sábado, 27 de setembro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 


A ESCOLA DEVE SER SEMPRE A PRINCIPAL ATRAÇÃO DOS ALUNOS.

                                                      EDIÇÃO DE 27 DE SETEMBRO

Minhas primeiras aprendizagens sobre os municípios da região norte, foi por meio das placas dos caminhões que passavam pela rodagem da minha cidade. Eram pouquíssimos e, por isto, viravam atrações para os meninos.

Por curiosidade e aprendendo a ler, logo procurava ver de onde vinham. Eram as placas que me diziam. E fui aprendendo. De Crateús, Independência, Boa Viagem, Tamboril, Pedra Branca, Monsenhor     Tabosa...

Traziam estrume de gado que vendiam nos engenhos para o adubo da cana e levavam carradas de rapaduras e muitas frutas. Pena que aquilo não era assunto das aulas, mas de conversas entre meninos.

“Passou um de Independência”.  “Eu vi um de Pedra Branca”. E assim íamos tentando descobrir onde ficavam aqueles lugares. Nós ouvíamos falar mais sobre os que ficavam perto.

A distância era sempre a mesma, mas o tempo de percurso era muito diferente. 23 quilômetros para Ipu e quatro horas para percorrê-los. A rodagem era só areia muita. Para São Benedito, a mesma coisa.

Esta foto rara, dos anos 50, é do Misto da família Paiva que realizava, diariamente, a viagem de ida e volta de São Benedito a Ipu. Ainda menino, lamentava não ter o nome de Guaraciaba do Norte. Levava e trazia passageiros que viajavam de trem.

Para Reriutaba, então Santa Cruz, a distância era, praticamente, a mesma, mas não havia estrada. Era só ladeira. Em tempo de seca, começavam a fazer a estrada para dar emprego aos cassacos. Com o inverno, parava,

Ainda hoje tenho o hábito de observar as placas, mesmo sabendo-as mais complicadas e sem os nomes dos municípios. Lamentavelmente. Soube que iriam voltar. Tomara.

Ontem, em Camocim, o Professor Historiador Carlos Augusto Pereira dos Santos lançou o II Volume do seu livro HISTÓRIA POLÍTICA DE CAMOCIM. O evento foi no Plenário Deputado Murilo Aguiar, da Câmara de Vereadores. 

                                              

 A Professora Doutoranda Muldiane Pedrosa, está indo muito bem com os cursos de graduação que tem levado a municípios do Ceará. Em Massapê, já vai abri a terceira turma, contando com muita credibilidade junto à comunidade.

No mês de outubro serão abertas turmas em Meruoca e Alcântaras. Nos três municípios conta com o apoio das Secretarias de Educação. A convite da Professora Muldiane que conheço há anos, deverei ir aos três municípios para encontro com os alunos.

A credibilidade do Grupo Nossa Faculdade e parceiras UNIFTB  e UNIFAMEC tem crescido muito graças à seriedade da atual equipe local, tendo à frente da Coordenação local a Professora Socorrinha Gomes, também Diretora da Escola da CNEC, em Massapê.   

         

Na segunda quinzena de outubro, terão início os festejos da Capela de Nossa Senhora da Saúde, no distrito de Sussuanha, em Guaraciaba do Norte. É um tradicional local de romarias, onde muitos fieis comparecem para pagar promessas.

Tenho um carinho especial pela Sussuanha, pois andava por lá desde menino. Ali meus pais se casaram quando ambos prestavam serviços às celebrações litúrgicas. Minha mãe como cantora da Igreja. Meu pai como integrante da Banda de Música.

No meu livro GUARACIABA DO NORTE, NOSSAS RUAS, NOSSA HISTÓRIA, à página 240, registro uma foto na criação do Coral Santa Cecilia, ali criado em 1946. E meus pais lá estão.

Nesta semana, no Ideal Clube, fui ao lançamento do livro CARTAS PRA VOCÊ, do amigo e ex colega na UVA/Sobral, Paulo de Tarso Pardal. nascido em Santana do Acaraú, é competente Professor, Músico que faz mágicas com seu cavaquinho.

Gilberto Kassab, presidente do PSD vai colocar muitos prefeitos em saia justa, decidindo que o partido deixará de apoiar Lula e vai apoiar um destes bolsonaristas: Tarcísio de Freitas, Ratinho ou o Eduardo Leite. Os três são pouquíssimos conhecidos no norte e nordeste.

Estas regiões trocariam o conhecido pelo desconhecido, só para atender ao, também desconhecido, Kassab?  E como os Prefeitos e Vereadores do PSD vão justificar a escolha de um desses candidatos?

Neste sábado, no nosso buffet privado da família e amigos, estaremos celebrando os aniversários do cunhado Edson Martins, casado com a Luciene e do seu irmão Milton Júnior.

Nas 4 oportunidades que ocupei a função de Secretário de Educação e duas vezes como assessor, jamais nos deparamos com atos de violência nas escolas. Agora, são frequentes. Há interferências externas.  É o caso de Sobral.

Quando a escola é atraente para os alunos, as atenções se voltam para a convivência com colegas e Professores e, naturalmente para o aprendizado participativo. Uma Escola sempre pode ser melhor. Basta que se avalie com frequência.

Vivemos excelentes experiências que estão em nosso livro PROFESSOR COM PRAZER. O título já diz bem da metodologia adotada. Foram todas experiênias de sucesso, com foco na participação e na aprendizagem.



MEMÓRIAS DO EXÍLIO E DO RETORNO

EM UMA SÓ CANOA,                                EM MUITOS PORTOS.

                                           

Dr. João de Paula Monteiro Ferreira (*)

- Um médico fumando; isto é uma incoerência. Largue isso.

Ao ouvir um dia essa frase de um amigo, tomei uma decisão. Para não ser incoerente, resolvi largar a medicina.

Isto era uma brincadeira que eu contava. quando alguém assistindo alguma das palestras que eu proferia Brasil afora, manifestava curiosidade em saber por que um médico se metera em assuntos como desenvolvimento sustentável, novas formas de gestão e de governança de organizações. Eu contava aquela história absurda, evidentemente, brincando, pois a rigor, médicos não costumam deixar de todo a medicina, sobretudo aqueles que tiveram uma formação humanista. Neste sentido, nós médicos, temos algo de parecido com padres, que usualmente mantêm o substrato de suas vocações, mesmo depois de deixarem as batinas. E assim é comigo ainda hoje, que continuo respondendo sim, àqueles comissários de bordo quando perguntam se tem algum médico no voo para atender a uma emergência de saúde, embora o faça sempre torcendo para que não se trate de um parto ou de uma parada cardíaca. Meus temores sobre ter que lidar com uma destas situações tem razões muito pessoais. Quanto a um hipotético parto, por nunca ter feito nenhum, mesmo tendo sido aluno de obstetrícia em três países, o que requer uma historieta específica para esclarecer; quanto à parada cardíaca, pelo fato de já ter morrido e saber da complexidade dos procedimentos requeridos, como narrei na historieta DE VOLTA À VIDA.

Por outro lado, fumar é uma praga para a saúde, que sempre precisa ser largada por quem foi alcançado por ela. Isto não vale, no entanto, para meus charutos, que só entraram em minha vida quando eu já tinha sessenta anos, depois de ler um artigo científico demonstrando que, por não se tragá-los, o maior problema que poderiam causar seria um câncer na região oral, após quarenta anos de intenso uso. Naquela ocasião, fiz umas contas e constatei que, como charuteiro moderado, o pior que poderia me acontecer seria um câncer aos 100 anos, idade em que já teria morrido ou já estaria num momento adequado para morrer.

Brincadeiras à parte, na historieta anterior, quando relatei que por um período estive tentando descer um rio em duas canoas. com um pé em cada uma delas, tive consciência de que aquilo não poderia durar e prometi contar como foi o desembarque de uma. É o que farei agora, procurando explicar o que aconteceu à medida em que eu fui sendo cada vez mais demandado por atividades relacionadas à psicologia organizacional. O fato é que, quando aquelas demandas começaram a ocorrer em outros estados da federação, criando dificuldades para o exercício da atividade psicoterápica, que é muito rigorosa em constância e pontualidade, configurou-se um impasse e tive que fazer uma escolha.

Então, decidi deixar a atividade de psicoterapeuta. E aquilo foi algo que senti muito e ainda sinto na forma de saudade, porque aquele período foi muito rico para mim do ponto de vista profissional e pessoal. A dedicação à terapia individual e a pequenos grupos terapêuticos, possibilitava-me o aprofundamento em vivências relativas ao âmago do ser humano, oportunizava-me lidar com dificuldades inerentes à sua existência, criando condições para que pessoas fizessem, suas descobertas e tomassem iniciativas sobre um melhor curso para suas vidas e, em consequência, ensejando também aprendizagens sobre meu modo de ser e de me comportar. Usando uma metáfora, eu sentia-me como se estivesse escavando um poço profundo, o que me dava muita satisfação, mas, ao mesmo tempo, a percepção de que só conseguia alcançar poucas pessoas. Minhas preocupações sociais atiçavam meu espírito, possivelmente por motivações mais remotas, tornando a escavação do “poço profundo” insuficiente para satisfazer todos meus anseios.

O que eu estava querendo mesmo era fazer “irrigação por aspersão”. Queria ampliar meu leque de ação, levar questionamentos a mais gente, provocar reflexões sobre conservação e mudança na sociedade, instigar discussões sobre o poder e suas aplicações em estruturas sociais, investigar novos conceitos e técnicas sobre gestão e governança de organizações, estimular estudos sobre  métodos inovadores de produção e distribuição de riquezas, enfim, buscar novas formas de melhorar as condições de vida para todos. Meu fundamento era e é a convicção de que os constructos sociais são obras humanas - sem desconsiderar aquelas mais rudimentares criadas por outros  animais. Levando isso em conta, sentia a necessidade de compreender a psicologia dos seres da nossa espécie em suas relações com as obras criadas. Na verdade, a procura daquelas alternativas, pelo menos inconscientemente, já deviam estar presentes quando eu decidira fazer uma segunda especialização, iniciando a formação em Psicologia Organizacional.

Àquela época, estava também claro para mim que alguns dos meus desejos precisavam ser tratados mais na esfera da política do que no âmbito da técnica, dizendo respeito mais ao cidadão do que ao profissional. Eu sabia distinguir isso e, em paralelo, estava buscando caminhos para o exercício da cidadania, depois que comprovara que a via eleitoral não atendia minhas aspirações. A experiência da candidatura a deputado estadual mostrara-me a vulnerabilidade social e política das populações mais pobres e eu adquirira a convicção que sem uma sociedade forte não teria como haver uma democracia estável, nem boa qualidade de vida para todos.

Preparei um plano para encerrar progressivamente as atividades de psicoterapia. A primeira medida foi recusar novos clientes. A segunda, fazer uma programação para o desligamento gradual dos que se encontravam em terapia, em conformidade com cada caso; alguns seguindo o processo natural que resultava em altas, outros por encaminhamento a colegas, quando havia consenso para isso.

Minhas atividades como consultor de organizações haviam sido iniciadas no próprio Centro de Vivências, onde criáramos um setor de Psicologia Organizacional. Sob orientação do César Wagner (que a Mariana chama de segundo pai), organizamos uma equipe de consultores que tinham sido formados no curso dado por ele; esta equipe passou a atuar em organizações públicas, em empresas e em organizações não governamentais de Fortaleza.

As atividades que comecei a desenvolver no plano nacional como consultor de organizações e como palestrante, assim como a militância que passei a ter em movimentos de cidadania, ficam para historietas futuras.

Dr. João de Paula Monteiro Ferreira, de Crateús, Médico e Consultor Empresarial. 
Influente liderança universitária na ditadura de 64.

PARA GOLPISYAS DE 8 DE JANEIRO






O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

“A esperança não decepciona” (Mt.5,5)

Desde que nos “encontramos” – Dr. Mariano e eu – demos continuidade a uma ousadia, de minha parte, de responder ao vivo e instantaneamente, pelo Rádio, a todas as perguntas que me eram dirigidas, pelos microfones da Rádio Universitária de Sobral, sempre em cadeia com outras Emissoras locais.

                Além de correr um risco - chamei até de “ousadia” – eu não imaginaria o tipo de pergunta que me fosse feita, quanto às maledicências ou às “cascas de bananas” que me fariam “escorregar”. Mas, topei o novo desafio, enfrentando a distância que nos separa (450 km), o desconhecimento mútuo e o espaço de tempo a ser empreendido, entre o “pergunte e responderemos” ou o “quem pergunta quer saber” vivenciado no tempo das Rádios.

                Disse-lhe, ao longo desses 03-04 meses, que há uma grande diferença entre a postura da Igreja católica que tem dois mil anos de história, com a presença do Espírito Santo, e a postura dos poderes políticos que, aqui entre nós, têm 500 anos, e que nem sempre cuida bem da “res pública”.      

                Nestes últimos dias, falamos sobre as Congregações Vicentinas: leigas e Religiosas, masculinas e femininas, que se estendem pelo mundo de 400 anos para cá, como um dos modelos de esperança e caridade a serem seguidos e que Mateus, 5,5 acrescenta: ‘a esperança não decepciona’.

                Para completar a minha linha de raciocínio, meu ainda desconhecido amigo, Dr. Mariano Freitas, aumenta mais sua curiosidade e aguça a minha: o que há em comum e o que diferencia um do outro, para entender bem o Pe. Teilhard de Chardin e o Pe. Henrique Claudio de Lima Vaz?

                O que eles têm em comum é terem sido ambos: jesuítas, padres, professores universitários e de seminários, filósofos, teólogos e terem vivido, ao mesmo tempo, 34 anos de suas vidas entre 1921 a 1955.

                O Padre Pierre Marie Joseph Teilhard de Chardin nasceu em Orcines, na França em 1º de Maio de 1881 e morreu em Nova Iorque em 10/04/1955.

                O Padre Henrique Claudio de Lima Vaz nasceu em Ouro Preto – MG, Brasil aos 24 de agosto de 1921 e morreu em Belo Horizonte em 23/05/2002.

                Portanto, os 34 últimos anos de vida do Pe. Teilhard Chardin coincidem com os 34 anos iniciais de vida do Pe. Lima Vaz. É nessa reciprocidade de experiências ou nessa ajuda mútua que vamos caminhando, aprendendo e ensinando uns aos outros. Ninguém pode dizer que não precisa de alguém.

                Há também notáveis diferenças entre si: o Pe. Teilhard Chardin nasceu na França e morreu nos EEUU e o Pe. Lima Vaz nasceu e morreu no Brasil. Quanto ao Curriculum Vitae de ambos, além do que já dissemos acima, que os une, o Pe. Teilhard se ocupou ou exerceu funções paleoantropológicas e geológicas, acrescentadas às suas especialidades.

                É claro que estes dois ‘monstros sagrados’ da sabedoria eclesiástica impressionam a qualquer estudioso sócio-político, como é o Dr. Mariano; daí a sua curiosidade e o aguçamento da minha, como me referi ali acima. Ambos foram alvos de direcionamento da Igreja oficial e de cristãos mais conscientes a respeito da missão e das funções por eles exercidas. O mais antigo - Pe. Teilhard Chardin - foi censurado por ilustres membros da Igreja Católica e por ‘biólogos evolutivos’ por causa de seus pontos de vista sobre o pecado original, embora tenha contado com os apoios de proeminentes líderes e teólogos como os Papas João Paulo II e Bento XVI que escreveram, positivamente, a respeito de suas ideias. Também o Papa Francisco se baseou em seus ensinamentos teológicos para escrever a Encíclica “Laudato Si” em 2015.

               Atendendo ao meu interlocutor, à distância, que me pede a citação de uma obra dos dois, começo com o Fenômeno Humano do Pe. Teilhard Chardin em que ele diz, textualmente: “Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento antirreligioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A razão substituindo-se à crença. Nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pôde parecer, a certa altura, que esta era, decididamente chamada, a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é, visivelmente, sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece haver de se resolver o conflito”.

            O mais recente – Pe. Henrique Claudio de Lima Vaz – é também possuidor de uma vasta obra filosófica, bem conhecida e divulgada, sobretudo em sua metafísica clássica, permeando o pensamento filosófico moderno, a partir do profundo conhecimento da obra filosófica do alemão Hegel. Este, entre os séculos 18 e 19 ensinava que “a razão e a realidade são inseparáveis. O desenvolvimento histórico se dá através de um processo dialético de oposição e superação, buscando a realização da liberdade e do Espírito absoluto”.

            Influenciado por seu irmão bispo, D. José Carlos de Lima Vaz, entrou na ordem dos Padres Jesuítas, em 1938, cursando a Filosofia em Nova Friburgo-RJ. Em 1945 foi fazer o curso de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, de onde voltou laureado, com o doutorado, defendendo a Tese: O problema da beatitude em Aristóteles e Santo Tomás e em 1948, três anos depois, mais um doutorado, na mesma Universidade sobre a dialética e a intuição nos diálogos platônicos da maturidade.

            Com um Curriculum destes, com prática acadêmica dentro e fora do Brasil, convites pra lecionar em toda parte, o que esperar do Dr/Pe. Lima Vaz? Exerceu a plena Missão de Pastor, cuidador do Rebanho de que falou Jesus no Evangelho de João 10,14: Pe. Lima Vaz tornou-se mentor da J.U.C. (Juventude Universitária Católica) e da A.P. (Ação Popular). Ambas ligadas à Igreja Católica e malvistas pela Ditadura Militar que dominava à época. Basta lembrar no atentado que aconteceu no Aeroporto dos Guararapes, em Recife, em 1968, que serviu de pretexto para o governo ditatorial de Costa e Silva decretar o famoso AI-5 e o Padre Lima Vaz escreveu sobre isto, referindo-se ao cenário tão agitado e confuso, à época, que causou impactos políticos e culturais.

            Ele não teve medo de se expor porque se baseava em ensinamentos de filósofos como Platão, Aristóteles, Agostinho, Tomás de Aquino e Hegel cujas metafísica,  profundidade, lucidez e equilíbrio são fundamentais em suas intuições ainda capazes de fecundar suas reflexões. De santo Agostinho ele mantinha sempre um princípio: “crê para entenderes e entende para creres”

Como citei ali acima a obra Fenômeno Humano do Pe. Theilhard de Chardin, cito agora o último livro, Raízes da Modernidade do Pe. Lima Vaz em que ele propõe para o nosso tempo de incertezas e de renovadas articulações, o humanismo teocêntrico como itinerário para a realização plena do ser humano em sua existência pessoal e social. Interessante! Até hoje não me tinha passado pela mente lembrar alguém que foi meu conterrâneo, meu professor no ITER, assistente eclesiástico da J.U.C., assíduo estudioso de toda a obra Teilhardiana e de tudo o que outros autores escreveram sobre ele, era apelidado de “Cur hoc? = Por que isto?” – sempre perguntava em latim quando lia ou ouvia sem entender. - Quem era? - O Pe. Joaquim Diomar Lopes Araújo: nasceu em Bela Cruz: 15/04/1923 e morreu em Recife: 27/06/1982. Não seria uma boa dica para ilustrar mais nossas reflexões?

 












sábado, 20 de setembro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO


POLÍTICOS DESPREPARADOS FAZEM MAL AO PAÍS!


Esta semana tem sido de muitas decepções com a Câmara dos deputados. Percebe-se que muitos ali chegaram sem o menor preparo. Foram eleitos numa onda e vão indo sem rumo.

Os mais esclarecidos e democráticos são minoria. A maioria só demonstra cuidar dos próprios interesses sem o menor zelo pelos que votaram.

A pressão pela anistia parece uma forma de agradecer quem os levou à câmara. A PEC da autoproteção já é uma demonstração de cuidado com o próprio futuro. Boas coisas não pretendem fazer.

Cada eleitor precisa ver, nome por nome dos deputados que defendem Anistia e Blindagem (ou bandidagem), independente dos partidos. Não foi para isto, certamente, que foram eleitos.

Se não cuidarmos agora, as próximas Câmaras municipais, estaduais e federais serão piores e virarão facções. Não merecemos isto. Os Prefeitos que indicam os candidatos devem estar atentos.

O povo confia nos prefeitos e vota em quem foi indicado por eles. Mesmo assim, temos que analisar a história e os propósitos dos candidatos.

Dr. ALAN PAIVA, Criminalista e  Escritor, em São Luís, Maranhão

Tenho abordado neste espaço sobre a linguagem adotada por muitos pregadores do Evangelho.  Falam muito e quase nada dizem. Deviam planejar o que desejam que mensagem os fiéis levam para casa para compartilhar com amigos e familiares.

Há mais de 50 anos tenho estado atento a esta questão porque foi um assunto que estudei ao fazer a disciplina Teologia da Palavra, no Seminário. Pesquisei em inúmeros sermões. Perguntei sobre o que o padre havia falado. Ninguém sabia.

De que adiantam as pregações, se nada dizem aos ouvintes. E não se pode por a culpa nos ouvintes. Eles estão ali, silenciosamente, para escutar e aprender.  Comunicação é resultado de aprendizagem. De preparação.

Acho até falta de caridade, uma pregação que dura 20 minutos ou meia hora, às vezes, mais e nada comunicam. Outros aproveitam para dar “vivas”. Não é o objetivo da Missa. É momento de reflexão.

Os lançamentos de livros do Juarez Leitão, sempre são momentos de reencontros com ex colegas de Seminário. Quarta-feira, no lançamento de O MENINO QUE VIROU PÁSSARO, Lá estavam os irmãos do François,

Tomei um susto. O Sérgio Martins parecidíssimo com o irmão que foi nosso colega. Uma pessoa extraordinária. Estavam o Edson Costa e o João Batista da Silva, de uma geração mais nova, na Betânia.

Outro quase Betanista, do Ipu, famoso médico João Martins, foi seminarista em Ipuarana, na Paraíba, onde se preparavam os que pensavam em ser frades. São reencontros que nos conduzem a boas conversas e recordações. Outros de Ipu, foram para Ipuarana.

Em Sobral, brevemente, a ASEL, Academia Sobralense de Letras e Artes abrirá oportunidade para uma legítima representante das Artes. Trata-se da Professora Ivana Sá, Professora e Diretora do Espaço da Música, criado, há 66 anos por sua mãe Pianista Fernanda Sá.

Aliás, no próximo mês deverá ser lançado o livro sobre O PIANO EM SOBRAL em que a Professora Ivana é uma coautora.  Centenas de jovens e adultos passaram e passam pelo Espaço da Música, abrindo novas perspectivas em suas vidas.

Mesmo sem ser integrante da ASEL, a Pianista Ivana Sá tem dado importantes colaborações, com suas exibições em momentos solenes da entidade. No livro, a sua parceria é com o Presidente Arnoud Cavalcante.

No Desfile da Independência, em Guaraciaba do Norte, tive a oportunidade de reencontrar a Dona Marleda a quem sucedi na Secretaria de Educação do município, em 1993. Há 32 anos, portanto.

Aquele momento foi registrado nesta fotografia em que estão a Lucineide Barros, então colega na equipe da Educação e o Professor Ancelmo Melo, atual Diretor da Escola de Morrinhos que nos homenageava.

Antônio Carlos Alves é um amigo de muitos anos. Autodidata, nascido na Bananeira, zona rural de Guaraciaba do Norte. Tornou-se radio técnico e virou Antônio do Rádio. Coube a ele acompanhar, tecnicamente, a instalação e funcionamento da Rádio Guaraciaba.

Atualmente, é especialista em Informática. Gosta muito de ler e de estar bem informado. Vez por outra me manda um dos seus textos. Este foi o último sobre BARREIRAS MENTAIS

“O que são barreiras mentais. As barreiras mentais muitas vezes não passam de muros invisíveis, levantados pelo medo, pela insegurança ou pelo costume de acreditar que “não vou conseguir”. As barreiras não estão no mundo externo, mas dentro de nós, e se transformam em bloqueios que paralisam atitudes e sonhos.

O estranho é que, quando criamos coragem e damos o primeiro passo, percebemos que esses muros não eram de concreto, mas de papel. Nossa coragem derruba a barreira e revela que a maior prisão era a que nós mesmos construímos.

Por isso, quando sentir o peso de um impedimento mental, lembre-se: ele pode parecer imenso, mas muitas vezes é apenas uma porta fechada por dentro, e a chave sempre esteve nas nossas mãos”.

Senadores americanos, na contramão daquele deputado traidor brasileiro, estão propondo ao Presidente dos Estados Unidos que cancele as tarifas impostas ao nosso país.

Coincidentemente, o Presidente que se imagina imperador do mundo, estão com os mais baixos índices de aprovação em seu país. As manifestações contra ele já se manifestam em vários Estados. Já foi a famosa democracia do mundo.  

Uma recomendação a quem gosta de estar bem informado: O ICL NOTÍCIAS é o melhor veiculo noticioso do país, atualmente. Incrível: não tem propaganda. É independente e tem os melhores profissionais.

Paralelamente, o ICL – Instituto Conhecimento Liberta oferece uma centena de cursos de baixíssimo custo. Um pouco mais de sessenta reais por mês. É com estes recursos que mantem o seu sistema de comunicação, via youtube.

E agora o ICL lança a revista semanal LIBERTA que pode ser assinada e lida no celular ou no computador. Altíssima qualidade.

Discretamente, o Mausoléu Castelo Branco, anexo ao Palácio da Abolição, deu lugar ao Monumento à Liberdade. Ninguém sentiu falta e muitos se sentiram aliviados com a retirada da homenagem ao primeiro dos ditadores de 64. 


PARA OS GOLPISTAS 
















 

MEMÓRIAS DO EXÍLIO E  DO RETORNO

EM DUAS CANOAS NÃO DURA

Dr. João de Paula Monteiro Ferreira

- Se você também tentar me convencer a me mutilar, abandono a terapia.

                Foi o que me disse aquela jovem ao esclarecer por que procurara meu atendimento psicoterápico. Ela contou-me que acabara de interromper uma psicoterapia porque o terapeuta teria tentado induzi-la a consultar-se com um oncologista a respeito de um câncer que teria em um dos seios e que ela reagira ao que considerou uma pressão, pois sabia que aquele especialista indicaria uma cirurgia e ela não aceitava ser mutilada. Diante daquilo, prosseguiu ela, saiu do consultório e não mais voltou. Por isso tinha me procurado.

O psicoterapeuta em questão era um profissional muito conceituado, com formação em medicina e psicoterapia, e com longa experiência de trabalho e de vida.

Logo no início da terapia, aquela cliente informou-me que decidira tratar-se por alimentação macrobiótica, a que aderira depois de ler um artigo demonstrando sua eficácia contra o câncer e que não admitiria questionamento sobre esta decisão. Aquele posicionamento chocava-se frontalmente com meus conhecimentos médicos e ela colocava como condição para iniciar um processo psicoterápico comigo sua não aceitação de qualquer argumento para demovê-la do que decidira. Vi-me diante de um dilema. Recusar-me a atendê-la ou investir na tênue esperança de que durante o processo psicoterápico ocorresse alguma mudança em seu comportamento. Decidi pela segunda alternativa.

                A cliente comparecia regular e pontualmente às sessões terapêuticas, participando plenamente delas até que um dia falou que o tumor no seio estava supurando. Quando lhe perguntei como estava o “tratamento” macrobiótico, ela ficou algum tempo em silêncio e depois respondeu-me que o abandonara, porque perdera a crença nele. Ao lhe perguntar qual tratamento estava fazendo, ela disse que nenhum. Então, perguntei-lhe se percebia o que estava fazendo consigo; ela ficou novamente em silêncio, desta vez por um tempo mais longo, subitamente pegou sua bolsa, levantou-se e, sem dizer uma palavra, saiu do consultório. Não compareceu à seção seguinte, nem à subsequente. Pedi à Angelina, eficiente secretária do Centro de Vivências, que ligasse para ela. Nenhuma resposta a inúmeras tentativas. Como ela não tinha parentes em Fortaleza, tentei obter informações por meio de pessoas que ela mencionara ocasionalmente em sessões. Nada. Seis meses depois, tive a triste notícia que temia: ela falecera.  Fiquei profundamente tocado durante muito tempo.

                Apresentei esse caso em um dos encontros da minha turma de medicina, que eram realizados para festejar os aniversários de formatura - se não me falha a memória, no de 40 anos para os colegas e de 30 para mim, devido ao meu atraso de 10 anos, por conta das ditaduras militares do Brasil e do Chile. À época ainda não havia a disseminação de ódio por milícias digitais dividindo a categoria médica, havendo entre colegas um trato natural das diferenças político-ideológicas. A apresentação de casos ocorreu em um espaço do encontro criado para análise de situações em que, quem desejasse, fizesse um relato do que considerava o maior insucesso de sua trajetória profissional. Evidentemente que a discussão não era sobre os casos em si, já que era um encontro de colegas de diferentes especialidades, mas a respeito de como cada um lidara com seus limites na tentativa de ajudar pacientes. Achei a reflexão profunda e enriquecedora, tanto para quem fez apresentação de caso, como para os que os debateram ou simplesmente assistiram. Para mim ela foi muito proveitosa.

                Mas foram muitos os casos satisfatórios no exercício da psicoterapia. Por exemplo, o de uma jovem de 20 anos com diagnóstico de esquizofrenia seguramente estabelecido. Os quadros psicóticos, em geral, e a esquizofrenia em particular, costumam ser muito desafiadores para o processo psicoterápico. No entanto, aquela jovem encontrou rapidamente na psicoterapia um meio de ajuda para lidar melhor com muitas coisas do seu cotidiano, aderindo a ela com constância e entusiasmo. Ela comparecia às sessões demonstrando naturalidade e prazer, engajando-se de forma plena em todo o processo. Mas, de vez em quando, tinha manifestações próprias do seu quadro clínico. Um dia, ao fixar o olhar na cadeira ao seu lado, disse “Dr. João, Nossa Senhora sentou-se aqui e está querendo conversar comigo”. Eu não a interrompi. Terminada a sessão, fui com ela até a sala onde seu pai a aguardava e pedi a ele para marcar uma consulta com o Tarcízio Diniz, psiquiatra, meu sócio no Centro de Vivências. Com a medicação ajustada, ela retomou o curso do processo psicoterápico, passando um longo período sem intercorrências.  Quando ocorriam episódios semelhantes, cada vez mais espaçados, eu adotava o mesmo procedimento, sempre com bom resultado.

Nas avaliações que, de tempos em tempos (pactuadas no início da terapia), fazíamos com ela e seus pais os relatos eram de progressivas mudanças positivas. Melhorara o autocuidado, o desempenho em tarefas do cotidiano e o relacionamento com as pessoas. O processo terapêutico evoluiu com regularidade até um ponto em que me pareceu ter alcançado o que era possível naquele caso. Conversamos sobre um encerramento gradual da psicoterapia, reduzindo o número de sessões até concluirmos que seria o momento de encerrá-las. Quando isto aconteceu, coloquei-me à disposição para atendê-la em caso de alguma necessidade especial. Ainda hoje, quando penso nos tempos das minhas atividades como psicoterapeuta, tenho saudades dela e de seus pais.

Entre estes dois casos fora da curva, foram muitos aqueles que decorriam do universo das nossas dificuldades habituais como seres humanos, em suas mais variadas manifestações, como desânimos, frustrações, perdas, desencontros, crises, enfim, do leque de sofrimentos inerentes à nossa existência. Era sempre muito gratificante, apesar de altos e baixos, avanços e recuos, a constatação de estar contribuindo com pessoas na descoberta de seus próprios recursos para o enfrentamento mais eficaz de desafios nas suas vidas, melhorando seu modo de lidar consigo, com a realidade e com os outros.

Mas uma concorrente foi se insinuando nas minhas atividades de psicoterapia, nascida, em parte dentro dela. Chamava a minha atenção a frequência com que clientes se referiam ao mundo do trabalho, algumas vezes trazendo para a psicoterapia vivências negativas, em outras sentimentos de grande contentamento. Afinal, isto dizia respeito a pelo menos um terço de suas atividades na fase ativa da vida adulta. A curiosidade despertada encontrou meio de satisfação, quando o psicólogo Cézar Wagner, então marido da Ruth e meu sócio no Centro de Vivências, ofertou um curso de especialização em Psicologia Organizacional, com ênfase em Consultoria de Processo. O Cézar tivera esta formação na Universidade de Brasília, no âmbito de um convênio firmado entre aquela universidade e a Organização para o Desenvolvimento da Administração – ODA, com sede em Palo Alto, na Califórnia, mediante o qual professores daquela instituição vieram ao Brasil para capacitar uma turma que teria o compromisso de difundir seus conhecimentos e técnicas no país.

Fiz este curso de três anos de duração e passei a atuar também como consultor de organizações públicas, privadas e do terceiro setor. Durante algum tempo consegui conciliar esta nova atividade com a psicoterapia, mas quando começaram a surgir demandas em outros estados da federação, me vi como alguém que tentasse descer um rio em duas canoas, com um pé em cada uma, coisa que não tem como durar. Como foi o desembarque de uma delas, já é assunto para futura historieta.







 

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

O COMENTÁRIO DA SEMANA

 

Com São Vicente,

somos chamados a ser sinal de esperança e caridade

No dia 25/08 - 30 dias antes da 8ª noite da Novena de S Vicente, em Bela Cruz - nosso Pároco, Pe. Eudes, entrou em contato comigo, convidando-me a participar, ao menos por uma noite, deste Novenário, fixando-a logo para 25 de setembro. Aceitei com prazer. Antes dos festejos começarem, foi-me passada pela secretaria paroquial, a programação: tema e subtemas, para que eu me preparasse. Aqui estou: neste comentário antecipado e 5ª feira à noite.

 Terei que provar para todas as pessoas ali presentes, neste dia 25, para os nossos ouvintes da Rádio Genoveva e para os tele participantes das Redes Sociais de nossa Paróquia, que, “com São Vicente somos chamados a ser sinal de esperança e caridade”, sob o lema, do Ano Santo já sugerido por Francisco e confirmado por Leão XIV, tirado de Romanos 5,5: “a esperança não decepciona”.  

Queremos apresentar São Vicente de Paulo, com Santa Luiza de Marilac e o Beato Frederico Ozanam como exemplos concretos de colaboradores com a Providência Divina na realização de suas Missões, conforme sugerem o Tema Geral de toda a Festa e o subtema desta noite. Os três, respectivamente, instituíram a Congregação dos Padres Lazaristas, as Irmãs, Filhas da Caridade e a Sociedade São Vicente de Paulo, vivendo no Mundo só fazendo o bem, colaborando com o próprio Deus, através de Jesus Cristo, para a salvação da Humanidade. 

Já participei deste Novenário, anteriormente, desde os meus 10 anos de Sacerdócio e, mais efetivamente, nos últimos 20 anos, sempre lembrando a necessidade que a Providência Divina mesma teve de contar com São Vicente, Santa Luíza de Marilac e com o Beato Frederico Ozanam em suas ações missionárias no Mundo.

São Vicente de Paulo trabalhou em consonância com Santa Luíza de Marilac e instituíram a Congregação dos Padres da Missão ou dos Padres Lazaristas e a Congregação das Filhas da Caridade. Lançaram as bases sólidas das duas congregações: uma masculina e outra feminina, que se espalham por todo o mundo. Depois, surgiu um leigo famoso, o Beato Frederico Ozanam para completar o sentido da missão da Igreja, deixada por Jesus Cristo: unir religiosos e leigos na Ação Missionária.

Queremos mostrar que Deus precisa não só de sacerdotes e de freiras, para a Missão, como precisa de leigos também. Todos bem comprometidos com o trabalho missionário e colaboradores com o plano de Deus no alcance da salvação de todos. É o que lhes quero aprofundar mais, nesta noite, como já o fizeram, os colegas que participaram das noites anteriores. Não é uma grande novidade, o que nos está propondo a Paróquia. É somente o desejo de lembrar que Jesus fizera desde o início: chamou os 12 Apóstolos, representando os Sacerdotes, até o fim dos tempos. E aos 72 discípulos, que representavam a maioria da população, para se espalharem por toda parte, ajudando-O na Missão, até o fim dos tempos. Não será isto, uma prova concreta de que Deus precisa de todos nós, para tocar pra frente seu trabalho?

Os Padres, Religiosos e Religiosas, e os Leigos, motivados pelos Lazaristas, pelas Filhas da Caridade e pelo grupo inicial da Sociedade Leiga de São Vicente, será que não nos estão mostrando, cada vez mais, a necessidade da nossa participação no trabalho de evangelização, iniciado por Jesus?

Jesus, como Deus, poderia ter instituído um trabalho, sem nós. Ele não era Deus? Mas Ele quis contar conosco, desde o princípio. Nós é que não O entendemos. Daí, o chamado que esta festa de S. Vicente nos está lembrando.

Com as bases sólidas de trabalhos feitos por padres, freiras e leigos vicentinos, na evangelização, tinha de levá-los à prática. Daí terem organizado muitas obras de caridade, doando-se inteiramente, aos mais necessitados. Nossos Santos eram considerados “pais dos pobres” e os causadores de muitas mudanças na formação de muitos religiosos.

            Preparados esses agentes – padres e freiras – tinha de haver uma organização mais abrangente para os leigos, isto é, para a maioria da população. Nasceram as Conferencias Vicentinas; cresceram e se espalharam por todo o mundo sob a inspiração de São Vicente, tendo mais tarde, Frederico Ozanam e seis Companheiros, como os mais ardorosos articuladores, estando hoje espalhadas pelo mundo inteiro. As regras e condutas que norteiam tais Conferencias estão baseadas na própria orientação original de São Vicente: de amor aos pobres, aos doentes e aos marginalizados, sempre respeitando os mais necessitados, sem humilhá-los em hipótese alguma, mas fazendo-se igual a eles. E quem foi Frederico Ozanam? Alguém fácil de ser manipulado? Um pobre analfabeto que não teria como vencer na vida? Um iluminado de Deus?

            Dentre tantas interrogações paro na última: +_um que é  luz do mundo.

            Nasceu em Milão, na Itália, aos 23 de abril de 1813. Seus pais – o médico João Antônio, e a assistente social Maria Ozanam – atendiam os doentes e indigentes, com o mesmo cuidado e carinho reservados aos pacientes de alta condição social. Frederico Ozanam, desde o nascimento, respirava o profundo espírito de caridade, compartilhado pelos seus pais. Foi sempre um aluno brilhante, um leitor insaciável e já aos 17 anos conhecia bem: grego, latim, francês, italiano e estudava hebraico e sânscrito, apaixonado por seus estudos filosóficos que o levaram a realizar grandes sonhos. Frequentava grandes centros intelectuais e colaborava com jornais e revistas, sendo reconhecido por todos não só pela sua profunda humanidade, como também pelo seu rigor moral, sua imensa cultura, as suas opiniões atualizadas, seu catolicismo respeitoso e consciente que o tornavam, rapidamente, uma personalidade respeitada e relevante. Era excelente mediador em debates sobre religião e política onde sempre se destacava pela defesa de sua fé católica. Tudo isso o levou à criação de uma “Conferencia da Caridade” que seria “uma associação de beneficência para a assistência dos pobres a fim de pôr em prática o nosso catolicismo”. Com mais 06 companheiros, tornaram o embrião da “Conferencia da Caridade” em múltiplas Conferencias de São Vicente de Paulo, usando toda a mística de São Vicente,          justificando: “pela beleza da formação acima de todos os sistemas políticos e filosóficos, de um grupo compacto de homens decididos a usar todos os seus direitos como cidadãos, toda a sua influência, todos os seus estudos profissionais, para honrar o catolicismo em tempos de paz e defendê-lo em tempo de guerra”. 

             Em São Vicente de Paulo, Santa Luíza, Frederico Ozanam e em seus sucessores, encontramos o esquema completo para um trabalho de evangelização, segundo a vontade de Deus: parte de uma Igreja composta de cerca de 2.781 Sacerdotes Lazaristas; 12.300 Religiosas, Filhas da Caridade em 96 países: e de 800.000 leigos (confrades e consócias) em 150 países., quase 04 séculos depois da instituição vicentina.

            Desde a 5ª feira passada, dia 18, até este sábado, 27, estamos em Festa a São Vicente de Paulo – sem esquecer Santa Luíza e o Bem-aventurado Frederico Ozanam – numa capela dedicada ao Santo, antes mesmo que tivesse sido instalada aqui em Bela Cruz, a Paróquia de N. Sra. da Conceição. A simplicidade do então Distrito, a pobreza de seus habitantes e todas as dificuldades aqui vividas pelo povo, fizeram com que homens de bem, católicos praticantes, informados sobre as S.S.V.P., pelo mundo afora, se unissem e organizassem, aqui em Bela Cruz, a tão benfazeja instituição.

            Nove anos antes da instalação da Paróquia, o Padre Sabino de Lima Feijão, que era Pároco de Acaraú e cuidava pastoralmente, da Capela de Bela Cruz, motivou um grupo “de homens de bem, católicos praticantes” para organizarem aqui, o que já existia, desde 20 de abril de 1833, espalhada por todo o mundo: a Sociedade São Vicente de Paulo. Informava o zeloso Pároco: foi um grupo de 07 jovens universitários, em Paris, na França, sob a coordenação de um deles: Antônio Frederico Ozanam, estudante de Direito na Sorbone. Porque não nos organizarmos assim?

Todos se animaram e surgiu o grupo. Também de sete: Pe. Sabino, o idealizador. Gabriel Florêncio, Emílio Fonteles, Nicodemos Araújo, Vicente Lopes, Francisco das Chagas Silveira e Mário Louzada. No dia 08 de setembro de 1932 fundaram uma Conferencia Vicentina, escolheram a Diretoria, registraram 71 sócios, que, em 04 anos já eram 186. Motivados, organizados, imbuídos da espiritualidade de São Vicente e praticando a orientação recebida de amor aos pobres, em 1938 iniciaram a construção da Igreja de São Vicente de Paulo. Sua bênção se deu a 19 de Julho de 1941 pelo mesmo Pe. Sabino, entregando à Comunidade uma capelinha toda aparelhada com tudo o que fosse necessário para celebrar a liturgia e com uma alegria enorme estampada no rosto de todo mundo. Isto aconteceu, 5 meses antes de criar-se a Paróquia.

A exemplo do que já se fazia pelo mundo, instalara-se aqui em Bela Cruz a Sociedade São Vicente de Paulo, seguindo o mesmo roteiro das irmãs, já existentes em toda parte: uma organização civil de leigos, homens e mulheres, dedicada ao trabalho cristão da caridade. Foi incorporada à já existente Conferencia Vicentina Nacional e Estadual, engrossando o número dos 153 mil confrades e consócias, mantendo creches, escolas, projetos sociais, lares de idosos que ajudam a cerca de 80 mil famílias necessitadas.

A nossa Conferência Vicentina começou logo enfrentando um caso concreto. Unindo-se, rezando, reunindo-se e trabalhando.

Quando a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição nasceu não encontrou dificuldades maiores, por não haver Matriz. A Capelinha de S. Vicente cedeu seu espaço para as celebrações.

Ao recordar, tão superficialmente, esta história, gostaria de encerrá-la com uma fundamentação bíblica que justificasse para todos vocês que aqui se encontram, para os nossos ouvintes que nos acompanham pela Genoveva FM e para os tele participantes que nos vêem pelas Redes Sociais da Paróquia, e ainda os que me seguirão pelo blog ‘vemserprofessorcomprazer’ neste sábado, dia 27, no próprio dia litúrgico de S. Vicente, texto do Evangelho de Lucas, que foi lembrado em cada noite, inclusive nesta Missa, chamando-nos a levar adiante, a sua mensagem: “Jesus convocou os 12... e os enviou a proclamar o Reino de Deus... e disse-lhes: ‘não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí e daí é que partireis de novo... Estarei convosco...

Em Fortaleza, no SHOPPING DEL PASEO
LIVRARIA LEITURA


 






sábado, 13 de setembro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 

Guaraciaba do Norte tem o 2º Melhor Prefeito do Ceará

Está funcionando, com pleno êxito a Feira mensal da Mulher Empreendedora de Guaraciaba do Norte, na primeira quinta feira de cada mês.na Praça de Eventos, ao lado do terminal rodoviário

 Apesar de ser restrita para mulheres ali residentes, fui informado do alto índice de frequência de pessoas da região, para comprar os produtos.

 Outro aspecto importante é o grande interesse despertado entre participantes. Está sendo necessário dividir em dois grupos que se alternam em cada mês. No total, quase 500 participantes.

 Tudo muitíssimo organizado. Ambiente muito bem iluminado. As vendedoras de alimentos vendem, praticamente, tudo que expõem.

                                      
Ainda em Guaraciaba do Norte, tive a oportunidade de participar do Desfile da Independência, realizado no sábado, dia 6, homenageado pela Escola municipal de Morrinhos e pela Escola Estadual Marina Soares.

 Foi a segunda vez que participei de um desfile. A primeira, como aluno, em 1954. A segunda, 71 anos depois, homenageado como Educador e como Autor.

 Certamente, foi o maior e melhor desfile estudantil realizado no município. A chuvinha fina não foi suficiente para tirar o entusiasmo de Professores e Alunos.

                                   

                                              

              O Prefeito Cefas Melo participou do Desfile e oi muito aplaudido. Impressionante a presença do publico aplaudindo fotografando e filmando. Altíssimo o índice de satisfação do povo.

 A propósito, nosso conterrâneo, ainda no primeiro semestre de sua gestão, foi escolhido segundo melhor Prefeito do Ceará. A comunidade vai comemorar este importante fato.

 Outras conquistas virão, visto que o Prefeito não para. Já nesta semana esteve em Brasília onde foi buscar recursos para o Complexo Esportivo Dep. José Maria Melo, em Várzea dos Espinhos.

 Sonhar não faz mal.  Sonho muito com o retorno do trem de passageiros entre Crateús, Sobral e Fortaleza. O mesmo também entre Fortaleza e Crato. Uma vitória para a população.

 Quem teve chance de viajar de trem, apesar dos atrasos e de desconfortos, deixou saudades. Era a grande oportunidade da população viajar e conduzir seus produtos para vender.

 Mas, como trem não consumia pneus e nem gasolina, a ditadura de 64 o tirou de circulação para agradar os patrões de outros países. Mas os tempos são outros e o Brasil é Soberano.

 A Galeria da Liberdade recebe a exposição itinerante do Memorial da Resistência de São Paulo, que celebra a força e a resistência das mulheres durante a Ditadura Civil-Militar.

 A abertura aconteceu sexta-feira, dia 12 de setembro, às 16h, com a presença de curadoras, artistas e ex-presas políticas.

 A mostra reúne 22 testemunhos na instalação "Partitura da Escuta", da artista Bianca Turner, revelando a luta incansável por Memória, Verdade e Justiça.

 A exposição também dialoga com a potência da historiadora e poeta negra Beatriz Nascimento, apresentando três de seus poemas escritos nos anos 1980.

 O dr. Mariano de Freitas, importante liderança estudantil no tempo da ditadura de 64, está pesquisando muito para escrever um livro sobre AÇÕES DA AÇÃO CATÓLICA.

 Ação Católica foi um importante movimento da Igreja Católica para envolver os leigos na ação pastoral. Os grupos eram formados conforme os segmentos a que pertencia,

 Estudantes, por exemplo, pertenciam à JEC – Juventude Estudantil Católica. Universitários integravam a Juventude Universitária Católica- JUC.

 Logo mais às 20 horas, na Praça da Matriz de Guaraciaba do Norte será exibido um documentário sobre o Artista Mestre Griô Márcio Pena que, há mais de 20 anos, compartilha sua experiência com crianças e jovens locais.

                                                   

GRATIDÃO, MESTRE! A VIDA E A ARTE DE MARCIO PENA é o título do documentário a ser exibido no anfiteatro da Praça da Matriz. Apoio dos Governos Federal e Estadual.

Logo mais à noite, em família, comemoraremos o aniversário da querida prima EDNA GOMES, casada com nosso sobrinho Kleber Gomes e  mãe de William e Letícia. Residem em Guaraciaba do Norte, onde sempre nos acolhem muito bem.

 


MEMÓRIAS DO RETORNO DO EXÍLIO

 

MULHERES PROTAGONISTAS

Dr. João de Paula Monteiro Ferreira  (*)

- Não faça isso com minha esposa, Dr. João de Paula.

         Foi o que ouvi no telefonema de um promotor de justiça, reclamando por eu ter aceitado a inscrição de sua esposa em um grupo psicoterápico para mães de crianças com deficiência.  Tratava-se de uma atividade do Centro de Vivências, clínica de psicoterapia e centro de atendimento em psicologia organizacional, criado pelo psicólogo César Wagner, então marido da Ruth, pelo Tarcízio Diniz, psiquiatra e psicodramatista e por mim, médico-psicoterapeuta.

A ideia de formação deste grupo era complementar um trabalho que a Ruth, Fátima Diógenes e eu realizávamos no Centro de Desenvolvimento Humano, no qual tínhamos a participação dos pais no processo de tratamento de seus filhos como uma das condições de sucesso. Naquele trabalho constatamos que era sobre as mães que se concentrava o peso maior das responsabilidades em lidar com as necessidades especiais destas crianças e que elas eram as verdadeiras protagonistas no engajamento em atividades do tratamento. Tínhamos ali grupos de apoio a elas, mas que não eram de cunho psicoterápico. Esta foi a razão para eu criar aquele grupo terapêutico específico para aquelas mães e foi isso que expliquei àquele marido ao telefone.

            Mas minhas explicações não o convenceram. Segundo ele “mulheres que se metiam nestas coisas de psicologia viravam a cabeça e começavam a fazer confusão em casa, criando problemas no casamento”. Argumentei que isso não procedia, mas não adiantou. Diante de seu pedido para eu cancelar a inscrição de sua esposa, respondi-lhe que só ela podia fazer isso e lhe disse que eu não tinha mais nada a acrescentar, pedindo-lhe, então, licença para encerrar aquele telefonema.  Infelizmente, atitudes machistas como essa, não eram raras em nosso trabalho.

                O início das atividades como psicoterapeuta era a abertura de uma nova frente em minha atuação na medicina, a partir da conclusão da minha formação de três anos em Gestalt Terapia com Gercilene Campos, Gestalt-Terapeuta, Mestra e Doutoranda em Psicologia Clínica pela USP. Até ali minhas atividades como médico concentravam-se no trabalho com pessoas com deficiências.

Os anos em que pratiquei a psicoterapia individual e de grupo deram-me grande satisfação profissional e pessoal. Era muito gratificante perceber como um processo psicoterápico bem conduzido podia ajudar pessoas a ampliarem sua consciência sobre seu modo de sentir, perceber, pensar, agir e relacionar-se consigo e com os outros. Claro que um processo psicoterápico não tem só flores; tem também contratempos, obstáculos e fracassos. Mas o desejo de compartilhar reflexões sobre minha experiência nesta atividade é assunto para outra historieta.

                  Em paralelo ao exercício das atividades profissionais e buscando caminhos para expressar minha inconformidade com a situação social e política que encontrei ao chegar do exílio, visualizei inicialmente a possibilidade de atuar no movimento médico, que era muito ativo naquele início da década de 1980.

               Minha primeira aproximação com o meio médico ocorreu por meio das sociedades especializadas de Pediatria, Neurologia, Psiquiatria e da ABENEPI – Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil. Nesta última, encontrei a mesma força de liderança das mulheres que constatara nas organizações beneficentes de atendimento a pessoas com deficiência. Neste caso, o protagonismo das neurologistas infantis Sílvia Lemos e Irene Fortes foi além das fronteiras do Ceará, quando elas assumiram o comando nacional da ABENEPI. Tive oportunidade de testemunhar inúmeras manifestações de admiração e respeito que as duas recebiam em vários estados brasileiros, quando presidi a Comissão de Divulgação da entidade. Minha relação com as sociedades especializadas era de mão dupla: eu aprendia muito dos saberes específicos de cada uma delas e contribuía com meus conhecimentos em deficiência mental (à época eu era diretor nacional e presidente do Capítulo do Ceará da ABDM – Associação Brasileira Para o Estudo Científico da Deficiência Mental*) e as ajudava nas tarefas de organização, mobilização e comunicação.

                Dei mais um passo de aproximação com o meio médico quando comecei a participar de ações unitárias articuladas pelas entidades representativas da categoria. Esta participação foi muito facilitada a partir de um convite do Professor Newton Gonçalves, um dos fundadores da Faculdade de Medicina da UFC, para que eu fizesse uma exposição sobre o ensino de medicina na Universidade de Colônia, onde eu me formara. Apreciador da cultura alemã e do idioma alemão (que aprendera como autodidata), ele queria compartilhar aquela experiência com alguns de seus colegas de ensino, organizando para isso uma conversa informal em sua residência. Para mim, aquele encontro, além do prazer da retomada de contato com alguns dos mais renomados dos meus ex-professores, serviu de ponte de acesso a alguns líderes da classe médica, pois o Centro Médico, uma das entidades de forte atuação naquele momento, costumava ser presidido por figuras de destaque na profissão. A título de exemplo, Paulo Marcelo Martins Rodrigues e José Aguiar Ramos, como presidentes no começo do declínio da ditadura, abriram caminho na entidade para jovens lideranças.

           Saindo do opressivo regime ditatorial que lhe impusera  constrangimentos de todo tipo em suas atividades e em sua dignidade, a categoria médica estava unida na busca da ampliação de espaços democráticos, na defesa dos seus direitos e da melhoria da saúde da população, no combate ao clientelismo na gestão pública da saúde e na luta por eleições diretas para a Presidência da República, promovendo atividades integradas  por meio do Centro Médico, do Sindicato dos Médicos, do Conselho Regional de Medicina e do Clube do Médico. Exemplo eloquente desta união era o jornal Ceará Médico. unificando publicações do Centro Médico (presidido por Lino Holanda) e do Sindicato dos Médicos (presidido por Mariano Freitas).

               Naquele momento, defensores da ditadura militar já não se manifestavam habitualmente no meio médico, assim como em outros espaços da sociedade. Exceção a isso era o jornalista Themístocles de Castro e Silva, que em certa ocasião resolveu atacar o Centro Médico pela realização de uma solenidade em homenagem aos deputados federais do Ceará que tinham votado a favor da eleição direta para a Presidência da República. Uma resposta lhe foi dada de imediato por meio de uma nota no espaço Opinião do Leitor, do Jornal O Povo de 22.05.84, em nome da Diretoria da nossa entidade, assinada por Lino Antônio C. Holanda, como presidente e por mim, como secretário geral.

            As bandeiras defendidas pela categoria médica pela melhoria da saúde da população e pelo avanço do processo democrático deram um salto em 1986. Por um lado, com a realização da 8ª Conferência Nacional de Saúde, que aprovou proposta de criação de um Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde, SUDS, precursor do SUS. Pelo outro lado, a adoção pela AMB – Associação Médica Brasileira da realização de uma constituinte, como sua principal reivindicação política. Pude acompanhar de perto estes dois movimentos porque havia sido eleito naquele ano vice-presidente para o Nordeste na chapa para a AMB, denominada CONSTITUINTE E SAÚDE, presidida por Nelson Proença.

            No que dizia respeito à atividade legal de partidos políticos no Ceará naquele ano de 1980, o que havia no campo da oposição era o MDB, partido de existência consentida pela ditadura militar e que tivera altos e baixos no enfrentamento das arbitrariedades do regime.  Naquela ocasião estava em estruturação no seu interior uma articulação de seus membros mais combativos e ligados aos movimentos sociais, que se autodenominou Tendência Popular. Este grupo era representado aqui pelo deputado federal Iranildo Pereira, de quem me aproximei. Mas o relato da minha atuação na Tendência Popular requer o espaço de uma outra historieta. 

                  (*) Fui indicado para presidir o Capítulo do Ceará da ABDM pela professora Zuíla Moraes, que o havia fundado e presidido em Juazeiro do Norte, onde também fora pioneira em educação especial e criadora de uma APAE. O protagonismo de mulheres nesta área merece uma historieta específica.

                (*) Dr. João de Paula Monteiro Ferreira, de Crateús, Médico e Consultor Empresarial.                                          Importante liderança universitária no tempo da ditadura de 64.

ESTE LIVRO ESTÁ À VENDA NA LIVRARIA LEITURA, no Shopping Del Paseo, em Fortaleza.





COLUNA PRIMEIRO PLANO

  LUIZIANE, A CAMINHO DO SENADO, SAI DO PT, MAS APOIARÁ LULA E ELMANO.                                        EDIÇÃO DE 04.04.26            ...