos carros puxados à corda pela mão, jogávamos de bila, as meninas “brincavam de roda”, cantarolando e dançando nas noites de luar, andávamos montados em carneiros nos arredores de Bela Cruz, como nosso esporte predileto, enfim, éramos felizes e nem sabíamos. Era tudo muito bom. Na escola paroquial, tínhamos a seriedade, a dureza, a disciplina e até a “palmatória” de Dona Cecy Regino Holanda, Dona Perpétua Carvalho, Dona Rosalba Vasconcelos, acobertadas pela rigidez, o pulso forte do Padre Odécio e sua orientação espiritual, humana e intelectual para o resto da vida. Foi ele quem me fez levar à prática a “profecia de Frei Serafim”: pôs-me no Seminário, em Sobral. 

Se não fosse para atender a um “chamado”, isto é, por uma “vocação especial”, rumo ao desconhecido, saltando no escuro, não se teria nenhuma explicação para tamanha violência ou agressão: uma criança, com apenas 11 anos de idade, deixar pai e mãe, vários irmãos e sair de casa. Foi o que me aconteceu: deixei o convívio de minha família de sangue, para conviver com “irmãos” das mais variadas origens, embora com objetivos semelhantes. Com estes, permanecíamos mais tempo, durante o ano, do que com os irmãos de sangue que deixávamos em casa. E assim a minha infância ficou dividida entre o “antes” e o “depois” do Seminário. Vieram os estudos, a adolescência, o crescimento espiritual e intelectual, as dificuldades para lidar com as principais virtudes sacerdotais da obediência, castidade, humildade, pobreza, oração, respeito às diferenças, convivência fraterna e comunitária e com toda a formação que era dada, tendo em vista a missão e o compromisso com a estrutura da Igreja mais tarde. 

 

C.S. – Quando lhe chegou mesmo a Hora da decisão? 

Em 1955, com 15 anos de idade, adolescente, impressiona-me muito no Jubileu Áureo Sacerdotal de D. José Tupinambá, em Sobral, a reflexão feita no Congresso Eucarístico e Sacerdotal sobre a Vocação de São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, que completava 30 anos de sua canonização. A partir dali eu me decidi: “se eu for Padre, quero me ordenar no dia da festa litúrgica de São João Maria Vianney”. E assim o fiz. Tornei-me Sacerdote no dia 04 de agosto de 1968, pelas mãos de meu querido amigo e saudoso Bispo D. Francisco Austregésilo, em Bela Cruz, a minha terra natal. Para completar minha alegria, entusiasmo e devoção, em 1975, estudando em Roma, fui a Ars participar do Jubileu de Ouro da Canonização de seu famoso Cura. Senti-me, plenamente, realizado. Além de integrar uma imensidão de “peregrinos”, ainda tomei contato com toda a sua história e visitei seu corpo “incorrupto”, em perfeito estado de conservação, como se vivo fosse. 

Certamente, toda essa motivação bonita, sugerida por Cura d’Ars e alimentada pela graça, bondade e misericórdia de Deus me fez sustentar o “chamado” e o compromisso sacerdotal até agora. Obrigado, meu Deus! Ajuda a meus irmãos padres e aos novos vocacionados a seguirem o caminho e a serem fiéis até o fim. Não é fácil. Só com a graça de Deus é possível. 




         





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