Ubajara se pergunta:
POR QUE APAGAR ESTA OBRA
DE ARTE, FEITA COM TANTO AMOR?
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Terça feira, dia 5, a Academia Cearense de Literatura e Jornalismo do Ceará deu posse ao
Escritor, Professor, Dentista e Coronel da Policia Militar do Ceará Dr. Nonato
Castro.
A solenidade aconteceu na sede da Academia que funciona no antigo Palácio da Luz, no centro de Fortaleza. O auditório estava lotado, símbolo do prestígio do novo Acadêmico.
A Banda de Música da Polícia Militar a que o Dr. Nonato Castro pertence, fez uma interpretação magistral do Hino Nacional Brasileiro.
Lá estivemos com Myrtes, Italo e Teresa Neuma, atendendo ao gentil convite que nos foi feito pelo amigo Nonato de Castro.
Discurso e a aposição da
pelerine, símbolo da posse
Há 67 anos, este quadro abaixo, de Jesus orando no horto, despertava atenção, curiosidade e respeito dos cristãos que frequentavam a Igreja Matriz de Ubajara.
Era uma obra do pintor conterrâneo Antonio Ribeiro Neto, pai do betanista Flávio Ribeiro, ex aluno do Seminário Menor de Sobral. Uma família local muito conhecida.
Sem mais nem menos, o vigário achou por bem
acabar com aquela obra, como se ela nada significasse para a população. Para ele, talvez.
A questão está na Justiça aguardando uma decisão. Como o quadro foi destruído jamais o povo terá a mesma obra para contemplar. Uma nova pintura jamais terá os traços do criador.
Uma obra de arte sai do fundo da alma de seu autor. Uma cópia será sempre uma cópia e jamais o original. Mas a história dirá que o vigário mandou destruí-la. Jamais o Mons. Tarcisio Melo faria.
Por que motivos? Perguntarão todos os que ouvirem a história. E ninguém saberá responder qual a motivação do vigário. Saberão apenas o ano: 2024.
Algumas pessoas mostrarão a foto abaixo com as duas situações, sem entender o que e por aconteceu na Igreja de Ubajara.
O Bispo e auxiliares ainda foram fotografados sob aquele teto que,
agora, está limpo.
Um grande grupo de ex alunos do Seminário de Sobral, hoje profissionais de diversas áreas, (Professores, Médicos, Engenheiros, Jornalistas, Dentistas, Advogados, etc.) acostumados a ver obras de arte nas Igrejas, está inconformado.
A propósito, em Bela Cruz, há um Centro Administrativo, com Auditório, Secretaria Paroquial, Coletas do Patrimônio e Dízimo, Sala de Atendimento do Pároco e Reuniões, bento em outubro de 2014.
O auditório do Instituto Imaculada Conceição foi denominado AMAR – Auditório Monsenhor Assis Rocha. Apareceu por lá o vigário Claudio Nascimento e, sem mais nem menos, mandou apagar.
O Mons. Assis Rocha, quando criança, ali estudou até sair para o Seminário de Sobral. Nunca perdeu o vínculo com sua terra, mesmo tendo passado 35 anos em Pernambuco.
Fez Mestrado e Doutorado em Roma. Ocupou várias funções de destaque. Aposentado, decidiu voltar à sua Bela Cruz, onde mora.
Mas é justamente da paróquia a que tanto tem-se dedicado que vem a demonstração de desconhecimento de um passageiro vigário.
O vigário mandar apagar o nome de uma homenagem que foi prestada, em passado recente, pela paróquia, mexe com a alma. Uma pessoa de quem menos se esperava e que ali estava de passagem...
Jesus, o Filho de Deus foi vítima de maus tratos. Fica-se pensando: o que justifica um gesto tão mesquinho? Apagar uma sigla que simboliza agregação, paz, amor...
Dois padres, dois gestos inexplicáveis em duas paróquias de dioceses diferentes. Um, lá na Serra da Ibiapaba. O outro na região do Acaraú, diocese de Sobral. Não estudaram História da Arte?
Há 54 anos, quando saí do Ceará para o Maranhão, tive o privilégio de trabalhar com o Professor José Manoel de Macedo Costa, criador da TV Educativa, em São Luís.
Ele havia estudado no Seminário da Praínha, em Fortaleza. Tornou-se padre e, tempos depois, casou-se com Maria da Paz. Formaram um casal perfeito.
Ao lado de seu irmão Antonio Luiz, concebeu e estruturou um sistema de TV Educativa revolucionário. Conheci de perto, como Coordenador de Aperfeiçoamento Pedagógico. Era o Ensino fundamental pela TV.
Muitos estados, inclusive o Ceará, espelhou-se no modelo do Maranhão. A ditadura não permitiu que aquela experiencia revolucionária prosseguisse e perseguiu o Professor Macedo.
Nesta semana, depois de uma pesquisa, localizei o filho do Professor Macedo, Advogado, em São Luís, tem o mesmo nome do pai. Farei uma visita em junho ao retornar à bela ilha.
Antes do Benedito, então recém ordenado,
foram presidentes os Padres Luiz Melo,
Antônio Edvar e José Prado Ponte. De lá para cá, centenas de pessoas
contribuíram com a instituição e, por ela, foram beneficiados.
A sua obra, a sua metodologia e os benefícios foram tão grandes que despertaram a atenção de universitários que ali se inspiraram para realizar trabalhos acadêmicos em várias Instituições de Ensino Superior.
Procurei no Google e encontrei farto material sobre o SPH, inclusive a Dissertação de Mestrado com o título: Mobilização, educação e memória: o Serviço de Promoção Humana (SPH), em Camocim-CE, 1962-1979
PROFESSORES QUE NÃO SÃO CAPAZES DE RECONHECER A IMPORTÂNCIA DO CÍRCULO, NA SALA DE AULA, DIFICILMENTE, COMPREENDERÃO OUTROS CONCEITOS PEDAGÓGICOS


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