sábado, 4 de outubro de 2025

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 


Modernização:

A IBIAPABA DEVE MUITO AO SEBRAE

Edição de 04 de outubro

No Seminário de Sobral, celebrava-se o dia do onomástico, isto é o Dia do Santo que lhe dá o nome. Hoje, por exemplo é o meu onomástico porque é o Dia de São Francisco.

Como somos muitos Franciscos no Ceará e no Nordeste, é o dia do onomástico em, praticamente todas as casas. Qual a família que não tem um Francisco?

Então, hoje é um dia de festas em quase todo o Ceará, em homenagens a São Francisco. E, certamente o Papa Francisco será muito lembrado por suas semelhanças com o Santo de Assis.

Nas ultimas vezes que tenho andado em Guaraciaba do Norte, um aspecto me tem chamado, positivamente, a atenção. Trata-se da qualidade dos serviços de pequenas lanchonetes.

São muito bem estruturadas, mesmo em espaços pequenos. Atendimento de alta qualidade e produtos muito bem apresentados. Deduzo: A melhoria no nível dos gestores e, suponho, grande influência do SEBRAE.

Há muitos anos, o SEBRAE vem semeando ideias nos setores de comércio e serviços. Acho que agora está encontrando o terreno fértil para semear ideias sobre melhores caminhos.

Observa-se que há uma atenção ao planejamento de tudo, desde a infraestrutura até a qualidade no atendimento. Outros ambientes que não se atualizam, estão envelhecendo, sem cuidados.

É nas inovações que percebo, claramente, o resultado do trabalho do amigo Magalhães em toda a região da Ibiapaba. O seu trabalho entusiasmado contagiou os comerciantes, proporcionando novas visões.

Percebe-se que tudo pode-se fazer melhor, saindo da rotina, experimentando novos caminhos. Se fazemos sempre a mesma coisa, seguindo a mesma rotina, só teremos os mesmos resultados. AS inovações fazem a diferença.

Os comerciantes que não adotarem inovações em seus ramos de negócios, terão dificuldade de sobreviver. Quando o grau de instrução foi-se elevando em nossos municípios, os efeitos apareceram.

Minhas referências, em Guaraciaba do Norte, eram as bodegas e lojas do tradicional mercado. Quando alguém da família estava estudando, logo isto se refletia no visual das lojas. Iam-se transformando. Tornando-se mais atraentes.

Digo isto a partir das experiencias em Sala de Aula. Nada se repete tanto, ao longo do tempo, do que a Escola. Os êxitos que consegui foi por ter saído da rotina. Especialmente, criando oportunidade de participação dos alunos.

Sempre ouvi falar que o aluno é o Agente principal da Aprendizagem, mas observava, na prática, que não passava de paciente das impaciências de muitos professores. Comprovei isto com meu livro PROFESSOR COM PRAZER.

O livro é resultado de experiências desenvolvidas com êxito na sala de aula. Quem o adota, faz sucesso, conforme os testemunhos publicados nas primeiras páginas da segunda Edição.

Uma pergunta à maioria dos Professores: Que diferenças observa entre as suas aulas atuais e as aulas de seus professores, no passado? Que inovações tem adotado/ Quais os resultados?

Com a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais, a situação melhora muito para 16 milhões de brasileiros.]

Já os contribuintes que recebem valores entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terão descontos progressivos. Com salário de R$ 6.250, por exemplo, passará a economizar cerca de R$ 1.800 por ano. Se sancionada sem alterações, a nova tabela entrará em vigor em 2026.

Para compensar a redução na arrecadação, a proposta cria um imposto mínimo para os mais ricos e estabelece tributação sobre dividendos enviados ao exterior. Por que os parlamentares têm medo de cobrar impostos dos ricos?

Alguns comentaristas só conseguem destacar os Estados Unidos para estabelecer comparações com o Brasil. Isto me parece herança do colonialismo e da subserviência.

Quatro países da direita estão mostrando como agem e os resultados são catastróficos. Mesmo assim há os que se ajoelham diante de suas bandeiras: EEUU, Argentina, Israel e outros similares.

Gostaria de entender como alguns pastores celebram seus cultos com a bandeira de Israel ao lado. Apoiam o genocídio ou são desinformados?

O ICL fez um documentário sobre a situação da Argentina a ser exibido no dia 9 de outubro às 20 horas. “Vai pra Cuba Eduardo” já exibido, foi um sucesso.

Alguns até demonstram que os Estados Unidos são os colonizadores do Brasil. São aqueles que se parecem com a madame que perguntou ao Ariano se ele havia ido à Disney

                                                                                           clique para ver e sorrir

Na quinta feira, dia 2, aconteceu a terceira comemoração do aniversário da Mariana. Isto se faz graças ao seu vasto círculo de amizade. A primeira foi em Teresina, no Encontro Nordestino de Educação Biocêntrica.

Outra festa foi em torno da família Ferreira, de seu pai João de Paula. Na quinta, foi a vez da família Cavalcante e agregados. Lá estavam também suas companheiras da APAE.

Aí estão: Tereza Neuma, Betânia, Delaidinha, Myrtes, Silvinha, Marcio, Eduardo, Salete, Olga e Ruth. Mariana está com as companheiras da APAE.

Hoje, no início da noite, temos um encontro com o amigo de décadas, Hairton Carvalho, poeta, compositor, publicitário de Bela Cruz, residente no Crato. La estaremos, Raimundo da Matta, Edna, Myrtes e eu.

           TORCEMOS PELO RETORNO DE LUIZIANE


       MEMÓRIAS DO EXÍLIO E DO RETORNO

 

ECOS DE 1968

Dr. João de Paula Monteiro Ferreira (*)
- Reconhece este aqui, João de Paula?

Foi o que me perguntou o João Alemão, apontando para seu acompanhante, ao chegar à minha casa, na Praia de Iracema, naquele 29 de outubro de 1983. O rosto pareceu-me familiar, mas  não consegui identificar de imediato aquela pessoa. Depois de algum tempo, vendo que eu não estava me recordando, ele disse que era o Daniel Cohn Bendit. Sim, claro; aquele era mesmo o “Dani, le rouge”(Dani, o vermelho, como lhe apelidara a imprensa internacional) o francês-alemão, cuja fisionomia eu vira tantas vezes nos jornais quando ele liderou os mundialmente famosos protestos estudantis de maio de 1968 na França

Atraído pela beleza das nossas praias, Cohn Bendit tinha vindo de férias a Fortaleza, sem qualquer divulgação, e fora acometido de uma virose que lhe impediu de voltar no prazo previsto ao seu trabalho em uma escola infantil de Frankfurt Am Main, na República Federal da Alemanha, onde então morava. Necessitando de um atestado em alemão para justificar seu atraso, ele foi levado à mim pelo Hans Jürgen Fiege, um amigo em comum, que sabia que eu me formara em medicina na Alemanha. Um parêntese: o Hans, que tinha vindo para Fortaleza em um programa de voluntariado de estudantes alemães, apaixonara-se pelo Ceará e por uma cearense, casara-se, constituíra família, passara a trabalhar e a residir aqui e, anos depois, tornou-se Cônsul Honorário da Alemanha na nossa capital.

Por coincidência, no dia daquela ida dos dois à minha residência na Rua dos Tabajaras, 479, a Tânia, minha então mulher, havia preparado para a noite uma confraternização com amigos em comemoração ao meu aniversário. Convidei-os a participar, e o Daniel, atendendo a pedidos dos presentes, fez uma exposição sobre sua atuação naquele movimento que causara tanto impacto na política e nos costumes da época. Por sugestão do Hans, a tradução da apresentação e dos animados debates que se seguiram foi feita do alemão para o português, por mim e do português para o alemão, por ele. Tudo ocorreu no quintal da nossa casa, que dava diretamente para a maravilhosa piscininha da Praia de Iracema, recoberta hoje pelo calçadão, onde tomei banhos inesquecíveis com minhas filhas Mariana, Marina e Maíra.

                                                        

Paris, em maio de 1968, foi o ponto mais alto de um movimento que sacudiu grande parte do mundo durante aquele ano. Sem uma causalidade direta mas, certamente, com algum grau de influência, eclodiram protestos em diversos países, com causas específicas em alguns deles, mas tendo pontos em comum como mudanças nos sistemas de ensino, abolição de regulamentos conservadores, lutas por direitos das mulheres, resistência a medidas repressivas, condenação da agressão ao Vietnam pelos EUA e denúncia da invasão da Tchecoslováquia pela União Soviética e aliados do Pacto de Varsóvia. Em Paris, a ocupação da Sorbonne pelos universitários, notabilizou-se pela irreverência de seus slogans, escritos em pichações e faixas, tais como: “É proibido proibir”, sejamos realistas, exijamos o impossível” e a “Todo o poder à imaginação”.

Na Europa, além da França, teve muito destaque o movimento estudantil na Alemanha, principalmente em Berlim Ocidental. Naquela cidade despontou a liderança de Rudi Dutschke, que foi baleado na cabeça por um extremista de direita, o que lhe acarretou sequelas cerebrais expressas principalmente na forma de uma grave epilepsia. Ele teve que sair da Alemanha, passando um período na Inglaterra e depois na Dinamarca, como professor universitário.

O Sérgio Buarque, economista e jornalista, meu contemporâneo de exílio em Colônia e amigo muito próximo até hoje, o entrevistou em 1978 para a revista Isto É que, como outros órgãos de imprensa do Brasil, começava a furar o bloqueio da censura. O Sérgio soube que o Rudi iria de Arhus, na Dinamarca, para fazer uma palestra na cidade holandesa de Utrecht e foi até lá de carro com um amigo. Além de conseguir a entrevista, ainda o levou de carona até Colônia, hospedando-se como ele em uma república onde morava a Cristina Buarque, sua ex-mulher. Aliás, esta república era um lugar muito acolhedor. Foi nela que a Cristina hospedou a atriz Ruth Escobar, quando elas criaram em Colônia um Comitê Brasileiro pela Anistia e também o Fagner, quando ele foi fazer ali um show em favor da anistia.

 Rudi Dutschke faleceu em dezembro de 1979, com 39 anos de idade, ao afogar-se numa banheira em consequência de um ataque de epilepsia. Daniel Cohn Bendit, depois de atuar como educador de crianças, foi deputado por vinte anos no Parlamento Europeu, defendendo causas ambientais e aumento da integração europeia, temas sobre os quais presta serviços de consultoria atualmente em Berlim

O ano de 1968 foi muito intenso também nas américas. Nos EUA ocorreram grandes mobilizações que se iniciaram com manifestações de estudantes exigindo o fim da Guerra do Vietnam e que se imbricaram com o movimento em defesa dos direitos civis. Protestos estudantis ocorreram no México, Peru, Argentina e Uruguai. No Brasil, o assassinato do estudante Edson Luiz no Rio desencadeou protestos em todo o país, que tiveram seu momento mais expressivo no evento que ficou conhecido como a Passeata dos Cem Mil.

Como exemplo de acontecimentos que marcam a história, na primeira fila daquela memorável manifestação popular, marchavam Caetano Veloso, Chico Buarque e Gilberto Gil, três dos artistas brasileiros que ajudaram agora a despertar os brios da sociedade civil do Brasil para sair às ruas de todo país em protestos contra a escandalosa PEC da bandidagem e a farsa para assegurar a impunidade dos eternos golpistas.

                                                   Dr. João de Paula Monteiro Ferreira, de Crateús, Médico, Consultor                                                                           Empresarial, importante liderança universitária na época da ditadura de 64.             

Para todos os golpistas que tentaram destruir a nossa democracia.


                                                                                                                         









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