sábado, 11 de abril de 2026

COLUNA PRIMEIRO PLANO

 


Ação vergonhosa:

DEPUTADO JOGA LIXO NA PORTA DA PREFEITURA DA CAPITAL!

EDIÇÃO DE 11.04.26

Uma nova Faculdade está sendo implantada na região norte. É a FaCruz, na cidade de Cruz. Inicialmente, com dois cursos importantes: Direito e Enfermagem.

 A informação me foi passada pelo Professor Neto Muniz de quem tive o privilégio de ser professor, no curso de Letras da UVA, em Sobral.

 Pelo entusiasmo e dedicação do caro amigo, com certeza serão cursos realizados, de forma presencial, com muita seriedade. 

 Desde já o grupo gestor da FaCruz, está pensando na preparação de seus Professores. E isto fará uma grande diferença.

 Há instituições que apenas convidam os professores e lhes indicam as salas em que vão lecionar. Não há preocupação sequer em ter o planejamento da disciplina.

 A preparação dos Professores, com orientações sobre a Metodologia, é fundamental e indispensável.  É preciso um método que valorize a participação dos alunos.

 Recebi da Professora Patrícia Holanda, da UFC, um convite para a palestra do Prof. Robson Alves de Oliveira, intitulada “Mapeamento das experiências educacionais vinculadas à militância libertária em Fortaleza (1900–1940)”.

 E lá estive na última quarta-feira, dia 8 de abril, às 15h30 na Faculdade de Educação. A exposição e a metodologia de pesquisa adotada pelo expositor despertaram muita atenção.

 

Presentes vários estudantes de Pós-Graduação e mais a Professoras Pós Doutoras Lis de Maria Martins Torres, natural de Hidrolândia, e Patrícia Holanda, de Fortaleza.

 Paradoxalmente, com a melhoria dos recursos tecnológicos de comunicação, ficou mais difícil ser atendido num órgão público e mesmo privado.

 Se não tivermos o número do celular de alguém que trabalhe no órgão procurado, ninguém se comunica. Antigamente, tudo estava nas listas telefônicas que sumiram.

 Se não temos mais as listas, devia ser obrigatória a Publicação dos números de Telefones no Google ou em na Claro, Tim, e demais prestadores deste serviço.

 É necessária uma renovação geral dos parlamentares das Assembleias, Câmara Federal e Senado. Precisamos ter mais representantes dos trabalhadores.

 Os empresários e os representantes da classe rica já são muitos e não defendem os interesses dos trabalhadores. Felizmente, há alguns que se sensibilizam mais.

 Enquanto o Presidente Lula pretende diminuir a jornada de trabalho para proporcionar melhoria de vida ao trabalhador, a direita que aumentar para 12 horas/dia.

 Assim já divulgou o senhor Rogério Marinho, futuro Coordenador da campanha do senhor Flávio Bolsonaro que nunca teve uma Carteira de Trabalho assinada.

 Quem nunca trabalhou não sabe o que são os direitos e as obrigações de quem tem uma Carteira de Trabalho assinada.

 Recomendo a leitura do texto OS RATOS, de autoria do famoso Advogado Criminal e Escritor maranhense Alan Paiva, filho do radialista sobralense Aloisio Paiva.

  Dia 13, mais uma comemoração na família. Vamos celebrar, os 80 anos da Neiva. Casada com Wilson Diógenes. Mãe de Cinthya e Wilson Júnior. Sogra de Alejandro Esteche.

 Neiva e Wilson são avós de Beatriz, concludente do Curso de Medicina, Fernanda, pré-universitária e Lucas Paiva Diógenes.


 Como se justifica que um jovem deputado federal que já foi candidato a prefeito de Fortaleza, junta vários sacos de lixo e os deposita na porta da Prefeitura da capital?

 Seria esta a sua forma de comemorar os 300 anos de Fortaleza? De muito mal gosto e mostra que cuidados teria se tivesse sido eleito. Será que, assim, merece reeleição?

 A atitude do deputado teve péssima repercussão nacional. O que dirão os nossos turistas? Merece uma punição proporcional ao desrespeito à nossa capital.

 Quem aplaudirá o deputado (?) André Fernandes pelo ato? Sua história já é conturbada, e agora com esta manifestação contra Fortaleza... Não há justificativa.

 

                                                   OS RATOS

                                                                                                    Alan Paiva*

       Naquela cidade do interior, todos foram surpreendidos com a notícia de que a cadeia pública havia sido interditada pelo novo juiz. Para onde irão os presos? Os criminosos serão soltos? Quem nos protegerá daqueles homens maus? A criminalidade vai correr solta nas ruas? Eram essas as perguntas que os moradores repetiam apreensivos em todos os lugares.

      Após uma visita à prisão, o jovem magistrado concluiu que não poderia enviar ninguém para aquele ambiente sujo e fétido, com vinte homens aglomerados em celas construídas para cinco, nas quais não havia sequer um banheiro. Eles usavam buracos abertos no chão e tomavam banho em torneiras enferrujadas. Dormiam no piso infestado de baratas e por toda parte era possível ver ratos cujo tamanho assustava até mesmo os guardas da prisão.

      Antes de deixar o local, tendo constatado a situação e o sofrimento dos homens ali confinados, viu um velho deitado numa cela cuja calvície lembrou seu pai já falecido. Um funcionário informou que ele fora mordido pelos ratos durante a noite e aguardava atendimento médico. O juiz determinou a sua imediata transferência para um hospital e, não suportando mais o cheiro e as condições da cadeia, saiu dali o mais rápido que pôde.

       A degradação do ambiente prisional causou náuseas no juiz que se lembrou das palavras de um velho professor da faculdade de direito. Ele dizia que todo juiz deve conhecer uma prisão para que veja o inferno para onde enviará as pessoas. Afinal, ele é responsável por cada ser humano que entra ali sem saber se sairá vivo ou morto.

       No dia seguinte, a sua primeira providência ao chegar no gabinete foi determinar a interdição da cadeia pública. A partir daquele momento, ninguém mais entrava no prédio. Os presos seriam removidos para outros estabelecimentos ou ficariam em prisão domiciliar até que o poder público realizasse a reforma necessária.

       Essa medida fez com que os habitantes organizassem uma passeata de protesto, que contou com o apoio dos religiosos e cidadãos de bem. Todos se uniram para evitar aquela tragédia sem precedentes. Em pouco tempo, políticos e empresários bateram às portas do Tribunal de Justiça contra a decisão do juiz que colocava em risco a segurança da população.

       Não demorou muito para que a decisão fosse revogada para a alegria dos moradores da cidade que agora poderiam dormir aliviados. Os presos não foram transferidos e os doentes mordidos pelos ratos tiveram que retornar para as celas imundas, onde o seu estado certamente se agravaria. Nada foi dito sobre as condições precárias da prisão e tudo voltou a ser como era antes.

       Numa certa manhã, os funcionários ouviram um barulho ensurdecedor vindo do interior da prisão. Quando foram ver o que estava acontecendo, descobriram que os presos tinham sumido misteriosamente. Nas celas havia somente ratos, uma quantidade enorme deles no lugar dos homens encarcerados. A notícia logo se espalhou pela cidade e todos ficaram espantados e incrédulos diante daquela ocorrência inusitada.

       Ao ser informado sobre a fuga em massa, pois se acreditava que os presos haviam fugido durante a noite, o magistrado correu para a cadeia pública. Então pôde ver os ratos enormes ocupando as celas e os corredores da prisão. Nesse instante, notou que as portas de ferro continuavam trancadas pelo lado de fora com os pesados cadeados e pensou que não havia como eles terem fugido.

       De repente, os bichos começaram a atacar os guardas e as autoridades presentes, que tiveram que deixar o prédio correndo. Só não atacavam o juiz, por mais estranho que isso possa parecer.

       O prefeito deu a ordem para que os ratos fossem incinerados imediatamente. Ao saber disso, o juiz quis acompanhar de perto aquela operação de extermínio que aconteceria de manhã cedo. Ele tinha ficado acordado a noite inteira intrigado com o estranho acontecimento.

       Na hora marcada, havia muita gente diante do prédio à espera dos bombeiros. Daí a pouco, enquanto o fogo consumia os bichos, todos ouviram os gritos terríveis de dor e desespero que saíam da prisão. Perceberam com assombro que eram gritos de homens e não de ratos.

 *ALAN PAIVA é advogado criminal e escritor, em São Luís do Maranhão

E mail: leunamgomes123@gmail.com



Nenhum comentário:

Postar um comentário

O COMENTÁRIO DA SEMANA

  Sempre que iniciamos o Mês de junho , vêm-nos logo á mente, reflexões sobre o folclore, as festas animadas com fogueira, milho assado, for...